27 de dezembro de 2018

“Por Este Caminho Nunca Dantes Passastes” [Ano Novo]
“Por Este Caminho Nunca Dantes Passastes” [Ano Novo]
Texto: Josué 3:1-4

Introdução

1. Em 1519, o explorador espanhol Hernando Cortes liderou uma expedição de 600 homens para conquistar o sul do México.
a. Um por um, ele teve seus onze navios destruídos e afundados, até que sobrou apenas um.
b. Quando seus homens descobriram, eles ruidosamente repreenderam Cortes.
c. Então, ele perguntou a seus homens que tipo de homem precisaria dos navios, a não ser os covardes.
d. Ele disse que se algum homem fosse tão covarde, ele poderia embarcar no navio que restava e voltar.
e. Os aplausos abafou as queixas, e ele então sugeriu que afundassem o último navio.
f. Por essa única ação, ele comprometeu a si mesmo e sua força a ter sucesso ou morrer tentando, pois eles não tinham nada para voltar.

2. Para todos os efeitos práticos, o ano passado ficou para trás - não há nada para voltar.
a. Você não pode desfazer uma única ação.
b. Você não pode recuperar uma única palavra.
c. Diante de você está um ano novo - cheio de esperança e promessa, se você assim o desejar.

3. Qual foi o melhor ano da sua vida?
a. Pode ter sido sua formatura, casamento, nascimento de filhos ou batismo.
b. Este ano que vem pode ser o melhor ano da sua vida.
c. Deus quer que sua vida seja um “sucesso” (Josué 1:7-8; 3 João 1:1–2).

I. “Por Este Caminho Nunca Dantes Passastes”

A. Depois dos dias de luto por Moisés, o povo de Deus se preparou para atravessar o rio Jordão.
1. Foi-lhes dito que mantivessem a arca em vista (Josué 3:1-4).
a. A vara de Arão que brotou representava o poder miraculoso de Deus.
b. As tabuas de pedra representavam a palavra de Deus.
c. O pote de maná representava a providência de Deus.
2. Todos eles mostravam a presença de Deus com o povo.

B. Estamos entrando em um novo ano - não passamos por aqui antes.
1. Vamos manter nossos olhos em Deus e na Sua palavra.
2. Não sabemos o que o futuro nos reserva.
3. Tiago fala da incerteza da vida (Tiago 4:13–16).

C. No século 15, os mapas dos navegadores delineavam grosseiramente as margens da Europa e da África. Cada mapa mostrava um ponto no Oceano Atlântico, além do qual nenhum navio ou marinheiro sensato ousava se aventurar. Escritas neles estavam as palavras: "Aqui estão dragões. Aqui estão demônios. Aqui está a morte”.
1. Percorremos um longo caminho em nossos conceitos de mundo desde o século XV, mas ainda há certa apreensão sobre se aventurar no “desconhecido”.
2. Enfrentar o futuro pode ser inspirador, desafiador e excitante.
3. Também pode ser incrível, temeroso e terrível.
4. Amanhã é uma página em branco a ser preenchida pela passagem do tempo e eventos - amanhã significa esperança e oportunidade.

II. Aprenda a Contar Seus Dias

A. Moisés ensinou o povo a contar seus dias (Salmos 90:1-12).

B. Se você perguntar a um capitão de navio qual é o seu próximo destino, ele lhe dirá em uma frase.
1. Ele sabe para onde vai, como chegar, quanto tempo levará.
2. Imagine ouvir este anúncio em um avião: “Não há motivo para alarme, mas sentimos que você deveria saber que nas últimas três horas estivemos voando sem a ajuda de rádio, bússola, radar ou raio de navegação. No sentido amplo, suponho que você poderia dizer que estamos perdidos. No entanto, no lado mais positivo do quadro, tenho certeza de que todos vocês ficarão interessados ​​em saber que estamos nos divertindo muito”

C. Precisamos de metas para focar nossas vidas.
1. Suponha que você começou uma corrida a pé sem uma linha de chegada - você não saberia se está em um sprint ou uma maratona.
2. Nosso objetivo de longo alcance é o céu (Filipenses 3:12-14; Hebreus 12:1–2).
3. Este é o nosso objetivo, mas como vamos chegar lá?
4. Sem objetivos, um homem chega ao fim de sua vida apenas para descobrir que sua vida pode ser resumida em: 20 anos dormindo, 5 anos vestindo e barbeando, 3 anos esperando, 6 anos assistindo TV, 1 ano no telefone, e 4 meses amarrando seus sapatos.

D. Como você alcançará seus objetivos?
1. Você quer ser um estudante melhor da Bíblia?
a. Quantas horas você gastará em estudo?
b. Que traduções da Bíblia, livros de história, comentários e atlas você vai comprar?
c. Que tipo de notas você vai tirar?
2. Você quer ser um cônjuge melhor?
a. O que significa ser um bom marido ou esposa?
b. Em quais qualidades você irá trabalhar?
c. Como você expressará seu amor ao seu cônjuge?
3. Você quer ser um pai melhor?
a. Quanto tempo com as crianças?
b. Ou você acha que pode ser um bom pai estando ausente?
c. Como você vai mostrar suas prioridades?

E. Estabelecer metas não entra em conflito com tomar um dia de cada vez (Mateus 6:25-34).
1. Esta passagem enfatiza a dependência de Deus.
2. O que o homem propõe, Deus dispõe.
3. Um bom trabalho pode ter que ser “podado” (João 15:1–2).

F. Um dos nossos maiores obstáculos é a palavra "se".
1. “Se eu tivesse mais tempo… Se eu fosse saudável como… se meu trabalho não me deixasse tão cansado… se eu ganhasse mais dinheiro…”
2. Sejamos realistas, todos nós fazemos exatamente o que queremos fazer.

III. Outros Que Viajaram em Território Desconhecido

A. Noé (Hebreus 11:7).
B. Abraão (Gênesis 12:1; Hebreus 11:8-10).
1. "Deixou uma trilha marcada pela fumaça de seus altares"
2. O desafio de colocar Isaque no altar (Gênesis 22).
C. Moisés (Hebreus 11:24-27).
D. O que esses homens têm em comum? Fé!
1. A fé vem ouvindo a palavra de Deus (Romanos 10:17).
2. Sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11:6).

Conclusão

A. Muitas pessoas têm costumes para receber um novo ano.
B. Deixar o passado e começar de novo com resoluções para o Ano Novo é uma ótima maneira de começar de novo.
C. A Bíblia encoraja os cristãos a tal renovação (Filipenses 3:13-14).

20 de dezembro de 2018

Cristo, O Presente de Deus
Cristo, O Presente de Deus
Texto: Lucas 1: 26-33

Introdução: Jesus Cristo é o presente do amor de Deus para o mundo.

Ele oferece esperança a um mundo dominado pelo pecado. Nunca houve alguém que desse tanto a um preço tão grande como o Filho de Deus.

Nunca houve um presente que tenha tido um efeito tão profundo no mundo.

I. A Proeminência do Filho

A. O relacionamento de Cristo.
1. A filiação de Cristo.
a. Filho do Altíssimo. (Deidade, Emanuel, Mateus 1:23)
b. Filho de Maria (Humanidade, Lucas 1:34-38, 2:7)
c. Filho de Davi. (Herdeiro do trono de Davi, Lucas 1:32-22; Isaías 9:6-7)
2. O Salvador para os perdidos. (Lucas 19:10)
B. A realeza de Cristo.
1. Rei no seu nascimento. (Mateus 2: 2)
2. Rei em sua morte. (João 18: 33-37; 19: 19-22)
3. Rei em seu retorno. (Lucas 1: 32-33; Apocalipse 19: 11-16)
“Mas do Filho diz: O teu trono, ó Deus, subsiste pelos séculos dos séculos, e cetro de equidade é o cetro do teu reino” (Hebreus 1:8)

II. A Preciosidade do Filho

A. Precioso para o pai celestial.
1. Amado do Pai. (Mateus 3:17; 17:5)
2. Abençoado pelo Pai. (João 8:54, 10:17; Filipenses 2:9-11)
B. Precioso para a hoste de anjos.
1. O anjo proclamou as boas novas. (Lucas 2: 10-11)
2. Os anjos louvaram o nascimento de Cristo. (Lucas 2:13)
C. Precioso para os remidos.
1. A profecia de Simeão (Lucas 2:25-35)
2. O louvor de Ana. (Lucas 2:36-38)

III. A Promessa do Filho

A. A promessa do seu nome.
1. Significado do nome “Jesus”. (Mateus 1:21)
2. Salvação em seu nome. (Atos 4:12)
B. A promessa da vida eterna.
1. A graça de Deus em prover salvação. (Efésios 2:4-5)
2. O dom gratuito da salvação de Deus. (Romanos 5:15, 6:23: Efésios 2:8)

Conclusão:

1. O nascimento de Cristo trouxe esperança, perdão e vida eterna ao mundo.
2. O dom da salvação é uma dádiva que todo indivíduo precisa.
3. O dom de Deus está disponível para todos quantos receberem a Cristo como Salvador e Senhor.
4. O dom da salvação é de graça, mas tem uma grande consequência se for rejeitado.

19 de dezembro de 2018

Problemas na Igreja em Corinto
Problemas na Igreja em Corinto
Texto: 1 Coríntios 11:17-19

“Nisto, porém, que vou dizer-vos não vos louvo; porquanto vos ajuntais, não para melhor, mas para pior. Porque, antes de tudo, ouço que quando vos ajuntais na igreja há entre vós dissensões; e em parte o creio. E até importa que haja entre vós facções, para que os aprovados se tornem manifestos entre vós”

Introdução

A. Quando Paulo chegou a Corinto em sua segunda viagem missionária, ele certamente estava angustiado e talvez não estivesse longe de desistir.
B. O Senhor deu a Paulo a certeza de que precisava (Atos 18:6-10).
C. O amor de Paulo pela igreja em Corinto transparece em sua primeira carta a eles, ao lhes dar a chave para resolver seus problemas.

Discussão

I. A Igreja em Corinto Estava Enfrentando Muitos Problemas.

A. Houve problemas com facções (1 Coríntios 1:10-12).
B. Houve problemas com a comunhão (6:1-8; 11:17-24).
C. Houve problemas com o foco (3:1-9).
D. Houve problemas com fornicação (5:1-8).
E. Houve problemas com as famílias (7:12-16).
F. Houve problemas com a falsa doutrina (15:12-19).
G. É difícil imaginar as emoções que devem ter inundado o coração de Paulo quando ele ouviu falar desses problemas.

II. Para Todos os Problemas em Corinto, Paulo Ofereceu Uma Solução Simples.

A. Eles precisavam aprender a desistir de seus direitos às vezes em prol da paz (6:7; 8:8-13).
B. Para estabelecer a paz entre eles, eles precisavam buscar o amor (14:1; 16:13-14).
C. Paulo sabia que os problemas desta igreja não iriam embora da noite para o dia, mas ele sabia que o caminho do amor os colocaria no caminho.

Conclusão

A. O amor de Paulo por essa congregação é evidente nesta carta.
B. Se buscarmos o amor, não eliminaremos nossos problemas, mas teremos um caminho que nos ajudará a transcendê-los, sempre.
Velhos Hábitos
Velhos Hábitos
Texto: Atos 15:1-2

“Então alguns que tinham descido da Judéia ensinavam aos irmãos: Se não vos circuncidardes, segundo o rito de Moisés, não podeis ser salvos. Tendo Paulo e Barnabé contenda e não pequena discussão com eles, os irmãos resolveram que Paulo e Barnabé e mais alguns dentre eles subissem a Jerusalém, aos apóstolos e aos anciãos, por causa desta questão”

Introdução

A. Somos criaturas de hábitos e muitas vezes isso não é bom.
B. Quando você se tornou um cristão, você fez uma escolha de parar de viver para si mesmo e começar a deixar Cristo viver dentro de você, mas às vezes é fácil esquecer isso.

Discussão

I. Os Primeiros Cristãos Acharam Fácil Voltar Aos Velhos Padrões de Comportamento.

A. Paulo viu isso nas igrejas da Galácia (Gálatas 1:6-9) e até mesmo os repreendeu Pedro por isso (2:11).
B. Esse tipo de comportamento realmente precisava mudar, principalmente porque negava a morte de Cristo (Gálatas 2:20-21).
C. Esse tipo de mudança exigiria uma forte fé em Deus e em Suas promessas (Gálatas 3:6-9, 15-18, 19-22).

II. Você Foi Culpado de Voltar Aos Velhos Hábitos?

A. Como cristãos, escolhemos nos afastar de certas coisas (Gálatas 5:16-24).
B. Se quisermos evitar voltar a velhos hábitos, devemos lembrar quem é que vive dentro de nós (Gálatas 2:20).
C. Precisamos da ajuda uns dos outros nessa luta (Gálatas 6:1-3).
D. Também precisamos, em primeiro lugar, nos lembrar por que decidimos fazer essas mudanças. (Gálatas 6:8-9).

Conclusão

A. Quando as provações vierem à tona, podem encontrar um novo homem lá dentro.
B. Em um mundo que insiste em ter seu próprio caminho, Deus nos chama a entregar nosso caminho e confiar nEle o suficiente para aceitar o caminho dEle.
Não Tenha Medo
Não Tenha Medo
Texto: Atos 27:21-25

Introdução

A. Em seu discurso inaugural de 1933, Franklin Roosevelt afirmou que a nação em apuros não tinha nada a temer senão temer a si mesma.

B. Quando Paulo entrou em Corinto em sua segunda jornada, ele teve medo, mas Deus foi capaz de acalmar seus medos e conceder sucesso (Atos 18).

Discussão

I. Paulo Não Era um homem Sem Medo.

A. Ele era um homem com as mesmas emoções que cada um de nós experimenta (Tiago 5:17).
B. Ele estava frequentemente preocupado com o bem-estar das igrejas que ele havia trabalhado para plantar (1 Tessalonicenses 3:5; 2 Coríntios 11:28) e sobre o bem-estar de seus companheiros (Filipenses 2:27; Atos 20:34).
C. Em sua terceira jornada ele experimentou o desespero (2 Coríntios 1: 8-9) e o medo (7:5).
D. Em Corinto, parece que Paulo tinha muitos motivos para ter medo.

II. Deus Pode Acalmar Nossos Medos Como Ninguém Mais.

A. Deus acalmou os medos de Paulo com companheirismo (At 18:2, 5), ajuda financeira (v 5; Filipenses 4:16-17) e uma promessa (vv 9–10).
B. Jesus ainda pode acalmar nossos medos que de outra forma seriam paralisantes (Mateus 8:26; João 14:27; Lucas 12:4-7).
C. Ele pode acalmar temores sobre dinheiro (Mateus 6:30), morte (Marcos 5:36) e perseguição (Mateus 5:11-12).

Conclusão

A. Deus pode acalmar os medos que de outra forma nos paralisariam e nos impediria de ousar fazer as coisas difíceis que Ele exige.

B. Mas se quisermos que Deus nos ajude com nossos medos, devemos estar dispostos a temê-lo e também a confiar nele.
“E Eles Ouvirão”
“E Eles Ouvirão”
Texto: Atos 28:28

“Seja-vos pois notório que esta salvação de Deus é enviada aos gentios, e eles ouvirão”.

Introdução:

A. A cena final no livro de Atos encontra Paulo na prisão ensinando todos os que iam a ele (Atos 28:30).
B. Atos 28:23-29 descreve um dia marcado em que Paulo não está apenas explicando o reino de Deus, mas também persuadindo uma audiência judaica sobre Jesus.
C. A última citação que Lucas registra de Paulo é: "Seja-vos pois notório que esta salvação de Deus é enviada aos gentios, e eles ouvirão"
D. Paulo já havia dito isso antes, Atos 13:46 e 18:6, mas porquê?
E. Paulo amava seus companheiros judeus (Romanos 10:1; 1 Coríntios 9:19-22; Romanos 11:11-14).

Discussão:

I. Esses Gentios Ouvirão Pelas Mesmas Razões Que Você e eu Ouvimos.

A. Por causa do amor que mostra (Romanos 5:8).
B. Por causa da esperança que dá (Romanos 15: 4; 1 Pedro 1:3).
C. Por causa da culpa que remove (Isaías 1:18; 1 Pedro 3:21).
D. Por causa da comunhão que provê (1 João 1:7).
E. Por causa da alegria (1 João 1:4).
F. Por causa do Céu (João 14:1-3). (Este é o nosso campo dos sonhos!)

II. Esses Gentios Ouvirão Porque Alguém Sempre o Ensinará.

A. As palavras de Jesus não passarão (Mateus 24:35).
B. A palavra de Deus não retornará a Ele vazia (Isaías 55:11).
C. Deus escolheu a pregação para salvar os crentes (1 Coríntios 1:21).
D. Jesus veio para salvar os pecadores e o evangelho é o poder de Deus para a salvação (1 Timóteo 1:15; Romanos 1:16).
E. Perto do fim de sua vida, Paulo escreveu a Timóteo: “prega a palavra…” (2 Timóteo 4:2)

Conclusão: As pessoas sempre vão ouvir o evangelho, mesmo que você e eu não ouça. Se você está ocupado demais com entretenimento, trabalho, educação, você mesmo, etc., todavia alguém colherá as gloriosas bênçãos da salvação de Deus.
A Visão do Carneiro e o Bode
A Visão do Carneiro e o Bode
Texto: Daniel 8:1-27

Tema: Deus dá uma visão do sofrimento de seu povo sob os reinados dos impérios mundiais grego e medo-persa.

O capítulo oito contém uma segunda visão, dada diretamente a Daniel, sobre os tempos dos gentios. É também um terço das visões paralelas relativas às carreiras dos quatro grandes impérios mundiais (a primeira dada no capítulo dois, relativo ao sonho que Nabucodonosor tem da grande imagem; e o segundo dado no capítulo sete, relativo ao sonho que foi dado a Daniel sobre as quatro bestas). A visão de Daniel no capítulo oito dá detalhes expandidos sobre as duas primeiras das quatro bestas descritas no capítulo sete.

Uma importante mudança de foco é indicada na língua original do livro de Daniel. Do 1:1-2:3, a língua era hebraica - a linguagem do povo cativo. Do 2:4 até o final do capítulo sete, no entanto, a língua era aramaica - a linguagem comum usada pelo povo da Caldéia, e a linguagem mundial comum da época. Isso sugere que a mensagem dos capítulos 2-7 se destina a ser ouvida não apenas pelo povo de Israel, mas também por todos os povos do reino dos gentios. Mas agora, com o capítulo oito, a língua original retorna novamente ao hebraico - e permanece assim até o final do livro.
Isso sugere que o foco agora é especificamente em Israel. Deus está aqui deixando seu povo cativo saber qual é o seu futuro.

Outra característica importante do capítulo oito é o tempo profético em vista. Ao longo deste capítulo, os eventos futuros imediatos relativos ao império Medo-Persa e o Grego são o que está em foco. Mas começando com o verso 23, os detalhes claramente apresentam um tipo de ascensão de um governante mundial particular no fim dos tempos. Assim, o oitavo capítulo de Daniel oferece uma visão "telescópica" dos eventos proféticos no futuro - lidando com eventos futuros "futuros" e eventos futuros "longínquos" ao mesmo tempo.

I. A Circunstância da Visão (vv. 1-2).

A visão foi dada durante o terceiro ano do reinado do rei Belsazar (v. 1). Isso significa que essa visão foi dada dois anos depois da visão do capítulo sete (7:1). E isso também significa que os detalhes dessa visão dizem respeito a dois impérios mundiais que não existiam - no momento - mas que alcançaram o domínio. Daniel afirma que ele foi o destinatário desta visão, dando particular ênfase ao fato de que a visão "apareceu-me uma visão, a mim, Daniel, depois daquela que me apareceu no princípio" (v. 1). Isso poderia enfatizar que o conhecimento de Daniel dessa visão era de primeira mão; ou poderia falar da honra que Daniel sentiu por tê-la recebido. Mas também poderia enfatizar a continuidade que essa visão traz à visão que a precedeu.

Embora a visão anterior tenha sido dada por meio de um sonho, não há indicação de que essa segunda visão tenha sido dada dessa forma. Daniel diz que ele estava olhando enquanto a visão estava sendo dada; e que de repente ele se viu em um local completamente diferente na visão. Especificamente, ele estava em Susã (cerca de 400 quilômetros a leste da Babilônia), na cidadela (isto é, a fortaleza). Isso mais tarde se tornaria uma das capitais do império medo-persa (Neemias 1:1; Ester 1:2). Deus estava levando Daniel para o local dos eventos descritos na visão. Ele estava junto ao rio Ulai - um ponto central neste local; e, portanto, foi levado para o centro principal de eventos futuros.

II. O Conteúdo da Visão (vv. 3-14).

Daniel levantou os olhos e viu primeiro um carneiro que tinha dois chifres (vv. 3-4). Mais tarde, somos levados a entender que essa era uma imagem do império medo-persa (v. 20). Tinha dois chifres - um representando Medo e o outro Persa. Ambos os chifres eram altos; mas um cresceu mais do que o outro e subiu por último; uma vez que a Pérsia mais tarde ganhou maior domínio sobre o império. Este "carneiro" empurrou as direções gerais de sua conquista - para o oeste, para o norte e para o sul (note que ele não avançou para o leste). Ninguém poderia resistir à expansão do poderoso império medo persa.

Enquanto Daniel observava este carneiro, outro animal entrou em cena - um bode macho vindo do oeste; a quem nos é dito depois é a Grécia (v. 21). Este era um bode notável – um bode 'unicórnio'; tendo apenas um chifre proeminente. Este chifre, nos é dito, é "o primeiro rei" do império grego (v. 21); isto é, Alexandre, o Grande. O bode é descrito como vindo sobre o carneiro com grande ferocidade e velocidade; e atropelando completamente o carneiro. Os dois grandes chifres do império Medo-Persa foram quebrados por Alexandre. (A ira com a qual a Grécia conquistou o Medo-Persa pode ter sido inspirada pela conquista que o Medo-Persa tinha feito contra a Grécia anos antes).

Alexandre foi cortado repentinamente - tendo morrido repentinamente aos 32 anos de idade no ano 331 aC. Em seu lugar, cresceram quatro chifres (que representam os quatro generais que assumiram seu governo após sua morte: Cassandro a oeste, Lisímaco a leste, Ptolomeu ao sul e Seleuco ao norte - ver v. 8). De um desses quatro veio um pequeno chifre que cresceu extraordinariamente. Sabemos quem é pelo fato de que cresceu “muito para o sul, e para o oriente, e para a terra formosa” (isto é, Palestina a oeste). Isso significa que o chifre é do norte. Refere-se ao oitavo rei da dinastia selêucida; isto é Antíoco Epifânio, que subiu ao trono em 175 a.C. Sua carreira é de terrível destruição do povo judeu. Ele se engrandeceu até o exército do céu e derrubou algumas das estrelas (uma descrição de seu abuso dos líderes judeus - veja o v. 10). Ele até mesmo se exaltou contra o Deus de Israel, e eliminou os sacrifícios diários e profanou o templo (vv. 11-12). O tempo de sua opressão foi limitado, porém, a 2.300 dias (vs. 13-14). Seu reinado de terror começou em 171 aC e terminou em 25 de dezembro de 165 aC, através da revolta dos Macabeus - quando os sacrifícios do templo foram restaurados.

III. A Explicação da Visão (vv. 15-25).

Daniel estava buscando o significado dessas coisas; e foi dada uma explicação autorizada pelo anjo Gabriel (ver Lucas 1). Daniel foi dominado pela visão de Gabriel; mas é fortalecido para lhe ser dada a interpretação. É lhe dito que essas coisas se relacionam com os reinos Medo-Persa e Grego. Mas ele também é informado de que eles dizem respeito a coisas que pertencem ao “fim” designado em um momento determinado (v. 19; ver também v. 26).

Essas coisas são paralelas aos eventos também falados do Anticristo em 2 Tessalonicenses 2 e Apocalipse 12-13. Antíoco Epifânio é um tipo do Anticristo vindouro - cuja crueldade contra os judeus e o desafio orgulhoso a Deus excederá em muito o de Antíoco.

IV. A Afirmação da Visão (v. 26).

Daniel é informado de que essas coisas são "verdadeiras". Elas são confiáveis ​​e podem ser contadas para ocorrer como previsto. E o que é mais, o povo de Israel pode colocar sua confiança no desdobramento do plano de Deus.

Daniel e também é chamado para "selar" a visão. Isso se refere ao fato de que ela tem um cumprimento futuro e deve ser mantida até aquele momento. (Note que, em Apocalipse 22:10, é dito a João: “Não sele as palavras da profecia deste livro, pois o tempo está próximo”)

V. A Resposta à Visão (v. 27).

Daniel responde por estar enfermo "alguns dias". Foi uma visão exaustiva. Ele voltou a servir ao rei; mas guardou estas coisas, e continuou espantado por elas. Ninguém as entendeu.

Que profecia impressionante! Por vivermos historicamente no lado da "realização" dessas promessas, devemos fazer como Deus disse: "Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade” (Isaías 46:9-10).

17 de dezembro de 2018

Natal: Uma Razão Para Celebrar
Natal: Uma Razão Para Celebrar
Texto: Lucas 2:8-14

Introdução: As razões para celebrar o Natal são os fatos que o Salvador nasceu, a expiação pelo pecado foi feita e a salvação agora está disponível.

O significado do Natal foi perdido no mundo devido ao materialismo e a ganância. Como os redimidos do Senhor, sabemos que Jesus é o motivo da celebração. Deus nos deu Seu Filho para ser nosso Salvador.

I. A Relevância do Anúncio

A. O nascimento do Messias.
B. A bênção da mensagem.
1. Mensagem de boas novas. v. 10 “vos trago novas”
2. Mensagem de alegria v. 10 “grande alegria que o será para todo o povo”
3. Mensagem de esperança v. 11 “vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador”

II. A Revelação no Anúncio

A. O lugar do seu nascimento. v. 11 “na cidade de Davi”
B. O objetivo do seu nascimento. v. 11 "Salvador"
C. A preeminência em seu nascimento. v. 11
1. Cristo “O ungido”
2. Senhor "Messias, Mestre, Jeová Deus"

III. A Resposta ao Anúncio

A. O louvor das hostes celestial. v. 13
B. O louvor dos pastores. v. 20

Conclusão e Lições para a vida:

1. O Natal fala de “Cristo” e “adoração”. Adorar os ídolos deste mundo nos roubará a alegria e a esperança que temos em Jesus.

2. Satanás usa o mundo para desviar nossa atenção de Cristo. Ele deseja que nós substituamos Jesus Cristo, o Salvador, por falsos deuses.

3. A cada ano, muitas pessoas ficam deprimidas e algumas até cometem suicídio. Alegria, esperança, paz e amor são quatro bênçãos que temos na pessoa de Cristo. Ele faz a nossa vida ter significado e propósito. As coisas que o mundo oferece são apenas temporais. Isso nos ajudará a celebrar Jesus se fizermos as seguintes coisas:
a. Leia sobre o nascimento de Cristo cuidadosamente a partir da Escritura. Medite sobre o significado do seu nascimento.
b. Medite na incomparável e majestosa pessoa de Cristo. Peça ao Senhor que lhe dê uma maior compreensão espiritual de Jesus e por que Ele nasceu.
c. Contemple as consequências se Jesus não tivesse nascido.
d. Considere o valor do dom da salvação para todos os outros dons.

4. Só celebraremos o Natal quando percebermos como estávamos perdidos em pecado.
a. Em nossa condição desesperada e perdida, Deus enviou Seu Filho para nos encontrar e nos trazer para a Sua família.

5. O dom da salvação de Deus é o Seu Filho. Você não pode ter salvação sem ter Jesus como seu Salvador. Você não pode ter Jesus como seu Salvador, a menos que esteja disposto a abandonar seu pecado. Jesus pagou a penalidade do seu pecado na cruz. Você está disposto a confiar n'Ele como seu Salvador e a viver para Ele como seu Senhor?

16 de dezembro de 2018

O Poderoso Nome de Jesus
O Poderoso Nome de Jesus
Texto: 1 Coríntios 1:10-15

Introdução

A. Será que realmente não há nada em um nome?

B. Nós tomamos muito cuidado ao escolher nomes para nossos filhos.

C. O nome de Jesus foi magnificado na cidade de Éfeso na terceira viagem de Paulo (Atos 19:17).

Discussão

I. O Nome de Jesus Causou um Grande Impacto Naquela Cidade.

A. Vários em Éfeso foram batizados em nome de Jesus (Atos 18:24-26; ​​19:1-4; 2:38; 10:48; 22:16).

B. Grandes milagres foram realizados em Éfeso em nome de Jesus (Atos 19:11-12).

C. Lucas mostra que meramente invocar o nome não era suficiente (Atos 19:13-15; Lucas 9:49-50).

II. Há Sempre Poder e Autoridade no Nome de Jesus.

A. Paulo frequentemente começa os ensinamentos com o nome de Jesus (1 Coríntios 1:10; 5:4-5; 2 Tessalonicenses 3:6).

B. Nós oramos em nome do Senhor Jesus (João 16:26-27).

C. Paulo diz que o filho de Deus deve fazer todas as coisas em nome do Senhor Jesus (Colossenses 3:17).

D. Somos justificados em Seu nome (1 Coríntios 6:11).

Conclusão

A. Paulo nos diz que Deus exaltou o nome de Jesus para que todos se curvem diante desse nome em algum grande dia (Filipenses 2:9-11).

B. O nome de Jesus deixou uma marca indelével na cidade de Éfeso, e Ele ainda tem o mesmo poder hoje.

15 de dezembro de 2018

Sermão de Natal: Você Está Satisfeito Com o Natal?
Sermão de Natal: Você Está Satisfeito Com o Natal?
Texto: Mateus 2

Introdução: Muitas canções que cantamos no Natal são lembretes de que a época de Natal deve ser feliz. Tudo comunica que o Natal deve ser uma época alegre e sem problemas.

Mas deixe-me perguntar-lhe honestamente: É isso que você está experimentando neste natal? Provavelmente não. Para alguns de vocês, problemas pessoais estão impedindo você de experimentar a alegria do natal. Para outros, você sente como se uma crise após a outra o tivesse atropelado. Com tamanha avalanche de problemas, é difícil ter um Natal alegre.

Alguns de vocês estão tão ocupados e trabalhando tanto que não há tempo para sentar com a família. Ou talvez não haja nada realmente errado, mas por algum motivo você não está curtindo o Natal. Não está fornecendo o impulso emocional que você esperava. Na verdade, é quase deprimente. O mundo não parece uma das maravilhas do inverno. Parece apenas inverno.

A desilusão no Natal não é uma coisa incomum. Ficamos tão empolgados com as expectativas sobre o que o Natal deve ser, que muitas vezes a coisa real não está à altura, e ficamos desapontados.

O que você pode fazer neste Natal para evitar a desilusão? Como você pode melhorar seu nível de alegria neste Natal? A resposta é encontrada na história dos magos em Mateus 2. Os magos, sábios do Oriente, viram uma estrela que indicava o nascimento de um novo rei em Israel. Querendo honrá-lo com presentes, eles partiram em uma jornada seguindo a estrela para encontrar este rei recém-nascido. Das atitudes desses homens sábios e dos eventos que cercaram sua jornada, vemos como podemos elevar nosso nível de alegria no Natal.

Há três lições que aprendemos com esta história.

I. O Que Você Procura?

A. Seu nível de alegria no Natal está diretamente relacionado ao que você procura.

1. Faça a pergunta: O que é que eu quero do Natal? O que tornaria o seu Natal maravilhoso e satisfatório? Presentes? Toda a família unida e feliz? Um sentimento que você define como o espírito natalino? Encontrar o presente certo para dar? Receber o presente que você estava esperando? O problema com tudo isso é que eles podem nos deixar decepcionados.

2. Você já teve esse tipo de experiência - quando ficou desapontado com o Natal porque não entregou o que você achava que seria? O problema não é o Natal. Está em nossas expectativas. Estamos procurando a coisa errada.

B. Os magos nos mostram como aumentar nosso nível de alegria no Natal, procurando a coisa certa. O que eles estavam procurando? O versículo 2 nos diz. Eles foram a Jerusalém e disseram: "Onde está aquele que nasceu rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo". Eles estavam procurando por Jesus. O Natal para eles foi uma oportunidade para adorar a Jesus.

C. É isso que precisamos procurar e esperar neste Natal - uma experiência de adoração, um novo vislumbre de Aquele que nasceu Rei dos Judeus. Se nosso objetivo neste Natal é adorar a Jesus, então eu duvido muito seriamente que ficaremos insatisfeitos com nossa experiência.

II. Onde Você Está Olhando?

A. Seu nível de alegria no Natal está diretamente relacionado à, onde você está olhando.

1. Aprendemos com os magos que há lugares errados e corretos para procurar o Natal. Eles começaram procurando no lugar errado. Eles olharam para onde o raciocínio humano dizia que deviam olhar. A estrela indicou o nascimento de um novo rei em Israel.

2. Os magos foram onde os reis deveriam nascer - para o palácio de Herodes, o Grande, na capital de Jerusalém. Mas que erro foi esse! Quando Herodes ouviu falar do nascimento de um novo rei, ele ficou com ciúmes para destruí-lo.

B. Nós também somos tentados a procurar alegria no Natal nos lugares errados. Pensamos que, recebendo ou dando o presente certo, ficaremos satisfeitos. Nós imaginamos que estar com a família será uma alegria. Todos estes podem facilmente nos desapontar. Você pode não ser capaz de comprar o presente certo para um ente querido. Os membros da família podem não estar presentes em sua celebração de natal. Se você está olhando para essas coisas afim de ter alegria, pode ficar com um sentimento de desilusão.

C. Os magos olharam no lugar certo quando olharam para Deus. A viagem a Jerusalém não foi uma perda total. Lá eles descobriram onde deveriam ter olhado em primeiro lugar: a Bíblia.

1. Os escribas em Jerusalém disseram que, de acordo com o profeta Miquéias, o Messias deveria nascer em Belém.

2. Com esta nova informação, eles olharam novamente para a estrela e a seguiram até Belém até que ela permaneceu sobre a casa onde o menino Jesus estava.

III. O Que Você dá?

A. Seu nível de alegria no Natal está diretamente relacionado ao que você dá.

1. Os magos chegaram à casa de Jesus levando presentes. Os presentes que eles deram eram inteiramente apropriados.
a. Eles deram ouro, presente para um rei. Dando isto eles reconheceram que Jesus era e é o Rei.
b. Eles deram incenso, um presente para um sacerdote. Este era o incenso que os sacerdotes usavam ​​no templo. Dando isto, eles reconheceram que Jesus era um sacerdote - Aquele que nos levaria a Deus.
c. Eles deram mirra, presente para os mortos. Era uma pomada perfumada usada para ungir um corpo antes do enterro. Dando isto, eles reconheceram que Jesus tinha vindo para morrer pelos pecados do mundo.

B. Devemos dar presentes apropriados também neste Natal. Não me entenda mal, não estou falando de presentes materiais. Eu estou falando de coisas mais importantes.

1. Devemos dar o presente do nosso amor e bondade aos nossos amigos e familiares.
2. Devemos dar o presente da nossa ajuda àqueles que estão sofrendo.
3. Devemos dar o dom do perdão àqueles que nos magoaram. Dar esses tipos de presentes resultará em um Natal alegre e significativo.

Conclusão: O que você vai dar no Natal este ano? Porque não pensar em dar a si mesmo? Dê seu tempo para sua família. Dê sua compaixão ao que está sofrendo. Dê seu perdão para o desprezado. E entregue seu coração a Jesus? Eu prometo a você, quando você procurar a coisa certa, olhar nos lugares certos e dar o presente certo, você terá alegria no Natal.

13 de dezembro de 2018

Não Conhecendo as Escrituras
Não Conhecendo as Escrituras
Texto: Mateus 22:23–33

Introdução

A. Quando os saduceus desafiaram Jesus acerca da ressurreição, Ele disse que o erro deles era fruto da ignorância da palavra de Deus (Mateus 22:29).
B. Muitos pereceram devido à falta de conhecimento da palavra de Deus (Oséias 4:6; 2 Samuel 6:7; Romanos 10:1-4), e assim é até hoje.

Discussão

I. Um Bom Conhecimento da Palavra de Deus é Proveitoso Para Muitas Coisas.

A. Ele nos impede de pecar contra Deus (Mateus 4:1-11; Salmos 119:11).
B. Ele nos leva à vida eterna (João 6:68; Lucas 10:26-28).
C. Ele beneficiará nossos lares (Mateus 19:1-9; Efésios 6:4).
D. Ele nos dá paz na tribulação e em uma esperança que nunca morre (Mateus 22:29-33; João 14:27-28).
E. Ele tem o poder de nos santificar (João 17:14-19; 8:31-32).

II. A Ignorância as Escrituras é um Problema Sério.

A. Faz com que o homem não veja o verdadeiro poder de Deus (Mateus 22:29; 1 Coríntios 1:18; Efésios 1:19-23; 2:4-7).
B. Se eu sou ignorante da Palavra, não posso ser frutífero no reino de Deus (Mateus 13:18-23; João 15:1-10).
C. Se eu sou ignorante da Palavra, ela me julgará um dia (João 5:24; 12:47-48; Marcos 8:38).

Conclusão

A. Muitos neste mundo ainda estão vivendo em erro porque eles não conhecem as Escrituras ou o poder de Deus (Romanos 1:20; Atos 17:30).
B. Precisamos ter certeza de que não somos ignorantes das Escrituras e que os outros ao nosso redor (especialmente nossas famílias) tenha toda oportunidade de conhecê-la também.

6 de dezembro de 2018

A Visão Dos Quatro Animais Simbólicos
A Visão Dos Quatro Animais Simbólicos
Texto: Daniel 7:1-28

Tema: Uma visão geral da história dos tempos dos gentios que precede o reino de Cristo na terra.

Chegamos agora à segunda grande divisão do livro de Daniel. Os primeiros seis capítulos foram sobre a história pessoal de Daniel. E agora, os próximos seis capítulos lidam com a história profética - isto é, a história que ainda estava para ocorrer no momento em que foi contada a Daniel.

Este capítulo em particular acompanha o sonho que foi dado a Nabucodonosor no capítulo 2; e que também foi sonhado e interpretado por Daniel. Embora este capítulo apresente a natureza terrível e brutal dos impérios mundiais dos tempos dos gentios, ele, no entanto, termina na mais alta de todas as notas altas - isto é, do reino terrestre de Jesus Cristo. Deus não nos deixa no escuro sobre seus planos. Ele nos permite saber que, embora os tempos dos gentios se tornem cada vez mais brutais, o alegre retorno e reinado de Seu Filho é seguro e certo.

I. O Contexto do Sonho (v. 1).

A segunda metade do livro de Daniel relata profecias que foram dadas a Daniel durante várias ocasiões durante a história pessoal que nos é dada nos seis primeiros capítulos. Esta primeira profecia registrada (a primeira de quatro) foi dada durante o primeiro ano do reinado de Belsazar, rei da Babilônia - colocando-a aproximadamente quatorze anos antes da 'escrita na parede' descrita no capítulo cinco.

Essa profecia foi dada a Daniel numa época em que ele estava com sessenta e poucos anos. Foi dada por Deus a ele na forma de "um sonho e visões" em sua cabeça, enquanto em sua cama à noite. Uma vez que foi concluído, Daniel escolheu manter o conteúdo do sonho para si mesmo (v. 28). Mas ele ficou claramente impressionado com a autoridade dele, porque ele imediatamente “escreveu o sonho, e relatou a suma das coisas” (ou “a soma dos assuntos”, como está na KJV). Ele dá o "ponto de vista divino" do sonho que ele havia recebido vários anos antes, sob o reinado do avô de Belsazar, Nabucodonosor (capítulo 2).

II. O Conteúdo do Sonho (vv. 2-14).

Observe a cena do sonho (vv. 3-4). Foi o Grande Mar (isto é, o Mar Mediterrâneo) sendo instigado pelos quatro ventos do céu. O nome "Mediterrâneo" significa "meio da terra"; e se você fosse observar os diferentes reinos representados neste sonho, descobriria que todos são reinos que compartilham o litoral do Mar Mediterrâneo. Muitos estudiosos observam que o “mar” é frequentemente usado como uma figura para as massas gentias (Mateus 13:47; Apocalipse 13:1). Os quatro ventos do céu provavelmente representam circunstâncias, sob a mão divina do Deus Soberano, que causam turbulência e uma agitação no mundo gentio. É a partir desta “agitação” do “mar” que estes quatro reinos do mundo surgem.

Observe os reinos representados no sonho (v. 17):

1. O Império Babilônico (v. 4). Ele é representado como um leão - o rei dos animais. Era a cabeça de ouro no sonho de Nabucodonosor. Suas duas asas simbolizam a rapidez com que ele conquistou. Mas suas duas asas foram arrancadas, e ele foi levantado da terra e colocado em dois pés como um homem; e o coração de um homem foi dado a ele. Isso provavelmente simbolizava a humilhação de Nabucodonosor - o maior rei da Babilônia - como descrito no capítulo 4.

2. O Império Medo-Persa (v. 5). Este segundo reino é representado como um urso - uma criatura pesada e desajeitada; mas extremamente brutal e mortal. Note que ele aparece “de repente” (veja o final do capítulo 5). Foi levantado de um lado; provavelmente representando o fato de que a parte persa daquele império logo excedeu e ganhou domínio sobre a parte medo. Tinha três costelas na boca entre os dentes. Isso pode representar uma oração perfeitamente capturada e consumida; mas também pode simbolizar as três principais cidades do império babilônico que o império Medo-Persa capturou: Babilônia, Ecbátana e Borsipa. Foi lhe dito: "Levanta-te, devora muita carne"; e isso o império medo-persa certamente fez! É representado pelos braços de prata no capítulo 2.

3. O Império Greco-Macedônico (v. 6). Este terceiro reino é representado como um leopardo ou uma pantera rápida e mortal. Tal criatura é naturalmente rápida; mas esta rapidez é ainda mais acentuada por dois conjuntos de asas. "e foi-lhe dado domínio". Isso representa a rapidez notável com que Alexandre, o Grande - o maior dos reis gregos - conquistou grande parte do mundo. Este animal tem quatro cabeças; que representam a divisão posterior do reino de Alexandre para seus quatro generais após sua morte súbita aos 33 anos: Grécia e Macedônia para Cassandro; Trácia e Ásia Menor para Lisímaco; a Síria e o Oriente Médio a Seleuco; e o Egito para Ptolomeu. Alexandre também é representado pelo bode macho com quatro chifres notáveis ​​em 8:8. Seu reino também é representado como o ventre e a coxa de bronze no capítulo 2.

4. O Império Romano (vv. 7-8). Este último reino é representado por uma criatura mais horripilante que todas as outras - espantoso e terrível, extremamente forte. Seus enormes dentes de ferro, e o fato de que devorou ​​e pisoteou o “sobejo” (dos outros), simboliza sua extrema força e brutalidade. Suas divisões são representadas pelas pernas e pés de ferro no capítulo 2. Observe que ele tinha dez chifres, representando as dez nações que mais tarde caracterizariam o império romano (veja os dez artelhos no capítulo 2; também Apocalipse 13:1-2; 17:3, 12-13). Outro chifre surgiu entre eles, fazendo com que três deles fossem removidos. Este chifre parece ser representado como agindo como um homem; e é simbólico do Anticristo que surgirá no fim dos tempos. Note cuidadosamente que este "chifre pequeno" não deve ser confundido com o "chifre pequeno" de 8:9-12. O “chifre” desse capítulo fala de Antíoco Epifânio (B.C. 175-170), um rei de origem grega que meramente tipifica o Anticristo. Mas o chifre descrito aqui no capítulo 7 (isto é, o Anticristo) é um produto do reino simbolizado pela quarta besta. Este chifre é o "príncipe que há de vir" (Daniel 9:26, 27); o "rei" (Daniel 11:36-45); aquele que traz a “abominação da desolação” (Daniel 12:11; Mateus 24:15); o "homem do pecado" (2 Tessalonicenses 2:4-8); o "Anticristo" (1 João 2:18); e a “Besta” (Apocalipse 13:4-10).

5. O Reino Milenar De Cristo (vv. 9-14). O último desses reinos gentios é seguido pelo retorno de Cristo - o “Filho do Homem” - à terra para reinar sobre a terra. Seu reinado será introduzido pela destruição do Anticristo (Apocalipse 19:19-20). O resíduo dos outros reinos permanecerá, mas apenas por um tempo. O reino de Cristo será dado a Ele pelo Ancião de Dias (Deus o Pai); e o seu reino não passará. Os eventos desta passagem - isto é, o estabelecimento deste reino nos reinos celestes - são descritos para nós em Apocalipse 5. Note como, mesmo que o "chifre pequeno" esteja se exaltando na terra - entre os versículos 8 e 11 - o reino de nosso Senhor está sendo estabelecido nas cortes do céu!

III. A Interpretação do Sonho (vv. 15-27).

Essas visões tiveram um impacto sobre Daniel fisicamente e emocionalmente. Em seu sonho, ele chegou perto de um ser - provavelmente um anjo - e perguntou “a verdadeira significação de tudo isso”. O anjo explicou que esses quatro animais são quatro "reis" (provavelmente com os reis servindo como representantes dos reinos); mas que “os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, sim, para todo o sempre” (v. 18). Isto descreve o reino milenar de Cristo na terra com os Seus santos remidos (Apocalipse 20).

Daniel pede mais explicações sobre o quarto animal. Ele notou que a mesma besta guerreara contra os santos e prevaleceu contra eles “até que veio o ancião de dias, e foi executado o juízo a favor dos santos do Altíssimo” (vv. 21-22). O anjo então descreve a história do império romano revivido que virá ainda no futuro; e os detalhes do reinado do Anticristo que governará sobre esse reino - perseguindo os santos por três anos e meio (Apocalipse 13:5-7) - isto é, “por um tempo, e tempos, e metade de um tempo”. Sua repentina destruição ocorre no tempo do retorno de Cristo; momento em que “O reino, e o domínio, e a grandeza dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo” (v. 27).

IV. A Resposta ao Sonho (v. 28).

Daniel indicou um final definitivo para o seu sonho. Estava completo; porque não era algo que ele inventou, mas sim uma mensagem específica dada a ele por Deus. O conteúdo desse sonho perturbou Daniel grandemente - até mesmo mudando seu "semblante". Talvez isso indique que ele nunca foi o mesmo após a experiência. Mas ele manteve o assunto para si mesmo; “guardei estas coisas no coração”- exceto como está escrito aqui. Muito do que foi mostrado será expandido em visões posteriores nos capítulos posteriores deste notável livro.

1 de dezembro de 2018

O Deus Que Livra – Daniel na Cova Dos Leões
O Deus Que Livra – Daniel na Cova Dos Leões
Texto: Daniel 6:1-28

Tema: Deus abençoa aqueles que permanecem fiéis a Ele em um ambiente hostil - mesmo quando lhes custa muito fazê-lo.

Este é um dos capítulos mais conhecidos e amados de Daniel. Ensina-nos as grandes recompensas da fidelidade a Deus enquanto no meio de um mundo pagão e incrédulo. Nos lembra que Deus prevalecerá; e que, eventualmente, colheremos bem se não desfalecermos (Gálatas 6:9).

I. Daniel é Elevado em Posição (vv. 1-3).

Dario (um nome que não é encontrado em manuscritos antigos a parte de Daniel) é provavelmente Gobrias; mas quem quer que fosse, era certamente o Dario mencionado no final de Daniel 5. “Dario” era provavelmente um nome honorífico que significa “portador do cetro”. Ele era um general que serviu sob Ciro. Ele era evidentemente um líder sábio; e ele organizou sua província sob várias "satrapias"; nomeando 120 sátrapas (governantes provinciais) sobre o seu reino e colocando-os sob a supervisão de três 'governadores'. Daniel foi feito um desses três governadores. Dario pode tê-lo nomeado para esta posição por causa do caráter fino que ele viu em Daniel (que estava agora em seus oitenta anos); e isso também pode ter sido influenciado pela maneira notável em que Deus usou Daniel nos eventos que levaram à queda de Babilônia e a troca do reino à Medo-Persa (ver capítulo 5). O fato de que ele é chamado de “primeiro” pode ter indicado o que é dito sobre ele no versículo 4; ou pode indicar apenas que ele era um dos três.

O caráter notável de Daniel chamou a atenção do rei. Ele era preferido acima dos outros governadores e príncipes porque “nele havia um espírito excelente”; e como resultado, o rei pensou em colocá-lo sobre todo o reino. Novamente, isso ressalta o caráter notável de Daniel; que ele (um estrangeiro) teria estado nas mais altas posições de autoridade em dois reinos mundiais sucessivos.

II. Os Adversários de Daniel se Tornam Invejosos (vv. 4-5).

O sucesso de Daniel provocou a inveja dos outros governadores e príncipes. Mas uma das provas do caráter marcante de Daniel era que eles não conseguiam encontrar nenhuma 'sujeira' nele que pudessem usar contra ele. Isso nos lembra que, como pessoas de Deus que estão trabalhando neste mundo, nossas vidas estão sendo constantemente observadas e escrutinadas.

Os oponentes de Daniel sabiam que a única maneira de derrubá-lo seria pelo fato de ele ser fiel a Deus. (Não seria ótimo se a única falha que poderia ser encontrada em políticos e líderes hoje fosse que eles eram homens de caráter que poderiam ser considerados fiéis a Deus? Aliás, não seria ótimo se isso pudesse ser dito sobre nós?)

III. O Rei é Manipulado pelo Orgulho (vv. 6-9).

Os presidentes, governadores e príncipes, conselheiros e capitães foram consultados em conjunto para capitalizar não só a fidelidade de Daniel, mas também o orgulho do rei. Eles elaboraram uma proposta de que o rei aprovasse uma lei para “que qualquer que, por espaço de trinta dias, fizer uma petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, exceto a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões”. Era uma lei estúpida; mas um lei que lisonjearia o rei. Além do mais, pode ter tido a aparência de ser estratégica - isto é, como uma forma de consolidar a autoridade do rei sobre um reino recém adquirido. Uma vez escrita, esta lei seria estabelecida como uma lei imutável “de acordo com a lei dos medos e persas” (ver Ester 1:19). Assim, não importa o que, se Daniel permanecesse fiel a Deus e se comportasse como sempre, ele seria lançado na cova dos leões.

Aparentemente, o rei foi persuadido a escrever este decreto em lei; e escrito em lei (v. 10), foi tornado público. É tão frequentemente no coração do homem pecador usar a lei para realizar o mal.

IV. Daniel Permanece Fiel em Face da Oposição (v. 10).

Foi um testemunho do caráter de Daniel que eles sabiam que esse plano funcionaria - e que ele realmente permaneceria fiel a orar diariamente a Deus. (As pessoas más podem contar com você e eu para sermos fiéis a Deus?). Fiel às suas expectativas, Daniel abriu fielmente a janela - voltado para Jerusalém (ver 1 Reis 8:29, 30, 46-48; Salmo 5:7; Jonas 2:4) - e, como era costume, orou e deu graças a Deus três vezes por dia.

Isto não foi concebido como um ato por parte de Daniel para exibir publicamente sua desobediência ao decreto insensato do rei. Pelo contrário, era consistente com o seu hábito diário. Se ele tivesse feito o contrário, ele teria sido falso para Deus e para si mesmo. E observe como nos é dito que Daniel fez isso mesmo sabendo que a redação do decreto foi assinada e tornada pública. É importante notar que ele não fez nada para trazer esse conflito com a lei. Mas aconteceu, no entanto, pela permissão soberana de Deus; e Daniel escolheu na circunstância obedecer a Deus em vez de aos homens - embora sua obediência a Deus lhe custasse a vida. Que possamos ser cada vez mais como Daniel em nossa cultura!

V. O Rei se Submete a um Decreto Lamentável (vv. 11-17).

Os adversários de Daniel - tendo visto o sucesso de seu plano - não perderam tempo em relatar suas ações ao rei. Como resultado, o rei percebeu tarde demais que ele havia sido manipulado para executar seu súdito mais valorizado por causa da inveja de seus outros oficiais. Ele se propôs a tentar encontrar uma maneira de livrar Daniel - talvez consultando seus especialistas em direito. Mas os outros funcionários lembraram-lhe que a lei dos medos e dos persas não poderia ser mudada. E assim, o rei concordou e ordenou que Daniel fosse lançado na cova dos leões; a pedra cobrindo o antro e o próprio selo do rei colocado sobre a pedra.

Note, porém, como algo do caráter e influência de Daniel deve ter impactado o rei. Ele abençoou Daniel com a esperança de que seu Deus - a quem o rei testificava Daniel continuamente - recompensaria sua fidelidade e o libertaria.

VI. O Senhor Protege Seu Fiel Servo (vs. 18-22).

Depois que Daniel foi lançado na cova, o rei passou uma noite inquieta. Mas logo que a manhã chegou, ele foi depressa para a abertura da cova dos leões. Ele clamou a Daniel e perguntou se Deus realmente o havia libertado. E para sua alegria, ele ouviu Daniel abençoar o rei e testificar que um anjo de Deus havia fechado a boca dos leões.

Observe as razões que Daniel dá a sua libertação. Primeiro, ele testificou que ele era inocente diante de Deus. Esse foi o testemunho da longa vida de Daniel; e foi a causa de seu segundo testemunho - que ele não fez mal ao rei. O investimento diário de Daniel em um caráter piedoso deu seus frutos em tempos de provação.

VII. Os Resultados da Fidelidade de Daniel (vv. 23-28).

Tão depressa quanto pôde, o rei mandou Daniel sair do cova (v.23). O decreto fora que Daniel fosse lançado na cova; mas não havia estipulação de que ele fosse deixado lá. Nenhum dano havia sobre ele. Os acusadores, no entanto, foram obrigados a sofrer o destino que pretendiam para Daniel (v. 24). Parece que isso não deveria ter sido uma surpresa para eles, vendo como eles ousaram manipular o rei. O fato de toda a família deles ter sido jogada com eles era muito provavelmente parte de um princípio da lei dos medos.

Os leões não deixaram Daniel em paz simplesmente porque não estavam com fome; porque os acusadores e suas famílias nem sequer atingiram o chão antes que os leões estivessem sobre eles. A razão pela qual essa parte desagradável da história é contada é enfatizar o fato de que Deus tinha a mão sobre Daniel.

Como resultado de tudo isso, o Deus de Israel é reconhecido e honrado em um império pagão (vs. 25-27). O rei decretou que todo domínio em seu reino tremeriam e temeriam diante do Deus de Daniel; testificando que (a) Ele é um Deus vivo, em oposição aos deuses que o povo adorava; (b) Seu reino é aquele que não deve ser destruído, em oposição aos reinos dos homens; e (c) Ele prova a si mesmo por sinais e maravilhas no céu e na terra, como acabara de fazer no caso de Daniel. Daniel então prosperou no reinado do rei (v. 28). Ele continuou a servir; enquanto aqueles que se opuseram a ele não. Uma vez que nos é dito nada mais sobre a vida de Daniel, podemos supor que ele continuou a servir em uma posição de autoridade até o fim de sua vida natural.

28 de novembro de 2018

A Escrita na Parede
A Escrita na Parede
Texto: Daniel 5:1-31

Tema: Este capítulo ilustra a derrota final do domínio do mundo gentio através do retrato da queda da Babilônia.

Os últimos seis capítulos do livro de Daniel são proféticos; mas os seis primeiros fornecem a história pessoal de Daniel. Eles nos dão o pano de fundo para as mensagens proféticas que Deus deu através dele. Em termos gerais, os capítulos 1 e 2 lidam com a juventude de Daniel, os capítulos 3 e 4 com sua meia-idade, e os capítulos 5 e 6 com eventos perto do fim de sua vida. Ao chegarmos aos Capítulos 5 e 6, estamos lendo a história da notável transição de Daniel, como judeu, de uma alta posição de liderança em um império mundial para uma alta posição de liderança em outro - verdadeiramente algo notável na história.

Este capítulo trata da queda do Império Babilônico (a cabeça de ouro que lemos no Capítulo 2) e a dominação do império Medo-Persa (os braços de prata). A história registra que essa transição ocorreu em apenas uma noite (539 a.C.). Os eventos daquela noite são profetizados em Isaías 13:17-22; 21:1-10 e Jeremias 51:33-58.

Várias coisas precisam ser observadas para apreciar os eventos deste capítulo:

- Primeiro, o fundo profético relativo aos eventos na interpretação de Daniel já lhe foi dado; isto é, as profecias nos Capítulos 7 e 8 já haviam sido dadas a Daniel no início do reinado de Belsazar (ver 7:1 e 8:1). No momento em que Daniel falou as coisas que ele disse ao rei neste capítulo, ele já sabia delas. Elas estavam simplesmente agora sendo reveladas ao rei.

- Segundo, embora essas coisas fossem novas para Belsazar, sua conduta era indesculpável, porque ele sabia claramente as coisas que aconteceram com seu avô, Nabucodonosor, como estão registradas no capítulo 4. (Veja a repreensão de Daniel em 5:22-23). O comportamento de Belsazar nos primeiros versículos, portanto, constituiu um ato conscientemente desafiador de rebelião contra o Deus de Israel.

Em terceiro lugar, enquanto os eventos do capítulo 5 estavam em andamento, os exércitos medos-persas liderados por Dario já estavam trabalhando para penetrar na aparentemente inexpugnável capital do império babilônico. O rio Eufrates corria sob a capital; e Dario simplesmente redirecionou o rio, o que permitiu que seu exército marchasse através do leito do rio e sob as muralhas da cidade - pegando a cidade de surpresa e sem competição. Assim, o governo do mundo mudou de mãos durante a noite - tanto como o juízo de Deus sobre Belsazar, e em cumprimento da palavra de Deus para Daniel.

- Os eventos deste capítulo prefiguram os eventos descritos em Apocalipse 17-18; isto é, a história do sistema religioso do mundo iníquo simbolizado como a mulher, o mistério da Babilônia, a Grande, os reis que se alinham com a besta e a queda da cidade perversa Babilônia.

I. A Festa Arrogante de Belsazar (vv. 1-4).

O rei falado aqui - Belsazar - é melhor entendido como o neto de Nabucodonosor; e como o filho e co-reinante de seu pai ausente Nabonido. Talvez, na ausência de seu pai, ele se sentisse livre para viver imprudentemente e dar um banquete. Ao longo do caminho, ele pediu os vasos que seu avô havia levado do templo em Jerusalém em sua deportação do povo judeu.

Esses vasos sagrados - separados para a glória de Deus - estavam sendo usados em uma festa selvagem e devassa; e estavam até sendo usados para brindar os falsos deuses da Babilônia. Isso nos mostra como esse rei estava se comportando mal. Não é de admirar que o juízo de Deus estivesse à mão!

II. O Anúncio Sinistro de Deus (vv. 5-9).

Diz o texto que, "Na mesma hora" - isto é, na mesma hora em que o rei e sua multidão brindavam a seus deuses - a mão de um homem apareceu e escreveu na parede de gesso do palácio do rei. O fato de ser um gesso esbranquiçado - e de estar em frente à lâmpada - sugere que a mão e a escrita foram claramente vistas. O rei apavorado chamou seus astrólogos, os caldeus e os adivinhos - todos os seus sábios - e prometeu grandes honras e poder a quem quer que desse a interpretação do misterioso escrito.

Mas ninguém poderia. Isso talvez signifique tornar a entrada de Daniel na cena ainda mais dramática (ver também 4:7-9). O fato de que nenhuma interpretação poderia ser dada deixou o rei e seus conselheiros ainda mais aterrorizados.

III. O apelo Respeitoso da Rainha (vv. 10-12).

A rainha falada aqui é provavelmente a mãe de Belsazar. Ela teria idade suficiente para lembrar que Daniel provou ser um homem de Deus com maior sabedoria do que todos os outros sábios; e também a maneira que ele ministrara ao pai de Belsazar, Nabucodonosor.

Note que ela diz que nele estava "o Espírito do Deus Santo" (v. 11) - sugerindo que ela pode ter mantido algum remanescente da fé que Nabucodonosor eventualmente professou. Ela encorajou Belsazar a chamar Daniel e procurar que ele desse a interpretação.

IV. A Repreensão Severa de Daniel (vv. 13-23).

O fato de Daniel não estar presente nesta festa pode indicar que ele se retirou do serviço político direto para este império. Ou pode ser porque ele era um homem santo demais para estar presente em tal festa. De qualquer forma, ele honrou a autoridade de Belsazar e veio ao seu chamado. Fala muito sobre a ignorância e o caráter superficial deste rei que teve que perguntar a Daniel quem ele era (v. 13). Ele ofereceu honra e poder a Daniel; mas Daniel recusou a oferta - ou porque não sentia necessidade disso, ou porque sabia que o que era oferecido não teria qualquer valor em pouco tempo. No entanto, ele disse que daria a interpretação.

Note que ele precedeu a interpretação com uma forte repreensão. Ele apontou para a história do avô de Belsazar (ver capítulo 4); e de como Deus o humilhou para demonstrar que Ele governa os assuntos dos homens. "E tu, Belsazar, que és seu filho, não humilhaste o teu coração, ainda que soubeste tudo isso; porém te elevaste contra o Senhor do céu" (vv. 22-23a).

V. A interpretação Solene da Escritura (vs. 24-28).

Foi nesse contexto que Daniel deu a interpretação. Note que Daniel explica que os dedos da mão foram enviados pelo próprio Deus que Belsazar havia zombado (v. 24). As próprias palavras foram traduzidas de várias maneiras; mas o significado é dado claramente para nós nos versos 25-27 - "MENE: Contou Deus o teu reino, e o acabou. TEQUEL: Pesado foste na balança, e foste achado em falta. PERES: Dividido está o teu reino, e entregue aos medos e persas" (vv. 26-28).

O fato de que a primeira palavra MENE é usada duas vezes sugere a severa certeza do julgamento.

VI. A Honra Inútil do Rei (v. 29).

O rei respondeu honrando Daniel; e fez dele 'terceiro governante' (talvez em segundo lugar para Nabonido e Belsazar). Daniel talvez tenha recebido essas coisas com humilde obediência; mas elas não tinham valor.

VII. A Queda Súbita do Império (vv. 30-31).

"Naquela mesma noite", nos é dito, Belsazar foi morto, e Dario, o medo, recebeu o reino. Como as Escrituras advertem: “Aquele que, sendo muitas vezes repreendido, endurece a cerviz, será quebrantado de repente sem que haja cura” (Provérbios 29:1). Que quadro é esse da verdade dessa advertência!

26 de novembro de 2018

Nabucodonosor, Orgulho e Punição
Nabucodonosor, Orgulho e Punição
Texto: Daniel 4:1-37

Tema: Este capítulo ilustra como Deus afirma a si mesmo como o soberano sobre as nações deste mundo.

Este capítulo nos revela a grande intenção de Deus em relação aos reinos gentios. Nabucodonosor, como o maior dos governantes em todos os 'tempos dos gentios', é um exemplo do trabalho de 'humildade' que Deus pretende; e mostra como Ele procura demonstrar a realidade da frase repetida neste capítulo: "o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer" (v. 32; ver vv. 17 e 25; e também vv. 26, 35 e 36).

Como o apóstolo Paulo uma vez disse aos atenienses; “e de um só fez todas as raças dos homens, para habitarem sobre toda a face da terra, determinando-lhes os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação; para que buscassem a Deus, se porventura, tateando, o pudessem achar. . . ” (Atos 17:26-27). A história de Nabucodonosor é uma ilustração do apelo no Salmo 2:10-12; “Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra. Servi ao Senhor com temor, e regozijai-vos com tremor. Beijai o Filho, para que não se ire, e pereçais no caminho; porque em breve se inflamará a sua ira. Bem-aventurados todos aqueles que nele confiam”.

I. A Saudação de Nabucodonosor (vv. 1-3).

Algo que mostra que a obra realizada na vida de Nabucodonosor produziu humildade é demonstrado no fato de que ele mesmo conta essa história. Pode ser que outro tenha escrito enquanto ele ditava; mas Deus levou Daniel a incluí-lo em seu livro de profecia. Este é um capítulo notável; porque foi escrito pelo maior monarca terreno do maior império mundial gentílico em seu maior ponto de majestade.

Ele fala essas palavras para todo o mundo gentio - “a todos os povos, nações, e línguas, que moram em toda a terra”. Podemos tomar suas palavras para nos apresentar hoje em nossa própria nação. E sua saudação é de paz - não apenas paz política, mas verdadeira paz que vem de um relacionamento correto com o Deus de toda a terra através de Seu próprio Rei designado (Lucas 2:8-14). Ele diz que achou por bem “declarar os sinais e maravilhas” que Deus havia feito a ele. Note que ele chama Deus “o Altíssimo Deus”, louva-O e afirma que o Seu reino é um reino eterno (Salmos 145:10-13). Ao dizer isso, ele abraçou totalmente a visão que Deus lhe dera anteriormente (2:36-44; especialmente no v. 44). Ele escreve essa saudação do ponto de vista de ter experimentado tudo o que ele está prestes a relatar.

II. A História da Humilhação de Nabucodonosor - Em Três Atos.

A. Primeiro Ato: O sonho do rei (vv. 4-27).

O rei tem um sonho perturbador (vv. 4-7). A história começa com o rei em repouso e prospero em seu palácio. Sua paz é interrompida por um sonho que o deixou "espantado". É tão perturbado que ele recorreu a uma política que ele havia usado antes - o de pedir aos funcionários de seu palácio para interpretá-lo para ele (2:2). Eles não fizeram a interpretação conhecida para ele, no entanto. Pode ser que, por causa de experiências passadas, ele não esperasse realmente obter deles; e talvez, por causa dessas mesmas experiências passadas, achassem prudente não tentar! Foi só depois que Daniel entrou em cena. Talvez sua chegada tardia tenha sido feita para demonstrar a incapacidade dos outros conselheiros do rei de fornecer uma interpretação (dando à aparição de Daniel na história uma espécie de "entrada dramática" divinamente designada).

O rei descreve o sonho para Daniel (vv. 8-18). O rei confiava na interpretação de Daniel porque “no qual há o espírito dos deuses santos”. O rei o chama pelo seu nome babilônico porque a história é para o povo do império babilônico. Ele descreve o sonho em detalhes para Daniel em termos que eram símbolos comuns para um grande rei (veja Ezequiel 17). Talvez o sonho tenha sido particularmente perturbador para o rei por causa do aviso de que seu resultado foi uma “decisão” pelo “decreto dos vigias, e por mandado dos santos” (v. 17). A advertência de fechamento teria recebido particularmente a atenção do rei!

Daniel dá ao rei a interpretação de seu sonho (vv. 19-26). Uma vez contado a ele, o sonho fez com que Daniel ficasse "atônito por algum tempo, e os seus pensamentos o perturbaram”. (v. 19). Seria difícil imaginar a tensão que isso teria criado para o rei. Apesar do espanto de Daniel, o rei assegura a Daniel que é seguro contá-lo a ele. O amor e respeito de Daniel pelo rei é demonstrado no fato de que ele deseja o sonho aos inimigos do rei. O sonho descreveu a intenção de Deus de humilhar o rei - embora também prometesse que seu reino seria restaurado para ele.

Daniel apela ao rei, com base no sonho, para que se arrependa (v. 27). Esta seria a terceira vez que Nabucodonosor foi apresentado a uma situação que exigia sua humildade diante do Deus de Israel. Daniel agora pede a ele que responda com genuíno arrependimento e submissão a Deus, na esperança de que o evento humilhante prometido pelo sonho pudesse ser adiado.

B. Segundo Ato: A humilhação do Rei (vv. 28-33).

O rei se orgulha de suas próprias realizações (vv. 28-30). Os eventos prometidos no sonho ocorrem um ano depois. O rei teve tempo suficiente para se humilhar diante de Deus; mas aparentemente, ele não o fez. Ele foi encontrado, em vez disso, gabando-se dos muitos programas de construção pelos quais ele é historicamente famoso.

Deus emite juízo sobre o rei (vv. 31-32). Enquanto ele falava, as palavras de juízo foram emitidas. Sem dúvida, ouvi-los imediatamente teria trazido a terrível percepção de que o sonho estava prestes a se tornar realidade. Envolvia o juízo de que seu reino se afastaria dele, que ele seria expulso dos homens como um louco, que iria morar com as bestas do campo e comer grama como um boi, e permaneceria nessa condição por sete anos até que ele aprendesse que Deus - não ele - era o verdadeiro soberano.

O rei é humilhado por um período de sete anos (v. 33). A continuação do reino pode ser explicada pelo fato de que Nabucodonosor havia desenvolvido um governo bem administrado. Também pode ter sido por causa da fidelidade de Daniel, que amava o rei e sabia de Deus que seu reino seria restaurado. Muitos eruditos identificam a loucura de Nabucodonosor com doenças mentais conhecidas nas quais os homens agem como animais; como zoantropia (um homem acreditando ser um animal), ou licantropia (uma forma de comportamento como 'lobisomem'), ou boantropia (uma desordem em que um homem age como um bovino; notando que somos informados de Nabucodonosor comer grama como bois). Pode ter sido uma doença mental conhecida como qualquer uma dessas; mas seu início foi claramente um ato direto de juízo de Deus; e deixou o rei em uma condição patética e humilhante. Que juízo terrível foi esse!

C. Terceiro Ato: A Restauração do Rei (vv. 34-36).

O rei ergueu os olhos para o céu e recuperou seu entendimento (v. 34a). Algo da mente do rei ainda deveria estar suficientemente sã para ele, no final do período de sete anos, olhar para Deus e lembrar o chamado à humildade.

O rei, tendo sido humilhado, bendiz a Deus (vv. 34b-35). Ele reconhece que Deus vive para sempre, tem um domínio eterno e um reino que é de geração em geração. Ele está sobre todos os habitantes da terra, faz de acordo com a Sua vontade "no exército do céu", e tem uma mão poderosa que nenhum homem pode conter. Este é um testemunho de um rei verdadeiramente humilde.

O rei é totalmente restaurado ao seu reino e se destaca (v. 36). Na época da restauração de sua razão, a glória e a honra de seu reino não só são restauradas, mas são até mesmo levadas a se sobressair. Deus deu-lhe muito mais do que ele tirou.

III. A conclusão de Nabucodonosor (v. 37).

É melhor, deixar o rei falar por si mesmo: “Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, e exalço, e glorifico ao Rei do céu; porque todas as suas obras são retas, e os seus caminhos justos, e ele pode humilhar aos que andam na soberba”. Este será um dia de testemunho para todas as pessoas (Filipenses 2:10-11).

23 de novembro de 2018

Três Que Não Se Curvaram
Três Que Não Se Curvaram
Texto: Daniel 3:1-30

Tema: “Este capítulo ilustra o chamado do povo de Deus para permanecer fiel em tempos de desafios pagãos”.

Este capítulo segue naturalmente após a interpretação do sonho do rei Nabucodonosor no capítulo 2 - um sonho em que uma grande estatua foi descrita. A estranha estatua de ouro que o rei construiu para si mesmo no capítulo 3 foi obviamente (e erroneamente) inspirada no sonho do capítulo 2. No capítulo 3, somos informados do programa soberano de Deus para os tempos dos gentios através de quatro impérios vindouros. E agora, no Capítulo 3, somos informados da decisão dos três amigos de Daniel de se recusarem a se curvar e adorar os falsos deuses do primeiro e maior desses quatro reinos gentios.

Essa história deve nos inspirar a viver "no mundo, mas não no mundo". É um lembrete para nós que - não importa em que contexto cultural vivamos - devemos “estar sujeitos às autoridades governamentais” (Romanos 13:1-7); mas também devemos nos certificar de que, nos momentos em que as autoridades dominantes nos chamam a comprometer nossa lealdade primária a Jesus Cristo, devemos sempre lembrar que “[devemos] obedecer a Deus e não aos homens” (Atos 5:29) - e se recusar a prostrar e se curvar aos falsos deuses que os homens criam para si mesmos.

I. A Ordem do Rei Pagão (vv. 1-7).

A estátua que Nabucodonosor criou foi claramente inspirada pelo sonho que ele teve (ver Daniel 2:31-35). Nabucodonosor acabaria se submetendo totalmente ao Deus de Israel (como veremos no Capítulo 4); mas até este ponto, ele ainda não tinha feito isso completamente. Note como, em 2:47, ele se referiu ao Deus de Daniel como "seu Deus". Ele ainda não foi capaz de dizer, como Tomé disse: "Senhor meu, e Deus meu!" (João 20:28).

A estátua em si é descrita no que parece ser uma proporção grotesca (sessenta côvados de altura e seis côvados de largura; embora suas proporções ímpares possam sugerir que incluía pedestal, e que a figura parecida como humano descansava em cima dela). Sua altura notável (cerca de vinte pés mais alta que o famoso Colosso de Rodes) e sua posição na planície de Dura, a tornariam visível por alguma distância. A chave para a história dessa estatua foi sua 'cerimônia de dedicação' oficial. Os nomes dos vários líderes que foram chamados de todas as diferentes províncias deixam claro que era para ser uma cerimônia abrangente.

Todos que tinha capacidade oficial estava lá por compulsão. Pode ter sido que essa cerimônia de dedicação tenha sido motivada, em parte, por preocupações políticas para consolidar seu império; mas Nabucodonosor estava claramente pedindo que sua estátua fosse adorada em um sentido religioso. Ele estava desafiando o Deus dos judeus; e estava procurando se estabelecer diante de todos os deuses (v. 15).

Um arauto gritou a ordem a todos os presentes de que eles deveriam se prostrar e adorar a imagem ao som da música. A presença do forno de fogo ardente deve ter tornado a ordem muito assustadora e intimidadora. É interessante notar que a ordem de se curvar e adorar uma imagem diante da ameaça de morte caracteriza tanto o começo (aqui) como o fim (em Apocalipse 13:15) da dominação do mundo gentio. E também é interessante notar que o número seis (o número simbólico da auto deificação humana) figura nas duas imagens (sessenta por seis côvados no caso de Daniel 3:1, e o número 666 no caso de Apocalipse 13:18).

II. A Resolução Dos Três Amigos (vv. 8-18).

A ordem do rei parece ter sido prontamente e universalmente observada por “todos os povos, nações e línguas” (v. 7). Mas veio a ser relatado ao rei que os três amigos judeus de Daniel (Sadraque, Mesaque e Abednego não obedeceriam. (Note que seus nomes babilônios são usados, porque eles estavam em uma posição oficial). A conduta deles nesta passagem mostra que eles respeitavam cada ordem do rei que poderiam obedecer; mas eles não podiam obedecer a esta ordem particular sem violar o segundo mandamento (Êxodo 20:4-6; Deuteronômio 5:8-10). O cerne da questão fica claro quando o rei disse: “E verdade, ó Sadraque, Mesaque e Abednego, que vós não servis a meus deuses nem adorais a estátua de ouro que levantei?” (v. 14).

Apesar de estar furioso com a notícia da recusa em se curvar (e note que, em sua ira, ele nem termina sua sentença no verso 15!), O rei, no entanto, deu a eles a oportunidade de se curvar ao som da música tocando. Mas ele também emitiu a advertência de que, se não obedecessem, seriam lançados na fornalha ardente. Arrogantemente, o rei perguntou: “e quem é esse deus que vos poderá livrar das minhas mãos?” Esta pergunta também foi feita pelo comandante assírio em Isaías 36:19-20. Em ambos os casos, a pergunta foi feita retoricamente por um rei arrogante - mas foi respondida literalmente por um poderoso Deus!

A resolução dos três amigos (Daniel talvez não esteja presente) deixa bem claro onde estavam seus compromissos. Eles não eram de forma alguma desrespeitosos com a autoridade do rei; mas eles também estavam comprometidos em obedecer a Deus. Dizer que eles não precisavam responder (v. 16) era como dizer que não iriam discutir com o rei por suas vidas. Se eles fossem lançados no fogo, o Deus de Israel era plenamente capaz de libertá-los. Mas mesmo que Ele não os livrasse, Ele certamente os libertaria da mão do rei pela morte. Mas seja qual fosse o resultado, eles não desobedeceriam de modo algum à ordem de Deus e se prostrariam para adorar a imagem. (Note que as acusações contra eles foram (1) que não faziam caso do rei, (2) que eles não serviam aos deuses do rei, e (3) que não adoram a imagem de ouro (v. 12). Em sua resolução, no entanto, eles afirmaram que não serviriam aos deuses do rei nem adorariam sua imagem (v. 18). Nisso, eles não deixaram de prestar o devido respeito ao rei.

II. A Prova de Fogo (vv. 19-23).

O estado instável de Nabucodonosor é mostrado em sua resposta. Ele estava cheio de fúria e a expressão de seu rosto mudou para os três amigos. (Ele era um homem claramente mostrado neste livro, ser levado ao extremo por suas emoções.) Ele pediu que o forno fosse aquecido sete vezes mais do que o normal - quando, é claro, se ele realmente quisesse fazê-los sofrer, ele deveria ter arrefecido!

Com todos os oficiais de seu reino presentes (o que, por uma questão da maravilhosa providência de Deus!), ele ordenou que os três amigos fossem amarrados e jogados na fornalha. A urgência da ordem do rei é mostrada no fato de que os homens que os lançaram foram mortos pelo fogo (v. 22).

IV. A Proteção do Senhor (vv. 24-27).

O rei deve ter se posicionado para poder ver os três amigos quando eles foram jogados. Mas ele também pode vê-los claramente andando ilesos - com uma quarta figura que o rei diz ser "semelhante a um filho dos deuses". Pode ter sido uma aparência pré-encarnada da segunda Pessoa da Trindade. O rei mais tarde adorou a Deus por ter enviado o Seu Anjo para protegê-los (v. 28). (Daniel não perdeu nada, porque mais tarde um anjo foi enviado para protegê-lo na cova dos leões; ver 6:22). De qualquer forma, era claramente Deus quem estava protegendo esses três homens fiéis.

O rei chamou-os pelo nome e ordenou-lhes que saíssem do fogo. (Vemos algo de seu caráter em que eles obedeceram ao rei - quando poderiam ter dito com a mesma facilidade: "Não vamos sair, rei; mas se você quiser, pode entrar e nos tirar!"). Este notável milagre foi maravilhosamente validado pela coleção de altos funcionários do governo. Eles confirmaram a completa ausência de qualquer efeito do fogo sobre os três - com a única exceção sendo que suas ataduras devem ter sido queimadas. A promessa de Deus revelou aqui ser verdade: "...quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti" (Isaías 43:2).

V. A Resposta do Rei (vv. 28-30).

A resposta do rei foi glorificar o Deus de Israel (talvez ainda não "adorar" o Deus de Israel, no entanto). O rei reconhece que eles estavam demonstrando confiança em Deus pelo fato de que eles frustraram sua ordem a ponto de entregar seus corpos à morte para não servir ou adorar qualquer deus, exceto o único Deus verdadeiro.

Ele ordenou que ninguém em seu reino falasse contra esse Deus sob pena de sofrer o mesmo destino com o qual ele uma vez ameaçou os sábios do seu reino (2:5). Ele também promoveu os três (e podemos supor que isso significa que ele os promoveu para posições mais altas do que eles já possuíam).

22 de novembro de 2018

A Maior Lição da História
A Maior Lição da História
Texto: Daniel 2:1-49

Tema: Deus, através de Daniel, descreve a história do 'tempo do gentios'.

No capítulo anterior, Daniel revelou seu caráter. Ele era um homem de Deus que foi fiel em pequenas coisas. Ele propôs em seu coração que ele não se permitiria contaminar por alimentos que eram impuros para o povo judeu (1:8). E agora, tendo seu caráter demonstrado, Deus graciosamente dá a ele e aos seus três amigos uma resposta à sua oração que salvou suas vidas.

Este capítulo nos dá uma das profecias mais notáveis ​​de toda a Bíblia. Revela-nos a história de todo o curso do que a Bíblia chama de “tempo dos gentios” (Lucas 21:24).

I. O Sonho do Rei (v. 1-13).

Em seu segundo ano, Nabucodonosor da Babilônia teve um sonho. Esse sonho o impactou de uma maneira poderosa - tanto que, de fato, ele ficou desesperado para entender seu significado (v. 1). Ele convocou uma assembleia de todos os seus sábios e conselheiros (v. 2).

Mas ele fez algo que nenhum deles imaginava. Ele lhes disse que eles não deveriam apenas dizer-lhe a interpretação do sonho, mas também o próprio sonho. Este foi um ato de grande astúcia; pois, se não conseguissem contar-lhe esse sonho de importância vital, ele não poderia, de maneira alguma, ter certeza de que realmente conheciam sua verdadeira interpretação.

Naturalmente, eles procuraram negociar com ele. Mas ele permaneceu resoluto. A penalidade por não contar a ele o sonho era muito dura - como a recompensa por dizer corretamente também era muito grande (vv. 5-6). E isso foi claramente por causa de seu senso do significado desse sonho. Eles foram incapazes de persuadi-lo a mudar de ideia - e até se atreveram a falar contra a sua determinação (vv. 10-11). O resultado foi que o rei ficou “irado e enfurecido”; e enviou um decreto para reunir todos os sábios da sua terra e executá-los. Isto, naturalmente, teria incluído Daniel e seus três amigos.

II. A Oração de Daniel (vv. 14-23).

Novamente - como no capítulo anterior - o caráter de Daniel brilha. Ele não respondeu com o tipo de desespero que os sábios fizeram. Em vez disso, ele calmamente procurou uma razão para a dureza do decreto; e então, enviou um pedido ao rei por mais tempo para que ele pudesse buscar o sonho - e sua interpretação - de Deus (vv. 14-16). (Daniel provavelmente não estava entre os sábios, mas era provavelmente considerado um “interno”. No entanto, devido à sua associação com eles, sua própria vida também estava em perigo).

Daniel imediatamente contou a seus três amigos; e juntos, eles buscaram que “o Deus do céu” (um nome significativo que revelava a superioridade de Deus sobre as nações) misericordiosamente revelaria o sonho para eles. O segredo foi revelado a ele em “uma visão noturna” (v. 19); e por isso, Daniel não deixou de louvar e agradecer a Deus (vs. 19-23).

III. A Interpretação do Sonho (vv. 24-45).

Daniel exortou a guarda do rei a deixar de matar os sábios, porque ele diria ao rei o sonho e a interpretação (v. 24). Dizem-nos que o guarda levou Daniel “depressa” ao rei - claramente, não desejando ter que cumprir o terrível decreto do rei, como já havia sido feito (v. 25). O rei estava compreensivelmente cético. Quem era esse mero "menino" para oferecer-lhe o sonho e a interpretação quando os homens mais sábios do reino não puderam fazê-lo? (v. 26). Mas Daniel humildemente informou ao rei que a resposta que ele procurava não era com meros homens, mas com o “Deus no céu que revela segredos” (v. 27-30). Daniel conta ao rei o sonho: aquele em que ele viu uma grande estatua. Era uma estátua surpreendente para o rei - e "a sua aparência era terrível". Imagine o que deve ter acontecido com o rei quando Daniel descreveu esse sonho com detalhes precisos! (vv. 31-35).

A história de como Daniel recebeu o sonho e sua interpretação é fascinante e importante. Mas o valor real deste capítulo é por causa do sonho em si - e os aspectos individuais desta grande estatua. Quatro metais são mencionados; e cada um dos metais representa uma natureza degradante daquele que o precede. A série de metais representa uma gravidade específica decrescente; isto é, o ouro é mais pesado que a prata, que é mais pesado que o bronze, etc. O que é mais, o valor do ouro é maior que a prata, e da prata que o bronze, etc. E parece haver uma degradação por divisão: a cabeça é uma, os braços são dois, os lombos são um, as pernas são duas e os dedos dos pés são dez. Tudo é esmagado por uma “pedra cortada sem as mãos” que eventualmente se torna uma grande montanha.

A interpretação divina de Daniel nos dá uma história do plano de Deus para os “tempos dos gentios” (um tempo que começou profeticamente com o cativeiro babilônico de Israel, e isso terminará quando Jesus Cristo retornar a esta terra em Jerusalém). Daniel declarou especificamente que esta é uma visão que diz respeito "o que será nos últimos dias" (v. 28).

- A cabeça de ouro representa o reino da Babilônia (vv. 36-38).

- O peito e os braços de prata (note os dois braços) representam a dominação do mundo dos dois reinos da Medo e da Pérsia; que se seguiu depois de Babilônia (v. 39a). Daniel continuaria a serviço desse segundo reino algum tempo depois de o reino babilônico ter sido conquistado por ele.

- O ventre e as coxas de bronze representam o império da Grécia, que se seguiu à Medo-Pérsia (v. 39b). Foi o reino de Alexandre, o Grande; e mais tarde foi dividido entre seus quatro generais. Eles lutaram entre si, mas o reino ainda era um reino.

- As duas pernas de ferro representam o império romano que se seguiu ao da Grécia (v. 40). As duas pernas podem ser representativas das duas principais divisões do império (Oriente e Ocidente). Este reino eventualmente se torna pés misturados com ferro e barro (vs. 41-43). Isso pode representar a mistura do império romano com os grupos de pessoas que conquistou. Os dez dedos dos pés (conforme informado por Daniel 7) representam uma forma revivida do império romano dividido entre dez reis diferentes. (Note que, entre o tempo das pernas de ferro e os pés misturados de ferro e barro é uma interrupção de duração não revelada. Este é o tempo da era da igreja. O renascimento da nação do império romano precederá o retorno de Cristo. Veja Apocalipse 17:12)

- A pedra cortada sem auxilio de mãos representa o Senhor Jesus Cristo (novamente descrito em maior detalhe em Daniel 7). Ele quebra todos os reinos anteriores em pedaços (vv. 44-45). É exortado ao rei que estas coisas certamente acontecerão.

IV. A Resposta do Rei (vv. 46-49).

O rei respondeu de tal maneira a exaltar o Deus de Daniel acima de todos os outros (vv. 46-47). Isso estava longe de ser uma genuína adoração a Deus. Como veremos no Capítulo 3, Nabucodonosor lutou ao longo do caminho. Mas quando chegamos ao quarto capítulo, ele realmente adora o único Deus verdadeiro. Imediatamente depois de ouvir o sonho e sua interpretação, o rei promoveu Daniel; e isso deu a Daniel a oportunidade de pedir ao rei por ofícios de honra para seus três amigos (vv. 48-49).

Daniel havia mostrado seu caráter de várias maneiras neste capítulo; e esse pedido em nome de seus amigos era mais uma demonstração.

21 de novembro de 2018

O Propósito do Coração em Uma Terra Pagã
O Propósito do Coração em Uma Terra Pagã
Texto: Daniel 1:1-21

Tema: A utilidade para Deus nas circunstâncias futuras vem da fidelidade a Deus nas provações atuais.

O livro de Daniel é um dos livros mais notáveis ​​de todos os tempos. Ele nos fala - entre outras coisas - da história de um homem que se destaca como um dos homens mais exemplares em todas as Escrituras quando se trata de justiça (Ezequiel 14:14, 20) e sabedoria (Ezequiel 28:3).

Ele pode ter sido um membro da família real de Judá (como sugerido por Daniel 1:3); mas ele recebeu a maior educação possível na aprendizagem do que era a maior cultura mundial da época. Ele tinha uma distinção que parece verdadeiramente sem precedentes em toda a história do mundo - isto é, como um estrangeiro que serviu na mais alta capacidade oficial nos governos de dois impérios mundiais sucessivos (os da Babilônia e do Medo-Persa). E mais, o livro que leva seu nome - como "a mais abrangente e completa revelação registrada por qualquer profeta do Antigo Testamento".

O livro de Daniel pode ser dividido naturalmente em duas partes. A primeira parte está relacionada principalmente com a história pessoal de Daniel (capítulos 1-6); e a segunda parte diz respeito principalmente ao ministério profético de Daniel (capítulos 7-12). Os capítulos 2 a 7 são amplamente escritos na língua aramaica - a língua gentia predominante do império mundial daquela época. Isso ocorre porque esses capítulos se preocupam com assuntos que lidam com o plano de Deus para o mundo gentio; enquanto o capítulo 1 e os capítulos 8 a 12 - escritos em hebraico - tratam do plano de Deus para o povo judeu contra o pano de fundo da história do mundo gentio.

Este livro foi escrito, em parte, para incentivar a fidelidade da parte do povo judeu durante tempos de opressão. Mas o propósito maior de Deus neste livro é o de apresentar diante de nós Seu plano para as nações antes do retorno de Jesus Cristo.

Por descrever os eventos da história mundial com uma precisão profética tão notável, alguns duvidam que tenha sido verdadeiramente escrito pelo homem Daniel durante o sexto século antes de Cristo. Por descrever a história antes de ocorrer com tanta precisão, alguns insistiram que ela deve ter sido escrita no século II antes de Cristo. Mas é claramente referenciado no livro de Ezequiel (veja acima), que foi escrito durante o tempo do cativeiro de Israel; e a autoria de Daniel é atestada pelo não menos que o próprio Senhor Jesus (Mateus 24:15; Marcos 13:14).

O primeiro capítulo define o tom para muito que se seguirá no livro. Nele, vemos o caráter desse grande homem a quem Deus revelou tanto de Seu plano para as eras. Nós vemos . . .

I. O Começo de Daniel na Terra do Exílio (vv. 1-2).

A história de Daniel começa com o reinado de Nabucodonosor, rei da Babilônia. Nabucodonosor chegou a Jerusalém e sitiou-a pela primeira vez no ano 605 a.C. - pouco depois de sua notável vitória do Egito em Carquêmis. A história de sua ida a Jerusalém - e a trágica queda do rei Jeoiaquim de Judá em suas mãos - é contada em 2 Reis 24:1-2 e 2 Crônicas 36:5-7.

A esse respeito, é importante notar o que nos é dito, no versículo 2. Não foi apenas Nabucodonosor quem provocou isso. Pelo contrário, nos diz que “o Senhor entregou Jeoiaquim, rei de Judá, em sua mão”.

II. As Oportunidades de Daniel Diante do Rei (vv. 3-7).

Entre os muitos artigos do templo que Nabucodonosor trouxe para a casa do seu deus - junto com muitos dos cativos de Jerusalém - estavam alguns dos melhores jovens de Israel que poderiam ser encontrados.

Estes seriam cuidados por ele, ensinados sob seu comando e transformados em servos leais em seu reino. Eles foram escolhidos por suas superioridades físicas, suas capacidades intelectuais e o potencial pessoal para comparecer perante o rei com honra. Eles passariam por um rigoroso programa de educação e treinamento. Eles seriam ensinados na língua e literatura dos caldeus; e seriam alimentados com as mais delicadas iguarias da própria mesa do rei. Depois de três anos, eles seriam apresentados perante o rei.

É nos dito que entre esses jovens notáveis ​​havia quatro de Judá: Daniel ("Deus é Juiz"), Hananias ("Jeová tem sido gracioso"), Misael ("quem é como Deus?") E Azarias ("O Senhor Ajuda”).

Eles foram confiados ao chefe dos eunucos; que então lhes deu nomes babilônicos: Daniel tornou-se Beltessazar ("Bel Proteja Sua Vida"), Hananias se tornou Sadraque (um nome composto que significa "comando de Aku" com uma referência a Aku, o deus da lua), Misael se tornou Mesaque ("quem é como Deus?”), e Azarias tornou-se Abednego (“ Servo de Nebo”, um filho do deus babilônico Bel).

A mudança de nomes refletiu um pouco seus nomes originais em hebraico; e era a maneira dos reis separá-los de suas raízes hebraicas e estabelecê-los na cultura babilônica. É interessante notar que o nome babilônico de Daniel é semelhante ao do filho de Nabucodonosor, encontrado mais adiante no livro (ver 5:1); mas aquele mensageiro angélico de Deus usava seu nome hebraico (Daniel) quando falava com ele (9:22).

III. O Propósito do Coração de Daniel Diante de Deus (vv. 8-10).

Daniel (e sem dúvida seus amigos) se propôs a permanecer fiel às leis alimentares judaicas (ver Levítico 11), mesmo enquanto viviam em uma terra pagã. Também pode ter sido porque a comida do rei era oferecida aos ídolos - e seria por isso que Daniel se abstinha de participar de seu vinho.

Ele pediu que ele não "se contaminar". O fato de Daniel ser a favor do eunuco chefe do rei é um claro testemunho de seu caráter notável. Mas o eunuco temeu por sua vida se Daniel não comesse a comida dos reis. Se os quatro jovens não parecessem tão saudáveis quanto os outros, isso significaria a cabeça do chefe eunuco (ver também Neemias 2:1-2).

IV. A Proposta de Daniel em um Tempo de Desafio (vv. 11-16).

Daniel propôs ao “despenseiro” - isto é, um oficial inferior que trabalhava sob o comando do chefe eunuco (chamado na língua original “o Melzar”) - que um tempo de teste fosse administrado. Durante dez dias, ele e seus companheiros só comeriam vegetais. Depois desse período, eles poderiam ser reexaminados, e o despenseiro poderia fazer o que ele achava melhor.

Muito provavelmente, se eles não conseguissem mostrar uma melhora, eles ainda teriam se recusado a se contaminar - e teriam de bom grado sofrido as consequências! No final do teste de dez dias, no entanto, eles pareciam melhores do que todos os outros. Como resultado, o despenseiro tirou a provisão do rei para longe de todos os jovens e alimentou-os com a dieta que Daniel e seus amigos pediram. Daniel agiu com sabedoria diante da autoridade. Ele não resistiu ou se rebelou; mas ofereceu uma alternativa.

V. A Benção de Daniel Após o Exame (vs. 17-21).

Deus abençoou Daniel e seus três amigos com grande superioridade sobre os outros. Eles foram excelentes no conhecimento da literatura e sabedoria; e Daniel foi especialmente abençoado com a capacidade de compreender sonhos e visões (uma habilidade que desempenha um grande papel no restante do livro).

Ao comparecer diante do rei, eles foram encontrados (literalmente) “dez vezes” acima de todos os outros; e foram feitos para servir o rei. Daniel permaneceu em serviço até o reinado do rei Ciro dos persas - uns sessenta e cinco anos depois!

Conclusão: A obediência de Daniel à lei de Deus - mesmo em uma terra pagã e durante um tempo em que ninguém mais obedecia - foi um teste de fidelidade. Ele era respeitoso; mas sua posição fiel levou a Deus concedendo-lhe o privilégio de servir como o profeta dos séculos.

Deus deu-lhe uma grande percepção, porque ele havia se mostrado fiel em uma coisa pequena. Isso nos lembra que nossa própria utilidade para Deus nas circunstâncias futuras vem da nossa fidelidade a Deus nos momentos atuais de prova. Vamos nos manter fiéis e fazer a diferença?