Pregando um Sermão é Expositivo
O que constitui um sermão expositivo? Melhor ainda, como poderia o pregador saber se ele pregou um sermão expositivo, e como a congregação poderia saber se eles ouviram um sermão expositivo?

A questão é um pouco mais angular do que se pode inicialmente perceber. É uma questão que me impressionou nos últimos meses, pois ouvi vários pregadores descreverem seu estilo de pregação como expositivo. Não importa que eles dediquem pouca atenção à interpretação do texto, à aplicação do texto ou à pregação do texto.

Lamentavelmente, o título “pregação expositiva” tornou-se tão elástico que se tornou uma designação quase inadequada, se não totalmente inútil. Muitas pregações ficam abarrotadas sob o título “pregação expositiva”, embora tenha pouca semelhança com a exposição clássica.

De fato, a designação “pregação expositiva” tornou-se como a designação “evangélico”. Há bastante respeitabilidade residual nesses rótulos que muitos querem se apegar a eles, mesmo que sua teologia ou metodologia de pregação há muito tenham abandonado qualquer semelhança verdadeira com isto.

Então, o que constitui um sermão expositivo?

A pregação expositiva começa com o compromisso de pregar o texto. Esse compromisso está enraizado na auto atestação da Bíblia de que “Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça”, e que a principal tarefa do pregador é “pregar a Palavra”. Ao fazê-lo, o pregador mantém promessas como: “Porque toda a carne é como a erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; mas a palavra do Senhor permanece para sempre”.

Essas passagens, entre muitas outras, fornecem uma justificativa para a exposição bíblica, mas não delineiam suas marcas essenciais e distintivas. Uma definição consensual de pregação expositiva se mostra obstinadamente elusiva, mas há três marcas essenciais que são apoiadas pela Escritura e consistentes dentro das definições mais clássicas do termo. Considere como Alistair Begg, Haddon Robinson e Bryan Chappel definem a pregação expositiva.

Alistair Begg define a pregação expositiva como “Desdobramento do texto da Escritura de tal maneira que faça contato com o mundo do ouvinte enquanto exalta a Cristo e confronta-o com a necessidade de ação”

A definição de Haddon Robinson, que tem sido tema padrão nas salas de aula de muitos seminários há várias décadas, apresenta a exposição como “A comunicação de um conceito bíblico, derivada e transmitida através de um estudo histórico, gramatical e literário de uma passagem em seu contexto, que o Espírito Santo primeiro aplica à personalidade e experiência do pregador, depois através dele aos ouvintes”

Bryan Chappel argumenta que a pregação expositiva ocorre quando, “A ideia principal do sermão (o tópico), as divisões dessa ideia (os pontos principais) e o desenvolvimento dessas divisões (os subpontos), todos provêm das verdades que o próprio texto contém. Nenhuma parte significativa do texto é ignorada. Em outras palavras, os expositores de boa vontade permanecem dentro dos limites de um texto (e seu contexto relevante) e não partem até que tenham examinado sua totalidade com seus ouvintes”

Note que “pregar a palavra” é marcado por esses três aspectos essenciais:
  1. A necessidade de interpretar com precisão o texto em seu contexto bíblico imediato e mais amplo.
  2. A necessidade do ponto principal do sermão e dos subpontos do sermão serem derivados do texto.
  3. A necessidade da aplicação do sermão vir do texto e que o texto seja aplicado na congregação.
Estes três aspectos são, reconhecidamente, minimalistas, mas são essenciais. Eles são encontrados onde um sermão expositivo é encontrado. Consequentemente, a pregação expositiva pode ser muito mais do que isso, mas não deve ser nada menos que isso.

Então, como você sabe se um sermão é um expositivo?

  • O texto é interpretado com precisão, considerando os seus contextos bíblicos imediatos e mais amplos?
  • O ponto principal do sermão e seus subpontos são derivados do texto?
  • A aplicação do sermão vem do texto e o texto está sendo aplicado a congregação?
Um expositor não apenas prega de um texto ou em um texto. Um expositor prega o texto. Esses três fundamentos marcam um sermão expositivo, e essas três perguntas permitem que você saiba quando, de fato, a Palavra foi pregada.


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