27 de janeiro de 2018

Porque o Batismo no Espírito Santo é uma Necessidade para Cada Crente?
Porque o Batismo no Espírito Santo é uma Necessidade para Cada Crente?
O Sermão em uma Sentença: É essencial que cada crente seja batizado no Espírito Santo.

O Propósito do Sermão: Para encorajar e ver crentes batizados no Espírito Santo.

Os Textos: Atos 1.4-5; Efésios 5.18.

Introdução
1. Nossos textos contêm duas ordens para crentes serem cheios do Espírito Santo: uma de Jesus e uma de Paulo.
2. Estas ordens demonstram a necessidade duma pessoa ser batizado no Espírito Santo.
3. Nós iremos discutir porque nós precisamos ser cheios do Espírito hoje.

I. Cada um de nós precisa ser cheio do Espírito porque nós temos uma vida para viver que é além da nossa habilidade.

A. Observa a vida que Deus nos chama a viver:
1. Uma vida como Jesus viveu (1 João 2.6).
2. Uma vida de pureza (1 Pedro 1.15-16).
3. Uma vida de amor (Mateus 5.43-44).

B. Mas nós somos fracos e incapazes em nossa própria força de viver tal vida.
1. Nós somos mais aptos de odiar, invejar e reclamar.
2. Nós somos mais aptos de viver como o mundo do que como Jesus.
3. Nós clamamos como Paulo, “Miserável homem que eu sou! Quem me libertará...? ” (Romanos 7.24).
4. A resposta vem, “Não se desespere; nós temos ajuda do alto! ” (ref. Gálatas 5.16).

C. Uma pergunta importante: Como recebemos esta ajuda de Deus?
1. Começamos por ter fome e sede por mais de Deus (Mateus 5.6).
2. Em Mateus 5.6, nota nossa parte e a parte de Deus:
a. Nossa parte – “têm fome e sede de...”.
b. A parte de Deus – “serão satisfeitos...”.

II. Cada um de nós precisa ser cheio do Espírito porque nós temos uma grande obra a realizar que é maior do que nossos recursos.

A. Jesus nos deixou uma grande obra.
1. É chamada a Grande Comissão.
2. Mateus 28.19-20.
3. Mateus 24.14.

B. Mas nossos próprios recursos são inadequados para o trabalho.
1. Nossos recursos pessoais são inadequados.
2. Nossos recursos financeiros são inadequados.

C. Mesmo assim, Jesus tem nos prometido poder para realizarmos o trabalho:
1. Em Atos 1, Ele deu aos Seus discípulos uma promessa e uma ordem:
a. A promessa: (1.8): “serão minhas testemunhas... até os confins da terra”
b. A ordem (1.4-5): “Não saiam de Jerusalém, mas esperem pela promessa de meu Pai...”.
2. Nós não podemos cumprir a promessa até que primeiramente obedecermos a ordem.

Conclusão e Apelo

1. Você tem uma vida a viver que é além da sua habilidade.
2. Você tem um trabalho a realizar que é além dos seus recursos.
3. Você precisa receber o poder de Deus.
4. Vem e seja cheio do Espírito hoje.

19 de janeiro de 2018

Lições Aprendidas de um Mendigo
Lições aprendidas de um mendigo
Texto: Lucas 16:19-31

Introdução: Esta passagem da escritura é constantemente usada em mensagens e estudos bíblicos sobre a doutrina do inferno. Por causa disto, talvez tenham negligenciado algumas verdades básicas sobre a vida cristã que pode ser encontrada na vida de Lázaro. Lázaro era um santo do Antigo Testamento, uma pessoa salva. A questão que podemos ignorar nesta passagem é esta: como um santo de Deus acabou na situação que Lázaro se encontrou?

Por que Deus não protegeu Lázaro da vida de um mendigo? O santo de Deus não tem o direito de esperar uma vida melhor que a de Lázaro? Como Deus poderia permitir tal sofrimento e privação na vida de um dos Seus filhos?

Enquanto escrevo esta mensagem, o atropelamento na praia de Copacabana ainda está nas notícias. Muitas pessoas assustadas perplexas buscando respostas. Como Deus poderia permitir tal miséria e dor? Na semana passada, eu visitei um pastor, cuja esposa o abandonou há cerca de um ano. "Estou bravo com Deus", ele me disse. "Eu entreguei toda minha vida a Ele para me usar na Sua obra, é assim que Ele me paga!"

Se alguma vez houve um santo de Deus que tinha o direito de reclamar, foi Lázaro.

Davi disse nos Salmos: "Fui jovem, e agora sou velho, mas não vi os justos abandonados, nem a sua descendência mendigando pão". Mas, se ele tivesse vivido no tempo de Jesus, ele não poderia ter dito isso. Porque Lázaro era um crente que mendigava.

I. A história do mendigo Lázaro

A história das dificuldades de Lázaro é significativa. Deus o coloca ao lado do homem rico para que possamos entender os caminhos dele. Há muito mais nesta história do que apenas a verdade da doutrina do inferno. Sob a superfície há a história de um Deus soberano que coloca seus servos nas condições e situações da vida que lhe tragam glória.

A. Lázaro era rejeitado pelos homens. Lázaro foi "fora deitado" no portão do homem rico. A palavra traduzida "deitado" significa deixado ou lançado sem preocupação com os resultados. Talvez como uma piada ou como resultado do ódio para com o homem rico, os habitantes da cidade depositaram Lázaro no portão do homem rico. Este foi um ato de barbárie. Eles usaram o infortúnio de outro em seus próprios planos e esquemas.

B. Lázaro era repulsivo para os homens. A escritura nos diz que ele estava "todo coberto de úlceras". Isso lembra ao estudante da Bíblia o personagem Jó no Antigo Testamento que também sofria de furúnculos e pele ulcerada. As pessoas da cidade provavelmente eram repelidas ao vê-lo.

C. Lázaro era restringido pelos homens. Ele "desejava" as migalhas da mesa do homem rico. A palavra indica um anelo ou uma cobiça. Pobre Lázaro não podia se controlar. Ele estava com tanta fome que ele literalmente implorava por migalhas. Esta é a mesma palavra que é traduzida na história do filho pródigo, "E desejava encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam; e ninguém lhe dava nada” Lucas 15:16. Seus movimentos, sua dieta, sua própria existência era controlada por outros. Ele aparentemente não tinha nada em sua vida que fosse dele.

Que existência miserável! Esta é uma vida tão sem qualidade que os defensores da eutanásia o usariam como um cartaz! E você diz que esse homem é um crente em Deus? Que tipo de Deus permitiria uma vida assim?

II. Os segredos do mendigo Lázaro

Ficamos quase doentes quando examinamos a vida de Lázaro. Mas sabemos através da história que Lázaro conheceu a salvação de Deus. Embora tecnicamente e crente do Antigo Testamento, ele sem dúvida veio a confiar no Redentor vindouro, como fez Jó quando disse: "Eu sei que o meu redentor vive ..."

Assim como Jó, Lázaro tinha fé de que Deus cuidaria dele. E se você examinar o texto de perto, você verá que Deus cuidou dele, embora de maneiras incomuns.

A. A residência de Lázaro. Há aqueles que pregam um evangelho de "prosperidade" que diria que o pobre Lázaro deveria ser um rebelde. Não há desculpa, dizem eles, para que um homem viva na pobreza. É a vontade de Deus que todos tenhamos boas casas, dizem eles. A residência de Lázaro era o portão do homem rico! Certamente haveria mais oportunidades para ele lá do que qualquer outro lugar na cidade! Mas, você diz, Deus nos deve mais! Ele deve? Quem diz que você está destinado a viver em uma casa grande e elegante? Quem diz que você não vai estar na rua um dia, assim como Lázaro? Mas Deus estava com Lázaro e não há indicação no texto em que Lázaro se queixou uma vez da sua sorte na vida. Contraste isso com nossas queixas diárias para com nós mesmos, nossos amigos, até mesmo para com Deus.

B. O pedido de Lázaro. Ele desejava comer os restos da mesa do homem rico. Sua maior necessidade era comida e Deus o colocou bem na frente do maior glutão e desperdiçador de comida da cidade. Mesmo em sua pobreza e desejo, você pode ver as bênçãos de Deus? Deus conheceu suas necessidades, embora de maneiras muito estranhas.

C. O alívio de Lázaro. Os próprios cães vinham lamber-lhe as úlceras. Que imagem angustiante. Ele precisava de alívio da dor e do sofrimento das feridas e Deus lhe enviou cachorros para aliviar seu sofrimento. Posso ver alguns de vocês agora recuando com horror às perspectivas. Certamente Deus poderia fazer melhor! Certamente havia outra maneira! Que repulsivo! Que nojo! E, no entanto, a Bíblia não registra queixa de Lázaro.

III. A satisfação do mendigo Lázaro

Estou tão feliz que a história não termina com a morte de Lázaro. Sua vida não é suficiente para convencer algumas pessoas da bondade de Deus. Há muitos que se recusam a reconhecer um Deus que permita o sofrimento da magnitude de Lázaro. Mas na morte podemos ver as bênçãos que ele desfrutou como crente em Deus.

A. Ele tinha uma doce comunhão. Observe onde os anjos o levaram - para o "seio" de Abraão. Esta palavra indica o lugar ao lado do coração, a parte superior solta de uma peça de vestuário. Também pode significar um bolso especial, usado para transportar objetos de valor. Você pode ver a comunhão que Lázaro desfrutava? Ele estava em um lugar especial de honra. Mas a verdade é que ele desfrutava de uma doce comunhão com Deus, mesmo que ele mendigasse no portão do rico. Você pode não ver a comunhão de uma pessoa com Deus, mas você pode ver os resultados dela.

B. Ele teve um conforto especial. "... Ele é consolado ..." diz a escritura. Esta é a mesma palavra usada para o Espírito Santo em outras passagens. Literalmente, Lázaro foi encorajado, fortalecido e ensinado. Lázaro apreciou a presença perfeita do Espírito Santo em sua morte, mas também foi consolado na vida. E nós, nesta dispensação do Espírito Santo, desfrutamos a presença contínua de Seu Espírito morando em nós. Não devemos suportar o que quer que venha em nosso caminho com sua presença divina conosco a cada momento?

C. Ele tinha uma graça salvadora. No versículo 26, Abraão diz ao homem rico do "grande abismo". Era uma separação estabelecida entre os justos mortos e os mortos perversos. Isso nos mostra a graça incomparável de Deus na salvação. A salvação é gratuita e para sempre. Não havia como cruzar de um lado para o outro. Lázaro estava tão "salvo" como qualquer um poderia estar. Ele estava escondido na graça de seu Deus. Mas essa graça também não era ativa em sua vida? Deus não tinha a mão dele sobre Lázaro mesmo em sua pobreza e miséria?

IV. A solução da história do mendigo Lázaro

A pergunta que não quer calar é "por quê?". Por que coisas ruins acontecem em um mundo supostamente ordenado por um Deus justo e amoroso? Por que os adolescentes morrem em matança sem necessidade? Por que as famílias cristãs se desintegram diante de nossos olhos? Por que a doença e a pobreza atingiram tantos cristãos em nossos dias?

Apenas um tolo tentaria responder a essas perguntas de seu próprio intelecto. Mas a Bíblia tem algumas respostas. Essas respostas não satisfarão o ateu nem o agnóstico com suas dúvidas e negativas. Mas os cristãos podem descansar ao saber que Deus está no controle.

A. Deus permite o sofrimento para preparar os pecadores para a salvação. Lázaro sofreu no portão de um dos homens mais ricos daqueles dias. Deus o colocou lá como testemunha. Ele nunca se queixou ou amaldiçoou sua sorte na vida. Ele nunca culpou a Deus ou aos outros pela sua situação na vida. Deus tem o direito de colocar suas testemunhas onde quiser, e às vezes há circunstâncias escuras para suportar. Paulo, em I Corinthians 9:12, diz: "... antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo".

B. Deus permite o sofrimento para aperfeiçoar o santo em santidade. O objetivo de Deus é tornar seu povo mais e mais como Ele dia a dia. Às vezes Deus nos aperfeiçoa mais quando estamos na prova. Ele é o autor e finalizador de nossa salvação. Ele pode escrever o livro de nossas vidas como Ele bem entender. I Pedro 5:10 diz: "E o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, confirmar e fortalecer ". Não temos o direito de lutar contra a obra perfeito de Deus.

C. Deus permite o sofrimento para proporcionar a doçura da comunhão. As experiências da vida unem as pessoas como poucas outras coisas podem fazer. Assim é com aqueles que sofrem pelo amor de Deus. "para conhecê-lo, e o poder da sua ressurreição e a e a participação dos seus sofrimentos, conformando-me a ele na sua morte" Filipenses 3:10

D. Deus permite o sofrimento para o prazer de sua soberania. Não estou dizendo que Deus tem prazer em trazer sofrimento para Seus filhos. O que estou dizendo é que Deus não precisa pedir conselhos a humanidade antes de tomar decisões sobre Sua criação. Deus é soberano e devemos confiar nele para fazer o que é melhor em nossas vidas e no mundo. Ele nos prometeu que "tudo" cooperará para o bem.

Conclusão: Nunca podemos entender tudo o que Deus é ou tudo o que Deus faz.

Alguém disse uma vez: "Quando eu não posso rastreá-lo, eu confiarei nele". Você pode pesquisar a escritura de capa a capa e você nunca encontrará onde Deus cometeu um erro em qualquer coisa.

Como ele tem um bom histórico, por que não fazer como Lázaro e deixá-lo trabalhar Sua vontade em sua vida?

17 de janeiro de 2018

Os perigos de pregar uma passagem fora do contexto
Os perigos de pregar uma passagem fora do contexto
"Não é isso o que eu quis dizer". Você já ouviu alguém fazer essa afirmação? Em algum lugar ao longo da linha, seus pensamentos, suas ideias, suas intenções foram mal interpretadas para que outros mal entendessem o que se dizia. Pode ser perigoso, você sabe. Uma palavra mal colocada em uma mensagem de texto, uma inflexão matizada na voz, uma pausa mal interpretada em uma conversa e de repente as coisas são percebidas de uma maneira que nunca foi planejada.

"Isso não é o que eu quis dizer!" Eu me pergunto com que frequência Deus diz isso durante a hora da pregação?

Nada é mais perigoso para a igreja de Jesus Cristo do que tirar uma passagem da Escritura fora do contexto. Grande parte da heresia e apostasia desenfreada que encontramos em nossa cultura é o resultado de pregações mal colocadas, imprecisas e sensivelmente carregadas em nossos púlpitos. Muitas vezes, quando os pregadores convidam a congregação a "ler um texto", eles acabam tirando um texto fora do contexto. Tal prática não só dilui o significado da passagem, mas expõe simultaneamente o povo de Deus à verdade mal interpretada, enfraquecendo assim a fé. Se você lê as epístolas pastorais de Paulo, você encontrará um tema contínuo: Pregar a Palavra, ser fiel ao texto, não ensinar nenhuma outra doutrina, repreender aqueles que abraçam o erro, ficar comprometidos com a exposição, ser um trabalhador, ser um mestre da palavra.

Esta é uma das principais razões pelas quais eu recorro à pregação expositiva. A pregação não deve ser uma plataforma de lançamento na atmosfera de nossos próprios pensamentos e opiniões; deve ser uma prancha de mergulho onde mergulhamos nas profundezas do que Deus já decretou. Quando Paulo disse: "nós temos a mente de Cristo", ele implicou que podemos saber o que Cristo pensa através do significado contextual de Sua Palavra. Portanto, o significado contextual da Escritura é a chave para a pregação bíblica.

Pense nisso. Nós recusamos informações fora do contexto de todos os outros locais da vida. Não nos atrevemos a tomar uma medicação sem conhecer os parâmetros. Não permitimos que nossos filhos saiam com alguém sem detalhes específicos. Nós não damos dinheiro a uma causa sem uma pesquisa adequada. Não nos oferecemos para trabalhar em alguma obra de caridade sem conhecer as ramificações físicas e emocionais. Verificamos as coisas, investigamos, consideramos todos os aspectos internos e externos para que possamos tomar boas decisões adequadas. A falta de fazê-lo resultará em uma vida problemática. Se isso é verdade na medicina, na educação infantil e nos assuntos financeiros, é exponencialmente verdadeiro quando se trata da pregação da Palavra de Deus.

Você pode perguntar, porque é tão perigoso tirar uma passagem da Escritura fora do contexto?

Porque permite que a opinião do homem usure a autoridade de Deus

Pergunte à maioria dos homens se eles são um "pregador da Bíblia" e eles responderão afirmativamente. Essa não é a questão. A questão é: eles estão dizendo o que Deus quis dizer na passagem? Só porque alguém abre uma Bíblia quando prega não significa que ele está dizendo o que a Bíblia diz.

Muitos pregadores usam a Escritura como ponto de partida apenas para validar seus próprios pensamentos e opiniões, reduzindo assim o texto sagrado a uma nota de rodapé ou apêndice de seu sermão. Este ato manipulador exalta os pensamentos dos homens sobre as palavras de Deus. A pregação é vazia da autoridade divina quando falhamos em dizer o que Deus disse, como Deus falou, quando Deus falou e onde Deus falou.

A pregação contextual considera a verdade de Deus na sequência, ordem e estrutura que pretendia o Espírito Santo. Quando um homem opera fora desse reino, ele está se aventurando em um território não ordenado por Deus; ele exalta seus pensamentos sobre os de Deus.

A verdade torna-se, na melhor das hipóteses, mal interpretada

Quando uma mensagem é misturada com apenas partes e parcelas da Escritura, quase sempre abre a porta para uma teologia defeituosa. O trabalho do pregador é proclamar a verdade clara, definitiva e objetiva da Palavra de Deus; mas quando sua mensagem é retirada do contexto, a "verdade" que ele proclama torna-se enlameada e turva de desinformação. Em seu volume clássico, a Pregação da Bíblia, Haddon Robinson observa:
"Com nossa ânsia de dizer algo útil para as pessoas que sofrem, podemos acabar dizendo algo que a Bíblia não diz. Podemos usar o texto da Escritura que achamos que apoia o que queremos dizer sem considerar a intenção do autor bíblico ou o contexto dos versos. Aqueles que querem abordar as necessidades sentidas de seu povo devem ser elogiados por seu desejo de serem relevantes. Ao mesmo tempo, não há maior traição de nossa vocação do que colocar palavras na boca de Deus".
"Colocar palavras na boca de Deus" leva ao erro, heresia, falsidades, falsas declarações e meias verdades. "Partes e parcelas da verdade", disse William Howells, "são as flechas mais envenenadas que voam do arco de Satanás". Isto é exatamente o que o diabo fez no jardim quando ele tentou nossos primeiros pais. Ele não negou completamente a Palavra de Deus, ele simplesmente tirou ela do contexto. Que advertência para todo pregador, chamado por Deus!

Os crentes desenvolvem fé e adoração superficial e vazia

A fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus. Se a Palavra de Deus estiver vazia, deturpada ou distorcida de qualquer forma do púlpito, inevitavelmente e negativamente afetará aqueles que a ouvirem semana pós semana. Se o "justo viverá pela fé" e a palavra que se propaga do pregador é defeituosa, então o veredicto é conclusivo: a fé daqueles que ouvem consistentemente a pregação fora do contexto será uma fé inútil, ou pior ainda, fé falsa. Isso é claramente visto em nossa cultura americanizada de cristianismo.

Quando as diretrizes que estão sendo pregadas no púlpito não são claras, indistintas e borradas, a igreja se volta para o entretenimento, o emocionalismo e as táticas egoístas para despertar as multidões. Essa espiritualidade superficial e vazia é o resultado da pregação juvenil não bíblica.

O Espírito Santo é entristecido

O Espírito Santo só valida e aprova o que está sendo dito pelo pregador se o que o pregador diz é a verdade contextual da Escritura. Jesus confirmou isso ao chamar o Espírito Santo de "Espírito da verdade" (João 15:26). Jesus disse à mulher no poço que "Deus é Espírito; e os que o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade" (João 4:24). Deus, o Espírito, não pode mentir (Números 23:19, 1 João 1:10). Portanto, se uma mensagem é retirada do contexto, o Espírito Santo não pode e não dará testemunho da afirmação errada.

Seu caráter sagrado não permitirá tal coisa. Uma das razões pelas quais existe um espírito seco, frio, indiferente e apático em nossas igrejas é por causa da tristeza do Espírito na hora da exposição.
Ezequiel falou a Palavra aos ossos secos e mortos, e o vento do Espírito procedeu a dar vida àquilo que havia sido proclamado pelo profeta. Se o expositor falhar corretamente e contextualmente ao falar com os ossos, nunca haverá uma capacitação do Espírito de Deus.

O expositor cresce espiritualmente anêmico

A saúde da igreja está indubitavelmente ligada ao crescimento espiritual do expositor. Se o pregador da Palavra de Deus não conseguiu estabilizar sua própria ingestão espiritual com o consumo sistemático, sequencial e sucessivo da Escritura, ele será forçado a comprovar sua saúde em algum outro lugar.

Muitos pregadores recorrem a tópicos modernos e métodos modernos, vacilando assim com todos os novos truques no mercado religioso. O estudo exposicional, verso a verso e a pregação não exigem tal chicanaria.

Através da digestão contínua do leite e da carne das Escrituras, o pregador pode ancorar sua alma na mesa do fornecimento ilimitado de verdade de Deus. Ao pregar fora do contexto, o pregador reduz a quantidade de tempo que ele gasta em estudo e preparação sistemática. O resultado é que os homens não qualificados assumem uma tarefa não respaldada com uma mensagem não fundamentada para uma congregação não equipada.

A doutrina torna-se insignificante

Você já ouviu alguém dizer: "Deixe-me dizer o que esse verso significa para mim?" Essa é uma abordagem arriscada da Escritura, porque não importa o que um verso significa para você ou para mim. O que importa é o que o verso significa, em seu contexto.

O significado do verso é o significado do verso sem aditivos superficiais e anedóticos. A igreja conhece às suas doutrinas fundamentais através do significado contextual da Escritura; mas se um verso significa uma coisa para você e outra coisa para mim, toda a nossa doutrina está sujeita a um pensamento e um gesto caprichoso.

A Escritura, fora do contexto, não dá fundamentos doutrinários dogmáticos, e sem o fundamento, a casa está destinada a cair. Esta realidade se desenvolveu em nossa cultura, onde a verdade doutrinária não é ensinada, abraçada ou mesmo pouco compreendida pela liderança, e muito menos pela congregação.

Deus não é glorificado

A Bíblia diz no Salmo 138:2: "...pois engrandeceste acima de tudo o teu nome e a tua palavra". Santo é o nome de Deus, indescritível e não escrito aos antigos de antigamente. No entanto, aqui, o salmista declara a glória e a majestade da Palavra de Deus. A façanha mais horrivelmente imaginável de qualquer expositor é manejar mal o que Deus magnificou acima de Seu próprio nome.

Tirar uma passagem de contexto não só despoja o pregador de sua autoridade, como também oculta a glória que Deus deseja manifestar ao Seu povo. Se Deus quisesse que Sua Palavra fosse compreendida e conhecida de outra maneira, ele teria escrito e ordenado assim; mas Ele nos deu como é, portanto, para a glória de Deus, que possamos dar aos homens da mesma forma, no contexto!

15 de janeiro de 2018

O Que é o Batismo no Espírito Santo?
O Que é o Batismo no Espírito Santo?
O Sermão em uma Sentença: O batismo no Espírito Santo é uma poderosa experiência espiritual para todos os crentes em Cristo.

O Propósito do Sermão: Que cada crente possa desejar e receber o batismo no Espírito Santo.

Texto: Lucas 3.16.

Introdução
1. Em nosso texto, João Batista falou de uma experiência para os seguidores de Cristo, chamada ‘o batismo no Espírito Santo’.
2. Nesta mensagem, nós responderemos a importante pergunta, “O que é o batismo no Espírito Santo? ”

I. O batismo no Espírito Santo é uma maravilhosa promessa de Deus.

A. Jesus chamou o batismo no Espírito Santo, “a Promessa do Pai” (Lucas 24.49; Atos 1.4).
B. Jesus deu maravilhosas promessas acerca do dom do Espírito Santo (Lucas 11.9-13).
C. Os discípulos receberam a promessa do Espírito no Dia do Pentecostes (Atos 2.4, 33).

II. O batismo no Espírito Santo é uma poderosa experiência atual que transforma a vida.

A. É uma experiência poderosa.
1. É descrito em termos de poder (Lucas 24.49; Atos 1.8).
2. Resulta em ministério poderoso (Atos 4.33).
B. É uma experiência atual
1. É para todas as gerações de Cristãos (Atos 2.39).
2. Ocorreu vez após vez em Atos (2.4; 8.17-18; 9.8-10; 10.44-46; 19.6).
C. É uma experiência que transforma a vida.
1. Transformou os discípulos de covardes para testemunhas poderosas.
2. Transformará você também!

III. O batismo no Espírito Santo é uma invasão do céu.

A. No Pentecostes, um som “do céu” foi ouvido.
1. A experiência vem do céu (i.e. de Deus).
2. Eles foram “revestidos com poder do alto” (i.e. de Deus).
B. O Espírito vem como uma “invasão santa” do céu.
1. Exemplos em Atos: 1.8; 4.31; 10.44.
2. Você pode experimentar o Espírito Santo vindo sobre você como uma invasão do céu.

IV. O batismo no Espírito Santo é também uma permeação por dentro (significa um enchimento por completo de cada parte do ser de uma pessoa).

A. O termo “cheio do Espírito Santo” é frequentemente usado para descrever a experiência.
1. É usado seis vezes em Atos.
2. É usado pela primeira vez em Atos 2.4.
B. Batismo no Espírito não deve ser somente considerado uma invasão vinda de fora, mas, também, como uma transformação radical ocorrendo por dentro.
1. Ilustração: Como uma esponja fica cheia de água.
C. Para receber a plenitude do Espírito, nós precisamos abrir nossas vidas completamente para Deus.

V. O batismo no Espírito Santo é uma ordem bíblica.

A. A experiência é tão essencial à vida Cristã que a Bíblia não a apresenta a nós como uma opção.
B. Tanto Jesus como Paulo nos ordenaram a nos encher (Atos 1.4-5; Efésios 5.18).
C. Quão abençoados nós somos quando obedecemos!

VI. O batismo no Espírito Santo é uma experiência para todos os crentes.

A. Nota quão frequentemente a palavra “todos” ou “todos os povos” é usada ao falar do batismo no Espírito Santo na Bíblia: (Números 11.29; Joel 2.28; Atos 2.4; Atos 4.31).
B. Em Lucas 11, Jesus muda a terminologia de “todos” para “todos quantos” (Lucas 11.10; ref. Atos 2.39)

Conclusão e Apelo

1. Você está pronto para permitir que o Espírito transforme sua vida?
2. Vem e seja cheio do Espírito hoje.