quarta-feira, 23 de julho de 2014

A fé de Abraão - Parte 10

A fé de Abraão - Parte 10Texto: Gênesis 20:1-18

Introdução: Na semana passada vimos os resultados trágicos da vida desperdiçada de Ló no mundo. Hoje à noite vamos ver que a viagem de Abraão continua, mas não sem seus problemas. Quando vimos pela última vez Abraão estava em comunhão com Deus intercedendo pelo seu sobrinho, Ló.

Este capítulo começa com a afirmação de que Abraão continuou sua jornada. No entanto, no versículo dois, descobrimos que ele cai de volta nos seus caminhos ardilosos e engano para se proteger de algum dano. Se não soubéssemos quem era Abraão, e lêssemos este capítulo, pela primeira vez, nós certamente não pensaríamos que esse seria o homem que Deus escolheu para construir uma grande nação e abençoar todas as pessoas do mundo!

Este é um lembrete da verdade da Palavra de Deus. A Bíblia nos diz exatamente do jeito que é, e quando olhamos para um personagem, vemos que Deus nos mostra todos os defeitos e falhas. Podemos aprender algumas coisas com o fracasso de Abraão sobre o que acontece quando um crente comete pecado.

I. Os crentes pecam. V. 1-2

A. Abraão engana Abimeleque.

1. Ele recorre à mesma tática que ele tinha usado no Egito. (Gênesis 12:13) “Dize, peço-te, que és minha irmã, para que me vá bem por tua causa, e que viva a minha alma em atenção a ti”.

2. Ele havia dito aos egípcios que Sara era sua irmã por causa do medo por sua vida.

3. Então Faraó tomou Sara para ser sua esposa.

4. Isso trouxe o juízo de Deus sobre à casa de Faraó.

B. Abimeleque, o rei tomou a Sara para ser sua esposa.

1. Era costume, um rei tomar qualquer mulher solteira que lhe agradasse.

2. Embora ela tivesse passado dos 90 anos, Sara ainda era uma mulher muito bonita e foi tomada por Abimeleque para ser sua esposa.

3. Abimeleque não tinha ideia de que Sara e Abraão eram casados... ele acreditava que eles eram irmãos.

C. Por que Abraão fez isso?

1. Ele era como cada um de nós, ele ainda tinha uma natureza pecaminosa.

2. Ele estava andando por vista e não pela fé. (Gênesis 20:11) “Respondeu Abraão: Porque pensei: Certamente não há temor de Deus neste lugar; matar-me-ão por causa da minha mulher”.

3. Ele não conseguiu julgar este pecado no passado, e agora, Sara tinha compartilhado na mentira. (Gênesis 20:5) “Não me disse ele mesmo: É minha irmã? e ela mesma me disse: Ele é meu irmão; na sinceridade do meu coração e na inocência das minhas mãos fiz isto”.

II. Quando os crentes pecam, o resultado é o sofrimento. V. 3-7

A. Abraão perdeu seu caráter.

1. Abimeleque era o único com integridade.

2. Abraão era enganador e mentiroso.

3. Deus concorda com esta avaliação.

B. Abraão perdeu o seu testemunho.

1. Como ele poderia falar com Abimeleque ou outros sobre o Deus da verdade, quando ele provou ser um mentiroso?

2. Ló perdeu seu testemunho em Sodoma, e Abraão perdeu o em Gerar.

C. Abraão perdeu seu ministério.

1. Em vez de ser uma fonte de bênção, ele foi a causa do juízo.

2. Nenhuma criança nasceu durante este tempo. (Gênesis 20:18) “porque o Senhor havia fechado totalmente todas as madres da casa de Abimeleque, por causa de Sara, mulher de Abraão”.

3. Quando um filho de Deus fica fora da vontade de Deus, a disciplina de Deus geralmente se segue.

4. Ela geralmente afeta os outros: Jonas e os marinheiros a bordo; Acã e a derrota do exército; David trouxe tristeza para sua família.

D. Abraão tentou a Deus.

1. Através de sua decepção ele forçou Deus a intervir milagrosamente.

2. Abimeleque teria tomado inocentemente Sara como sua esposa.

3. O que aconteceria com a semente prometida?

4. Deus teve de intervir e impedir que isso acontecesse.

5. Então Ele fala a Abimeleque em um sonho e explica o que estava acontecendo.

III. Crentes que pecam podem ser perdoados e restaurados.

A. Abimeleque confronta e repreende Abraão. V. 8-10

1. Que vergonha isso deve ter sido para Abraão.

2. Para que um homem não salvo o repreendesse pelo que fez.

3. “... Que é isso que nos fizeste?"

B. Abraão apresenta desculpas para o seu pecado. V. 11-13

1. Ele diz que foi por causa de seu medo.

2. Ele, então, tenta convencer Abimeleque de que ele realmente não estava mentindo... ela é minha meia-irmã.

3. Neste ponto, Abimeleque ainda não está respondendo ao raciocínio de Abraão.

4. No entanto, Abraão aparentemente confessou e se arrependeu de seu pecado diante de Deus.

5. Ele é visto mais tarde orando por Abimeleque e Deus responde suas orações.

C. A restauração e a cura acontecem. V. 14-18

1. Abimeleque e os seus servos compreenderam a importância da obediência a Deus.

2. Eles responderam por medo, não por fé.

3. Sara voltou para Abraão, juntamente com os presentes e mil ciclos de prata.

4. Abraão foi capaz de ser uma bênção para Abimeleque, afinal.

Conclusão: Talvez Deus incluísse esse fato para nos ajudar a não se tornar muito autossuficientes em ler o relato da trágica vida de Ló. Mesmo um homem que é amigo de Deus pode cair. Deus nunca defendeu o pecado enganoso de Abraão, mas Ele defendeu Abraão.

Deus não rejeita seus filhos quando eles pecam, assim como um pai não rejeita seus filhos quando eles fazem algo de errado. Graças a Deus que somos justificados pela fé, e nossa posição em Cristo não é determinado por nossa prática na terra.

Pr. Aldenir Araújo

sábado, 19 de julho de 2014

A oração do Senhor Jesus

A oração do Senhor JesusTexto: João 17:1-5

Introdução

A. Alguma vez você já se perguntou como seria ouvir uma oração do Senhor Jesus? Este texto nos dá essa oportunidade.

B. De todas as horas que Jesus passou em oração ao Pai, este capítulo é a passagem mais longa de todas as orações de Jesus preservadas hoje: esta com certeza é uma oração muito importante!

I. Consideremos o conteúdo da oração de Jesus.

A. Jesus orou por Si mesmo (João 17:1-5).

B. Orou por Seus discípulos (João 17:6-19).

C. Orou por Seus futuros discípulos (João 17:20-26).

II. O que podemos aprender com a oração do Senhor Jesus?

A. Aprendemos que a unidade é muito importante para Ele (João 17:21-23; Efésios 2:11-18; 4:1-3).

B. Aprendemos que certamente a verdade nos fará diferentes (João 17:14-17; 3:20; 15:18-25).

C. Aprendemos que somos importante para nosso Senhor Jesus (João 17:20; Lucas 22:32; Hebreus 7:25-26).

D. Aprendemos que Jesus quer que estejamos com Ele, aqui e no céu (João 17:24; João 14:1-6; 1 Tessalonicenses 4:17).

Conclusão

A. Nos últimos momentos de Jesus na Terra, Seus pensamentos estavam focados nos discípulos que deixaria, e também pensou em você e eu, em quem Lhe seguiríamos depois.

B. Se você não aprender outra lição desta oração memorial, deves aprender que Jesus nos ama e quer que estejamos com Ele por toda a eternidade!

Pr. Aldenir Araújo

quinta-feira, 17 de julho de 2014

A fé de Abraão - Parte 9

A fé de Abraão - Parte 9Texto: Gênesis 19:1-38

Introdução: Se Abraão é caracterizado pela frase "amigo de Deus", Ló seria caracterizado pela frase "amigo do mundo”. Neste capítulo, nós registramos os tristes acontecimentos de declínio espiritual e moral de Ló.

Há muitos contrastes entre estes dois homens. Observe:

1. Quando o Senhor e os anjos vieram visitar no último capítulo que estudamos, Abraão estava sentado na porta de sua tenda enquanto Ló estava sentado à porta de Sodoma.

2. Abraão era um peregrino e estrangeiro só de passagem por este mundo, mas Ló saiu de sua tenda e se estabeleceu em Sodoma.

3. Abraão estava à procura de uma cidade construída por Deus, enquanto Ló se estabeleceu em uma cidade que se opôs a Deus.

4. Deus tinha comunhão com Abraão, mas Ló habitava o lugar de juízo.

5. A mensagem de Deus a Abraão foi motivo de alegria, mas Sua mensagem a Ló foi assustadora.

Hoje à noite, eu quero meditar com vocês em alguns versos-chave que nos revelam ainda maiores diferenças entre estes dois homens.

I. Ló não tomou posição contra o pecado. V. 1-1

A. Sentado a porta indica que Ló estava em um lugar de importância no governo da cidade. (v. 1-3)

B. A homossexualidade era galopante na cidade. (v. 4-5)

C. Ló chamava os homens de Sodoma de "irmãos" (v. 6-7).

D. Ele ofereceu suas duas filhas para esta perversa multidão fazer "a elas o que bem lhes parecer" (v. 8)

E. Estes "irmãos”, em seguida, ameaçaram levar Ló e fazer mais mal a ele do que o que tinha planejado fazer com os anjos. (v. 9)

F. Os anjos não permitiram que tal coisa acontecesse e feriram a máfia com cegueira. (v. 10-11)

II. Ló não tinha nenhuma influência com sua família.

A. Ele recebeu a mensagem do juízo vindouro. (v. 12-13)

B. Quando ele foi avisar sua família, ele foi ridicularizado. (v.14)

C. Por causa de sua fidelidade e obediência, Abraão seria uma bênção para o mundo inteiro, mas Ló só se tornaria um exemplo.

III. Ló e sua família não tinha nenhum desejo de deixar a cidade. V. 15-26

A. Os anjos tiveram que literalmente arrastar Ló e sua família para fora da cidade.

B. Ló pediu autorização para entrar em outra cidade.

C. Você pode tirar o porco para fora do chiqueiro, mas ele ainda continuará sendo um porco!

D. Sua esposa foi transformada em uma estátua de sal, porque ela não pode resistir a uma última olhada.

IV. Ló não tinha frutos por todos os seus anos de trabalho. V. 27-29

A. Abraão observou a uma distância como tudo virou fumaça.

B. Toda a riqueza e ganho material que Ló havia acumulado foram embora.

C. A maioria de sua família foi destruída.

D. Anos desperdiçados... mais nada !

V. Ló não mostrou arrependimento em absoluto. V. 30-38

A. Ele deixou Zoar por medo, não por arrependimento!

B. O resto do capítulo conta a história de sua embriaguez e o relacionamento incestuoso com suas duas filhas.

C. Que imagem vívida da verdade: O pecado irá levá-lo mais longe do que você quis ir, mantê-lo mais tempo do que você quis ficar, e vai custar-lhe mais do que você está disposto a pagar!

Conclusão: Que tragédia! A tragédia de uma vida desperdiçada. A vida desperdiçada de Ló serve como um contraste gritante com o amigo de Deus. Em vez disso, ele era um amigo deste mundo. Ele tinha tudo... sucesso, família, amigos ... O problema, porém, foi que ele deixou Deus fora de sua vida.

A lição para nós hoje não é difícil de entender. Devemos manter nosso coração reto com Deus. Não podemos permitir a atração de este mundo nos cegar para a verdade da Palavra de Deus. Anos após este evento, Deus usou o apóstolo Paulo a escrever: "Tudo o que o homem semear... Isso também ceifará!”.

Pr. Aldenir Araújo

quarta-feira, 16 de julho de 2014

"Mas eu não aceito a Bíblia...”

"Mas eu não aceito a Bíblia...”O ateu nega Deus. O cético rejeita a Bíblia. O muçulmano deprecia Cristo. O materialista duvida da alma. O hedonista ignora os padrões morais de Deus.

Uma vez que estes rejeitam a Bíblia, eles estão isentos de seus ensinamentos?

Não. Negar a Escritura não muda a validade da Bíblia. Deus existe; creia o homem ou não (Romanos 1:23, 28, Salmo 14:1). "Vós tudo perverteis! Acaso o oleiro há de ser reputado como barro, de modo que a obra diga do seu artífice: Ele não me fez; e o vaso formado diga de quem o formou: Ele não tem entendimento?" (Isaías 29:16).

A maioria das pessoas olha para a religião como uma universidade, equipe de esportes, clube, ou serviço militar. Se uma pessoa se alista no exército, então ela vai para o quartel e tem pelo menos 6 meses de "sim, senhor / não, senhor"

Se ela se matricula em uma universidade, então existem taxas, documentos, provas e aulas para assistir.
Se alguém se junta a uma equipe ou clube esportivo, então ele terá que comparecer a treinos / reuniões, obedecer ao treinador / líder, respeitar regras / estatuto, e se apresentar para os jogos / eventos. Mas se alguém opta por não se inscrever, registrar, ou juntar-se, então ele não tem obrigações, responsabilidades ou consequências.

Com o membro de uma igreja é assim?

Não! Religião é diferente. Uma pessoa não pode optar por sair do cristianismo, sem eventuais consequências. Deixar a igreja não torna a pessoa livre de viver segundo os padrões de Deus. Jesus não vai nos ignorar apenas porque nós ignoramos. Rejeitar a Palavra do Espírito Santo, não altera a realidade de um juízo vindouro. Felix era um descrente, por exemplo, mas Paulo arrazoou com ele sobre o juízo vindouro (Atos 24:25).
 
 
Em que base Deus pode esperar o homem servi-Lo?

Deus é o dono da patente do homem.

"Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou" (Gênesis 1:27). Deus tem autoridade sobre o mundo porque Ele o criou (Atos 17:24). Ele tem o direito de governar o homem porque Ele fez o homem. "Quero porém, que saibais que Cristo é a cabeça de todo homem, o homem a cabeça da mulher, e Deus a cabeça de Cristo" (1 Coríntios 11:3). Paulo perguntou: "Não tem o oleiro poder sobre o barro?" (Romanos 9:21). O oleiro pode exibir o vaso que ele criou em sua casa, vendê-lo, dá-lo como um presente, ou quebrá-lo. É seu. Deus fez os vasos do pó da terra e deu vida a eles (Gênesis 2:7; 3:19). Ele projetou o processo de procriação, que produziu cada pessoa que vivem agora. Assim, ele é dono de nossos direitos autorais e tem autoridade sobre nós (Romanos 9:11-24). A criação é sempre subordinada ao criador (Isaías 29:16).  

Deus deseja mais do que apenas uma relação autoritária, sem duvida; Ele quer um relacionamento familiar construído sobre o amor (Mateus 22:36-40, Atos 17:29). Deus quer que o sirvamos para nosso benefício, não para o Seu. Seu amor por nós O leva a querer o melhor para nós (1 João 4:8).

O homem deve ao seu proprietário.

Se alguém vive no Brasil, então ele não pode optar por não obedecer às leis brasileiras e pagar impostos. Uma vez que a "terra é do Senhor, e a sua plenitude" (Salmo 24:1), nós estamos vivendo na terra de Deus, respirando o ar de Deus, bebendo das fontes de Deus, e comendo da bondade de Deus. Cada coisa boa em nossas vidas vem dessa fonte (Tiago 1:17, Mateus 5:45, Atos 14:17). Verdadeiramente, "Nele vivemos, e nos movemos, e existimos (Atos 17:28).

Como inquilinos de Deus, estamos sujeitos às suas leis. "Ó terra, terra, terra, ouvi a palavra do Senhor" (Jeremias 22:29). Desde o início, Deus exerceu autoridade sobre a Sua criação. No Éden, a lei de Deus para Adão e Eva foi o de cuidar do jardim e não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2:15; 3:1-3). No patriarcado, Deus disse a líderes tribais, tais como Abraão, a sua vontade diretamente (Gênesis 17:9). Em Israel, Deus deu uma lei escrita para o Seu povo através de Moisés e os profetas (Deuteronômio 4:44). Nos dias dos apóstolos, Deus comunicou ao homem através de sua pregação (Mateus 10:6-7; 28:18-20, Atos 2:1-41). Hoje, a lei escrita de Cristo (Novo Testamento) governa o homem (2 Timóteo 3:16-17, Gálatas 6:2, Filipenses 3:16, 2 Pedro 1:3).

Durante a corrida do ouro no início da história da Califórnia nos Estados Unidos, os mineiros esperavam descobrir uma mina em riachos ou deserto, para registra-la no escritório da terra. Todos os direitos de propriedade, em seguida, pertenciam a essa pessoa. Se uma disputa mais tarde surgisse sobre o ouro encontrado lá, então a pessoa que tinha o direito legal ganhava o caso. Deus tem uma inegável "reclamação previa" para toda a terra.

Cristo recebeu autoridade sobre toda a terra.

Quando Cristo ascendeu ao Pai depois de conquistar o pecado, a morte, Satanás e o inferno, Deus O coroou rei da terra. O salmista pré-retratou este evento com Deus colocando seu rei sobre o santo monte de Sião e declarando: "Tu és meu Filho; hoje te gerei" (Salmo 2:7; Atos 13:33). Era costume dos reis dar aos favorecidos tudo o que eles pediam (1 Samuel 27:6; Ester 5:6, Mateus 14:7). Deus prometeu dar a seu filho "as nações por herança, e os confins da terra por tua possessão" (Salmos 2:6-8). Uma vez que a Deus pertence a terra e seus habitantes, Ele deu a Jesus como um presente pela vitória.

Deus cumpriu a promessa. Após a ressurreição, Jesus afirmou que Ele tinha toda a autoridade no céu e na terra (Mateus 28:18). "todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos pés. Ora, visto que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou que não lhe fosse sujeito. Mas agora ainda não vemos todas as coisas sujeitas a ele" (Hebreus 2:8).

Sua autoridade é alta. Seu governo se estende até mesmo no próprio céu. Ele tem todo o poder no céu (Mateus 28:18). Ele tem "que está à destra de Deus, tendo subido ao céu; havendo-se lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potestades" (1 Pedro 3:22). A única exceção a seu governo é o próprio Deus (1 Coríntios 15:27).

Sua autoridade é longa. "É não só neste mundo, mas também no que há de vir" (Efésios 1:21).

Sua autoridade é ampla. Ele não só é o cabeça da igreja, mas o rei de todos os habitantes da terra. Os próprios inimigos que falaram contra Ele (Salmo 2:1-3) agora são sua herança. Na terra, Ele é o Senhor de todos (Atos 10:36, Romanos 9:5), a cabeça de todo principado e poder (Colossenses 2:10), e "muito acima de todo principado, e autoridade, e poder, e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro" (Efésios 1:21; 1 Coríntios 15:24).

Pr. Aldenir Araújo

terça-feira, 15 de julho de 2014

A fé de Abraão - Parte 8

A fé de Abraão - Parte 8Texto: Gênesis 18:1-33

Introdução: Na última mensagem vimos um período de silêncio de 23 anos entre o Senhor e Abraão quebrado com a reafirmação da aliança. Agora, no capítulo 18, talvez algumas semanas ou meses após os eventos do capítulo 17, Deus aparece a Abraão novamente.

Abraão é o único homem na Bíblia a receber a designação de “amigo de Deus”. Vemos em três lugares diferentes na Escritura.

(2 Crônicas 20:7) “Ó nosso Deus, não lançaste fora os moradores desta terra de diante do teu povo Israel, e não a deste para sempre à descendência de Abraão, teu amigo?”

(Isaías 41:8) “Mas tu, ó Israel, servo meu, tu Jacó, a quem escolhi, descendência de Abraão”.

(Tiago 2:23) “e se cumpriu a escritura que diz: E creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça, e foi chamado amigo de Deus”.

Em nossa passagem esta noite, encontramos um “Amigo” que vêm visitar. Foi no calor do dia, quando a maioria das pessoas estava descansando ou dormindo, e Abraão estava sentado na porta de sua tenda, quando viu três homens se aproximando. Não demorou muito para perceber que estes não eram apenas homens comuns. Ele correu ao encontro deles. (Este é um homem de 99 anos correndo pela planície no calor do dia!).

I. Observe sua excitação. V. 1-8

A. Alguns disseram que ele estava apenas sendo hospitaleiro, como era o costume naqueles dias.

B. Observe a redação destes versos.

1. V. 2 “Ele correu para encontrá-los”

2. V. 6 “Abraão apressou-se para a tenda”

3. V. 6 “Preparem rapidamente”

4. V. 7 “Abraão correu ao rebanho”

5. V. 7 “Ele se apressou em prepará-lo”

C. Toda esta atividade no calor do dia de um homem que estava com quase 100 anos de idade... por quê?

D. Creio que Ele estava animado com o fato de que Deus tinha vindo visita-lo!

E. Seu desejo era ser um servo ao seu amigo.

II. Observe a promessa. V. 9-15

A. O Senhor prometeu que Sara teria um filho. (v. 9-1 0)

1. Deus havia dito a Abraão esta verdade no último encontro.

2. Mas desta vez parece que Deus queria que Sara ouvisse por si mesma.

3. Ele perguntou sobre onde ela estava não porque Ele não sabia, mas para chamar a atenção dela.

4. Sara ouviu de dentro da tenda.

B. Observe a reação de Sara. (v. 11-15)

1. Sara riu consigo, não em voz alta.

2. Ela ainda duvidava que isso pudesse acontecer.

3. Talvez Abraão não tivesse compartilhado com ela o que Deus lhe havia dito a última vez que se encontraram.

4. Em qualquer caso, ela reagiu à notícia com dúvida e risos.

5. O Senhor a confrontou com sua dúvida.

6. "há alguma coisa demasiado difícil para o Senhor?"

a. Ele repetiu a promessa de que Sara teria um filho.

b. Sara estava com medo e negou que tivesse rido, mas Deus sabia o que estava em seu coração.

III. Após o jantar uma conversa com o Senhor. V. 16-33

A. O Senhor tem algo a dizer. V. 16-22

1. Sobre Abraão. V. 17-19

a. Ele vai se tornar uma grande nação.

b. Todas as nações da terra serão abençoadas nele.

c. Ele ordena a sua casa a guardar o caminho do Senhor, para praticarem retidão e justiça.

d. Deus vai cumprir tudo o que Ele prometeu a Abraão.

2. Sobre Sodoma e Gomorra. V. 20-22

a. O clamor era grande e o seu pecado tinha se agravado muito. (Gênesis 13:13) Mas os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor.

b. Deus iria ver se eles ainda eram tão maus como eles tinham sido.

c. Para fazer isso Ele manda os dois anjos a Sodoma.

d. Eles também foram para avisar Ló do juízo iminente.

B. Abraão tem algo a dizer. V. 23-25

1. "Queres destruir o justo com o ímpio?" "Porventura não é o Juiz de toda a terra?”.

a. Deus nunca teve a intenção de destruir o justo com o ímpio.

b. E não havia dúvida de que Deus faria o que era certo.

c. A pergunta em questão era se Ele pouparia a cidade se encontrasse cinquenta justos.

2. A misericórdia de Deus é vista como Abraão intercede em favor de Ló e o resto dos habitantes de Sodoma e Gomorra. V. 26-33

a. Abraão continua a interceder e fazer apelo a Deus.

b. E Deus responde às propostas de Abraão até chegar ao número 10.

c. Nesse ponto o fim das "negociações”.

d.Será que Deus teria continuado se Abraão não tivesse parado? Alguns pensam que sim. (Jeremias 5:1) “Dai voltas às ruas de Jerusalém, e vede agora, e informai-vos, e buscai pelas suas praças a ver se podeis achar um homem, se há alguém que pratique a justiça, que busque a verdade; e eu lhe perdoarei a ela”.

e.Outros podem dizer não, porque Deus já tinha proposto a destruição das cidades. (Gênesis 19:13) “porque nós vamos destruir este lugar, porquanto o seu clamor se tem avolumado diante do Senhor, e o Senhor nos enviou a destruí-lo”.

f. Deus "mudou de ideia" sobre a destruição das cidades, um exemplo é Nínive.

g. No entanto, existe uma grande diferença entre a forma como o povo de Nínive respondeu e a maldade continua de Sodoma e Gomorra.

C. O Senhor partiu, e Abraão voltou para o seu lugar. V. 33

Este capítulo serve como um grande contraste entre Ló e Abraão. Ló era um amigo do mundo, e Abraão era amigo de Deus.

(Tiago 4:4) “Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”.

Conclusão: O desafio para cada um de nós esta noite é a de escolher ser um amigo de Deus. Como? Como tudo na nossa caminhada espiritual... só pode ser pela fé ! Amigos gostam de passar algum tempo juntos... eles gostam de falar um com o outro ... eles podem contar um ao outro suas mágoas e encontrar encorajamento... eles sabem que mesmo quando parece que ninguém mais se importa ... seus verdadeiros amigos estarão sempre lá. Que bela imagem de nosso relacionamento com Deus!

Pr. Aldenir Araújo

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Paulo: O pregador chorão

Paulo: O pregador chorãoAo lermos atentamente o Novo Testamento, não podemos deixar de ficar impressionado com a frequência das lágrimas de Paulo. Com a possível exceção de Jeremias, o profeta chorão, Paulo derramou mais lágrimas do que qualquer outro personagem bíblico. Por sua própria admissão, ele chorou "dia e noite" (Atos 20:31) e tinha incessante dor no seu coração (Romanos 9:2).

Enquanto Paulo conhecia o interior de numerosas prisões romanas (Filipenses 1:13), e ao mesmo tempo quase não havia um centímetro quadrado de seu corpo que não tinha uma cicatriz (Gálatas 6:17), não foi o sofrimento pessoal e a auto piedade que o fez chorar. Foi amor e preocupação pelos outros e pelo bem-estar da igreja. Ao mesmo tempo, apesar de toda a sua força de espírito e sua coragem em face do perigo, Paulo não tinha vergonha de chorar.

Paulo chorou quando pensou na condição espiritual de sua nação.

Paulo cresceu como um judeu patriótico. Sua família em Tarso era tão ortodoxa quanto qualquer outra em Jerusalém. Inclusive eles tiveram o cuidado de enviá-lo por todo o caminho até Jerusalém para ir à faculdade na melhor universidade judaica do mundo, onde ele se sentou aos pés de Gamaliel. Lá, ele foi "ensinado de acordo com a forma perfeita da lei de nossos pais" (Atos 22:3).

Pode-se imaginar, então, a sua tristeza ao pensar que seu povo estava rejeitando seu Salvador e o plano de Deus para salvá-los. Ele tinha "grande tristeza e incessante dor" no seu coração (Romanos 9:2).

  • Sua dor era grande. A palavra usada aqui para "tristeza" poderia ser traduzida como "dor", até mesmo "dor como uma mulher tem durante o parto”.
  • Sua dor era contínua. Isso não quer dizer que ele estava literalmente o tempo todo pressionado por este sofrimento, mas sempre que ele pensava sobre o assunto, ele sentia grande tristeza.
  • Sua tristeza era pessoal. Ela estava enraizada em seu coração, e não apenas na superfície.

E nós? Quando vemos o pecado generalizado de nossa nação e sua espiritualidade em declínio, as lágrimas enchem nossos olhos? Possuímos o tipo de patriotismo que é mais profundo do que apenas torcer por nossa seleção nos Jogos da copa? Amamos sinceramente as pessoas da nossa nação o suficiente para desejar que todos sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade? (1 Timóteo 2:4). Somos como Deus, "não querendo que ninguém pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento"? (2 Pedro 3:9).

Há poder na penitência nacional, como o povo de Nínive aprendeu (Jonas 3:1-10). Muita contemplação das frases de 2 Crônicas 7:14 beneficiaria nossa nação hoje: "Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos; então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra" (2 Crônicas 7:14).

Paulo chorou quando escreveu cartas.

"Porque em muita tribulação e angústia de coração vos escrevi, com muitas lágrimas" (2 Coríntios 2:4). Sempre que Paulo tinha de censurar seus irmãos ou administrar a disciplina, ele fazia isso com lágrimas gotejando sobre o papel. Sem dúvida, doía mais em Paulo escrever do que fazia por eles ao ler. A palavra "angústia" aqui vem da palavra "estrangular", e a palavra do Novo Testamento que Paulo usa significa "uma exploração em conjunto, constranger, ou comprimir" Uma admoestação é difícil de ignorar, se for feita com lágrimas.

E nós? Será que as nossas repreensões são acompanhadas com nossas lágrimas? A repreensão piedosa é um fruto do amor; a censura ímpia é fruto de ciúme ou do mal. Salomão escreveu: "Melhor é a repreensão aberta do que o amor encoberto. Fiéis são as feridas dum amigo; mas os beijos dum inimigo são enganosos" (Provérbios 27:5-6). A repreensão piedosa nos leva a angústia quando as nossas palavras fere os outros, mas nós fazemos isso porque vemos o bem maior, para ajudar uma pessoa que amamos melhorar a sua vida para agradar a Deus. Um cirurgião deve causar dor para curar, mas o benefício a longo prazo supera a dor a curto prazo. Vamos deixar que outros vejam que não temos nenhuma alegria de repreende-los; que eles saibam que o amor pede isso. Deixe que nos meçam não pelo número de palavras, mas pelo número de lágrimas que gotejam de nossos rostos.

Paulo chorou quando pregou.

A maioria dos pregadores chora algumas vezes enquanto prega. Paulo parece ter feito isso o tempo todo. Ele passou seus 36 meses de pregação entre os cristãos em Éfeso com esta declaração: "Portanto vigiai, lembrando-vos de que por três anos não cessei noite e dia de admoestar com lágrimas a cada um de vós" (Atos 20: 31). Ele também advertiu que "de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si" (Atos 20:30).

Que exemplo Paulo mostra acerca da pregação, e especialmente sobre a exortação?

  • Paulo foi fiel em advertir. Eu não cessei de advertir. . . Como um vigilante fiel, Paulo avisou-os sobre o perigo que ele viu no horizonte (Ezequiel 33:6-7).
  • Paulo foi imparcial em advertir. Ele advertiu "todos". . . jovens e velhos, novos convertidos e anciãos, em público e privado, aqueles que acreditavam nele e aqueles que duvidava. Como todos receberam a admoestação de Paulo, Paulo encorajou outros pregadores a ser imparcial: "Conjuro-te diante de Deus, e de Cristo Jesus, e dos anjos eleitos, que sem prevenção guardes estas coisas, nada fazendo com parcialidade" (1 Timóteo 5:21).
  • Paulo era constante em advertir. Diariamente ele falava com aqueles que o rodeava ou escrevia cartas de advertência. À noite, em vez de descansar, talvez ele orasse por aqueles que ele não podia alcançar. Tanto "noite e dia", ele expressava sua preocupação pelas suas almas.
  • Paulo era incansável em advertir (Ezequiel 3:18-21). Ele "não cessava"
  • Paulo era compassivo em advertir. Ele advertiu "com lágrimas...” Ele se colocava no lugar deles, se sentava onde eles sentavam, e via o mundo através dos olhos deles.

Leia também: O pregador que não podia deixar de pregar

Paulo chorou quando ele pensou em seus inimigos.

"porque muitos há, dos quais repetidas vezes vos disse, e agora vos digo até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo" (Filipenses 3:18). Quem eram esses inimigos? Eles eram ou judaizantes que negavam o valor da cruz (Gálatas 5:11, Gálatas 6:12, Gálatas 6:14) ou antinomianos epicuristas, cuja vida dissoluta negavam a eficácia da cruz (1 João 2:4)

Paulo não tinha nenhuma alegria de encontrar hipócritas na igreja. Só lhe trouxe tristeza. Ele estava triste por que:

  • Eles estavam destruindo suas próprias almas.
  • Eles estavam decepcionando Deus.
  • Eles estavam prejudicando a causa de Cristo, e dando ocasião para os "inimigos do Senhor maldizer”.

Paulo chorava porque havia muitos que se opunham à mensagem da cruz. Já era ruim o suficiente ter alguém trabalhando contra a igreja, mas era muito pior ter uma equipe de inimigos. Isso nos lembra de que não devemos basear nossas convicções em um censo ou enquete de popularidade. "Não seguirás a multidão para fazeres o mal" (Êxodo 23:2). Cristo tem um "pequeno rebanho" (Lucas 12:32), e o caminho estreito tem "poucos" (Mateus 7:14).

Paulo não manteve sua tristeza e as preocupações para si mesmo. Ele disse-lhes muitas vezes dos inimigos da cruz. Matthew Henry observa que "damos tão pouca atenção às advertências que nos foram dadas que temos necessidade de tê-las repetidas." Quando se trata de advertências, não há segurança em números: "Não me é penoso a mim escrever-vos as mesmas coisas" (Filipenses 3:1).

Paulo chorou quando houve obstáculos a pregação do evangelho.

"servindo ao Senhor com toda a humildade, e com lágrimas e provações que pelas ciladas dos judeus me sobrevieram;" (Atos 20:19). A oposição dos judeus o fez chorar, embora não por medo do perigo pessoal. Ele chorou porque os judeus estavam impedindo o seu progresso em ganhar almas para Cristo.

Paulo chorou quando ele pensou nas provações de seus amigos.

Paulo se preocupava por aqueles que ele havia convertido e pelos irmãos das igrejas que ele havia estabelecido. Ele disse a Timóteo: "e, recordando-me das tuas lágrimas, desejo muito ver-te, para me encher de gozo" (2 Timóteo 1:4). É difícil imaginar Paulo pensando nas lágrimas de Timóteo sem chorar. Paulo é o único que escreveu que os cristãos devem "chorar com os que choram" (Romanos 12:15).

Jesus pronuncia uma bênção sobre os misericordiosos (Mateus 5:7). Barclay diz que a palavra misericórdia significa a capacidade de "ir dentro da outra pessoa, até que possamos ver as coisas com os olhos da pessoa, pensar as coisas com a sua mente e sentir as coisas com seus sentimentos" É semelhante a nossa palavra simpatia. Simpatia é derivada de duas palavras gregas, sym que significa "junto com" e paschein que significa "experimentar ou sofrer" Simpatia significa "experimentar coisas junto com a outra pessoa", literalmente passando pelo que ela está passando.

Muitas pessoas estão tão preocupadas com seus próprios sentimentos que elas não estão muito preocupadas com os sentimentos de mais ninguém. Quando elas sentem pena de alguém, é, por assim dizer, exteriormente; elas não fazem o esforço deliberado para entrar na mente e no coração da outra pessoa, para ver e sentir as coisas como a outra pessoa vê e sente (Filipenses 2:4-5).

Em Jesus Cristo, no sentido mais literal, Deus entrou dentro olhos do homem, sentiu as coisas com os sentimentos do homem, e pensou as coisas com a mente do homem. Deus sabe o que é a vida, porque Deus veio dentro da vida (João 1:14; Filipenses 2:6-7).

A expressão misericórdia tem origem latina, é formada pela junção de miserere (ter compaixão), e cordis (coração). "Ter compaixão do coração", significa ter capacidade de sentir aquilo que a outra pessoa sente, aproximar seus sentimentos dos sentimentos de alguém, ser solidário com as pessoas.

Trata-se de um coração tocado e ferido pela miséria do outro; um coração terno. Misericórdia conta a miséria do outro como sua, e se entristece com a dor do outro como se fosse a sua própria dor. Os índios Sioux rezavam: "Grande Espírito, ajuda-me a nunca julgar o outro até que eu tenha andado duas semanas em seus mocassins".

Depois de listar uma série de perseguições físicas que tinha sofrido, Paulo disse: "Além dessas coisas exteriores, há o que diariamente pesa sobre mim, o cuidado de todas as igrejas" (2 Coríntios 11:28). Ele menciona esta última, como se quisesse dizer que esta estava mais pesada sobre ele, e como se ele pudesse suportar melhor todas as perseguições de seus inimigos do que os escândalos que eram encontrados nas igrejas que ele amava.

Isto continuava lhe pressionando - os casos ouvidos e resolvidos, em relação à doutrina, a disciplina, a perseguição, e a manutenção de todas as igrejas - era desgastante. Em um nível mais pessoal, muitos deles eram jovens cristãos; outros eram mais velhos, mas não tinha amadurecido. Várias igrejas eram compostas de judeus e gentios, com preconceitos conflitantes, hábitos e preferências. Além disso, eles foram perseguidos, e em seus sofrimentos Paulo sentiu profunda simpatia.

O que manteve Paulo avançando em tais circunstâncias? Ele acreditava que todas estas coisas levaria a alguma coisa boa (Romanos 8:28). Ele continuou com carinho sonhando com o céu e a recompensa que receberia lá. Esperando por ele estava:

  • A coroa da justiça (2 Timóteo 4:8; 1 Coríntios 9:25, Tiago 1:12, 1 Pedro 5:4, Apocalipse 2:10).
  • A vida eterna (1 Timóteo 6:12, Tito 1:2).
  • A aceitação de Jesus (2 Coríntios 5:9).

Que grande carga Paulo carregava, e de bom grado ele carregou! Ele disse: "Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas. Se mais abundantemente vos amo, serei menos amado?" (2 Coríntios 12:15). Ele estava sempre se dando com entusiasmo, de bom grado. Sua vida foi uma morte diária (1 Coríntios 15:31).

Sendo assim sobrecarregado com todas estas preocupações, Paulo não foi um miserável? Não, é estranho dizer que; sua canção ecoou nas celas da prisão (Atos 16:25, 2 Coríntios 7:4). Ele escreveu: "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus. Porque, como as aflições de Cristo transbordam para conosco, assim também por meio de Cristo transborda a nossa consolação" (2 Coríntios 1:3-5).

Pr. Aldenir Araújo