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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Um Cristão em Oração

Um Cristão em OraçãoTexto: Lucas 11:1-4

Introdução: A maioria dos cristãos não passa tempo suficiente em oração como deveriam e alguns cristãos realmente não sabem como orar. A oração é a comunicação com Deus e é feita em nome de Jesus, como Ele instruiu. Então, como, quando , com quem, e porque um cristão deve orar? Oração é recitar alguma frase ou passagem da escritura?

Existe alguma forma designada de oração que deve ser usada? A oração deve ser uma coisa natural para um cristão.

I. Quando um cristão deve orar?

A. Definir uma hora específica de cada dia para orar é muito útil para criar o hábito de orar:

1. Alguns exemplos na Bíblia:

a. Davi foi chamado de um homem segundo o coração de Deus - Salmo 55:17

b. Daniel orava três vezes ao dia - Daniel 6:10

c. Outros também são mencionados, que estabeleceram tempo para orar.

2. Você faria bem em imitar o exemplo daqueles mencionados na Bíblia que tinha o hábito de oração.

a. Encontre algum tempo cada dia para estar a sós com Deus em oração.

b. De manhã cedo, tarde ou noite, mas tenha um momento especial para estar a sós com o Senhor.

B. A oração não deve ser limitada a um "tempo estabelecido”:

1. Às vezes, há necessidades especiais que precisamos orar.

a. Jesus orou em ocasiões importantes - Lucas 6:12-13

b. Paulo orou em tempos difíceis - Atos 16:25

c. Neemias orou no "impulso" do momento - Neemias 2:4-5

C. O objetivo da oração para o cristão é ser capaz de "orar sem cessar" - 1 Tessalonicenses 5:17

1. Ter um momento definido vai ajudar a desenvolver o hábito de orar.

2. Orar espontaneamente a medida que surgem as necessidades vai ajuda-lo a desenvolver o habito de "orar sem cessar"

II. Será que um cristão precisa orar com alguém?

A. Jesus ensinou seus discípulos a orar primeiro "em secreto" - Mateus 6:5-6

1. A oração “em secreto” deve ser a mais frequente da vida total de oração.

2. Oração em "secreto":

a. Uma estreita união e comunhão com Deus é formada, apenas "você e Deus”.

b. Revela o quanto você quer realmente orar e falar com Deus.

1) A oração secreta não está tentando impressionar ninguém.

2) A oração secreta também mostra quão sincera a pessoa está tentando ficar com Deus.

c. Deus recompensa uma oração feita em publico quando houve oração secreta - Mateus 6:6

3. A oração em secreto deve ser uma prioridade.

B. Jesus também ensinou que há momentos para orar com os outros - Mateus 18:19-20

1. A Igreja primitiva / cristãos oravam juntos com frequência:

a. Quando o problema surgiu - Atos 4:23-24; 12:5, 12 e 16:25

b. Nos momentos em que alguém estava saindo - Atos 20:36; 21:5

2. Um espírito de unidade e força vem, quando os cristãos oram juntos e deve ser feito o mais rápido possível.

III. Como um cristão deve orar?

A. Jesus ensinou seus discípulos a orar - Lucas 11:1-4

1. O "Pai Nosso" é um modelo, um guia para aprender a orar, porque revela o que uma oração adequada inclui:

a. Para "quem" se deve orar - "Nosso Pai nos céus"

b. Oferta de louvor a Deus - "Santificado seja o teu nome"

c. O que pedir na oração:

1) Propósitos de Deus para a sua vida - "Venha o teu reino, seja feita sua vontade”.

2) Para necessidades físicas - "Dá-nos hoje, o pão nosso de cada dia"

3) Para nossas necessidades espirituais - "Perdoa-nos os nossos pecados"

4) Para as necessidades espirituais dos outros - "Porque também nós perdoamos os nossos devedores"

d. Jesus também destacou a importância de ser simples na oração - Mateus 6:7-8

B. O que deve conter uma oração

1. Adoração

a. Adorar a Deus em oração, 1 Crônicas 29:10-13

b. Passar tempo na adoração sincera ajuda a desenvolver o espírito apropriado de humildade.

2. Confissão

a. Reconhecendo seus pecados diante de Deus.

b. A compreensão de como o pecado rompe a comunhão com Deus faz com que se busque o perdão.

c. A confissão dos pecados traz purificação pelo sangue de Jesus Cristo - 1 João 1:9

3. Ação de Graças

a. Ser sinceramente grato é importante em sua oração - Filipenses 4:6

b. Ser grato tem muitos benefícios para a oração:

1) Faz com que se reconheça a existência, o amor e o cuidado de Deus.

2) Faz você lembrar-se da bondade de Deus

3) Ajuda a pessoa a mudar o foco do que não tem para o que se tem.

c. Exemplo de coisas para agradecer:

1) Saúde, Família, Amigos, a direção de Deus e as orações anteriores respondidas.

d. Coisas invisíveis para agradecer:

1) Ter sido adotado na família de Deus, como um de Seus filhos.

2) O perdão dos pecados

3) A promessa da vida eterna

4) A garantia da Sua presença contínua.

e. Os filhos de Deus têm todas as razões para ser gratos e ser conhecidos por "abundante ação de graças" - Colossenses 1:12; 2:7, 3:15, 4:2

4. Súplica

a. Súplica é fazer petições a Deus - Filipenses 4:6

b. Não fazer uma oração "lista de compras" espiritual

c. Incluir os outros em sua oração leva-o para uma área muito nobre da oração - a intercessão.

1) A intercessão é algo que Deus quer que Seus filhos façam - 1 Timóteo 2:1

IV. Por quem um cristão deve orar?

A. Deus revela em Sua Palavra por quem o cristão deve orar:

1. Orar por si mesmo:

a. Para as necessidades físicas diárias - Mateus 6:11

b. Para o crescimento pessoal para ser mais semelhantes a Cristo e em mais devoção a Deus - Colossenses 1:9-12

2. Ore por sua família:

a. Esposa / marido, filhos, pais, irmãs, irmãos e etc.

b. Para a família nutrir e crescer nos caminhos do Senhor - Efésios 6:4

3. Ore pela comunidade:

a. Para que a paz prevaleça - Jeremias 29:7

4. Ore por sua igreja:

a. Para o amor e a união prevalecer - João 13:35 ; 17:20-21

b. Para cada membro crescer espiritualmente - Filipenses 1:9-11

c. Para que o Evangelho seja pregado livremente, compartilhado - 2 Tessalonicenses 3:1

5. Ore por sua nação:

a. Para sua nação se arrepender e voltar para Deus - Salmo 33:12 ; Provérbios 14:34

b. Para os líderes nacionais governar com sabedoria e desinteresse - 1 Timóteo 2:2

6. Ore para os não crentes:

a. Para a salvação deles - Romanos 10:1

b. Para o esforço daqueles que testemunham, ensinam sobre Jesus - Efésios 6:18-20

7. Ore para o doente:

a. Para a sua restauração à saúde - Tiago 5:14-15

b. Por sua força espiritual e paz de espírito - Tiago 5:16

8. Ore para os pobres e oprimidos:

a. Para os sem-teto, sem pai, crianças que ainda não nasceram - Provérbios 29:7

b. As pessoas em outras nações que estão sendo oprimidas pelos seus próprios líderes e influências externas

B. Desenvolva um sistema de oração diária:

1. Por exemplo, às segundas-feiras, ore por sua família:

2. Às terças-feiras, ore por sua Igreja.

3. Às quartas-feiras, ore por sua comunidade.

4. Às quintas-feiras, ore por sua nação.

5. Às sextas-feiras, ore pelo mundo.

6. No sábado, ore pelos aflitos, oprimidos, viciados e etc.

7. No domingo, ore pelo culto da Igreja.

Conclusão:

1. O importante para um cristão fazer é orar regularmente:

a. Sempre, em tudo, com sinceridade, vigilante, sem cessar.

2. A oração e o estudo da Bíblia são os meios pelos quais os cristãos crescem nas bênçãos de Deus e cada cristão deve organizar a sua vida para incluir tanto a oração como o estudo da Bíblia todos os dias.

3. Cristão! Como está a sua vida de oração?

Pr. Aldenir Araújo

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O Pregador Predileto de Jesus

O Pregador Predileto de JesusVocê pode se surpreender ao saber que Jesus tinha um pregador predileto. Pode se surpreender ainda mais em saber que não era luterano, metodista, pentecostal, anglicano ou presbiteriano. Pelo contrário, era Batista! Nós o conhecemos como João Batista, é claro! Jesus disse a respeito dele:
Digo-lhes a verdade: Entre os nascidos de mulher não surgiu ninguém maior do que João Batista (Mateus 11:11a).
Já que todos são “nascidos de mulher,” essa era outra forma de dizer que, na estima de Jesus, João Batista era a maior pessoa que já havia existido. Porque Jesus sentia isso é questão de conjectura. Contudo, parece razoável pensar que Jesus estimava João por suas qualidades espirituais. Se for verdade, com certeza seria sábio estudar e imitar tais qualidades. Encontrei pelo menos sete qualidades espirituais em João Batista que são dignas de louvor. Mesmo que o ministério de João represente melhor o ministério de um evangelista, todas as sete qualidades são apropriadas para qualquer ministro do evangelho.
 
Vamos considerar a primeira das sete.
 

A Primeira Qualidade de João

Este foi o testemunho de João, quando os judeus de Jerusalém enviaram sacerdotes e levitas para lhe perguntarem quem ele era. Ele confessou e não negou; declarou abertamente: “Não sou o Cristo”. Perguntaram-lhe: “E então, quem é você? É Elias?” Ele disse: “Não sou”. “É o Profeta?” Ele respondeu: “Não”. Finalmente perguntaram: “quem é você? Dê-nos uma resposta, para que a levemos àqueles que nos enviaram. Que diz você acerca de si próprio?” João respondeu com as palavras do profeta Isaías: “Eu sou a voz do que clama no deserto: ‘Façam um caminho reto para o Senhor’” (João 1:19-23).
João sabia seu chamado e o seguiu. É tão importante que ministros saibam seus chamados e os sigam. Se você for um evangelista, não deve tentar ser um pastor. Se for um pregador, não tente ser um profeta. Caso contrário, só encontrará frustração.
 
Como saber seu chamado? Primeiro, buscando a Deus, aquele que o chamou. Segundo, examinando seus dons. Se Deus o chamou para ser um evangelista, Ele lhe equipará para a tarefa. E terceiro, pela confirmação de outros que com certeza notarão seus dons.
 
Uma vez que tenha certeza de seu chamado, deve segui-lo de todo coração, sem deixar que obstáculos o atrapalhem. Muitos estão esperando que Deus faça o que Ele espera que eles façam. Noé não esperou que Deus construísse a arca!
 
Tem sido dito que a palavra ministério se escreve T R A B A L H O. Sem dúvida, Satanás tentará detê-lo para não cumprir seu chamado, mas deve resisti-lo e continuar em frente. Mesmo que as Escrituras não digam, podemos ter certeza que houve um dia em que João pregou pela primeira vez na região do Jordão. Com certeza suas primeiras audiências eram bem menores que as de mais tarde. Pode ter certeza que as pessoas riram dele e que ele passou por perseguições. Mas não seria detido. Seu único objetivo era agradar seu Deus, que o tinha chamado para o ministério. No fim das contas, ele conseguiu.
 
A primeira qualidade espiritual de João que é digna de louvor é esta: João sabia seu chamado e o seguiu.
 

A Segunda Qualidade de João

Naqueles dias surgiu João Batista, pregando no deserto da Judéia. Ele dizia: “Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo” (Mateus 3:1-2).
Jesus, com certeza aprovava a mensagem simples de João, já que era a mesma mensagem que pregava onde quer que fosse (veja Mateus 4:17). João chamava as pessoas ao arrependimento — para se voltarem de uma vida de pecado para uma vida de justiça. Ele sabia que uma vida com Deus começa com o arrependimento e que aqueles que não se arrependem serão lançados no inferno.
 
Diferente de tantos evangelistas modernos, João nunca mencionou o amor de Deus. Nem falou sobre as “necessidades” das pessoas para fazê-las proferir orações insignificantes para “aceitar a Jesus” para que pudessem começar a desfrutar de “vida abundante.” Ele não levou pessoas a acreditarem que eram basicamente boas e que Deus queria levá-las para o céu se percebessem que a salvação não vem por meio de obras. Pelo contrário, ele as via como Deus as via — rebeldes em perigo de encarar consequências eternas por seus pecados. Ele os avisou solenemente da ira que estava por vir. Queria ter certeza que entendiam que estavam condenados se não mudassem seus corações e ações.
 
Então, a segunda qualidade de João que é digna da imitação de cada ministro discipulador é esta: João proclamava que o arrependimento era o primeiro passo em um relacionamento com Deus.
 

A Terceira Qualidade de João

As roupas de João eram feitas de pelos de camelo, e ele usava um cinto de couro na cintura. O seu alimento era gafanhotos e mel silvestre (Mateus 3:4).
Com certeza, João não se encaixa na figura do moderno “pregador da prosperidade.” Aliás, eles nunca permitiriam um homem como João na plataforma de suas igrejas porque ele não enfeitava a parte do sucesso.
 
Contudo, João era um verdadeiro homem de Deus que não tinha interesse em buscar tesouros terrenos ou impressionar pessoas com sua aparência exterior, sabendo que Deus olha para o coração. Ele viveu simplesmente e seu estilo de vida não causou tropeço a ninguém, já que podiam ver que seu motivo não era dinheiro. Como isso contrasta com o viver de muitos ministros modernos ao redor do mundo, que usam o evangelho principalmente para ganho pessoal. E quando interpretam a Jesus mal, causam grande dano à causa de Cristo.
 
A terceira qualidade de João que contribuiu a ser o pregador predileto de Jesus é esta: João viveu simplesmente.
 

A Quarta Qualidade de João

João dizia às multidões que saiam para serem batizadas por ele: “Raça de víboras! Quem lhes deu a ideia de fugir da ira que se aproxima? Deem frutos que mostrem arrependimento. E não comecem a dizer a si mesmos: ‘Abraão é nosso pai’. Pois eu lhes digo que destas pedras Deus pode fazer surgir filhos a Abraão.” (Lucas 3:7-8).
Quando o ministério de João começou a tocar mais pessoas, ele, obviamente, não comprometeu sua mensagem. Pôde até ter suspeitado dos motivos das pessoas quando notou que o batismo estava ficando popular. Até escribas e fariseus estavam fazendo o trajeto ao Jordão (veja Mateus 3:7). Ele temia que muitas pessoas estivessem simplesmente seguindo a multidão. Então, fez tudo o que pôde para preveni-los de enganar a si mesmos, derrubando qualquer coisa que sustentasse sua decepção. Ele não queria que pensassem que o simples ato do batismo os salvaria, ou que uma simples profissão de arrependimento os livraria do inferno. Ele os avisou que o verdadeiro arrependimento tráz o fruto da obediência.
 
Mais adiante, porque muitos judeus se consideravam salvos por causa de sua linhagem física de Abraão, João expôs a ilusão de tal esperança.
 
A quarta qualidade de João digna de louvor é esta: Ele amava o povo o suficiente para dizer-lhes a verdade. Ele nunca asseguraria um pecador não arrependido, que iria para o céu.
 

A Quinta Qualidade de João

João não batizaria pessoas que não pareciam arrependidas, não querendo sustentar a ilusão das pessoas. Ele as batizava quando confessavam “seus pecados” (Mateus 3:6). Ele avisou aqueles que iam:
O machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo...Ele traz a pá em sua mão e limpará sua eira, juntando seu trigo no celeiro, mas queimará a palha com fogo que nunca se apaga (Mateus 3:10, 12).
João não estava com medo de falar a verdade sobre o inferno, um assunto que é muitas vezes evitado por pregadores que tentam ganhar um concurso de popularidade ao invés de almas para o Reino de Deus. E também não falhou, proclamando o mesmo tema, que descobrimos, do ‘Sermão do Monte’ de Cristo — somente os santos herdarão o Reino de Deus. Aqueles que não dão bons frutos serão lançados no fogo.
 
Se João estivesse vivo hoje, com certeza seria punido por muitos crentes professos como “pregador do fogo do inferno e enxofre,” um “profeta de trevas e perdição,” “não seeker-sensitive,” ou pior, “negativo,” “condenador,” “legalista” ou “farisaico.”  Mesmo assim, João era o pregador favorito de Jesus.
 
Sua quinta qualidade: João pregava sobre o inferno e deixava claro que tipos de pessoas estavam a caminho de lá. É interessante notar que Lucas se referiu à mensagem de João como “as boas novas” (Lucas 3:18).
 

A Sexta Qualidade de João

Mesmo sendo usado grandemente por Deus e ter se tornado muito popular entre as multidões, João sabia que não era nada comparado a Jesus, e então, sempre exaltava seu Senhor:
Eu os batizo com água para arrependimento. Mas depois de mim vem alguém mais poderoso do que eu, tanto que não sou digno nem de levar suas sandálias. Ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo (Mateus 3:11).
A auto avaliação de João se contrasta tanto com a arrogância que é muitas vezes encontrada em “ministros” em nossos dias. Suas revistas coloridas de ministério têm fotos deles em todas a páginas, enquanto Jesus é poucas vezes mencionado. Eles desfilam como pavões pelas plataformas da igreja, exaltando a si mesmos aos olhos de seus seguidores. São intocáveis e inalcançáveis, cheios de presunção.
 
Alguns até dão ordens aos anjos e a Deus! Ainda assim, João não se considerava indigno de tirar as sandálias de Jesus, o que seria considerado um ato de baixa escravidão. Ele se opôs quando Jesus foi a ele para ser batizado e uma vez que percebeu se tratava de Cristo, imediatamente disse a todos, declarando que Ele era “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29). “É necessário que ele cresça e que eu diminua” (João 3:30), este se tornou o humilde lema de João.
 
Esta é a sexta qualidade de João que o ajudou a ser o pregador predileto de Jesus: João se humilhou e exaltou a Jesus. Não desejava exaltar a si mesmo.
 

A Sétima Qualidade de João

Pregadores modernos falam muitas vezes em generalidades vagas a fim de não ofender a quem quer que seja. É tão fácil pregar: “Deus quer que façamos o que é certo!” Verdadeiros e falsos cristãos dirão: “Amém” a tal pregação. Muitos pastores também acham fácil continuar falando sobre os pecados escandalosos do mundo, evitando mencionar qualquer pecado similar que esteja dentro da igreja. Por exemplo, eles podem se enfurecer contra a pornografia, mas não ousam mencionar os vídeos e DVDs imorais recomendados para maiores de 18 anos que muitos paroquianos assistem e até colecionam. O medo do homem os capturou.
Contudo, João não hesitou em pregar especificamente. Lucas diz:
“O que devemos fazer então?”, perguntavam as multidões. João respondia: “Quem tem duas túnicas dê uma a quem não tem nenhuma; e quem tem comida faça o mesmo”. Alguns publicanos também vieram para serem batizados. Eles perguntaram: “Mestre, o que devemos fazer?” Ele respondeu? “Não cobrem nada além do que lhes foi estipulado”. Então alguns soldados lhe perguntaram: “E nós. O que devemos fazer?” Ele respondeu: “Não pratiquem extorsão nem acusem ninguém falsamente; contentem-se com o seu salário” (Lucas 3:10-14).
É interessante que cinco das seis diretrizes específicas que João deu tinham alguma coisa a ver com dinheiro ou coisas materiais. João não tinha medo de pregar sobre como a mordomia se relaciona com a regra de ouro e segundo maior mandamento. Ele também não esperou vários dias até que os novos “crentes” estivessem prontos para conceitos tão “pesados.” Ele acreditava que era impossível servir a Deus e às riquezas, e portanto, mordomia era de importância principal desde o começo.
 
Isso levanta outro ponto. João não aumentou a importância de coisas menores, insistindo em usos e costumes e outros assuntos de santidade relacionados à aparência exterior. Ele focou nos “preceitos mais importantes da lei” (Mateus 23:23). Ele sabia que o mais importante é amar nosso próximo como a nós mesmos e tratar os outros da mesma forma como queremos ser tratados. O que significa compartilhar alimentos e roupas com aqueles que necessitam, tratar os outros com honestidade e ficar satisfeitos com o que temos.
 
Esta é a sétima qualidade que fez Jesus gostar de João: Ele não pregava generalidades vagas, mas citava coisas específicas que as pessoas deveriam fazer para agradar a Deus, mesmo as relacionadas à mordomia. E focava o que era mais importante.
 

Concluindo

O ministério de um pastor ou professor seria, é claro, caracterizado por um alcance de assuntos maior que o de João. João pregava para os incrédulos. Pastores e professores devem ensinar principalmente aqueles que já se arrependeram. Seus ensinos são baseados naqueles pontos que Jesus disse a Seus discípulos e que estão gravados nas epístolas do Novo Testamento.
 
Contudo, muitas vezes não conseguimos identificar corretamente nossas audiências, e hoje parece que pregam aos perdidos como se fossem santos. O simples fato de as pessoas estarem sentadas dentro de um prédio de igreja não significa que nosso trabalho é assegurá-las de sua salvação, especialmente se suas vidas são essencialmente indistinguíveis daquelas do mundo. Existe hoje, uma necessidade desesperadora de milhões de “Joãos Batistas” para pregarem nos púlpitos das igrejas.
 
Você se mostra à altura do desafio?
 
Você se tornará um dos pregadores prediletos de Jesus?
 
Autor: Pr. David Servant
 
 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O Pregador e o Sermão

O Pregador e o Sermão1. Qualidades Do Pregador Do Evangelho

 

Naturalmente para que alguém obtenha êxito como mensageiro de Deus deve possuir certas qualidades, ou satisfazer a determinadas condições.

O fator essencial, a característica de maior importância, é a piedade, que, no dizer do apóstolo, "para tudo é proveitosa", I Timóteo 4:8. Só o crente consagrado, verdadeiramente espiritual, alcançará grandes vitórias por Deus e para Deus. O homem leviano, superficial, poderá ser notável orador político e obterá, talvez o aplauso e admiração de muitos, porém jamais conseguirá tornar-se um eficiente pregador ou um instrumento poderoso usado pelo Senhor.

No mínimo três elementos são essenciais à eficiência do seu trabalho: humildade, para alcançar graça; oração, a fim de conseguir poder; estudo da Bíblia, para obter sabedoria.

2. Preparo Individual Do Pregador

 

Antes mesmo de preocupar-se com a mensagem, deve o pregador cuidar de si. É princípio inegável que aquilo que ele faz depende do que ele é. Daí as recomendações de Paulo a Timóteo: "Tem cuidado de ti mesmo (a pessoa) e da doutrina" (o trabalho); e mais adiante: "Procura apresentar-te aprovado perante Deus, como obreiro que não tem de que se envergonhar (o indivíduo) e que maneja bem a palavra da verdade", (a ação) (I Timóteo 3:16 e II Timóteo 2:15).

Para que o pregador seja bem sucedido em seu trabalho, é indispensável uma preparação completa, a qual abrange três aspectos: físico, intelectual e espiritual.

Preparação física: boa condição do organismo; saúde equilibrada. A Bíblia fala muito a respeito do equilíbrio das refeições. Nunca devemos exagerar na alimentação. Só recentemente que a ciência descobriu que a comida em excesso, pode ser prejudicial. Porém, a Bíblia Sagrada ensinava essa verdade há 3.500 anos atrás. "Depois disse o Senhor a Moisés: Fala aos filhos de Israel, dizendo: Nenhuma gordura de boi, nem de carneiro, nem de cabra comereis. Todavia pode-se usar a gordura do animal que morre por si mesmo, e a gordura do que é dilacerado por feras, para qualquer outro fim; mas de maneira alguma comereis dela" (Levítico 7:22-24). Temos conhecimento no dia de hoje, quão pernicioso é o colesterol em nosso sangue. O exercício também é muito importante para quem quer servir ao Senhor. Longas caminhadas e outras atividades que "desemperram" os músculos são indispensáveis na vida do servo do Senhor. Acredito que o fator que pesou na longevidade de anos na vida dos servos do Senhor, foi sem dúvida alguma, as longas caminhadas que eles eram obrigados a fazer no cotidiano de suas vidas. Abraão, Isaque, Jacó e muitos outros patriarcas eram caminhantes inveterados.

O próprio Moisés caminhou no deserto, conduzindo o rebelde povo de Israel, pelo menos quarenta anos. Não é de admirar que Moisés morreu com 120 anos de idade (Deuteronômio 34:7). Se Moisés tivesse algum problema sério de saúde, naturalmente não seria usado por Deus para estar à frente do povo hebreu por longos quarenta anos.

Vamos imaginar se Moisés fosse um cardíaco. Como resistiria ele as longas caminhadas naquele deserto abrasador? É necessário, portanto, que o servo do Senhor cuide de sua saúde. O apóstolo João, o ancião, desejou saúde ao seu amigo Gaio (III João 2).

Preparação intelectual: É natural que o pregador seja amante dos livros. Indispensável, pois, se torna que vá, aos poucos, formando a sua biblioteca. Devido ao elevado custo atual dos livros, deve o pregador selecionar os volumes que precisa adquirir, evitando gastar tempo e dinheiro com obras que poderia dispensar.

O pregador compreensivo se dedicará às matérias essenciais, ao tipo de estudo mais proveitoso para o seu ministério. Não perderá os seus momentos preciosos com leituras supérfluas ou que nada edificam.
Além da Bíblia, que é o primordial, e da Arte de Pregar, a língua materna deve merecer sua atenção perene. Como é lamentável o pregador, e quanto é prejudicial à mensagem, cometer graves erros de português. Não se fala de ser um erudito, mas de evitar erros primários. Quanto mais cultura ele tiver, mais fácil e mais eficiente será o seu ministério. O pregador precisa conhecer bem o homem e a cultura de seu tempo: suas ideias, seus costumes, seus problemas, seus recursos, sua personalidade e sua psicologia. Por isso, o pregador não pode contentar-se em estudar apenas sua Bíblia. O pregador não deve ser "homem de um livro só". Mas, há muita gente que se ufana disso. Quem afirma que o pregador deve estudar só a Bíblia revela ignorância ou preguiça mental.

O pregador precisa estar em dia com o seu tempo, com a cultura de seu povo ou do povo a quem ele vai ministrar. Se ele está no Brasil, precisa conhecer a psicologia do povo brasileiro, o grau de cultura deste povo, suas aspirações, suas frustrações, o que faz, como o faz, o que pensa e o que pretende. Se ele dirigir a outro país, terá que conhecer o mesmo a respeito do povo daquele país. Precisará não só conhecer essa cultura, mas assimilá-la e integrar-se nela.

Por isso, o pregador terá que ler muito (ser leitor inveterado e insaciável de informações). Ler jornais, revistas, livros; ouvir rádio, ver televisão (menos o que não presta); estar se informando dos mais diversos noticiários do mundo. Ele precisa ver, ouvir e sentir o seu povo.

Paulo, o apóstolo aos gentios, não se esquecia do seu preparo intelectual, e isto se nota quando ele pediu ao seu colega Timóteo, os livros e pergaminhos (II Timóteo 4:13). Concluímos, pois, que Paulo valorizava o preparo intelectual.

3. Preparo Espiritual Do Pregador

 

O pregador deve, prioritariamente, buscar a qualidade espiritual. O bom condicionamento físico e o preparo intelectual são bons, e até necessários, mas nada disso adianta, se o pregador não empenhar-se na busca da santidade, (I Timóteo 4:13).

a) - Estudo da Bíblia. O pregador deve levar a sério o estudo das Sagradas Escrituras. Para obter sucesso em sua labuta no dia a dia, o pregador ou pastor precisa desenvolver o hábito de estudar com afinco o Santo Livro.
"Não se aparte de sua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido" (Josué 1:8). Neste pequeno e excelente versículo, temos uma receita divina. Deus, aqui, mostra o que futuro sucesso de Josué, seria observar e pôr em prática o Santo Livro. Paulo também sabia do valor das Escrituras Sagradas na vida de Timóteo, seu filho na fé. Eis o conselho que Paulo deu ao Jovem Timóteo: "Procure apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que maneja bem a palavra da verdade" (II Timóteo 2:15).
As Santas Escrituras são instrumentos poderosíssimos na vida de quem quer dedicar na causa do Evangelho. Paulo, o maior pregador de todos os tempos, abaixo de Cristo, disse: "Porque não me envergonho do Evangelho, pois o é poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego" (Romanos 1:16).

b) - Oração: Devido a grande importância do assunto, dedicaremos alguns parágrafos à oração, como fator sem igual para o progresso espiritual do obreiro.

Alguém, numa certa ocasião, disse acertadamente: "A oração é a primeira, a segunda e a terceira coisa necessária ao pregador". O pregador que não se dedica à oração, não pode ser bem sucedido em seu ministério.

Todas as Escrituras estão cheias de exemplos de homens de oração profunda e piedosa. Os heróis do Antigo Testamento a usavam como arma eficiente nas suas grandes vitórias. Um dos grandes exemplos de oração é o do patriarca Jó. Jó sofreu as mais terríveis pressões que a vida reserva; porém, a Bíblia diz que Jó continuou imbatível em sua jornada de fé. Jó perdeu todos os seus bens materiais, perdeu todos os seus dez filhos, e, por fim, perdeu a saúde, mas não perdeu a sua esperança no Todo-Poderoso. Este valoroso homem continuava orando a Deus, apesar dos dissabores que sofreu. Vejamos o que a Bíblia diz a respeito de Jó e sua oração: "O Senhor, pois, virou o cativeiro de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e o Senhor deu a Jó o dobro do que antes possuía" (Jó 42:10).

Davi, o segundo rei da nação de Israel, também era um homem de oração. Este homem foi notável em seus momentos de devoção a Deus. São dele essas palavras que nos estimulam às orações: "De tarde, de manhã e ao meio-dia me queixarei e me lamentarei (oração); e Ele ouvirá a minha voz" (Salmos 55:17).

Quando estudamos o Evangelho de Lucas, que apresenta Jesus com homem perfeito, e dá ênfase à sua dependência de Deus na realização do ministério na terra, aprendemos que o Senhor vivia em constante comunhão com Deus; no batismo, "orando Ele, o céu se abriu" (Lucas 3:21); após a efetuação de prodígios, retirava-se para o deserto e ali orava (Lucas 5:16); antes de escolher os doze, "subiu ao monte a fim de orar, e passou a noite em oração a Deus" (Lucas 6:12); esteve sozinho, orando pouco antes de interrogar aos seus discípulos: "Quem dizem o homem que eu sou?" (Lucas 9:18); noutra ocasião levou três dos mais íntimos companheiros "e subiu ao monte a orar e ali se transfigurou" (Lucas 9:29); exultante, orou ao Pai com ação de graças pelas revelações aos humildes seguidores (Lucas 10:21); "estando Ele a orar em certo lugar" os seus discípulos suplicaram que lhes ensinasse a orar (Lucas 11"1); na cruz orou, pedindo perdão para os inimigos (Lucas 23:34). E conforme o testemunho do autor da carta aos hebreus, ainda hoje "vive para interceder por nós" (Hebreus 7:25).

Paulo é outro exemplo magnífico: não obstante as múltiplas responsabilidades do apóstolo, suas contínuas viagens, as perseguições que enfrentava as lutas do ministério e os labores constantes, encontramo-lo sempre em oração intercessória, conforme aprendemos dos seus escritos: "Incessantemente faço menção de vós, pedindo nas minhas orações..." (Romanos 1:9-10). "Sempre dou graças ao meu Deus por vós pela graça de Deus que vos foi dada"

(I Coríntios 1:4). "Fazendo sempre, em todas as minhas orações, súplicas por todos vós com alegria" (Filipenses 1:4). "Graças damos a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, orando sempre por vós" (Colossenses 1:3).

Por falta de espaço e tempo, não podemos transcrever aqui muitas outras passagens que revelam a importância da oração.

4. Aqueles Que O Senhor Chama

 

Consideremos então a importância do crente redimido por Jesus Cristo ser o arauto das verdades eternas do Evangelho. Como crente em Cristo, muitos privilégios tenho tido em minha vida. Porém, nenhum outro privilégio pode se comparar com a oportunidade de servir o meu Criador. Lembro-me do apóstolo Paulo que considerava o grande privilegiado de ser escolhido para “... anunciar as inescrutáveis riquezas de Cristo" (Efésios 3:8). Pregar o Evangelho de Cristo, sem dúvida alguma, é pregar a maior riqueza de todo o universo. Estou certo de que Deus concede a todos os convertidos, seja homem ou mulher, seja moço ou moça, menino ou menina, essa grande bênção de falar de Cristo aos seus semelhantes que necessitam de salvação. Todos os regenerados pelo poder do Espírito Santo de Deus, podem e devem falar de Jesus como sendo a única esperança ao perdido pecador.

Pregar o Evangelho de Cristo, não quer dizer com isso, que todos devem ocupar a direção ou liderança de uma determinada igreja. Aprendemos nas Escrituras Sagradas que nem todos são chamados para ocuparem o pastorado da igreja. Deus, que conhece os corações, escolhe e capacita àqueles que por Ele são chamados para este grandioso serviço. Paulo mesmo disse que nem todos têm um mesmo dom na Igreja de Cristo. "E uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. Porventura são todos apóstolos? São todos profetas: são todos mestres? são todos operadores de milagres? todos têm dom de curar? Falam todos línguas? Interpretam todos? Mas procurai com melhor zelo os maiores dons. Ademais, eu vos mostrarei um caminho sobremodo excelente" (I Coríntios 12:28-31).
Sabemos que, no caso da mulher, Deus proíbe terminantemente ocupar uma posição de liderança na igreja. Apesar de este ensino produzir muita polêmica entre igrejas e pastores, ele continua firme nas páginas das Escrituras Sagradas. Veja as seguintes passagens: (I Coríntios 14:34; I Timóteo 2:11-13). Quando uma mulher se levanta para fazer uma pregação, exercendo assim, a liderança sobre os homens, ela está frontalmente desobedecendo a palavra do Senhor.

Porém, com isso, não quer dizer que a mulher não pode fazer nada pela causa de Cristo. Muito pelo contrário, a mulher pode e deve ser uma ferramenta útil nas mãos do Senhor. O mesmo apóstolo que ordenou que as mulheres aprendessem em silêncio nas igrejas, mais tarde disse: "E peço a ti, meu verdadeiro companheiro, que as ajudes, porque trabalharam comigo no Evangelho..." (Filipenses 4:3). Paulo está se referindo às duas mulheres (Evódia e Síntique) que aparentemente estavam tendo alguns problemas pessoais. Mas o que nos chama a atenção é Paulo (chamado por muitos de machista) dizendo que essas duas mulheres trabalharam com ele no Evangelho.

A mulher Samaritana também serve como exemplo de que a mulher pode ser muito útil na causa do Senhor. A mulher Samaritana, a mando de Cristo, foi à cidade e convidou (não pregou) aos homens e disse: "Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito; será este, porventura, o Cristo?" (João 4:29-30). Sim, esta mulher fez algo muito importante, pois ela foi convidar os homens da cidade a virem até onde Cristo estava. Isto as mulheres podem fazer nos dias de hoje também. As convertidas, na semelhança da mulher Samaritana, podem convidar homens, seus conhecidos e amigos, a virem à Igreja para ouvir a pregação do Evangelho.

Algumas mulheres que foram milagrosamente curadas por Cristo, acompanhavam-no e o serviam com as suas posses (Lucas 8:1-3). Aprendemos, então, que as mulheres podem fazer muito em prol do Evangelho. Hoje em dias, em nossas igrejas, as irmãs têm contribuído muito, principalmente quando usam os seus dons musicais, ajudando com suas vozes e, mesmo nos instrumentos musicais, como pianos, teclados, acordeons etc. Elas colaboram desta maneira sem exercer nenhuma liderança sobre os homens. Quantas irmãs têm sido úteis no Evangelho como educadoras de crianças, encaminhando-as a Cristo como Salvador.

5. O Que É Chamado Deve Obedecer Imediatamente

 

Quando alguém se sente chamado para o ser pastor, evangelista ou pregador, não deve hesitar, mas sem delongas aceitar a chamada de Deus. Temos o exemplo do apóstolo Paulo, que quando chamado, não questionou com Deus, mas imediatamente aceitou o grande desafio de ser usado pelo Senhor. Veja Gálatas 1:16-17. Também o profeta Isaías, no Antigo Testamento, é um exemplo de obediência imediata quando sentiu que Deus o estava chamando para o ministério: "Depois disso ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem irá por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim". (Isaías 6:8).

O chamado por Deus para pregar o Evangelho não deve esquecer que os anjos também desejariam desempenhar este glorioso serviço. “... para as quais coisas os anjos bem desejariam atentar" (I Pedro 1:12). Os anjos são numerosíssimos, pertencentes a muitas ordens diferentes, dotados de grande inteligência, poder e autoridade, e alguns deles são dirigentes de vastas regiões dos mundos celestiais. Veja Efésios 1:21 e Apocalipse 19:17.

Aceitar a chamada de Deus para o trabalho de anunciar o Santo Evangelho, é o que de mais honroso se poderia almejar. Muitos se enchem de orgulho pelo simples fato de ser aprovados num concurso do Banco do Estado, do Banco do Brasil, do Banco Central etc. Outros se acham agraciados por ocuparem altos cargos nas mais altas hierarquias do Governo ou de uma grande empresa de prestígio internacional. Mas digo com toda a convicção, que nenhum cargo na terra, por mais importante que seja entre os mortais, se equivale ser chamado por Deus para o seu santo serviço.

Há várias maneiras de pregar o Evangelho de Cristo. Você pode falar com um amigo ou amiga. Podemos ir a um hospital ou presidiário e, então expor com humildade, a mensagem aos doentes ou presos.

6. Exemplos De Alguns Homens Chamados E Usados Por Deus

 

Gostaria de relacionar alguns homens, que apesar de serem fracos e vulneráveis ao pecado, Deus os usou poderosamente para desempenhar alguns trabalhos especiais:
- Moisés foi chamado especialmente para tirar o povo da escravidão do Egito (Êxodo 3:10). 
- Deus chamou Josué para liderar o povo de Israel em direção da terra prometida (Josué 1:1-2). 
- Samuel foi usado para ser o último grande Juiz da nação Hebraica e ajudar o povo a escolher o primeiro rei de sua história (I Samuel 3:1-14; 8:6-7; 10:1). 
- Davi, o segundo rei da história de Israel, foi chamado pelo Senhor para substituir Saul que deixara Israel com moral baixa (I Samuel 16:11-13). 
- Salomão foi chamado por Deus para dar continuidade ao reinado de seu pai, o rei Davi (I Reis 1:37 e 2:1-4). 
- Jonas foi chamado para pregar a um povo estranho às alianças de Deus, o povo de Nínive (Jonas 1:1-2). 
- Jesus chamou os doze apóstolos para estarem ao seu lado e, também, para serem os primeiros fundamentos de sua Igreja (Lucas 9:1-6; I Coríntios 12:28). 
- Paulo, o apóstolo aos gentios, foi chamado pelo Senhor para sofrer pelo seu nome (Atos 9:15-16). 
- Timóteo, o jovem companheiro do apóstolo Paulo, foi chamado para trabalhar na causa do Evangelho (I Timóteo 4:14-15). 
- Alguns são chamados para exercerem o pastorado da igreja e outros são chamados para o honrado trabalho diaconato (Atos 6:1-6 e I Timóteo 3:1-10). 

É bom lembrar novamente, que, quando alguém é chamado por Deus para pregar o Evangelho, não se deve questionar o Todo-Poderoso. Lembremos-nos de Moisés e como ele queria fugir, mas não pôde (Êxodo 4:10-17). 

Outro homem que procurou "tirar o corpo fora" foi Gideão, mas também não pôde (Juízes 6:14-15).
Poderíamos ainda falar do profeta Jonas, que ao ser chamado para pregar aos ninivitas, ele procurou fugir desta grande responsabilidade (Jonas 1:1-4).

7. As Dificuldades Na Vida Do Pregador

 

A vida de quem prega o Evangelho de Jesus Cristo é marcada de muitos obstáculos e dificuldades. É lamentável que a maioria não compreenda a vida daquele que se entrega para o serviço de Deus. Aqueles que acham que a vida do pregador, evangelista ou pastor é "moleza", são os que menos cooperam na causa do Evangelho.

Todo pregador do Evangelho, mais cedo ou mais tarde, será criticado. Porém, a crítica mais dolorida não é tanto dos descrentes, pois deles é de se esperar qualquer tipo de crítica, mas as que mais ferem o pregador são aquelas que vêm de pessoas que estão no rol dos membros da igreja. Paulo sofreu este ataque de alguns membros da Igreja de Corinto (I Coríntios 4:3; II Coríntios 10:10-13; II Coríntios 11:6). Outro exemplo de crítica ferina que abala o pregador ou dirigente encontra-se no livro de Números quando Arão e Miriam criticaram a Moisés devido o seu casamento com a mulher cuxita (Números 12:1-15). Deus, entretanto, tomou as dores de Moisés e deu uma dura reprimenda em Arão e Miriam por terem falado contra Moisés. Não sei o porquê, mas Deus foi muito mais severo com Miriam, irmã de Moisés, deixando-a leprosa (Números 12:10).

Outra dificuldade que o pregador, evangelista, pastor ou qualquer dirigente de igreja depara em seu caminho, é quando algumas pessoas o consideram como um "superstar" ou "super-espiritual". Há pessoas, por incrível que pareça que consideram o pastor ou dirigente de igreja um "semideus". É claro que o pastor ou pregador deve ser exemplo em tudo, mas considerá-lo como alguém que tem a solução para todos os tipos de problemas, é o cúmulo do absurdo. Creio que todo pregador mais cedo ou mais tarde terá de enfrentar esse tipo de problema. A nação de Israel caiu grave neste erro quando achou que seu líder era um "super-homem". Moisés não aguentou a pressão de tanta "choradeira" do povo e disse a Deus: "Concebi eu porventura todo este povo? Dei-o eu à luz, para que me dissesses: Leva-o ao teu colo, como a ama leva a criança de peito, para a terra que com juramento prometeste a seus pais? Donde teria eu carne para dar a todo este povo? Porquanto choram diante de mim, dizendo: Dá-nos carne a comer. Eu só não posso levar a todo este povo, porque me é pesado demais. Se tu me hás de tratar assim, mata-me, peço-te, se tenho achado graça aos teus olhos; e não me deixes ver a minha miséria" (Número 11:12-15). Quando o pregador é pressionado desta maneira, a sua reação é semelhante à de Moisés. Mas com o tempo o pastor ou dirigente de uma igreja aprende a se esquivar de tais problemas, mas naturalmente, isto se aprende depois de muitos anos no "batente". Antigamente eu perdia noites de sono com alguns problemas que membros de minha igreja me traziam. Eram problemas que estavam além de minha capacidade. Eram questões familiares, tais como: brigas de esposo e esposa; pais que vinham reclamar de um determinado filho rebelde; alguns dizendo que precisavam de emprego; outros que diziam que estavam com falta de dinheiro etc. Ora, esses tipos de questões o pastor ou dirigente de igreja não pode solucionar. Podemos e devemos orar a Deus, e esperar que Ele dê a solução ao problema. Se o pastor ou dirigente de igrejas forem ajudar financeiramente os irmãos pobres, então precisaria de uma fortuna tal como a do Bill Gates ou de qualquer outro bilionário deste mundo. Porém, como é o caso de muitos pastores e dirigentes, eles estão na lista dos mais pobres de suas igrejas. O pastor ou pregador do Evangelho deve aprender que sua principal ocupação é cuidar do rebanho de Deus e procurar ganhar almas para Cristo. Que nós, pastores e pregadores, aprendamos agir como Cristo: "Homem, quem me constituiu a mim como juiz ou repartidor entre vós?" (Lucas 12:14). As dificuldades financeiras e as diferenças sociais é uma realidade, porém, o pastor ou dirigente não pode fazer nada para resolver esta questão. As Sagradas Escrituras dizem que os pobres sempre existirão na terra. Veja Deuteronômio 15:11 e Mateus 26:11.

8. A Pregação

 

Vamos agora falar da pregação. Pregar significa anunciar, divulgar, proclamar em alta voz uma determinada mensagem. Qual é a mensagem que o pregador deve proclamar? A mensagem da Bíblia. A Bíblia e somente a Bíblia que o pregador deve anunciar.

As Sagradas Escrituras é a fonte inesgotável da mensagem de Deus. Suas páginas inspiradas contêm tudo o que precisa o servo de Deus para o desempenho eficiente da missão de pregar. Este maravilhoso Livro apresenta variado material para o abastecimento perene do obreiro: poesia, história, biografia, doutrina, profecia... A Bíblia tem uma palavra adequada para cada ouvinte, em todo o tempo e em qualquer circunstância: é pão para o faminto, água para o sedento, alívio para o amargurado, conforto para o perseguido e luz para o duvidoso.

Não podemos negar o valor da psicologia, da filosofia e da antropologia, mas recorrer a esses valores para convencer o homem de seu estado pecaminoso, é atingir as raias do absurdo!!!
O apóstolo Paulo reconheceu o valor das Escrituras Sagradas, quando disse: "Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente preparado para toda boa obra" (II Timóteo 3:16-17). Jeremias, o profeta do Antigo Testamento, também reconheceu o valor da Palavra do Senhor, quando ouviu de Deus as seguintes palavras: "Não é a minha Palavra como fogo, diz o Senhor; e como martelo que esmiúça a pedra?" (Jeremias 23:29). O famoso rei Davi disse: "Os preceitos do Senhor são retos, e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e alumia os olhos" (Salmos 19:8).
Portanto, não podemos deixar de reconhecer que o Livro Divino contém tudo quanto o pregador ou pastor precisa em seu trabalho.

É muito importante que o pregador examine a sua Bíblia de diferentes modos, evitando assim o enfado ou monotonia e tornando o estudo mais atraente e proveitoso. Deve considerá-la como um todo, procurando vê-la de maneira ampla ou geral, como alguém que, de avião, contempla panoramicamente determinada cidade. A seguir, procure estudar livro por livro, a fim de compreender os ensinos principais, os fatos salientes de cada um deles, inclusive o autor, a data, as circunstâncias históricas, a quem foi dirigida a sua mensagem e com que intento. Depois estude os seus capítulos mais notáveis, os quais apresentam verdades profundas e essenciais. Então procure os textos que se destacam pelo seu valor e profundeza, buscando sempre entender o seu verdadeiro sentido.

9. Tipos De Pregação

 

Todos apreciam a variedade. Em razão disso, o pregador deve esforçar-se para não se escravizar a um só tipo de mensagem, o que prejudicaria o seu trabalho. Porém, ele tem que expor ao povo do Senhor "...todo o conselho de Deus" (Atos 20:27). Nunca esquecer que em determinadas ocasiões, o pregador deve trazer uma mensagem apropriada. EXEMPLO: Num velório, a pregação deve ser mais séria; o pregador deve trazer uma mensagem de esperança às pessoas que assistem. O servo de Deus deve ter sempre em mente que numa ocasião desta, as pessoas estão mais receptivas do que, quando assistem culto em uma festa de aniversário ou de casamento. No livro de Eclesiastes encontramos as sábias palavras do rei Salomão:  "Melhor é ir à casa de luto (velório) do que ir à casa onde há banquete (festa); porque naquela (no velório) se vê o fim de todos os homens, e os vivos (que estão no velório) o aplicam ao seu coração" (Eclesiastes 7:2).
Há vários tipos de sermões, e naturalmente todos eles são úteis, mas aquele que prega o Evangelho deve aprimorar-se no tipo de sermão que mais lhe agrada. Porém, os tipos de sermões mais usados e conhecidos são estes três: TÓPICOS, TEXTUAL E EXPOSITIVO. Vejamos então, através de exemplos, como se desenvolve estes três tipos de sermões:

1º) Tópico: quando um assunto se desenvolve através de comparação de diversos trechos da Bíblia.
 
Muitos pregadores usam este tipo de sermão, pois a vantagem de ser usado facilita com que o pregador apresente um assunto mais completo. Jesus e seus apóstolos fizeram uso largamente deste tipo de sermão.
 
Vamos ilustrar aqui alguns sermões deste tipo:

I - Palavra da Cruz - I Coríntios 1:18-31. 
1) Mensagem do amor divino; 
2) Mensagem da dor ou do sofrimento; 
3) Mensagem do perdão; 
4) Mensagem da vitória.

II - "Vinde" - Lucas 14:15-24.  1) Uma necessidade (do homem);
2) um apelo (de Deus);
3) Uma oportunidade (para todos); 
4) uma responsabilidade (dos que escutam o convite)

III - Símbolo e Realidade - Números 21:1-9. 
A serpente de metal como um perfeito tipo de Cristo: 
1) Providenciada por Deus; 
2) Para socorrer a um povo aflito; 
3) Semelhante, mas distinta; 
4) Levantada;
5) O alvo da fé; 
6) O suficiente.

2º) Textual: quando não apenas o assunto, mas de igual modo os pontos ou divisões são extraídos do próprio versículo.
 
Assim, o pregador analisa mais minuciosamente o conteúdo do texto, explicando as suas verdades, ou salientando as suas frases. As divisões da mensagem correspondem exatamente às cláusulas do versículo sobre o qual está baseada. É de grande utilidade este método, pois consiste na interpretação do texto da maneira mais completa.

Vejamos alguns exemplos de esboços de sermões textuais:

I - A Mensagem do Evangelho - Atos 17:30-31 
1) Divina: "Deus"; 
2) Perdoadora: "Não tendo em conta os tempos da ignorância; 
3) Urgente: "Agora"; 
4) Universal: "A todos os homens, em todo o lugar"; 
5) Definida: "Que se arrependam"; 
6) Responsabilidade dos que a ouvem ou perigo de desprezá-la: "Há de julgar o mundo com justiça".

II - Os verdadeiros seguidores de Cristo - João 10:27-28.
1) Obedientes: "ouvem a minha voz"; 
2) Dedicados: "me seguem"; 
3) Salvos: "dou-lhes a vida eterna"; 
4) Seguros: "nunca perecerão"; 
5) Protegidos: "Ninguém as arrebatará da minhas mãos" 
Ou, ainda, estes outros: 

Baseando-nos no Salmo 9:17, usamos o seguinte esboço de sermão: 
l) Uma classe: os ímpios; 
2) uma punição: serão lançados; 
3) U lugar: o inferno; 
4) Uma atitude: esquecimento de Deus.

Usando Mateus 8:11, pregamos um sermão com as seguintes divisões:
1) A maior garantia - "EU vos digo"; (a palavra infalível de Cristo); 
2) A mais sábia escolha: "virão"; 
3) A mais ampla oportunidade: "do Oriente e do Ocidente" (isto é, todos, a humanidade inteira);
4) O melhor descanso: "sentarão"; 
5) A mais doce companhia: "Abraão, Isaque e Jacó" (todos os remidos); 
6) A mais feliz habitação: "o reino de Deus", o céu. Concluindo, analisamos, por contraste:
7) A mais lamentável tragédia: ser lançado fora (por desprezar o Evangelho).

3º) Expositivo: é uma exegese da Escritura, a análise de um trecho da Bíblia, com maior número de pormenores.
 
Tem sido por certo, o tipo menos popular. Sem dúvida alguma, esse tipo de sermão exige um estudo sério, uma meditação profunda. A essência do sermão expositivo é a explicação detalhada de um trecho das Escrituras Sagradas escolhido pelo pregador. Para este tipo de sermão, exige-se da parte do pregador um cuidado especial, pois, se a exposição do trecho não for bem claro em sua explanação, haverá da parte dos ouvintes uma interrogação ("no ar") pelo fato de não te entendidos a mensagem.

O sermão expositivo possibilita maior conhecimento bíblico tanto para o pregador, como para os ouvintes. É um método rápido e eficaz para o fortalecimento ou edificação da igreja; dá mais honra à Palavra inspirada; a interpretação é mais exata, mais fiel, pois o mensageiro não tem oportunidade de afastar-se do texto sob o impulso da imaginação, e, enfim, a persistência ou hábito no seu uso torna-se uma grande bênção para o obreiro.

Vamos mostrar alguns esboços de sermões bíblicos desta categoria:

I - A Mulher Cananéia - No trecho de Mateus 15:21-28. 
1) Sua posição - estrangeira; 
2) Sua necessidade - a filha enferma; 
3) - Seu embaraço - aparente indiferença de Jesus e repreensão do povo; 
4) - Sua humildade, perseverança e fé; 
5) - Resultado: a cura.

II - Na história do cego de nascença - No capítulo 9 de João. 
1) - Sua condição - cego, mendigo; 
2) - Sua oportunidade: encontrar-se com Jesus; 
3) - Sua atitude - obediência, fé, persistência; 
4) - Sua cura - imediata, completa; 
5) - Sua prova- as oposições; 
6) - Seu testemunho corajoso - vs. 16, 33 e sobretudo o 25.

III - Podemos considerar na parábola do Filho Pródigo (Lucas 15:11-24) as diferentes atitudes do moço ou as suas várias situações. 
1) - Arrogância - "dá-me";
2) - Dissipação - "gastou tudo"; 
3) - Ruína total - padecendo necessidade; 
4) - Humilhação - procurando emprego; Despertamento - "caiu em si"; 
5) - Decisão - voltando ao lar; 
6) - Recompensa - a recepção festiva.

IV - Uma série de condições para se ser salvo encontramos no trecho clássico de Isaías 55:1-8. 
1) - Ter sede; 
2) - Vir a Cristo; 
3) - Receber de graça; 
4) - Não demorar; 
5) - Abandonar a vida pecaminosa.

Creio que o exemplo destes três tipos de pregação é mais do que suficientes para aqueles, que porventura podem aproveitar este estudo.

Obras Bibliográficas usadas neste trabalho: Ajuda a Pregadores Leigos, de Edgar Leitão. Exposição do Novo Testamento, de Walter L. Liefild. A arte de pregar o Evangelho, de Plínio Moreira da Silva

Trabalho elaborado: 
Antônio Carlos Dias 
Bauru, São Paulo 
Rua 12 de Outubro, nº 4-3 
Jardim Bela Vista 
17060-300 Bauru, São Paulo 
Telefone: (014) 232-5025 
E-mail: antodias@uol.com.br 
Fonte: www.palavraprudente.com.br

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A Bíblia

A Bíblia

As maravilhas da Bíblia

 
Texto: II Timóteo 3:16-17 - Salmo 117:2 - Marcos 13:31

Introdução

1. A Bíblia é o Livro dos Livros.
2. É a rocha sobre a qual o cristianismo é construído.
3. É a Declaração de Independência da ignorância e da superstição.
4. É a Proclamação da Emancipação da alma dos homens e mulheres.
5. Quatro grandes homens fizeram muito para dar a Bíblia para todos:
a. John Wycliffe, que traduziu a Bíblia.
b. João Huss, que morreu como um mártir para reivindicar seu direito de ser estudado.
c. Johannes Gutenberg, o primeiro que a imprimiu.
d. Martinho Lutero, que fez dela o tema de sua pregação.
6. Ela é a Palavra inspirada de Deus para o homem.

I. A maravilha de sua revelação divina.

A. O homem tinha que ter uma revelação divina
B. Salmos. 19:1-3
C. A criação precisava saber o que o criador exigia dele / dela (Mal. 3:8; Matt 4:4).
1. De onde ele veio.
2. Sua natureza.
3. Seu propósito em estar aqui.
4. Há algo depois da morte?
D. Deus supriu essas necessidades por meio da revelação.
E. Deus falou (Hb 1:1).
F. Homens Santos escreveram (1 Pedro 1:21;. 2 Tm 3:16, 1 Coríntios 2:12, 13).

II. A maravilha do seu frescor.

A. O homem não se cansa de ler e ouvir suas verdades.
B. Como o azeite da viúva e a comida que alimentou Elias, é uma fonte que nunca seca.
C. Milhões de sermões têm sido pregados de seus textos
D. Milhares de livro e poemas foram inspirados por suas palavras.
E. É mais estudado do que qualquer outro livro.
F. Mais comentários foram escritos sobre ele.
G. Césares, reis, infiéis, modernistas, e ateus têm atacado a implacavelmente, e ela permanece para sempre.
H. Ela é:
1. O pão da vida
2. A água da vida
3. A luz do mundo
4. A espada do espírito
5. A revelação divina de Deus (Salmos 119: 11)

III. A maravilha da sua unidade surpreendente.

A. Ela foi escrita...
1. Em dois continentes
2. Em três idiomas
3. Ao longo de dezesseis séculos.
B. Ela foi escrita...
1. Por quarenta homens, juízes, reis, sacerdotes, profetas? Ministros, pastores, escribas? Soldados, Médico e Pescadores.
C. Foi escrita...
1. Em tendas, masmorras, palácios, desertos, cidades,
D. Ela foi escrita...
1. Em tempos de perigo e alegria
E. A Bíblia trata das mais profundas necessidades do homem.
1. Genesis - a criação e a queda.
2. Antigo Testamento - profecia
3. Evangelhos - base da redenção.
4. Atos - o plano de Deus para salvar o homem
5. Epístolas - como o homem deve viver
6. Apocalipse - a vitória dos remidos sobre o mundo na vinda de Cristo.

IV. A maravilha da sua doutrina única.

A. Suas histórias e biografias são verdadeiras e imparciais.
1. Deus revelou a mentira de Abraão, a rebelião de Moisés, a covardia de Arão, o adultério de Davi e a negação de Pedro.
2. Deus não encobre os seus servos.
B. Sua doutrina sobre o homem é única.
1. Em vez de procurar agradar o homem, a Bíblia informa que o homem está perdido e condenado. Salmos 39:5, Rm. 3:10, 23; Ecl. 7:20.
2. O homem é dependente de Deus. Jer. 10: 23.
C. Sua doutrina sobre o pecado é única.
1. Os homens tendem a ignorá-la, negá-la, minimizá-la, justificá-la.
2. Deus apresenta-o como grave, enganoso, condenável e trazendo a morte.
D. Sua doutrina é autoritária.
1. É a última instância de recurso.
2. Deve resolver todos os problemas religiosos, não deve ser rejeitada. João 12: 48; Matt. 28:18; Rev. 22:18,19.

V. A maravilha de seu poder na vida dos homens

A. A palavra de Deus é viva e eficaz (Hb 4:12).
B. Ela opera, se move, trabalha e salva.
C. Vive porque Deus vive.
D. A Bíblia penetra: ela atinge a profundidade da alma humana e coloca-a nua.
E. É exigente e reveladora: ele explora, descobre e expõe.
F. É o espelho da alma. Tiago 1: 25.

VI. A maravilha do seu poder para salvar.

A. Ela convence os homens do pecado (Atos 2:37,38).
B. Ele conduz o cristão (Rm 8:14;. Ef 6:10-17.
C. Conforta o aflito (2 Tessalonicenses 4:16)

VII. A maravilha da sua sobrevivência.

A. Deus a tem preservado para a humanidade.
B. Este o maior milagre de todos os tempos. É o mais antigo livro completo e confiável da antiguidade. Ela passou pelas fogueiras da perseguição. Ela está manchada com o sangue dos mártires. Ela sobreviveu às devastações da guerra. Ela foi queimada, acorrentada e amordaçada.
C. Homens tentaram corrompê-la, pervertê-la.
D. Seus amigos a abandonaram.
E. Aqueles que professam crer; muitas vezes levam vidas impuras.
F. Ela ainda vive. Pela mão do Deus da Providência permanecerá até que Jesus venha (Mat. 24:35)
G. Porque ela ainda vive, você pode obedecer aos seus mandamentos, viver de acordo com seus ensinamentos; ir para casa ao céu para desfrutar suas recompensas?

Conclusão: A bíblia é a palavra de Deus! Leia sua Bíblia! Ame sua Bíblia! Traga a sua Bíblia para a igreja!

Pr. Aldenir Araújo

terça-feira, 24 de abril de 2012

Um certo judeu chamado Apolo

Um certo judeu chamado Apolo

Introdução

A. Somos apresentados a Apolo em Atos 18:24-28: "E chegou a Éfeso um certo judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, varão eloquente e poderoso nas Escrituras. Este era instruído no Caminho do SENHOR, e, fervoroso de espírito, falava e ensinava diligentemente as coisas do SENHOR, conhecendo somente o baptismo de João. Ele começou a falar ousadamente na sinagoga; e, quando o ouviram Priscila e Áquila, o levaram consigo, e lhe declararam mais pontualmente o Caminho de Deus. Querendo ele passar à Acaia, o animaram os irmãos, e escreveram aos discípulos que o recebessem; o qual, tendo chegado, aproveitou muito aos que pela graça criam. Porque com grande veemência convencia publicamente os judeus, mostrando pelas Escrituras que Jesus era o Cristo"
B. Há muitas lições que podemos aprender com ele.

I. Informações sobre Apolo

A. Quem foi Apolo? (Atos 18:24).
1. Um judeu e segundo as indicações um discípulo de João Batista.
2. Ele nasceu em Alexandria, que era o assento principal do aprendizado hebraico.
a. Naquele tempo a sua biblioteca tinha 7.000.000 volumes.
b. A escola era semelhante à de Gamaliel (Atos 5:34 e 22:3).
3. Apolo era um homem "eloquente".
a. A palavra "eloquente" pode significar tanto um homem hábil no uso das palavras ou um especialista em ideias e pensamentos.
b. Alguns depreciam o valor de uma educação universitária, enquanto outros cultuam no altar da educação superior.
c. Uma educação secular é um meio para um fim, não é essencial para estar a serviço no reino (Atos 4:13).
4. Ele era "poderoso nas Escrituras"
a. As escrituras do Antigo Testamento quer dizer aqui. Sua instrução foi na antecipação do Messias como revelado no Antigo Testamento.
b. Este era o segredo de seu poder e capacidade. Ele conhecia as Escrituras. A educação moderna demonstra uma triste e trágica falta de aprendizagem em qualquer fase das escrituras. O ponto mais fraco na formação moderna está neste ponto exato em que Apolo era "poderoso". Hoje, o poder da pregação tem sido confundido com os expedientes externos da polidez, elegância, personalidade e posição. Mas Apolo era um pregador eficiente, porque ele tinha uma compreensão das Escrituras, a pureza de coração e motivos, e capacidade de proclamar a mensagem. Muitas vezes congregações selecionam seus professores... com base em costumes, a personalidade, ou graus de alguma universidade. Esses expedientes não devem ser desprezados nem esquecidos, mas o essencial é selecionar homens... que são sábios nas Escrituras. Muitos fabricantes de tendas modernos na congregação podem e vão servir muito melhor como um mestre da Palavra do que a chamada pessoa bem-educada que sabe a ciência, mas nunca conheceu, nem se rendeu ao Salvador.
B. O que ele fazia em Éfeso? (Atos 18:25).
1. Apolo era "fervoroso de espírito" (zelo ardente). Ele não estava apenas "passando pelos movimentos".
2. Ele falava e ensinava diligentemente as coisas do Senhor.
a. Ele era cuidadoso em tudo o que sabia.
b. A passagem indica que ele não sabia nada do batismo da Grande Comissão, embora ele soubesse algo da vida e os ensinamentos de Cristo, ele provavelmente não sabia de sua morte, sepultamento e ressurreição.
c. Seu conhecimento era correto, mas estava incompleto.
3. Este bom homem só conhecia o batismo de João.
a. O batismo de João era preparatório (Mateus 11:10; cf. Malaquias 3:1).
b. O batismo de João foi ordenado por Deus (Lucas 7:29-30).
c. Aqueles que obedecem  ao batismo de Cristo confessam a Cristo (Atos 8:37); não é assim com o de João.
d. O batismo de Cristo é, em nome do Pai, Filho e Espírito Santo (Mateus 28:19); não é assim com João.
4. Apolo foi rebatizado? Uma pergunta para as idades. O texto não diz especificamente embora seja provável (cf. Atos 19:1-7).
C. O que aconteceu com ele? (Atos 18:26)?
1. Apolo falava com ousadia, ainda que de forma imprecisa.
2. Ele foi ensinado mais perfeitamente por Áquila e Priscila.
a. Isto ilustra ainda que Apolo não tinha certos fatos a respeito de Jesus e Seu batismo, a semana de encerramento do Seu ministério, Sua morte, sepultamento e ressurreição e ascensão ao céu.
b. Áquila e Priscila ("eles") ensinaram-lhe em particular.
c. Suas ações lançou luz sobre 1 Coríntios 14:34 e 1 Timóteo 2:12.
D. O resto da história (Atos 18:27-28).
1. Ele deve ter sido receptivo ao "mais perfeito" ensino de Priscila e Áquila.
2. Apolo foi altamente recomendado, muito respeitado, e capaz. Apesar de todas as outras qualificações que irmãos podem colocar em cima de um pregador, estas são o que importa.
3. Ele "vigorosamente refutada publicamente os judeus, mostrando pelas Escrituras que Jesus é o Cristo" (Atos 18:28).
a. A palavra "refutava" não significa que ele convenceu-os, mas apenas que ele argumentou-os.
b. Com argumentos fortes ele desmontou todos os argumentos e em efeito silenciou os judeus.
c. Feito publicamente quer na sinagoga ou em debate (cf. Judas 3).

II. O trabalho de Apolo

A. Foi para Corinto (Atos 19:1).
B. Extremamente popular e bem sucedido. Facções surgiram, não por culpa própria (1 Coríntios 1:10-16;. 3:4-8; 4:6).
1. Talvez seja por isso ele não poderia voltar (I Coríntios. 16:12).
2. Talvez os Corintos tivessem escrito solicitando que Apolo fosse enviado para trabalhar com eles. De qualquer forma, Paulo insistiu com Apolo para ir a Corinto. Paulo não tinha medo que Apolo era um líder em sua luta partidária, não tinha animosidade contra ele. Os dois trabalharam juntos. Assim, Paulo exortou Apolo e um grupo de irmãos para ir com ele a Corinto para ajudar a endireitar as coisas lá.
3. Em alguns casos não há desejo de um pregador retornar.
4. Apolo foi bem-sucedido em manter a confiança dos irmãos de Corinto. O que uma observação a respeito dele!

Conclusão
A. Apolo é outro dos heróis desconhecidos da Bíblia.
B. Apolo deveria nos levar a refletir sobre uma série de coisas:
1. O que é mais importante para um pregador - credenciais de faculdade ou um conhecimento do Livro de Deus?
2. Eu sou fervoroso de espírito?
3. Se outros me corrigirem de acordo com a Palavra, eu estaria tão disposto como Apolo a mudar minha pregação?
4. Será que os outros me recomendam como apenas o que eles precisam para ajudá-los?
5. Será que eles querem que eu volte?

Pr. Aldenir Araújo

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Quebrando a Fortaleza dos Pecados Sexuais

boca morango
Texto: I Coríntios 6:12-20

A fim de quebrar a fortaleza dos pecados sexuais, você precisa...

1. Avaliá-lo.

"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm..." (6:12)
O pecado sexual não te beneficiará em nada, porque você tem mais a perder do que ganhar
Se você ceder ao pecado sexual, ele vai...
• Dominar você. "Todas as coisas me são lícitas, mas eu não deixarei dominar por nenhuma delas" (v.12)
“E por que, filho meu, andarias atraído pela mulher licenciosa, e abraçarias o seio da adúltera? Porque os caminhos do homem estão diante dos olhos do Senhor, o qual observa todas as suas veredas. Quanto ao ímpio, as suas próprias iniquidades o prenderão, e pelas cordas do seu pecado será detido" (Provérbios 5:20-22)
Pecados sexuais é um como mestre (v.12), que irá mantê-lo mais do que você quer ficar, pode lhe custar mais do que você quer pagar, te levará para mais distante de Deus do que você deseja ir.
Se você ceder ao pecado sexual, ele vai...
• Marcar você. "Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim" (Salmos 51:2)
Este foi um Salmo de Davi depois de ter caído em pecado sexual com Batseba
O pai do pecado é o diabo, a mãe do pecado é a luxúria, e os filhos do pecado é a vergonha e a morte... é esta a família que você quer participar?
Se você ceder ao pecado sexual, ele vai...
• Bagunçar com você. "Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, embora os membros de Cristo e torná-los membros de uma prostituta? De modo nenhum!” (6:15)
Os pecados sexuais trazem desordem, caos, confusão desordem e dor
Ele traz desordem no corpo de Cristo (o que você faz afeta o resto do corpo de Cristo), porque você está unido a Cristo
"Ou não sabeis que aquele que se une a uma prostituta forma um só corpo com ela? Porque, como se diz, serão os dois uma só carne" (6:16)
Ele traz desordem no relacionamento conjugal (quebrando a unicidade)
O plano de Deus para você é para ganhar
A fim de quebrar a fortaleza dos pecados sexuais, você precisa...

2. Confrontá-lo.

“Os alimentos são para o estômago, e o estômago, para os alimentos; mas Deus destruirá tanto estes como aquele. Porém o corpo não é para a imoralidade, mas para o Senhor, e o Senhor, para o corpo" (6:13)
"E aconteceu depois destas coisas que a mulher do seu senhor pôs os olhos em José, e lhe disse: Deita-te comigo. Mas ele recusou, e disse à mulher do seu senhor: Eis que o meu senhor não sabe o que está comigo na sua casa, e entregou em minha mão tudo o que tem; ele não é maior do que eu nesta casa; e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto és sua mulher. Como, pois, posso eu cometer este grande mal, e pecar contra Deus?" (Gênesis 39:7-9)
Supere suas desculpas
A desculpa do primeiro século: "O alimento é para o estômago e o estômago para os alimentos" (v.13)
Talvez você já ouviu estas desculpas na sua mente:
• Usar a pornografia é uma saída sexual saudável para reprimir o stress.
• Sem problema. Eu não estou olhando para coisas realmente ruins.
• Falar com as pessoas em salas de chat me ajuda a sentir melhor comigo mesmo.
• O cybersex pode adicionar emoção à minha vida sexual com meu esposo ou esposa.
• É um mundo de fantasia. Ninguém se machuca.
• Eu dou aos outros o tempo todo. Eu preciso de algo para mim.
• Se meu esposo ou esposa fosse mais sensível, eu não precisaria disso
Você vai participar de tudo o que tolerar
A fim de quebrar a fortaleza dos pecados sexuais, você precisa...

3. Fugir dele.

"Fugi da prostituição..." (6:18)
"Afasta para longe dela o teu caminho, e não te aproximes da porta da sua casa" (Provérbios 5:8)
Porque fugir da imoralidade?
Porque o seu corpo pertence a Deus
“Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo" (6:19-20)
Seu corpo foi emprestado a você por seu Pai celeste, se atreverá a leva-lo de volta com danos?
Como o carro emprestado de seu Pai, ele espera que você o leve de volta sem danos.
“José fugiu e ganhou um reino, Davi não fugiu e perdeu o seu reino”. O que você está esperando?
A fim de quebrar a fortaleza dos pecados sexuais, você precisa...

4. Morrer de fome.

“Porque fostes comprados por bom preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo" (6:20)
"então a concupiscência, havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte" (Tiago 1:15)

Três condições que nos torna vulneráveis ​​à tentação:

*Acessibilidade. “nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado como instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como redivivos dentre os mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça” (Romanos 6:13)
Manter-se afastado de pessoas, lugares e coisas
* Sigilo. "A noite é passada, e o dia é chegado; dispamo-nos, pois, das obras das trevas, e vistamo-nos, pois, das obras das trevas, e vistamo-nos das armas da luz. Andemos honestamente, como de dia: não em glutonarias e bebedeiras, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e inveja. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo; e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências" (Romanos 13:12-14)
O pecado sexual é uma semente que cresce melhor na escuridão.
Trazê-lo para a luz do dia, onde suas ações são abertas para todos verem, a tentação perde seu poder.
* Desejo pecaminoso. A sexualidade humana não é um pecado, é um dom de Deus
Seja grato pelo que Deus lhe deu.
O verdadeiro problema com a sensualidade são os impulsos lascivos.
O que impulsiona o pecado tem sua fonte na nossa natureza pecaminosa ou "carne" e é chamado de "desejos carnais" (1 Pedro 2:11) e "o desejo da carne" (Gálatas 5:16).
O teólogo Fredrick Buechner dá-nos talvez a definição mais precisa da luxúria: "A luxúria é o desejo para o sal de um homem que está morrendo de sede"

Pr. Aldenir Araújo

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O que é cair no Espírito?

cair no Espirito

Cair no Espírito é um fenômeno que ocorre nas igrejas pentecostais. Supostamente o que acontece é quando um cristão é tão impactado pelo Espírito Santo que ele ou ela cai no chão e fica incapacitado por um tempo. Se é ou não um fenômeno legítimo não podemos determinar. Há registros de tais ocorrências em todos os tipos de igrejas ao longo dos últimos cem anos, mas se este é ou não um ato de Deus ou puro emocionalismo, não podemos dizer com certeza.


Normalmente, cair no espírito ocorre em um culto na igreja depois de um período de cânticos e pregação onde a congregação é, aparentemente, levada a um lugar de fervor emocional. O povo vem para a frente para receber uma bênção especial, muitas vezes com o propósito expresso de cair no espírito. O pregador então toca a pessoa que cai para trás, e é pego pelos participantes ou diáconos que estão lá para evitar ferimentos resultantes da queda.


Sem dúvida há pessoas que estão tão emocionalmente prontas para qualquer experiência espiritual que elas podem convencer a si mesmas que estão caindo no espírito e eles caem na primeira fila dado por um pregador. Isto é especialmente provável em um culto na igreja concebido para aumentar o nível emocional dos participantes.


É real? Não podemos dizer de qualquer maneira. Certamente há ocorrências falsas, mas é certamente possível que o Espírito Santo pode vir sobre uma pessoa com tal força que a pessoa cai. Mas, biblicamente, tais ocorrências são de cair para frente e são acompanhados com prostração humilde.
Gênesis 17:3, "Então caiu Abrão sobre o seu rosto, e falou Deus com ele, dizendo".
Números 16:20-22: "Então disse o senhor a Moisés e a Arão: Apartai-vos do meio desta congregação, para que eu, num momento, os possa consumir. Mas eles caíram com os rostos em terra, e disseram: Ó Deus, Deus dos espíritos de toda a carne, pecará um só homem, e indignar-te-ás tu contra toda esta congregação?”
1 Reis 18:39, "Quando o povo viu isto, prostraram-se todos com o rosto em terra e disseram: O senhor é Deus! O Senhor é Deus!".
Apocalipse 1:17-18: "Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último, e o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo pelos séculos dos séculos; e tenho as chaves da morte e do hades”


Devemos sempre usar a Bíblia ao tentar verificar se algo que está ocorrendo na igreja é bíblico. Vemos nas Escrituras que sempre que a presença de Deus vem sobre uma pessoa, a pessoa se humilha a tal grau que ela inclina a cabeça para baixo e muitas vezes se prostra. Isto não é o mesmo que participar de um culto emocional que as pessoas são conduzidas a um nível elevado de excitação, sendo então chamadas a frente para receber uma "bênção especial", e o pregador toca sua testa para que você possa cair para trás.


Devemos ser muito cautelosos, por três razões.


Primeiro, não queremos menosprezar o movimento real do Espírito Santo. É certamente possível que a presença de Deus pode derrubar uma pessoa.


Segundo, nós não queremos substituir a presença de Deus com emocionalismo.


Em terceiro lugar, devemos considerar os incrédulos. Nós não queremos faze-los tropeçar com comportamentos que podem ser nada mais do que explosões emocionais.


Pr. Aldenir Araújo

Cair no Espírito, o que a bíblia diz?

cair no espirito
Neste artigo, detenhamo-nos ao fenômeno do "cair no "Espírito", como vem sendo caracterizado, começou a ganhar notoriedade a partir de 1994. Neste ano, a Igreja Comunhão da Videira do Aeroporto de Toronto, no Canadá, passou a ser visitada por milhares de crentes, todos à procura de uma bênção especial. Ao contrário das demais igrejas pentecostais, que buscam preservar a ortodoxia doutrinária, a Igreja do Aeroporto, como hoje é conhecida, granjeou surpreendente notoriedade em virtude das manifestações que ocorriam em seu cultos.

Dizendo-se cheios do Espírito, os frequentadores dessa igreja começaram a manifestar-se de maneira estranha e até exótica. Em dado momento, todos punham-se a rir de maneira incontrolável; alguns chegavam a rolar pelo chão. Justificando essa bizarra, alegavam tratar-se de santa gargalhada. Ou gargalhada santa? Outros iam mais longe: não se limitavam ao estrepitoso dos risos; saíam urrando como se fossem leões; balindo, como carneiros, ou gritando, como guerreiros, e ainda outros "caíam no Espírito".

À primeira vista, tais manifestações impressionam. Impressionam, apesar de não contarem com necessário respaldo bíblico. Entretanto, não devemos nos deixar arrastar pelas aparências, nem pelo exotismo desses "fenômenos". Temos de nos posicionar segundo a Bíblia que, não obstante os modismos e ondas, continuam a ser a nossa única regra de fé e conduta.

O cair no Espírito na Bíblia

Nas Sagradas Escrituras, o cair no Espírito não chega a ser um fenômeno: é mais uma reação reverente diante do sobrenatural. Registram-se apenas, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, 11 casos de pessoas que caíram prostradas, com o rosto em terra, em sinal de adoração a Deus: são episódios isolados. Não têm foro de doutrina, nem argumentos para alicerçar um costume nem para reivindicar uma liturgia; não podem sacramentar alguma prática. Afinal, reação é reação; apesar de semelhantes. Diferem entre si. Como hão de fundamentar dogmas de fé?

Verificamos, pois, em que circunstâncias deram-se os diversos casos de cair por terra nos relatos bíblicos.

A força de uma visão nitidamente celestial

As visões, na Bíblia, tinham uma força impressionante: agitavam, enfraqueciam e até deixavam por terra homens santos de Deus. Que o diga Daniel. Já encerrado o seu livro, o profeta registra esta formidável experiência: "Fiquei pois eu só a contemplar a grande visão, e não ficou força em mim; desfigurou-se a feição do meu rosto, e não retive força alguma. Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo o som das suas palavras, eu caí num profundo sono, com o rosto em terra." Dn 10:8-9

Em sua primeira visão, Ezequiel também se assusta com o que vê. Ele se apavora: "...Este era o aspecto da semelhança da glória do Senhor; e, vendo isso, caí com o rosto em terra, e ouvi uma voz de quem falava." Ez 1:28. Sem liturgia, ou intervenção humana, o profeta prostra-se todo, e quem não haveria de prosternar? Mesmo o mais forte dos homens, não se agüentaria diante de tamanho poder e glória. Recurvar-se-ia; lançar-se-ia com o rosto em terra.

Mais, encontraremos Ezequiel outro caso de prostração: "Então me levantei, e saí ao vale; e eis que a glória do Senhor estava ali, como a glória que vi junto ao rio Quebar; e caí com o rosto em terra." Ez 3:23. Quem não cairia ante as singularidades da glória de Deus? Quem a resistiria?

Já no final de seus arcanos, Ezequiel vê-se constrangido a comportar-se de igual maneira: "E a aparência da visão que tive era como a da visão que eu tivera quando ele veio destruir a cidade; eram as visões como a que tive junto ao rio Quebar; e caí com o rosto em terra." Ez 43:3.

Nesses casos, as visões divinas foram tão fortes que levaram tanto Ezequiel como Daniel a caírem por terra. Noutras ocasiões, porém, a ocorrência de visões, igualmente poderosas, não provocou alguma prostração. Haja vista o caso de Isaías. Embora se mostrasse aterrorizado e compungido com a visão do trono divino, não se menciona ter o profeta caído por terra. Isto significa que as experiências, embora semelhantes, possuem suas particularidades e idiossincrasias, isto é, cada experiência, ou encontro com Deus, é única. Seria tolice pretender repeti-las para que a sua repetição adquirisse foros de doutrina.

Como os legítimos representantes de Deus portaram-se quando alguém caía por terra?

Ao contrário dos que hoje portam-se como deuses diante de virtuais casos de prostração, os apóstolos de Cristo jamais aceitaram tal deferência. Em todas as instâncias, procuravam sempre glorificar o nome do Senhor. Em casos semelhantes, até mesmo anjos agiram com reconhecida e santa modéstia.

Tendo Pedro chegado à casa de Cornélio, a primeira reação deste foi cair de joelhos do apóstolo: "Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que também sou homem." At 10:25-26. O que fariam os astros do evangelismo nos dias atuais? Humilhar-se-iam como apóstolo? Ou usariam o evento para incrementar o seu marketing pessoal? Nem mesmo um poderoso anjo se aproveitou da ocasião para atrair a si as glórias devidas somente a Deus. O relato é de João: "...prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar. Mas ele me disse: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus." Apocalipse 22:8-9.

O anjo bem sabia que o apóstolo prostrara-se aos seus pés por uma circunstância bastante especifica: não há ser humano que não extasie diante do sobrenatural. A aparição de um ente celestial sempre perturbou os pobres mortais. Nos dias dos juízes, acreditava-se que a visão de um anjo significava morte certa. Por isso, a primeira reação de uma pessoa ao ver um anjo era curvar-se diante do ser angelical. Quem poderia resistir a tanta glória?

Os anjos, porém, recusavam tal deferência. Houve ocasiões em que o anjo do Senhor aceitou elevadas honrarias. Como conciliar tais questões? No A.T., sempre que isso ocorria, era devido à presença de um ser especial, que alguns teólogos não vacilam em apontar como a pré-encarnação de Cristo. De uma forma ou de outra, os anjos eram santos suficientemente para agir com modéstia e humildade, tributando a Deus todo o poder e toda a glória.

Que esta também seja a nossa postura! Quando, por alguma circunstância, alguém cair a nossos pés, levantemo-o para que tribute a Deus, e somente a Deus, toda a honra e toda a glória, e jamais, sob hipótese alguma, induzamos alguém a prostra-se com o rosto em terra, pois isto contraria a ética e a postura que homem de Deus deve ter.

O impacto de um encontro com Deus

Além das visões, certos encontros com Deus, tanto no Antigo como no Novo Testamento, levaram à prostração. Mencione-se, por exemplo, o que aconteceu a Saulo no caminho de Damasco. O encontro com Jesus foi tão formidável, que forçou o implacável perseguidor a cair por terra, e a reconhecer a autoridade e a soberania do Filho de Deus: "e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?" Atos 9:4.

Como nos casos anteriores, nada havia sido programado. Saulo foi levado a recurvar-se, em virtude da sublimidade do Senhor Jesus. Noutras ocasiões, porém, os encontros com Deus deram-se de maneira suave. A entrevista de Natanael com Jesus é um exemplo bastante típico dessa suavidade tão santa.

Quer dizer também do encontro de Gideão com o anjo do Senhor? Ou do encontro de Jeremias com Jeová? Este encontro veio na medida certa; veio de acordo com o caráter suave e melancólico do profeta. Tivesse, porém, Jeremias o temperamento colérico de Paulo, certamente o Senhor teria agido com impacto, para que o vaso fosse quebrado e moldado conforme sua vontade. Como se vê, as experiências variam de acordo com as circunstâncias e a personalidade das pessoas envolvidas no plano de Deus.

A autoridade do nome de Cristo é mais que suficiente para fazer que todos os joelhos se dobrem diante dele; aliás, chegará o momento em que todos os seres, quer nos céus, quer na terra, quer sob a terra, hão de se curvar diante da infinita grandeza do nome do Senhor Jesus: "Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.." Fp 2:9-11.

Na noite de sua paixão, o Senhor demonstrou grande era a sua autoridade: "Quando, pois, (Jesus) lhes disse: Sou eu, recuaram e caíram por terra" Jo 18:6. Ao contrário dos casos anteriores, nessa passagem, quem cai por terra são os ímpios. Recurvam-se estes não em sinal de reverência a Deus, mas em razão da autoridade e soberania irresistíveis de Cristo.

Caso semelhante ocorreu com Ananias e Safira. Ambos caíram por terra em decorrência de sua iniqüidade: "Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço do terreno? Enquanto o possuías, não era teu? e vendido, não estava o preço em teu poder? Como, pois, formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E grande temor veio sobre todos os que souberam disto." At 5:3-5

Casos como esses não são raros. Em nossos dias, muitos são os ímpios que, por se levantarem contra os escolhidos do Senhor, caem por terra e, à vezes, fulminados.

Noutras ocasiões, porém, o Senhor revelou-se de maneira tão suave, que se fez homem diante dos homens. Que encontro mais doce do que aquele que se deu junto ao poço de Jacó? O Senhor revela-se de maneira surpreendentemente afável à mulher samaritana. E a experiência de Nicodemos? Ou a de Zaqueu?

Nas efusões do Espírito Santo de Atos dos Apóstolos houve casos de prostração?

Na ânsia de justificar o cair por terra que, como já dissemos tem de ser visto como episódio e não como histórico, muitos teólogos chegam a colocar tal reação como se fora uma das evidências da plenitude do Espírito Santo. Que pode haver prostração durante a efusão do Espírito, não o negamos. Pode haver, mas não tem de haver necessariamente, nem precisa haver para que se configure o derramamento do Espírito Santo. A prostração não pode ser vista como evidência, mas como uma reação ocasional e esporádica.

Nos diversos casos de efusão do Espírito Santo, nos Atos dos Apóstolos, não se observou algum caso de prostração. No dia de Pentecostes, segundo no-lo notifica o minucioso evangelista Lucas, estavam todos assentados no cenáculo (At 2:2). Na casa de Cornélio, onde o Espírito foi derramado pela primeira vez sobre os gentios, também não se observou o cair por terra (At 10:44-47). Entre os discípulos de Éfeso também não se registrou alguma prostração (At 19:6).

Em todos esses casos, porém, a evidência inicial e física do batismo no Espírito Santo fez-se presente. Concluí-se, pois, que não se deve confundir evidência com reação. A evidência é a mesma em todos os que recebem a plenitude do Espírito Santo. A reação, todavia, varia de pessoa para pessoa.

Mesmo quando o lugar santo tremeu, não se observou caso algum de prostração (At 4:31). Poderia ter havido? Sim, mas não necessariamente.

Conclusões

Do que até agora vimos acerca do "cair no Espírito", podemos tiras as seguintes conclusões, tendo sempre como base as Sagradas Escrituras:

1. Não se deve realçar a experiência, nem guinda-la a uma posição superior à da Palavra de Deus. A experiência é importante, mas varia de pessoa para pessoa; cada experiência é uma experiência; tem suas particularidades. A experiência tem de estar submissa à doutrina, e não há de modificar-se, por mais extraordinária que seja, nenhum artigo de fé.

2. O cair por terra não deve ser visto como evidência da plenitude do Espírito Santo, nem como sinal de uma vida consagrada. A evidência do batismo no Espírito Santo são as línguas estranhas; e a vida consagrada tem como característica o fruto do Espírito. O cair por terra pode ser admitido, no máximo, como reação esporádica de alguma visitação dos céus. Se provocado, ou repetido, deixa de ser reação para tornar liturgia.

3. Caso ocorra alguma prostração, deve-se fazer as seguintes perguntas: 1) Qual a sua procedência? 2) Teve como objetivo promover o homem ou glorificar a Deus? 3) Foi usada para catalisar a atenção dos presentes? 4) Foi provocada por sopros, toques ou por algum objeto lançado no auditório? 5) Houve sugestão coletiva? 6) Prejudicou a boa ordem e a decência da igreja? 7) Conta com o respaldo bíblico suficiente? 8) Tornou-se o centro do culto?

4. Devemos estar sempre atentos, pois o adversário também opera sinais espetaculares com o objetivo de enganar os escolhidos: "porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos." Mt 24:24

5. Nos diversos exemplos de prostração que fomos buscar na Bíblia, observamos o seguinte: Os personagens que se prostraram, ou foram prostrados, em virtude de alguma experiência sobrenatural, caíram para frente, e não para trás, como está ocorrendo hoje em algumas igrejas. Não era algo programado, nem ministro algum os induzia a cair, ou seja, ninguém precisou soprar neles ou neles tocar para que caíssem. Tais modismos têm levado a irreverência e a bizarra ao seio do povo de Deus. Há alguns que se tornaram tão ousados que jogam até seus paletós a fim de provocar prostrações coletivas. Isto é um absurdo! É antibíblico!

6. Os casos de prostração narrados na Bíblia deram-se em virtude da reverência e temor que os já citados personagens sentiram ao presenciar a glória divina. No N.T. o termo usado para prostração é pesotes prosekinsan que, no original, significa: cair por terra em sinal de devoção. Em Apocalipse 5:14, a expressão grega aparece para mostrar os anciãos prostrados aos pés do Cristo glorificado.

7. Voltemos à questão. Pode acontecer prostração numa reunião evangélica? Pode, mas não tem de acontecer necessariamente, pode, mas não precisa acontecer, nem ser provocada. Caso aconteça, deve ser encarada como reação e não como fato doutrinário. John e Charles Wesley, por exemplo, experimentaram um poderoso avivamento, mas jamais elevaram suas experiências à categoria de doutrina. As heresias nascem quando se supervaloriza a experiência em detrimento da doutrina. Não devemos nos esquecer de que algumas das mais notáveis heresias deste século, como a Igreja Só Jesus, nasceu em pleno período de avivamento.

8. De certa forma, todo avivamento provoca extremismos. Cabe-nos, porém, buscar o equilíbrio tão necessário à Igreja de Cristo. Era o que ocorria em Corinto. Não resta dúvida de que os irmãos daquela comunidade cristã haviam recebido forte visitação dos céus. Tiveram, todavia, de ser doutrinados e disciplinados. A esses irmãos escreveu Paulo: "32 pois os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas; porque Deus não é Deus de confusão, mas sim de paz. Como em todas as igrejas dos santos." I Co 14:32-33

Finalmente, jamais devemos abandonar a Bíblia. Ênfases, como cair no Espírito, hão de surgir sempre. Não devemos nos impressionar com elas; tratemo-las com o devido equilíbrio. Pois o equilíbrio bíblico e teológico há de manter a igreja de Cristo em permanente avivamento, e o verdadeiro avivamento não extingue o Espírito, mas sabe como evitar os excessos.

Pr. Claudionor Corrêa de Andrade