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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Princípios para uma grande colheita

Princípios para uma grande colheita

Tema: Missões

 

Texto: João 4:27-42

 

Introdução: Estamos vivendo hoje no momento mais emocionante da história humana. Há mais pessoas vivas hoje do que jamais houve. Há potencial para literalmente milhões de almas serem colhidas no reino. Jesus experimentou uma colheita de almas em Sicar na Samaria. A partir deste encontro com a mulher samaritana, podemos vislumbrar alguns princípios de colheita.

 

Sete coisas que devemos fazer para uma grande colheita:

I. Estar disposto a quebrar a tradição. (v 27)

A. Jesus abordou a mulher samaritana: Embora fosse contra sua tradição. Ele corria o risco de ser mal interpretado, criticado ou até mesmo ceder à aparência do mal.

B. Ele expressou sua vulnerabilidade a esta mulher: Ele lhe pediu água. Este foi o ensinamento de sua vida: sendo Deus, ele se tornou homem.

II. Esteja aberto para o Espírito Santo e seus dons. (v 29)

A. O que garantiu a fé da mulher? Jesus disse-lhe algo que ele não poderia saber naturalmente. Ele estava se movendo no poder do Espírito Santo. A palavra de conhecimento (1 Coríntios 12:8).

B. A pregação do evangelho deve ser acompanhada da manifestação do poder de Deus (1 Coríntios 2:4, Marcos 16:20) O poder de Deus manifestado é um sinal que leva os incrédulos a Deus. Isso faz com que eles caiam de joelhos dizendo que Deus está entre vós (1 Coríntios 14:23-25)

C. Ela teve um encontro que resultou em um testemunho: A cidade chegou a Jesus por causa de seu testemunho (v 39)

III. Espere uma grande satisfação. (v 31-32)

A. A colheita era a comida de Jesus: Ganhar essa mulher e a aldeia de Sicar era alimento para Jesus. O alimento é para o sustento, prazer e saúde. Jesus estava prosperando neste alimento.

B. Não devemos contentar com o segundo melhor: Os discípulos estavam bem intencionados, mas não podia ver o que estava acontecendo. O inimigo do melhor não é o pior, mas o segundo melhor, as coisas boas que não são a vontade de Deus.

IV. Fazer a vontade de Deus e sua obra. (v 34)

A. A vontade de Deus é a colheita: não é a sua vontade que alguém pereça (2 Pedro 3:9)

B. Jesus estava interessado em completar a vontade de Deus: Não é o suficiente começar, mas terminar. Na cruz, ele disse: “Está consumado”. Paulo disse: 2 Timóteo 4:7 “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé”.

V. Saber que agora é a hora. (v 35a)

A. Não quatro meses à frente: O natural seria assim. Alguns dizem que isso foi por volta de dezembro a safra que acabara de ser plantada e a colheita estava distante 4 meses, perto da Páscoa. A ceifa é o fim dos tempos (Mateus 13:39).

B. Outros podem ter semeado, vamos colher: Houve uma fundação, mesmo entre os samaritanos para compreender o evangelho. Ela disse que Jacó era o pai dela, ela sabia que o Messias viria. Jesus foi colhendo com isso. A colheita é o fim dos tempos. Amós 9:13, o ceifeiro será ultrapassado pelo lavrador (v 36b, semeador e ceifeiro feliz juntos).

VI. Ter visão para isso. (v 35b)

A. Abra os olhos: Os discípulos não podiam ver isso. Necessidades prementes cegam para as grandes coisas acontecendo.

B. A visão é crucial: Sem ela, perecemos (Provérbios 29:18). No natural são os nossos olhos (Mateus 6:22-23).

VII. Prepare-se para ser abençoado. (v 36)

A. O ceifador recebe salários: O Senhor da messe é um bom pagador. Podemos esperar uma grande bênção na colheita.

 

Conclusão: A interação de Jesus com a mulher samaritana nos ensina estes princípios da colheita. Será que estamos preparados para entrar na colheita, para reconhecer o tempo e dedicar nossas vidas ao Senhor da messe?

 

Provérbios 10:5 “O que ajunta no verão é filho prudente; mas o que dorme na sega é filho que envergonha”.

 

Veja também: “Levantai os vossos olhos e vede as terras”

 

Pr. Aldenir Araújo

terça-feira, 9 de abril de 2013

Ide e Pregai, a ordem de Deus para a igreja

Ide e Pregai, a ordem de Deus para a igrejaTexto: Mateus 28:16-20

 

Ponto da mensagem: Deus nos escolheu para ser mensageiros do seu Evangelho.

 

Passagem suplementar: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra" (Atos 1:8 )

 

Introdução: Relacionar história pessoal de compartilhar o Evangelho com alguém.

I. Autoridade

a. Jesus tem autoridade para nos dizer o que fazer

b. Uma vez que Ele nos disse, temos a autoridade de contar aos outros a Boa Nova.

c. Nós ficamos ansiosos, pensando que nós não vamos conseguir.

d. É o Espírito Santo que salva alguém, não você.

II. Ide

a. Usado como uma diretriz para as agências missionárias

b. Poderia ser traduzida como "à medida que você está indo"

c. Começar com a sua família, seus vizinhos, então as pessoas que você vê regularmente.

d. Saia da sua zona de conforto; peça para orar pela garçonete em um restaurante, ir a uma viagem missionária, etc.

III. Pregar

a. Comunicar verbalmente a Verdade do Evangelho

b. Viver uma vida santa diante de alguém, mas nunca lhes pregar a verdade não é o suficiente.

c. Você tem vivido uma vida que torna impossível pregar para alguém a verdade?

Talvez você precise fazer algumas reparações para obter esse direito

 

Conclusão: Fale para alguém do evangelho durante esta semana. Ore para que o Espírito Santo lhe dê as palavras e a compaixão para compartilhar o Evangelho.

 

Pr. Aldenir Araújo

sábado, 15 de setembro de 2012

Um coração para Deus - Uma Visão para o Mundo

Um coração para Deus - Uma Visão para o Mundo

Tema: Missões

 

Texto: Lucas 24:45-49

 

Introdução: Você sabe onde você estaria hoje sem o evangelho?

Se alguém não lhe tivesse dito a respeito de Jesus, você estaria separado de Deus, vivendo sem a Sua ajuda, e diante da perspectiva de Seu julgamento justo após a morte. Infelizmente, é aí que a maioria das pessoas no mundo está hoje. Sua esperança está em Jesus porque Ele é o único caminho para ir ao Pai (João 14:6), mas muitos nunca ouviram falar dele.

 

É por isso que os crentes devem ter um coração para Deus e uma visão para o mundo. A ultima direção que Cristo deu à Sua Igreja foi, "Vós sois testemunhas destas coisas" (Lucas 24:45-49). Tal como eles, devemos nos lembrar de que sempre que Deus planta uma visão em nossos corações, Ele tem um propósito e uma bênção em mente. Se nós dermos o primeiro passo de obediência, o Senhor vai nos levar para o segundo e fornecer tudo o que precisamos.

I. Quais as características de um coração para Deus?

A. Um desejo de conhecê-lo - Quando você tem um coração para Deus, você experimenta um desejo insaciável de conhecê-Lo. Não é uma questão de fatos de aprendizagem, mas sim uma busca de uma relação cada vez mais pessoal com ele.

B. Um desejo de obedecer a Ele - À noite antes da Sua crucificação, Jesus disse aos seus discípulos: "Se me amais, guardareis os meus mandamentos" (João 14:15). O amor genuíno por Cristo sempre resulta em obediência. Como crente você deve sempre estar totalmente entregue a sua vontade, em todos os aspectos de sua vida.

C. Um desejo de compartilhar dEle - Se você está realmente dedicado a Jesus, você vai querer contar aos outros sobre Ele, porque Cristo não chamou seguidores de uma fé privada. Em vez disso, Ele disse: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" (Marcos 16:15).

II. Deus quer que todas as pessoas ouçam o evangelho.

Lembre-se: "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16). O Senhor quer que todos saibam a verdade (1 Timóteo 2:3-5). É por isso que Ele pacientemente continua a chamar as pessoas a Ele para que nenhum pereça (2 Pedro 3:9).

Porque Jesus pagou nossa dívida do pecado, nos foi dada uma obrigação ao longo da vida, para espalhar a boa notícia, "até aos confins da terra" (Atos 1:8). Embora Deus é o único que pode abrir o coração de uma pessoa para o evangelho, nosso trabalho é dizer lhes sobre Jesus.

III. O plano de Deus é uma igreja missionária.

Uma vez que o Senhor encarregou os crentes com a mensagem, nós sabemos que Ele tem um plano para realizá-lo. Trata-se de três partes:

A. A Pessoa de Jesus Cristo - Ele é o único que ofereceu a sua vida como uma expiação substitutiva pelos nossos pecados. Por Sua autoridade divina, Jesus nos ordenou a contar aos outros sobre sua oferta de perdão.

B. O Poder - Conhecer o trabalho estava além de nós, Jesus enviou o Seu Espírito Santo para viver dentro dos crentes, capacitando e equipando-os para realizar a tarefa de testemunhar ao mundo (Lucas 24:49).

C. Seu Programa - Porque Deus ama a todos sobre a terra, Ele deseja que não seja deixado nenhum lugar sem evangelizar. O plano foi posto em movimento com apenas 12 homens que levaram milhares fielmente para a salvação, e hoje, milhões de pessoas conhecem a Jesus como Senhor.

IV. O que exatamente significa uma igreja missionária?

Uma igreja disposta a cumprir a Grande Comissão

A. Tem uma visão para o mundo, não apenas sua própria cidade.

B. Responde obedientemente através do envio de missionários.

C. Claramente proclama a mensagem de Cristo para a redenção.

D. Desafia aqueles que são chamados por Deus para levar a mensagem onde quer que Ele envie.

E. Dá suporte aqueles que são chamados para o campo missionário.

 

Conclusão: O plano de Deus está em movimento. Em todo o mundo, as pessoas estão sendo salvas, as igrejas estão sendo estabelecidas, e os missionários estão sendo enviados. Como crente você tem três opções possíveis hoje: Você pode entrar no campo da missão; evangelizando o lugar onde você vive ou ao redor do mundo - apoiar financeiramente aqueles que vão, ou orar sem cessar por eles. Nós todos temos um papel essencial a desempenhar, por isso pergunte ao Senhor como Ele quer que você esteja envolvido.

 

Pr. Aldenir Araújo

segunda-feira, 9 de julho de 2012

A missão

A missãoTexto: João 15:16

 

Introdução: A vida se tornará mais significativa e gratificante se entendermos que estamos aqui para uma missão. Nossa existência não é um acidente. Na verdade, somos parte do plano mestre de Deus. Ser um agente de Deus é a sua missão.

João 15:16 Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda”

 

A partir do texto acima, existem cinco elementos do chamado de Deus.

 

I. Capacitação - Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei..."

A capacitação: Quando Deus escolheu os pássaros para voar, Ele os equipou com asas. Quando Deus nos chama para fazer uma tarefa, Ele nos dará poder.

A nossa capacitação e ordenação vem de Deus. Você não tem que esperar algum rito de ordenação formal para iniciar o compartilhamento de Jesus para seus amigos e vizinhos. Depois de se tornar um cristão, você se torna um missionário de Deus para compartilhar seu amor para o seu círculo de influência.

 

II. Ganhar almas - “... para que vades...”.

A missão: A batida do coração de Deus é ganhar almas. Deus tem apenas um Filho. Mas ele enviou Jesus para ser o primeiro missionário para o mundo.

Jesus disse: Marcos 16:15 “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a todas criatura”

Esta é a Grande missão de cada crente de Cristo. Você também pode encontrá-la em Mateus 28:19-20. Esta é a nossa autoridade e missão, que devemos ir e ganhar almas para Deus.

Se você não está ganhando almas para Deus, então você está perdendo um dos propósitos de Deus para nossas vidas que é trazer as pessoas para Jesus.

 

III. Frutíferos - “... e deis fruto...”.

A frutificação: A alegria do chamado de Deus é ver alguém que nasceu para a Família de Deus através do nosso testemunho.

Em João capítulo 15, Jesus explica a importância de estar ligado a Deus para que nos tornemos pessoas frutíferas. Ele explica que como os ramos estão mortos se não estiverem ligados à videira, assim também estamos sem vida e inúteis, sem Deus. Sem Deus, não somos nada.

A frutificação é parte do plano de Deus para nós. Na verdade, a primeira ordem de Deus para toda a criação foi que cada um produzisse segundo sua própria espécie. Os cristãos devem reproduzir outros cristãos. Os crentes em Jesus devem reproduzir através da partilha de Jesus ao mundo.

Uma vez que obedecemos a esta ordem, a nossa vida se tornará cheia de satisfação, alegria e emoção.

João 15:11 Tenho-vos dito isto, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo”

A oração é sempre parte de ganhar almas. E ao compartilhar o evangelho com os outros em oração, nós certamente teremos boa colheita.

Salmos 126:5 “Os que semeiam com lágrimas segarão com alegria”

 

IV. Cultivo - “... e o vosso fruto permaneça...”.

O cultivo: Deus quer que sejamos pais responsáveis no Senhor. Nós devemos cuidar de nossos filhos espirituais na fé. Nós os geramos espiritualmente e não devemos abandona-los depois do nascimento. Nós temos que discipliná-los e ensiná-los para que possam crescer no conhecimento de Deus e se tornarem missionário também como nós.

 

V. Bênção - “... a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda”.

 

A bênção: Sempre haverá bênçãos quando obedecemos ao chamado de Deus

 

Pr. Aldenir Araújo

 

sábado, 4 de dezembro de 2010

Avivamento missionário

Avivamento missionárioTema: Missões

 

Texto: Atos 1

 

Introdução: Acredito que um crente só faz missões ou só evangeliza, ganhando vidas para Cristo, quando sua vida esta avivada. Porém, muitos tem experimentando um vazio espiritual muito grande, no que se refere a obra missionária. Sei que muitos aqui já devem ter escutado pregações ou participado de estudos bíblicos sobre o tema missões, porém o que realmente precisamos é experimentar em nossas vidas um avivamento missionário.

Mas quero inicialmente, definir o que é um avivamento missionário? Um avivamento missionário é aquela experiência que temos com o Espírito que nos leva a renovarmos um sentimento ardente de amor pelos perdidos. A tarefa missionária só é eficaz quando temos em nosso coração um sentimento de amor pelas almas.

“O missionário R.L. Stevenson passou os últimos anos de sua vida em Samoa, no Pacífico. Os nativos chamavam o caminho para a sua casa de o caminho do coração que ama.” Alguém já disse que “…o amor é o único tesouro que se multiplica por divisão. É a única dádiva que aumenta quanto mais você a reparte.” Na medida que amamos ao pecador sem Cristo, recebemos mais de Deus.

A igreja primitiva é para nós, um modelo de igreja de cristãos avivados na prática da evangelização. No capítulo 2 de Atos, encontramos uma Igreja que estava cheia de ousadia do Espirito para pregar as boas novas. Em Jerusalém, os discípulos de Cristo, anunciaram o evangelho aos estrangeiros e habitantes de Jerusalém e mais de 3000 pessoas se convertem.

Mas, o que me chama atenção na historia do primeiro avivamento missionário aqui em Atos, é que estes cristãos estavam buscando e aguardando este avivamento. Talvez seja isso que esteja faltando em nossas vidas: buscar um avivamento missionário.

1. Vamos ver então como devemos nos preparar para um avivamento missionário?

a) Um avivamento missionário começa quando obedecemos e confiamos nas promessas ( “…ordenou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do pai…” v.4).

Durante 40 dias Jesus esteve com os discípulos e depois foi levado para o céu. Em seguida, as perseguições começam a acontecer contra a igreja. Resta para aqueles discípulos apenas uma promessa. E Jesus lhes ordena que “…esperassem em Jerusalém a promessa do Pai.”.

Mas, o que significa “esperar em Jerusalém”. Jerusalém era o centro de tudo, da religião, da política, das decisões importantes. Ali tudo acontecia. Jerusalém era o lugar onde Deus ia começar uma grande obra de avivamento e fazer com que aquela igreja crescesse.

Todos nós também temos a nossa Jerusalém. Jerusalém é o nosso primeiro campo missionário, é o lugar que queremos alcançar para Cristo. Neste aspecto, Jerusalém pode ser a nossa casa, nossa vizinhança ou o lugar onde trabalhamos.

As vezes estamos queremos alcançar o mundo com missões, mas não esqueçamos de alcançar a nossa casa, nossos vizinhos, nosso bairro, nossa cidade. Se formos fieis ao Senhor em ganhar vidas para Cristo no lugar estamos, Deus então nos confiará as searas mais distantes. Não podemos esquecer que ao nosso lado existem pessoas que não foram ainda salvas, e que precisam ser evangelizadas.

A ordem de Cristo era clara: Fiquem em Jerusalém. Talvez muitos desejassem sair de Lá, mas Deus iria começar algo novo naquele lugar. E havia uma promessa!

O que faz um crente, um discípulo permanecer firme em sua visão, seu trabalho, e sua missão é o fato de todos termos uma promessa.

Assim foi com Abraão. Certa vez Deus chama Abraão para fora de sua casa e manda que ele olhe para o céu. E ali lhe faz uma promessa: “Olha, agora para os céus e conta as estrelas, se as podes contar. Assim será a tua semente”(Gn. 15:5).

Abraão tinha apenas uma promessa. Ele não tinha a saúde, não tinha a juventude, sua esposa Sara era estéril, e Deus lhe faz uma promessa tão ousada como esta. Abraão creu contra as próprias circunstâncias.

Em muitos momentos de nossas vidas, todas as circunstâncias irão apresentar-se contra as nossas convicções. Surgem muitos momentos assim na vida familiar, na vida emocional, financeira, ou ainda no ministério, na igreja ou ainda na tarefa missionária. Talvez você esteja vivendo um momento assim, pois tem a promessa de salvação dos seus, mas as circunstancias são ainda contrarias a sua fé. Nestes momentos, precisamos rever as promessas de Deus, e nos apegar a elas. Nessas horas somos sustentados pelas promessas de Deus para nossas vidas. Um avivamento missionário começará no momento em que começarmos a crer nas promessas feitas por Deus para nós.

b) Um avivamento missionário começa quando renovamos nossa esperança (“…Senhor, é nesse tempo que restaurarás o reino a Israel…” v.6)

Durante 40 dias, Jesus esteve com seus discípulos. Então alguém lhe pergunta: “Senhor em que tempo restauraras o reino a Israel?”. Nessa pergunta vemos uma semente de esperança.

Os discípulos de Jesus eram homens esperançosos. E eles permaneciam juntos renovando a cada dia, nas orações coletivas o sentimento de confiança, no cumprimento daquilo que Jesus havia-lhes dito acerca da promessa do Espírito.

Tomas Brook disse que A esperança consegue ver o céu através das mais densas nuvens.

Foi assim com Estevão. Ele estava cercado por inimigos que respiravam ódio contra ele. Os inimigos de Estevão estavam tão dominados pelo mal, que pegaram em pedras. Mas Atos 7: 55 diz:“Estevão estando cheio do Espírito Santo e fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus e Jesus que estava à direita de Deus.”

Haviam nuvens tenebrosas de ódio e morte em torno de Estevão, mas a vida de Estevão estava cheia de esperança. POR CAUSA DA ESPERANÇA ESTEVÃO CONSEGUIU VER A GLÓRIA DE DEUS EM MEIO A DENSAS TREVAS QUE TENTARAM DESTRUI-LO.

A esperança nos faz olhar além das circunstancias naturais. Muitos só conseguem ver problemas e dificuldades em muitas situações da vida. Quando estamos com a vida cheia de esperança, vemos a água em meio ao deserto, vemos vida em meio a morte, vemos paz em meio a guerra, vemos alegria em meio a angustia, vemos restauração em meio a destruição.

No livro de Atos, encontramos no caráter dos discípulos a presença de um sentimento de esperança que se renovava a cada dia, mesmo diante das perseguições sofridas. A esperança os fortalecia, levando-os a orar e buscar cada vez mais. A esperança os manteve firmes na promessa e os sustentou até o dia em que o avivamento chegou em seus corações.

c) Um avivamento missionário chega quando aprendemos a cultivar um sentimento de conquista (“…Sereis minhas testemunhas… até os confins da terra…” v.8)

Neste versículo vemos uma promessa: “recebereis poder …”. Mas o que fazer com tanto poder? Tanto poder não poder vir sobre nossas vidas para que o usemos em nosso próprio benefício. A Bíblia diz que receberemos poder para ser testemunhas até os confins da terra.

O PODER DO ESPIRITO NOS É DADO PARA QUE POSSAMOS GANHAR PARA CRISTO A NOSSA CIDADE, NOSSO ESTADO, O NOSSO PAIS E OS CONFINS DA TERRA.

O objetivo desse poder é o de nos transformar em conquistadores de vidas. Os conquistadores aqui, são as testemunhas. Somos chamados para ser testemunhas do reino de Deus.

Quando falamos de conquista, devemos nos lembrar de alguns autênticos conquistadores. Daniel, chega a Babilônia como escravo, e Deus coloca sobre ele um espírito excelente. Por causa disso, Daniel conquista as mais elevadas posições no reino, e marca a historia de uma nação e a vida de um rei e influencia milhares de pessoas com o seu testemunho cristão.

Lembremos também de José. José chega ao Egito como escravo. A Bíblia diz: “O senhor era com José, e foi varão prospero, e tudo que José fazia o Senhor prosperava em sua mão”. (Gn. 39:3,4). Com seu testemunho José conquista grande influencia sobre toda uma nação, e posteriormente influencia até a vida da família.

Testemunhas são chamadas para a tarefa da conquista. Foi o que aconteceu com Pedro, cheio do Espírito no dia de Pentecostes. No poder do Espírito pregou a palavra para milhares de pessoas. Naquela ocasião, aquela pregação inflamada e poderosa levou ao quebrantamento de mais de 3000 pessoas que se renderam a Cristo.

Portanto, saiamos para a conquista. Este mundo que jaz no maligno, precisa ser reconquistado para Cristo.

d) Um avivamento missionário começa quando há perseverança na oração (“…perseveraram unanimente em oração…” v.14)

Antes do Pentecoste, a Igreja orava. Este era um comportamento diário da Igreja. Em Atos 2:1 a Bíblia diz: “Estavam todos reunidos num só lugar”. Havia uma maioria que orava, que buscava que clamava pela promessa e pelo poder do Espírito.

A grande necessidade em nossos dias é de intercessão missionaria. Foi a incessante oração que trouxe no dia de Pentecostes os céus à terra. De fato, a igreja de joelhos traz os céus à terra. A igreja de joelhos saqueia o inferno.

Um famoso cientista Isaac Newton disse: “Posso usar meu telescópio e observar milhões de quilômetros no espaço; mas posso entrar no meu quarto e em oração aproximar-me mais de meu Deus, sem ajuda de qualquer instrumento”.

Atos 12:5 diz: “…a igreja fazia continua oração a Deus…”. A oração era uma rotina na vida daqueles fieis. É por isso que aqueles irmãos eram visitados pelo Espírito. Em todo avivamento missionário, em toda descida do Espírito, vamos descobrir que existem aqueles que estão pagando o preço.

 

Ilustração. O avivamento missionário na Coréia do Sul, neste século, começou com uma reunião de oração ao meio-dia. Depois de um mês, um irmão propôs acabar com a reunião. "Estamos perdendo tempo", argumentou. "Já oramos um mês e nada mudou, nada aconteceu. Temos sermões a serem pregados e visitas a serem feitas. Não podemos ficar aqui desperdiçando o nosso tempo." A maioria, porém, decidiu continuar orando, até que Deus fendeu o céu e desceu poderosamente. O resultado? Mais de um milhão de pessoas convertem-se a Cristo por ano.

Temos que voltar a orar pelos perdidos com a intensidade do sentimento de Ana, que pedia desesperadamente por um milagre e diz: “venho derramando minha alma perante o Senhor”. E o milagre aconteceu. Temos que orar pelos perdidos com a determinação de Elias, que “…pediu que não chovesse, e por três anos e seis meses não choveu, depois orou outra vez, e o céu deu chuva”. (Tiago 5:17,18)

 

ILUSTRAÇÃO: William Burns, orava diariamente durante horas seguidas quando começou seu ministério. Ele tinha vinte anos. Um dia de manha, quando a sua mãe chegou ao quarto para o chamar encontrou-o deitado no chão onde tinha passado toda a noite em estado de oração. Ele respondeu o chamado da mãe com as palavras: “Mãe, Deus deu-me a Escócia hoje”. Dentro de pouco tempo toda a Escócia foi sacudida por um poderoso e grande avivamento e milhares de pessoas foram salvas e visitadas pelo Espírito Santo.

 

Chegou o tempo em que devemos orar assim: “Senhor, nos dá este bairro, esta cidade, Senhor nos dá este Estado”. Devemos orar como diz a letra da música da Fernanda Bum: “Senhor, da-me filhos”.

Conclusão: Quero finalizar esta palavra declarando que Não há avivamento missionário sem preço, assim como Não há parto sem dor, ou assim como não há colheita jubilosa sem a semeadura regada de lágrimas. É preciso coragem e determinação para prosseguir. É preciso fé para não voltar atrás no objetivo de clamar por um urgente e grandioso avivamento missionário nos corações de cada crente.

 

Não podemos perder mais tempo! Jesus esta voltando! É hora de clamarmos pela intervenção de Deus (SI 119.126). É tempo de buscarmos um avivamento cada vez maior sobre nossas vidas.

É hora da igreja unir-se em oração e rasgar o coração num sentimento de quebrantamento e renovação perante de Deus do amor por missões.

É hora de clamarmos por um avivamento missionário que nos dobre, que nos leve de volta ao altar, que crie no nosso coração sede de Deus e compromisso com a santidade.

Necessitamos de um avivamento missionário que mude o nosso caráter, transforme o nosso falar e o nosso viver na igreja e no mundo e que nos faça ser o bom perfume de Cristo para o mundo.

 

Autor: Pr Josias Moura de Menezes

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A obra missionária

A obra missionáriaTema: Missões

 

Texto: Atos 1:8

 

1. A maior de todas as incumbências“Sereis testemunhas”

Somos incumbidos por Deus de sermos suas testemunhas.  Conforme escreve o apostolo Pedro “coisas essas que anjos anelaram perscrutar.” I Pedro 1:12. 
Deus confere a nós seus discípulos a honrosa tarefa de “sermos cooperadores” “ministros” “embaixadores”, assim trabalhamos com Deus para implantação do seu reino.  Não somos apenas coadjuvantes desse grande plano de salvação da humanidade. Somos o único método de Deus. Ele estabeleceu que “homens” levariam o evangelho a “homens.” Nesse sentido os discípulos de Jesus, sua igreja, somos a esperança desse mundo perdido.
Nada nessa vida pode ser comparado em honra e privilegio quanto realizar a obra missionária.

2. O maior de todos os recursos - “O Espirito Santo”

a. Não podemos ignorar que tão honrosa tarefa é também desafiadora. A Bíblia Sagrada ao falar da vida cristã nos descreve como uma batalha contra o império das trevas que de forma organizada e persistente quer impedir o avanço da obra missionária. O livro de Atos dos apóstolos descreve as lutas e perseguições da igreja primitiva a medida que crescia. Em nossos dias não é diferente, certamente sofreremos oposição.  No entanto temos que destacar que muito maior é o poder que Deus confere aos seus discípulos para o enfrentamento desses desafios.
b. É exatamente por isso que Jesus disse: “...mas recebereis poder ao descer sobre o Espírito Santo e sereis minhas testemunhas...” O Espírito Santo é o poder que precisamos para a realização da obra missionária. O Espírito Santo é Espírito de coragem, ousadia, intrepidez, fé e amor. Ele é Deus vivendo em nós. Todo aquele que já entregou sua vida a Jesus e vive em relacionamento com Ele tem poder.  Leia Atos 4:13 e medite.
c. O Espírito Santo é a unção e autoridade que precisamos para ministrar a esse mundo.

3. O maior de todos os resultados - “A salvação de vidas”

a.  Somos testemunhas de Jesus para a salvação de vidas. “De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus.” II Cor. 5:20. “Eu vos afirmo que, de igual modo, há jubilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.”  Lucas 15:10
b. Se a salvação de vidas não fosse a coisa mais importante a ser feita com certeza Jesus não teria dado sua vida por isso.
c. Pare um pouco e pense: Qual a importância de uma vida transformada por Jesus em relação a outros resultados que buscamos?

 

Aplicação: Tenho aproveitado ao máximo cada oportunidade de compartilhar o evangelho?
Alguém vai estar no céu por sua causa? Que decisões você se sente dirigido pelo Espírito Santo a tomar em relação a esta mensagem?

 

Leia também: Princípios para uma grande colheita

 

Autor: Rev. Honório Portes

terça-feira, 9 de março de 2010

Os recursos da evangelização

missões, evangelização

Texto: Mateus 9.35;10.13

 

Introdução: Vivendo períodos e contextos de dificuldades econômicas, não são poucos os que usam a falta de dinheiro como desculpa para o não comprometimento com a obra missionária. Mas a verdade é que o dinheiro nunca foi o fator determinante da obra de evangelização.

Jesus deixou claro quais eram os recursos para a evangelização, ao ensinar três princípios que demonstraram que o dinheiro não deveria ser uma preocupação que impedisse os discípulos de avançar na evangelização.

1. O benefício da evangelização está pago por Deus. Mateus 10:8

De graça recebestes, de graça dai. Todo o benefício da evangelização está pago na cruz do Calvário, onde Jesus satisfez a justiça de Deus, rasgou o escrito de dívida que pesava contra todos os seres humanos, e expôs os satânicos credores ao desprezo público (Colossenses 2.13-15). Jesus pagou uma conta, não ao Diabo e ao inferno, mas a Deus e sua justiça.

Jesus nunca deveu satisfação ao Diabo. Sempre agiu para fazer única e exclusivamente a vontade do seu Pai. Por esta razão, o evangelho é oferecido com a convocação do profeta Isaías: “Venham, todos vocês que estão com sede, venham às águas; e vocês que não possuem dinheiro algum, venham, comprem e comam! Venham, comprem vinho e leite sem dinheiro e sem custo” (55.1).

2. O pagamento do operário da seara é responsabilidade de Deus. Mateus 10:9-10

O milagre da multiplicação dos pães e peixes (João 6.1-13) ensina que, quem paga a conta do reino de Deus, é Deus. O menino que doou seus pães e peixes comeu bem mais do que cinco sanduíches e ainda sobraram doze cestos. Ninguém pode doar ao reino de Deus e ficar com menos do que possuía antes de doar. Deus não transfere suas dívidas a terceiros. A recomendação de Jesus aos seus discípulos foi para que não levassem seus bens e poupanças para o campo missionário, pois Deus sabe da dignidade do trabalhador e sabe remunerar abundantemente aqueles que são seus.

3. Os recursos para a evangelização são providenciados por Deus. Mateus 10:11-13

Aqueles que estão ocupados com o que comer ou beber ainda estão vivendo como gentios, servindo a dois senhores, e não aprenderam que todas as coisas nos são dadas por Deus quando buscamos seu reino e justiça em primeiro lugar (Mateus 6.24-33). O anúncio da boa notícia do reino sempre abrirá casas para que os discípulos comam e bebam a mesa da comunhão, onde todos, os que abrem mão do que possuem, recebem cem vezes mais, já no presente, e no porvir a vida eterna (Marcos 10.28-31; Lucas 10.4-9).

 

Conclusão: Desde menino ouço pastores dizendo que os missionários voltarão do campo caso a igreja não contribua financeiramente. Não admito esta possibilidade. Creio conforme Hudson Taylor, precursor da evangelização da China que disse: “a obra de Deus, feita segundo a vontade de Deus, jamais terá falta dos recursos de Deus”. Dão e sofrem prejuízo, não engajados, mas os que se omitem diante de Deus e seu reino.

domingo, 7 de março de 2010

Os agentes da evangelização

Os agentes da evangelizaçãoTema: Missões

Texto: Mateus 9.35 – 10:13

 

Introdução: Mesmo após a chamada Reforma Protestante, ocorrida há mais de cinco séculos, a separação entre clero e laicato perdura até os nossos dias. O movimento reformista do século XVI foi essencialmente soteriológico (os meios de acesso à salvação e ao relacionamento com Deus), mas trouxe poucos resultados em termos eclesiológicos e missiológicos (os relacionamentos entre os cristãos e destes com o mundo). Por esta razão, ainda faz parte da subcultura evangélica a noção de que existe um caminho largo que conduz à perdição, um caminho mais ou menos que conduz à vida cristã normal, e um caminho estreito, próprio para pastores e missionários. Jesus desfaz esse mal entendido ao apresentar aos seus discípulos três realidades que descrevem os agentes da evangelização.

 

Vejamos:

1. O dínamo da evangelização é a oração. V.38

Rogar ao senhor da seara é uma tarefa de toda a igreja. A oração tem sido vista como atividade de menor importância, como por exemplo, quando dizemos que não basta orar, ou desdenhamos dos que nos recomendam a oração com um comentário do tipo, “mas só isso, só orar”. Deus age no mundo dos homens através das orações dos homens. Todos os cristãos devem se comprometer a orar por operários para a colheita. Nenhuma situação é mais diponibilizadora do que a oração intercessória. Quem ora se compromete. E quem se compromete recebe delegação. Por esta razão, ninguém é mais ativo no reino de Deus do que o intercessor.

2. Os agentes da evangelização são os discípulos de Jesus. Mateus 10:1

As chamadas ordenanças, batismo nas águas (Mateus 28.18-20) e ceia memorial (Mateus 26.20-29), foram entregues aos doze apóstolos. Nesse caso, os doze apóstolos representam ou a totalidade dos discípulos de Jesus, ou uma igreja local, mas jamais uma casta especial de cristãos ou um segmento específico da Igreja. Assim, também é com a Grande Comissão e a tarefa da evangelização mundial.

 

Todos os discípulos de Jesus foram comissionados no comissionamento dos doze apóstolos.

3. O segredo da evangelização está no poder e autoridade de Jesus. Mateus 10:1

Jesus chamou a si os seus discípulos e lhes deu poder e autoridade. Poder e autoridade são prerrogativas de discípulos, e não de pastores, missionários, apóstolos e bispos. Mais uma vez, todos os discípulos, toda a Igreja de Jesus está convocada para a obra da evangelização. Todos os cristãos possuem os mesmos direitos, privilégios e responsabilidades em Cristo.

 

Conclusão: Alguns cristãos ficam esperando um chamado especial para o engajamento na obra missionária-evangelística. Mas, se você é um discípulo de Jesus, então já está comissionado desde o dia de sua conversão. Assim como uma vela não espera queimar até a metade para iluminar seu ambiente, também um cristão é testemunha de Jesus desde o primeiro momento de sua comunhão com o Espírito Santo (Atos 1.8; Efésios 1.13,14; Romanos 8.9).

quinta-feira, 4 de março de 2010

Os fundamentos da evangelização

Os fundamentos da evangelizaçãoTema: Missões

 

Texto: Mateus 9:35;10.13

 

Introdução: A evangelização, dentro dos paradigmas do testemunho pessoal, está ultrapassada na sociedade contemporânea. A igreja deve apresentar ao mundo mais do que o plano da salvação resumido em algumas poucas leis espirituais. Jesus oferece uma perspectiva mais abrangente da ação missionária ao demonstrar três fundamentos da evangelização.

 

Vejamos:

1. O conteúdo da evangelização é o reino de Deus. V.35

Arrependimento e fé não são o fim da evangelização. O fim da evangelização é a participação no reino Deus. O novo nascimento não é um fim em si mesmo, mas apenas o meio de acesso ao reino de Deus. Nesse caso, o evangelho é a boa notícia da chegada do reino de Deus (Marcos 1.14,15) a todos aqueles marginalizados (Mateus 5.1-12) pelas sociedades e culturas dominadas pelo príncipe deste século (2 Coríntios 4.3,4; Efésios 2.1-3; 1 João 5.19).

O conteúdo da evangelização é o anúncio de que Deus ressuscitou Jesus e o fez Senhor e Cristo (Mateus 28.1-20; Atos 2.36), que dá liberdade a todos os que viviam opressos pelo Maligno (João 8.32).

2. O contexto da evangelização é as cidades e povoados. V.35

Evangelizar é mais do que convidar à aceitação de uma salvação individual em resposta a um plano pessoal de entrega da vida a Jesus. Evangelizar é anunciar a chegada do reino de Deus, com todas as suas implicações para vida humana em todas as suas dimensões. O Pacto de Lausanne, fruto do Congresso Mundial de Evangelização (Suíça, 1974) afirmou que a missão da igreja é levar o evangelho todo para o homem todo. Jesus percorria todas as cidades e povoados.

O contexto da evangelização é a rua, a praça, os condomínios e as favelas, as casas, os centros culturais e artísticos, os polos de poder econômico e político, a academia, o campo e as fábricas, enfim, todo lugar além das paredes dos templos (sinagogas) e dos cultos vespertinos evangelísticos.

3. A estratégia da evangelização é a proclamação, o ensino e a cura. V.36

Jesus pregava, ensinava e curava. O anúncio da chegada do reino pressupõe um novo estilo de vida, o que justifica o ensino-discipulado, mas também, e principalmente, uma nova dimensão de existência, onde a graça de Deus começa a restaurar todas as coisas e dimensões da vida humana.

Curar também é tarefa da igreja. Seja a cura física, dos relacionamentos, da alma, das relações sociais, e de tudo quanto o ser humano faz e sofre enquanto está longe de Deus e escravizado do mal, pois para isso o Filho do Homem se manifestou, para desfazer as obras do Diabo (1João 3.8), trazendo salvação, libertação e restauração (Lucas 4.18-21).

 

Conclusão: A expansão missionária evangelística da igreja deve multiplicar sinais do reino de Deus até os confins da terra (Atos 1.8), gerando cidades edificadas sobre o monte, onde as obras deste reino são vistas e resultam em glória ao nosso Pai que está nos céus (Mateus 5.14-16).

 

Leia também: Os recursos da evangelização

segunda-feira, 1 de março de 2010

O desafio da evangelização

O desafio da evangelizaçãoTema: Missões

 

Texto: Mateus 9.35;10.13

 

Introdução: É comum se ouvir que os desafios à evangelização mundial são: a contra-ofensiva satânica, as culturas fechadas ao evangelho, a perseguição da Igreja, os escassos recursos econômicos e financeiros da Igreja, dentre outros.  Entretanto, Jesus afirmou que as portas do inferno não prevaleceriam contra sua igreja em marcha (Mateus 16.18).  Sendo assim, o maior desafio da evangelização é a mobilização dos evangelistas.

 

O maior desafio da evangelização é a sensibilização dos cristãos para as necessidades daqueles que vivem sem Cristo, separados da comunidade de Israel, sendo estrangeiros quanto às alianças da promessa, sem esperança e sem Deus no mundo (Efésios 2.11-12).

 

O maior desafio à evangelização mundial não está na seara, mas em encontrar trabalhadores para a seara.

Jesus manifesta este grande desafio de três maneiras.

 

Vejamos:

1. A motivação da evangelização é a compaixão. Mateus 9:36

Somente aqueles que têm seus corações movidos pela compaixão se mobilizam na direção de atender necessidades. A parábola do bom samaritano (Lucas 10.29-37) revela um dado importantíssimo. Tanto o sacerdote quanto o levita viram o homem à beira do caminho, mas somente o samaritano “chegou perto” e se colocou na situação onde seu coração pôde ser movido pela compaixão. O desafio não é a multidão.

O desafio é a ausência de gente compadecida da multidão. Missões não é fruto de informação. Missões é fruto de compaixão.

2. O publico alvo da evangelização são as pessoas aflitas e desamparadas. Mateus 9:36

Jesus enxergava as multidões repletas de pessoas aflitas e desamparadas, cansadas e abatidas. A razão para isso é que eram “ovelhas sem pastor”. Afirmar que o desafio está na multidão é o mesmo que afirmar que o sedento está recusando um copo de água. O desafio não está na multidão. A multidão está clamando por respostas, gritando por socorro, suplicando por justiça, paz e alegria, que somente o evangelho do reino de Deus, no poder do Espírito Santo, pode satisfazer (Romanos 14.17).

O desafio não está na multidão. O desafio está em capacitar a igreja para oferecer respostas às perguntas da multidão.

3. O desafio da evangelização é a escassez de trabalhadores na seara. Mateus 9:37

Jesus adverte que os campos estão prontos para a colheita, mas os trabalhadores são poucos. As multidões estão sem pastores, ou porque de fato não há pastores no meio das multidões (são poucos os trabalhadores para a seara) ou porque os pastores, que estão no meio das multidões, estão pastoreando a si mesmos.

O desafio não está na multidão. O desafio é encontrar operários para a colheita, pastores para a multidão. O desafio está em fazer, os que têm a água da vida para oferecer, transcenderem o pastoreio de si mesmos, abandonando, assim, suas zonas de conforto para que possam pastorear as multidões.

 

Conclusão: Uma igreja que vive sob a promessa da vitória contra as portas do inferno, tem em seu próprio comodismo o maior adversário ao avanço missionário-evangelístico

sábado, 30 de janeiro de 2010

“Levantai os vossos olhos e vede as terras”

“Levantai os vossos olhos e vede as terras”Tema: Missões

 

Texto: João 4:35

 

Introdução

1. No texto lido, Jesus está tratando de deixar os seus discípulos conscientes do grande aspecto da vida. As coisas de natureza espiritual.

a. O foco deles estava no material. (vv. 8, 27, 31, 33)

b. Eles precisavam se concentrar em coisas espirituais, porque elas são mais importantes.

2. Às vezes nós, como os discípulos, somos culpados da mesmo miopia.

a. Nós facilmente ficamos agarrados no material.

b. Mesmo nas questões espirituais fechamos os olhos para o que é realmente importante e olhamos apenas para trivialidades.

3. Há muitas áreas em que temos necessidade de "levantar os nossos olhos" (v. 35) ou alargar os nossos horizontes, mas nenhuma é mais necessária do que evangelização.

a. Segundo Brent Hunter em Personal work 101, durante os próximos:

1) minuto, 156 pessoas morrerão sem esperança.

2) Hora, 9360 pessoas vão morrer sem esperança.

3) Dia, 224.640 pessoas morrerão sem esperança.

4) Semana, 1.572.480 pessoas morrerão sem esperança.

5) Ano, 81.768.960 pessoas vão morrer sem esperança.

6) 2,6 segundos, alguém vai morrer sem esperança.

b. Se você colocasse em uma fila essas pessoas que estão sem Cristo, a fila seria de 750.000 milhas de comprimento, poderia circular a Terra 30 vezes e pior a fila cresce mais 20 milhas a cada dia. (Auxílios para o Púlpito, vol. 13, No. 5, Março de 1988)

I. O foco do cristão do primeiro século

A. O Novo Testamento revela que a igreja no primeiro século era fervorosamente ativa na evangelização.

1. Mesmo enfrentando a perseguição, eles iam por toda parte pregando a palavra. (Atos 8:1-4)

a. Não era apenas os apóstolos e os anciãos.

b. A igreja multiplicou de uma maneira que nunca foi igualado na história, devido ao impacto de milhares de pessoas fazendo o trabalho do Senhor.

2. O exemplo dos tessalonicenses. (1 Tessalonicenses 1:2-8)

B. Eles pregaram em todo o mundo em cerca de trinta anos. (Colossenses 1:6, 23)

1. Eles começaram como uma congregação.

2. Durante dez anos eles se concentraram em pregar apenas ao judeus.

C. As chaves para o sucesso deles: comprometimento, entusiasmo, determinação, firmeza, uma disposição no sacrifício, amor ao Senhor, e um compreensão do que é a vida.

II. Um contraste de nossas oportunidades

A. As oportunidades eram limitadas no primeiro século. Considere:

1. A falta de transporte.

2. A falta de comunicação.

3. Como grande e formidável mundo deles era a nossa.

a. As barreiras raciais e nacionais eram ainda maiores na época.

b. Houve dominação e perseguição pelos romanos, mais do que pelos judeus.

4. A maioria dos discípulos eram de uma classe econômica mais baixa. (1 Coríntios 1:26)

B. Nossas oportunidades são quase ilimitadas.

1. Considere os grandes avanços nos transportes e comunicação.

2. Nós gostamos de liberdades, social e politica, os do primeiro século nunca conheceram.

3. Somos abençoados em abundância economicamente.

4. Temos uma melhor educação e maior experiência.

5. Mais pessoas estão vivendo agora; mais do que em qualquer outro momento da história.

III. Porque fazemos tão pouco?

A. Como indivíduos.

1. Por causa da nossa falta de empenho, entusiasmo e confiança nas nossa habilidades e / ou energia (contra a preguiça) realmente estes são os principais problemas? Eu acho que não.

2. Nosso real problema é: “Não levantar os olhos”.

a. Ficamos presos no material (nem sempre por opção).

b. Temos nos apegado a coisas insignificantes.

c. Simplesmente não percebemos o que deve ser feito e pode ser feito ou como podemos fazê-lo.

B. Como uma congregação.(igreja)

1. O problema é o mesmo que com os cristãos individuais: nós não “levantamos os olhos”. Como uma congregação nós:

a. Enfatizamos o material.

b. As coisa menos importantes.

c. Não percebemos o que pode e deve ser feito, como podemos fazê-lo ou o que nós podemos fazer.

2. Não é o suficiente entender a verdade, devemos obedecer e aplicá-la.

 

Conclusão:

A. Podemos atender a visão dos campos brancos para a ceifa:

1. Indo como missionário.

2. Contribuindo para o sustento daqueles que vão.

3. Orando em favor da obra e dos obreiros.

B. Todos nós podemos fazer duas destas três coisas. O restante Deus fará

 

Pr. Aldenir Araújo

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Missões no coração

Missões no coraçãoTema: Missões

 

Texto: I Coríntios 9:16

 

Introdução: Toda igreja evangélica fala de missões. Mas, onde está missões? Nos livros da biblioteca? Na cabeça dos lideres? Nas colunas do jornal da denominação?

 

Deus quer colocar missões dentro de nosso coração.

I. Missões no coração de Deus.

1. Deus amou todo o mundo e por isso decidiu estabelecer para ele um plano missionário, que tem como ponto fundamental o sacrifício de Jesus. João 3:16

2. As bases do plano missionário de Deus tanto podem ser encontradas na chamada de Abraão, Gênesis 12:3 bem como na própria criação do primeiro homem, posto que se pode entender um autêntico plano missiológico nas primeiras declarações proferidas pelo criador. Deus disse: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra”, Gênesis 1:28

II. Missões no coração dos profetas

1. Missões no coração de Davi, Salmo 2:8 – Salmo 96:31

2. Missões no coração de Salomão, Provérbios 11:30

3. Missões no coração de Isaias, Isaias 6:8 – Isaias 62: 6

4. Missões no coração de Jeremias, Jeremias 1:5

5. Missões no coração de Jonas, Jonas 1:2

6. Missões no coração de Joel, Joel 1:29

7. Missões no coração Miquéias, Miquéias 4:11

8. Missões no coração de Ageu. Ageu 2:7

9. Missões no coração de Malaquias, Malaquias 4:2

10. Missões no coração de João Batista, João 1:29

III. Missões no coração de Cristo

1. Encarnou-se para fazer missões, Lucas 19:10

a. O filho de Deus veio a este mundo como um missionário. Veio decidido a cumprir uma missão redentora, que somente Ele era capaz de efetuar. Todos os missionários que atualmente existem no mundo nada mais fazem do que seguir-lhe os passos. Ele é, por excelência, o pioneiro universal de missões dentro do plano eclesiológico das Escrituras.

2. Viveu sempre em função de missões. Mateus 4:23-24

a. Missões pressupõe uma dedicação ao homem integral. Assim, o Senhor Jesus dedicou-se durante os três anos e meio de seu abençoado ministério, a fazer missões dentro desse prisma. Ele ensinou, pregou e curou. Ensinando, cuidou da mente humana. Pregando, atingiu o coração e as necessidades da alma. Curando, deu ao corpo a oportunidade de ser também restaurado pelo Salvador de todos nós.

3. Sua morte foi absolutamente missionária, Mateus 20:28

a. Ele não morreu como um mártir. Ele poderia fugir, poderia dispensar, poderia escapar de morrer. Mas decidiu oferecer sua vida em resgate de quantos nele viessem a crer em todos os tempos e lugares. Morte missionária no mais alto sentido, porque a morte que produz resgate, compra vidas, redime corações, assegura felicidade e garante um lugar no céu.

4. Ressurreto, ordenou fazer missões, Marcos 16:15-16

a. Ele não era um mero “dador de ordens”. Ele primeiramente fazia e depois ordenava. Ele fez missões e depois estimulou, designou e incentivou os seus discípulos a fazerem o mesmo. Os discípulos fizeram missões em um sentido restritivo antes do Calvário, mas depois da ressureição decidiram alcançar todo o mundo com a palavra do evangelho.

5. Hoje, no céu, é diretor universal de missões. Efésios 4: 11-12 – Apocalipse 5:9

a. Ele desceu as partes mais inferiores da terra para depois subir a regiões mais elevadas das mansões celestiais. Ele se tornou digno de dirigir a sua igreja, como cabeça e comandante. Ele ordena ministros, por ele mesmo escolhidos. Ele aponta a cada um o caminho a seguir e determina os campos missionários para os sues escolhidos.

b. No céu o seu nome, a sua glória e o seu sacrifício serão eternamente recordados em canções maviosas entoadas pelos que já lá estão e também pelos que hão de chegar, procedentes deste vale de lágrimas, mas redimidos pelo seu sacrifício, feito quando ele esteve aqui cumprindo missões.

IV. Missões no coração da igreja primitiva

1. Missões no coração de Pedro. Atos 2:39

2. Missões no coração de Estevão. Atos 7

3. Missões no coração de Filipe. Atos 8:1-9

4. Missões no coração de Paulo. Tito 2:11 – Romanos 10: 15

5. Missões no coração dos crentes primitivos. Atos 8:1

V. Missões em nosso coração

1. Sem missões, a igreja nunca será universal

a. A igreja foi edificada pelo Senhor Jesus (Mateus 16:18) com uma destinação inequívoca, a de ser universal. Ela foi projetada para incluir homens de todas as raças, de todas tribos, de todos os povos, de todas línguas e de todas as nações deste planeta. Apocalipse 5:9. Mas isto seria apenas uma formosa teoria se não houvesse a própria igreja tomada a decisão corajosa e inspirada de espalhar-se por todo o mundo, como sal da terra (Mt5:13), com o propósito exclusivo e determinado de “encher a terra”, a fim de encontrar dentre os seus bilhões de habitantes, todos pecadores e debaixo de condenação, um “povo para seu nome”.

2. Missões é o verdadeiro segredo do crescimento da igreja

a. Todos queremos que a igreja cresça. Muitos trabalham para que isto se concretize. Outros planejam de diferentes formas o seu crescimento. Mas, em verdade, o crescimento somente ocorre quando a própria igreja faz missões. Sem missões a igreja é um amontoado de congregações locais, isoladas e distantes umas das outras. Com missões a igreja e uma sucessão de comunidades interligadas por todo os continentes , cobrindo os quatro cantos da terra e impedindo o avanço da obra maléfica e destruidora de Satanás. Temos que fazer mais missões, para podermos crescer muito mais.

3. Missões, um fator de proteção nacional

a. Tem sido observado com bastante critério e segurança que a obra missionária é um importante fator de segurança para as nações que a praticam. Isto significa que quando uma igreja nacional se empenha em um grande projeto de missões estrangeiras, Deus se constrange a abençoar aquela obra, porque seu evangelho é pregado noutras regiões, mas abençoa também a igreja que promove, porque se trata de um compromisso de sua parte em manter a chama missionária acesa e bem desenvolvida. Qualquer país que enviar missionários receberá em troca uma proteção de Deus para si mesmo, a medida em que Deus atende os propósitos abençoadores do povo atingido pela obra missionária.

4. Os grandes desafios do mundo moderno

a. Muitos tem notado que atualmente existem certos desafios para missões, muito mais fortes e graves que os que foram enfrentados em épocas anteriores. Atualmente temos os mais modernos meios de comunicação de massas mas também temos muito maior possibilidade de vermos as pessoas presas, isoladas e indispostas a tomarem tempo com a pregação de Deus

b. O mesmo rádio e televisão que serve para uma massiva divulgação das Escrituras é utilizado como meio de difusão de religiões falsas, de programas de lazer e de ideologias estranhas a vida cristã.

c. Poucos são os programas que a igreja mantém pela televisão, enquanto milhões a ela se conservam acorrentados, influenciados cegamente por tudo que de hediondo, mesquinho, diabólico ou superficial tem ela a apresentar.

5. Vamos fazer missões HOJE?

a. O desafio missionário não pode ser atendido depois, amanhã, mais tarde. Seria um crime cruzar os braços hoje, enquanto milhões perecem sem o conhecimento pessoal de Cristo. É uma desobediência gritante cruzar os braços e omitir-se ao labor missionário, enquanto milhões e milhões morrem absolutamente perdidos, condenados as cadeias eternas.

b. Devemos despertar para fazer missões agora, enquanto é possível. Usemos da liberdade que temos para levar a mensagem de liberdade aos que estão acorrentados pelas cadeias do pecado.

 

Conclusão: Missões é um imperativo de tal maneira importante e inadiável que não resta outra opção para a igreja do Senhor, neste final de tempo e nesta véspera da volta do Senhor Jesus.