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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O casamento está se tornando obsoleto?

casamento Um recente estudo conduzido pelo Pew Research Center revelou que 39% dos americanos (quase quatro em cada dez) acreditam que o casamento está se tornando obsoleto. Como uma sociedade, um percentual tão alto é vergonhoso. Mas, infelizmente, isso não é surpreendente.

 

Não esqueçamos a exortação a respeito da instituição do casamento:

"Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hebreus 13:4).

 

Por que tantas pessoas estão falhando em honrar o casamento e, chamando-o de obsoleto?

 

Para responder a essa pergunta, precisamos primeiro entender os fundamentos do matrimônio.
O casamento começou no início com Adão e Eva (Gênesis 2:24)). A partir desse ponto, o homem continuou a prática do casamento de geração em geração. Jesus afirma que o casamento existirá (e, portanto, relevante, não obsoleto), até "a ressurreição", quando homens e mulheres “não se casam nem se dão em casamento"(Mateus 22:30 ). Portanto, devemos manter o casamento em honra tanto como aqueles que viveram há séculos atrás.

 

Há duas coisas que devemos lembrar-nos sobre essa relação antiga, universal e permanente:

  • Em primeiro lugar, o matrimônio foi instituído por Deus. Quando Jesus foi perguntado sobre o casamento, Ele respondeu: "Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:4-6). Deus une um homem e uma mulher em casamento, assim como fez com Adão e Eva no princípio. O casamento não é um costume social ou um contrato legal. É uma relação que foi estabelecida por Deus.
  • Em segundo lugar, o casamento é uma aliança de relacionamento entre um homem e uma mulher. Uma das razões do profeta Malaquias repreender o povo foi por causa de seus pecados contra suas esposas. "E perguntais: Por quê? Porque o SENHOR foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança” (Malaquias 2:14). Um pacto é um acordo entre duas partes. Quando um homem e uma mulher se casam, eles entram em um longo compromisso de vida. Isto não é para ser tomado despreocupadamente, já que a única causa que permitiria um casado ser liberado de seu compromisso é a morte ou a infidelidade por parte do cônjuge (Romanos 7:2-3; Mateus 19:9).

Conclusão: Vemos que o casamento é uma instituição divina na qual se faz um compromisso para toda vida com seu cônjuge. Então, por que tantas pessoas dizem que o casamento está se tornando obsoleto? Tudo se resume ao fato de que eles não respeitam a Deus (aquele que instituiu o casamento) e eles são egoístas (recusando-se a comprometer a sua vida para outra).

 

Orgulho e egoísmo assumem muitas formas. Uma delas é na desonra do casamento. Devemos aprender a nos humilhar, confiar em Deus e em Seu plano, e colocar os outros antes de nós mesmos.

 

Pr. Aldenir Araújo

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A receita para um grande casamento

A receita para um grande casamentoTema: Casamento

 

Introdução:

1. O que faz a diferença entre um bom casamento e um grande casamento?

 

1. Deus deve estar no seu casamento.

- Não é por acaso que este é o primeiro da lista, o casamento não pode ser verdadeiramente grande sem Deus.

- Casais que se esforçam para construir um lar com Cristo como o centro usufrui de vantagens enormes em relação àqueles que não fazem. Eclesiastes 4:9-12.

2. Lembre-se de seus votos.

- Marido, vocês prometeu, amar, honrar, dar carinho, e proteger o seu cônjuge, na saúde e na doença na riqueza e na pobreza?

- Esposa, você prometeu, amar, honrar, dar carinho, e ser submissa a seu esposo, em todos os momentos? Mateus 19:9 - Hebreus 13:4.

3. Aproveitem a vida juntos.

- Enquanto a vida é cheia de altos e baixos, não devemos permitir que os "baixos" nos impeça de gozar a vida.

- A ênfase deve ser colocada em ambos "desfrutar" e "juntos". Observe Provérbios 5:18 - Eclesiastes 9:9.

4. Apreciem um ao outro.

- Quando você parar para contar suas bênçãos, não se esqueça de incluir o seu cônjuge.

- Uma atitude de ingratidão acabará por manifestar-se no egoísmo e desrespeito. Provérbios 18:22 - Provérbios 19:14.

5. Trate o outro como a pessoa mais importante do mundo.

- Afinal, quem neste mundo é mais importante para você do que o seu cônjuge?

- Em termos de seus relacionamentos com os outros, ninguém deve ser mais significativo do que o seu relacionamento com seu cônjuge. Gênesis 2:24.

 

Conclusão:

1. Seu casamento não tem que ser apenas bom, ele pode ser grande.

 

Pr. Aldenir Araújo

sábado, 20 de novembro de 2010

A hora da decisão (O casamento de Isaque)

A hora da decisão (O casamento de Isaque)Tema: Casamento

Texto: Gênesis 24:1-10; 61-67

A Bíblia recomenda cuidado na hora de escolher namorado (a)

É dito que Sócrates, o filósofo grego, ensinou aos seus discípulos o seguinte:

De todo jeito, casem-se. Se vocês conseguirem boas esposas, vocês serão duplamente abençoados. Se conseguirem más esposas, vocês tornar-se-ão filósofos... O que é bom para qualquer homem.

Observem que, segundo esta filosofia de vida, a pessoa com quem você se casa não importa tanto assim, porque o resultado final vai ser bom de qualquer jeito – Se você acertar com a escolha da esposa, você será feliz e abençoado; Se você errar, você será virtuoso. Porém, o que encontramos na Bíblia é o oposto deste conceito. Por exemplo, a maneira como Abraão abordou este assunto é oposta à maneira de Sócrates encarar a questão do matrimônio.

Contrário de Sócrates, o cuidado do Patriarca com a tentativa de encontrar a esposa certa para Isaque seu filho, reflete o valor que ele dava ao casamento. Se não, observe.

Não sei se você já notou, mas o capítulo mais longo de Gênesis não é o da criação (Gênesis 1 – com apenas 31 versículos!), por exemplo, mas o do casamento de Isaque (Gênesis 24 – com 67 versículos! – mais que o dobro de versículos de Gênesis 1). Por quê?

Como na Escritura Sagrada nada é por acaso, penso que a explicação fundamental é teológica. É que desde o Livro dos Princípios, Deus quer deixar claro o valor do casamento aos seus olhos. Mas, por quê? --

O casamento reflete a imagem do amor de Deus em Cristo pelo seu povo! (Efésios 5.22-33)

Cf. Mateus 22.1-14; 2Co 11.2-3; Romanos 7.4

O namoro é o caminho para o casamento. Por isso ele não pode ser banalizado nem menosprezado. É exatamente isto que Abraão procura pontuar aqui no capítulo 24 de Gênesis.

Porém, o que mais vemos são as pessoas usando de métodos aleatórios para escolher um namorado (a). São basicamente três os métodos mais usados pelas pessoas:

a) O MÉTODO CARNAL – Forma, tamanho, aparência, sex appeal (apelo sexual), personalidade – ou seja, neste método, a imagem é a consideração mais importante. A marca registrada desta abordagem é usar de astúcia e manipulação a fim de se obter o que se quer, às custa do discernimento e do amor.

b) O MÉTODO SUPER ESPIRITUAL – Esta abordagem deixa tudo na mão de Deus, abandonando toda e qualquer responsabilidade e iniciativa pessoal. As pessoas envolvidas veem até segundos de “coincidência” como “sinais” de Deus. Elas raramente passam junto tempo suficiente para se conhecerem a fim de tomarem decisões racionais. Elas simplesmente “rompem em fé”

c) O MÉTODO NATURAL – Poderíamos chamar este método de “namore quem você conseguir

namorar”. Isto geralmente acontece em comunidades pequenas, cidades pequenas, igrejas pequenas, onde não há muitas pessoas. Porém, “escolher” o que está disponível, por falta de opção, não é necessariamente escolher o melhor.

Princípios confiáveis na hora de decidir

Há três decisões fundamentais na vida de qualquer ser humano:

  • Sobre a salvação (diz respeito à vida eterna)
  • Sobre a relação (diz respeito à vida a dois e à família)
  • Sobre a vocação (diz respeito ao serviço)

Graças a Deus que na Escritura nós podemos encontrar respostas e diretrizes abundantes para cada uma dessas áreas. Aliás, a Bíblia foi escrita para nos dar respostas relativas a todas elas, especialmente no que diz respeito à primeira – a nossa salvação.

Por ora, iremos nos concentrar nos princípios que Abraão nos deixou sobre como decidir na hora de escolher com quem namorar e casar.

A juventude (e também seus pais) ganharia muito se estudasse cuidadosamente este capítulo de Gênesis em busca de princípios norteadores, visando a preparação para o namoro e o casamento, à medida que contemplam estas possibilidades. É o que faremos agora.

Antes de cairmos nos princípios propriamente ditos, faremos bem em entender a estrutura deste capítulo tão longo de Gênesis.

Gênesis 24

Há cinco atos neste episódio:

1) O pedido solene de Abraão ao seu servo de confiança (v. 1-9);

2) A viagem do servo pelo deserto e o seu encontro com Rebeca (v. 10-27);

3) A explicação do servo sobre sua missão aos pais de Rebeca e a resposta positiva (v. 28-53);

4) O pedido do servo de voltar imediatamente com Rebeca e o seu consentimento (v. 54-58);

5) A partida de Rebeca, a bênção de seus familiares, o encontro e o casamento com Isaque (v. 59-67)

Com isso em mente, vejamos quais são os princípios que nós podemos aprender na hora de decidir sobre namoro e casamento. Destaco 7!

1. Ouça e acate os conselhos piedosos de seus pais. v. 1-9

Aqui está um ancião (com seus 120 / 135 anos de idade). Ele acabou de sepultar a sua esposa (Gênesis 23). Ele sabe que o próximo grande acontecimento de sua vida será a sua partida para estar com o SENHOR (Gênesis 25).

  • Logo, ele se preocupa em ajudar seu filho a encontrar a sua outra metade (Gênesis 24).

Só que neste caso, o casamento é mais importante do que o normal. A descendência de Isaque abençoaria as nações. Dela nasceria o messias (Gênesis 3.15). É por isso que ele destaca o seu mais importante e confiável servo para esta importantíssima tarefa. Veja o texto (v. 1-9):

Abraão tinha ouvido e visto a mão de Deus (Gênesis 22.20-24) preservando a sua descendência. Ele sabia que era Deus agindo em favor de Isaque e sua descendência!

Ouça as palavras piedosas e de sabedoria de seus pais. Isto é mandamento do SENHOR: (Provérbios 4.1-6)

Os conselhos piedosos dos pais são joias de sabedoria com as quais Deus presenteia os filhos. Precisamos valorizar esses tesouros.

Não siga a tendência dos últimos dias: 1 Sabe, porém, que nos últimos dias haverá tempos difíceis; 2 pois os homens amarão a si mesmos, (...) arrogantes, (...) desobedientes aos pais, (...),

4 orgulhosos, (...) 5 com aparência de religiosidade” (2 Timóteo 3.1-5).

2. Encharque o processo com oração (v. 10-14)

O servo fiel de Abraão partiu para a sua missão e, a postos, pôs-se a orar!

NOTA: Observe que, com exceção da intercessão de Abraão por Sodoma (Gênesis 18), esta é a primeira oração registrada na Bíblia. Impressionante! Ele aprendeu a orar com Abraão e colocou em prática o que aprendeu na ora de achar a esposa de Isaque!

Ele ora buscando o discernimento do SENHOR. Sua oração é cheia de questões que ele levanta.

3. Procure por qualidades que revelem caráter (v. 15-20)

A beleza e a formosura passam, mas a qualidade do caráter permanece para sempre. É por isso que o servo de Abraão se concentra na beleza do caráter de Rebeca (quando ele orou).

E foi exatamente o que ele viu, enquanto ele ainda orava de olhos bem abertos...

Essa jovem vem de berço e, além de bonita, ela é de um belíssimo caráter:

  • Sensível às necessidades dos outros;
  • Serva solícita, sempre pronta a ir além do que os outros pediam;
  • Determinada, diligente, hospitaleira, compassiva, delicada; esforçada;
  • Trabalhadora (1 camelo bebe em média 75,5 litros; 10 camelos juntos bebem 755 litros; ela com um balde de 12 litros deve ter feito mais ou menos 63 viagens!).

4. Reflita cuidadosamente sobre as evidências (v. 21-27)

É muito importante notar a forma como o servo de Abraão está procedendo a esta altura. Ele não se precipita em dizer que Deus o respondeu! Ele para e reflete nas evidências. (Gênesis 24.21)

Faltava-lhe ainda mais uma evidência. Ela tinha de ser da descendência de Abraão. Não podia ser de outro lugar! (Fica aqui o princípio de que não pode haver jugo desigual – aquela história de que fulano (a) só falta ser crente, não serve para ele 2 Coríntios 6.14-18!).

Rebeca tinha todas as qualidades, mas precisava ser descendente de Abraão. Era isso que o servo queria ouvir. Por isso pergunta...

23 e perguntou: De quem tu és filha? Dize-me, peço-te, se há lugar na casa de teu pai onde se possa passar a noite. 24 Ela lhe respondeu: Eu sou filha de Betuel, filho de Milca, que ela deu a Naor. 25 E prosseguiu: Temos bastante palha e forragem, e lugar para o pernoite. (Gênesis 24.23-25)

Esse servo orou, buscou, esperou, avaliou, refletiu e agora ele está certo de que Deus o dirigiu; por isso ele louva:

26 Então o homem inclinou-se e adorou o SENHOR, 27 dizendo: Bendito seja o SENHOR, Deus de meu senhor Abraão, que não retirou do meu senhor a sua bondade e a sua fidelidade; quanto a mim, o SENHOR me guiou no caminho à casa dos irmãos de meu senhor. (Gênesis 24.26-27)

  • Reflita cuidadosamente sobre as evidências, aja em obediência a Deus e na hora certa você haverá de louvar ao SENHOR. Tenha Fé!

5. Observe as relações entre os membros da família (v. 28-32)

Rebeca corre para contar toda a história à sua família. É a chance de o servo conhecer a forma como os familiares de Rebeca se relacionavam.

28 A moça correu e relatou essas coisas aos da casa de sua mãe. 29 Rebeca tinha um irmão chamado Labão, que saiu correndo ao encontro daquele homem até a fonte, 30 pois tinha visto o pendente e as pulseiras nos braços de sua irmã, e ouvido as palavras de sua irmã Rebeca, que disse: Assim me falou aquele homem. Ele foi encontrar o homem, que estava em pé junto aos camelos, ao lado da fonte. 31 E disse: Entra, bendito do SENHOR. Por que estás aqui fora? Pois já preparei a casa e o lugar para os camelos. 32 Então o homem foi a casa e descarregou os camelos; deram palha e forragem para os camelos e água para lavar os pés dele e dos homens que o acompanhavam.

Qualidades e defeitos de família geralmente são carregados para os lares que formamos.

Essa atitude interesseira vista em Labão, será reproduzida na família de Rebeca e Isaque! (Gênesis 25.27-28)

Observe as relações entre os membros da família! Pense e pondere. Não se precipite.

6. Veja se há compromisso espiritual em ambas as partes (v. 33-60)

À mesa, na casa dos familiares de Rebeca, o servo de Abraão não comeu até contar o que lhe fazia estar ali (v. 33-38). Ele repete toda a história nos seus mínimos detalhes (v. 39-48).

Ao terminar a sua história ele lhes faz uma pergunta penetrante:

Portanto, se agora haveis de tratar com bondade e com fidelidade o meu senhor, dizei-o; se não, também dizei-o, para que eu vá para a direita ou para a esquerda. (Gênesis 24.49)

A resposta deles é positiva. Eles entenderam que era a mão do SENHOR:

50 Então Labão e Betuel responderam: Isso procede do SENHOR; nada podemos dizer, nem de mal nem de bem. 51 Rebeca está diante de ti, toma-a e vai; que ela se torne a mulher do filho de teu senhor, como disse o SENHOR. 52 Quando o servo de Abraão ouviu as palavras deles, prostrou-se em terra diante do SENHOR. (Gênesis 24.50-52)

Chegara o momento de Rebeca discernir por ela mesma (Gênesis 24.53-60):

53 Então o servo tirou joias de prata, joias de ouro e vestidos, e deu-os a Rebeca; também deu presentes de valor ao irmão e à mãe dela. 54 Então ele e os homens que estavam com ele comeram, beberam e passaram a noite. Quando se levantaram de manhã, o servo disse: Deixai-me ir de volta ao meu senhor. 55 E o irmão e a mãe da moça disseram: Deixa que ela fique conosco alguns dias, pelo menos dez dias, e depois ela irá. 56 Porém ele lhes respondeu: Não deveis me deter, visto que o SENHOR tem dado sucesso à minha missão; deixai-me partir, para que eu volte ao meu senhor. 57 E eles disseram: Chamaremos a moça e perguntaremos a ela mesma. 58 Então chamaram Rebeca e lhe perguntaram: Tu irás com este homem? Ela respondeu: Irei. 59 Então se despediram de sua irmã Rebeca, de sua ama, do servo de Abraão e dos homens que estavam com ele; 60 e abençoaram Rebeca, dizendo-lhe: Nossa irmã, sê tu a mãe de milhares de milhares, que a tua descendência domine a cidade de seus adversários!

Rebeca também entendeu o propósito e a mão de Deus por traz de tudo e, por isso, estava pronta a se submeter (e se submeter rapidamente, sem rodeios) à vontade do SENHOR.

Compromisso e sensibilidade espiritual são essenciais em ambas as partes.

7. Estabeleça um fundamento sólido para o casamento (v. 61-67)

Namoros saudáveis são importantes. Portanto, cultive hábitos santificadores que farão toda a diferença hoje e sempre, enquanto você se relaciona com alguém em potencial.

Há cinco elementos que eu gostaria de destacar nestes versos finais, que estabelecem um fundamento sólido para o casamento, e que são importantes ainda no tempo de namoro:

a) ANTECIPAÇÃO SAUDÁVELOlhando para a história de Rebeca e Isaque nós percebemos que ambas as partes estavam esperando com expectativa pelo grande momento do encontro e da consumação.

Rebeca (Gênesis 24.58, 61)

58 Então chamaram Rebeca e lhe perguntaram: Tu irás com este homem? Ela respondeu: Irei. (...) 61 Assim Rebeca se levantou com as suas servas e, montando nos camelos, seguiram o homem; e o servo partiu, levando Rebeca.

Isaque (Gênesis 24.62-63)

62 Isaque tinha vindo do caminho de Beer-Laai-Roi, pois habitava na terra do Neguebe. 63 Isaque havia ido ao campo numa tarde para meditar e, levantando os olhos, viu que camelos se aproximavam.

Deve haver o desejo de unir a vida em matrimônio e desfrutar a vida na plenitude da vida a dois, como Deus planejou que fosse. Sem obsessão e pecado, é claro.

b) RELAÇÃO SANTIFICADAAcho linda a forma tão decorosa como Rebeca aproximou-se de seu futuro marido (Gênesis 24.64-65):

64 Rebeca também levantou os olhos e, quando viu Isaque, desceu do camelo 65 e perguntou ao servo: Quem é aquele homem que vem pelo campo ao nosso encontro? O servo respondeu: É o meu senhor. Então ela pegou o véu e se cobriu.

Rebeca era linda (nesis 24.16), mas ela não queria explorar os seus contornos, ela queria revelar o seu caráter. É assim que uma mulher de Deus (e também um homem de Deus) deve se portar e se revelar.

c) PARTICIPAÇÃO SIMULTÂNEAObservem que tanto Isaque como Rebeca partem para encontrarem-se um com o outro. É participação mútua e simultânea. Um relacionamento saldável envolve as duas partes contribuindo para o bem do outro e dos dois. Alguma coisa está errada quando uma parte só toma iniciativas. Essas iniciativas de participação simultânea devem começar e ser cultivadas no namoro.

d) COMUNICAÇÃO SINCERA Quando Isque e Rebeca finalmente se encontraram, eles ouviram tudo o que o servo tinha para contar (v. 66). Saber ouvir começa no namoro.

e) EMOÇÕES SARADASSe há algo que o relacionamento de Rebeca e Isaque começa a nos mostrar nesse ponto da história é que as suas emoções começam a ser saradas no momento em que eles se conhecem. Principalmente as emoções dele.

Isaque levou Rebeca para a tenda de Sara, sua mãe; tomou-a, e ela se tornou sua mulher; e ele a amou. Assim Isaque foi consolado depois da morte de sua mãe. (Gênesis 24.67)

Intimidade, conforto, consolo e amizade compõem o ambiente certo para que haja confronto que produz crescimento. No namoro isso deve ser cultivado. Sem relacionamento sexual, é claro; mas com diálogo, afeto e Palavra de Deus.

Oito entre dez namorados transam pela primeira vez fazendo as pazes. Não estou inventando. O IBGE tem as estatísticas. (Luís Fernando Veríssimo)

Temo que Luís Fernando Veríssimo esteja correto em seu diagnóstico. E se estiver, arrisco dizer que esses oito entre dez namorados que transam para fazer as pazes, não aprendem a dialogar, não aprendem a curar as feridas emocionais uns dos outros, e não terão um bom relacionamento sexual, caso venham a se casar (já que é exatamente o diálogo e a saúde emocional que proporcionam sustentação para a vida sexual). É no namoro que se começa a lutar pela cura das emoções.

Algumas questões práticas

  • Não entra em jugo desigual (Isaque e Rebeca são descendentes de Abraão).
  • Rebeca foi conhecida em um local de respeito (não foi no “Bar-Zeado”).
  • Ela não era uma moça “folgada” (trabalhava pesado e era de muita iniciativa).
  • Ela não ficava de insinuação por aí; era modesta, apesar de muito bonita (subiu o véu).
  • Ela não ficou enrolando; quando o servo chamou, ela foi logo.

Procurando a sua metade

Adote os princípios ensinados neste capítulo da vida de Abraão. Eles não estão aqui por acaso. Sim, eles são custosos. Mas valerão a pena.

  • Abandone o método carnal (fazer como todo mundo, apelando para a sensualidade)
  • Não se escore no método super espiritual (deixar tudo com Deus)
  • Não espere no método natural (agir pressionado pela falta de opção)

1 Portanto, irmãos, exorto-vos pelas compaixões de Deus que apresenteis o vosso corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 2 E não vos amoldeis ao esquema deste mundo, mas sede transformados pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Romanos 12.1-2)

Autor: Pr. Leandro B. Peixoto

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Não é bom que o homem esteja só

Não é bom que o homem esteja sóTema: Casamento

 

Textos: Gênesis 2.18 e Eclesiastes 4.8-12

 

Introdução: Deus viu que todas as coisas que fez eram boas, e a única coisa que Deus fez e não gostou, foi a dever o homem sozinho. O homem também não gostou de ficar sozinho olhando todos aqueles animais vivendo em companhia um do outro e em relacionamento mútuo. E imaginava: Qual desses animais poderia ser minha companheira? Mas, a girafa era grande demais, a leoa muito forte, etc. Brincadeiras à parte...

I. Por que Deus não queria o homem sozinho?

A. Um homem sozinho é meio-homem.

Os rabinos em seu comentário na Torá dizem que um homem solteiro é incompleto, é meio-homem.

B. Porque a vida é feita de relacionamentos.

1. Deus se relaciona com o Filho e com o Espírito. O relacionamento do céu tem de ser visto na terra.

2. Uma pessoa solitária é presa fácil para as artimanhas de Satanás. Eva estava só quando o Diabo a tentou.

2. Salomão mostrou a importância do relacionamento a dois em Eclesiastes 4.8-12.

A. Por que precisamos nos relacionar?

1. É preciso ter alguém com quem compartilhar os momentos de tristeza e de alegria; de descobertas e de perdas.

2. Quando vivemos sozinhos temos a tendência de criarmos “manias” de pessoas que vivem sós. Nosso companheiro ou companheira nos ajuda a nos livrar das manias. (Meter o dedo no nariz; fuçar o ouvido; ringir os dentes; comer de boca aberta; dizer coisas sem sentido...).

3. Nosso cônjuge é vigilante atento. Ele passa a nos conhecer e sabe se alguma coisa está errada até quando abrimos a fechadura da porta.

4. Nosso companheiro (a) é também ajuda espiritual, puxando-nos sempre para mais perto de Deus; insistindo para lermos as escrituras, para a oração, etc.

5. A vida a dois – duas pessoas de raças e culturas diferentes – é um milagre social criado por Deus.

 

Conclusão: O maior mistério do casamento é a união de duas pessoas que cresceram em lares diferentes, culturas diferentes, alguns têm aspectos físicos diferentes; gostos diferenciados e, no entanto, se unem para cumprir e levar adiante o propósito de Deus na terra. E, há muito o que dizer daqui em diante para os noivos.

 

Autor: Pastor João A. de Souza Filho

Irás com este homem?

Irás com este homem?Tema: Casamento

 

Texto: Gênesis 24:58

 

Introdução: Rebeca foi a esposa que enganou seu marido. Ela não foi a primeira nem a última, mas seu nome nos lembra o romance que teve início à beira de um poço da histórica Mesopotâmia.

Aquela bela e doce jovem sofreria grandes transformações ao longo da vida. Isaque também.

I. O começo da história.

A. À beira de um poço no Oriente. Tiremos os poços das cenas bíblicas e teremos roubado deste livro extraordinário sua beleza e encanto. Porque:

1. Foi à beira de um poço que o anjo salvou Agar e Ismael de morrerem de sede.

2. Foi à beira de um poço de Mídiam que Moisés encontrou-se com Zipora.

3. Foi à beira de um poço que Jacó beijou Raquel pela primeira vez e esperou 14 anos por outra oportunidade.

4. Foi à beira do poço de Jacó que a samaritana se encontrou com Jesus.

Numa tarde, quando o sol se punha sobre o deserto, perto da cidade de Naor, aproximava-se uma caravana. Seu chefe era Eliezer.

II. Irás?

A. Irás com este homem?

1. Depois de dar graças a Deus pelo feliz acontecimento, Eliezer explica sua missão e decide regressar imediatamente para Canaã. Labão, então, pergunta à sua irmã: “Irás com este homem?”. Ela, sem vacilar, respondeu: “Irei”.

2. O sentido destas palavras. Rebeca acompanha um homem estranho e inicia a longa viagem. Isaque estava no campo meditando.

3. Quantas moças casam e continuam apegadas à saia da mamãe e trazem problemas para seu casamento (Gênesis 2.24). E homens também que não se desprendem da mamãe e arrumam problemas para a esposa.

3. Depois de vinte anos de casamento nasceram-lhes dois filhos: Esaú e Jacó (Gênesis 25.21).

a) Isaque tinha preferência por Esaú. Era “macho”, peludo, caçador, corajoso (Gênesis 25.28).

b) Rebeca sabe que Isaque está ficando velho, não vê direito (Gênesis 27.1).

4. Um dia Raquel ouve se esposo fazer uma proposta a Esaú, e brotou nela uma astuta ideia. A bênção patriarcal era importante (Gênesis 27.5).

III. O que o homem semear...

A. A lei da semeadura cobra seu preço.

1. Quando Esaú chegou. O desespero de saber que seu irmão o traíra pela segunda vez. Jacó, aconselhado pela mãe trai a seu pai e a seu irmão.

2. As lágrimas de Esaú. Chorou amargamente. Mas ele era o culpado (Gênesis 27.34)

3. Anos depois Jacó seria traído pelo sogro, pelas mulheres, por seus filhos, e colheria traição a vida toda.

4. Judas disse: Pequei.

5. O pródigo disse: Pequei!

6. Davi disse: Pequei.

Você pode dizer: Pequei

IV. Uma grande mãe.

A. O que uma mãe não faz por seu filho!

1. Apesar de todas as suas faltas Rebeca foi uma grande mãe. Lançou mão do engano e da fraude com um propósito elevado. Não era para ela. Mas, para Jacó.

2. Como Salomé, mãe de Tiago e de João. Ela pediu para Jesus o melhor para seus filhos (Mateus 20.21).

No Antigo Testamento pode-se ver mães interferindo, direcionando ou abençoando a vida de seus filhos.

3. Mães! O que vocês estão pedindo para seus filhos? Estão pedindo que eles sejam salvos?

 

Conclusão: Hoje lhe apresento a mesma pergunta: Você irá com este homem? Sabe que ao contrair as núpcias você entrega seus sonhos, nas mãos de um homem; e você homem entrega seus sonhos nas mãos de uma mulher.

 

Autor: Pastor João A. de Souza Filho

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O jardim do Casamento

jardimTema: Casamento

 

Texto: Cantares 4:16 e 5:1

 

Introdução: Este livro é, que tem como autor Salomão, para muitos tem sido uma alegoria do amor de Deus por sua Igreja, mas com a característica de ser uma leitura sapiencial, ou seja de sabedoria, que se destinge principalmente por centrar-se no âmbito comum do relacionamento humano.

Cantares ou Cânticos dos Cânticos, se refere ao relacionamento conjugal.

É interessante que em todo seu conteúdo este livro busca demonstrar que o casamento se funda no amor nas dimensões: a) da Autodoação; b) da Paixão e c) do Compromisso.

Este é o espectro do amor de Deus por sua Igreja, e deve servir de exemplo a nós para a aliança do casamento.

 

E com base nisto, a partir dos versos que lemos gostaria de meditar sobre:

O jardim do casamento

A figura de um jardim é interessante porque trás a expectativa de beleza e também a necessidade de cuidado do casamento. Há uma relação direta de cuidado e sobrevivência, como no casamento.

 

É nesta perspectiva que gostaria que vislumbrássemos o Casamento com base neste texto de Cantares.

I. O Jardim é a metáfora do Relacionamento em que se compartilha:

1. "OS SONHOS" 4:16ª. "Sopra vento ... para que se derramem seus aromas" Casamento é lugar de sonhar com o romance, com a beleza. É lugar de buscar a vida melhor, a concretização de expectativas e fantasias. O pedido do sopro do vento deixa transparecer que estes sonhos precisam de ajuda para acontecer, e interessante que o ES na Bíblia trás a ideia de sopro, e o vento é em verdade um forte sopro. Portanto amados sem ação do Espírito estes sonhos podem ser bons e provavelmente não se realizarão. Pois Deus é o autor do casamento e o cordão forte que o sustenta. Casamento é sonho de felicidade de aroma doce e suave, que só ocorrerá se impulsionado por Deus. Bodas, são a confirmação disto, total o parcialmente, dependendo da parcela que permitimos ES soprar.

2. "O DESEJO DE COMPLETAR" 4:16b. "venha e coma". Mas não qualquer coisa, mas frutos excelentes. Casamento é portanto compartilhar, doar, oferecer o que temos de melhor. Jesus, o noivo, fez assim com sua Igreja, e é sito que Ele recomendo e “vós maridos amai como Cristo amou a Igreja, e deu sua vida por ela". Para tais frutos é necessário também esperar um pouco, eles não virão logo, pois para tê-los é necessário preparar a terra do nosso coração; semear a semente da abnegação; podar a folhas machucadas de nossos traumas; limpar as ervas daninhas de nosso caráter. Adubar muito com a Palavra, e regar muito com o Espírito de Deus. Por vezes não obtemos bons frutos porque somos jardineiros negligentes, que queremos o jardim mas não o trabalho de cuidar dele. Sabendo que isto requer tempo, dedicação e abdicação. E em nossa negligência olhamos para outros jardins e achamos que são melhores. Ou então não colhemos frutos, mas vemos nosso jardim seco e sem vida, sem beleza porque não cultivamos efetivamente o desejo de compartilhar, de doar.

3. "O COMPANHERISMO" 5:1. " minha irmã...". Aliás, este é um ponto crucial. Pois no casamento existe alegrias; lutas; paixão; mas o que o firma realmente é o companheirismo; o ombro amigo; o ouvido disponível; a mão amiga. A compaixão com o irmão mais frágil.

II. E este relacionamento deve ter o compromisso, ALIANÇA: 5:1

"noiva minha..."

Pessoa que amo e que me comprometo a servir, a cuidar.

A aliança do casamento é tremenda porque envolve um instituto criado por Deus, e o qual ele valoriza. Ou seja é uma aliança com o próprio Deus.

Aliança para com o amor da mocidade ; aliança de fidelidade.. e de amor como de Cristo, amor de sacrifício e compromisso.

 

Conclusão: O jardim como metáfora do relacionamento conjugal nos reflete os sonhos; o desejo de completar; o companheirismo e a aliança de fidelidade e sacrifício do casamento.

 

Contudo só assim é que gozaremos os frutos deste jardim, das bênçãos que produzirão.

E portanto gozar do doce mel deste jardim e beber o vinho das uvas que nele se produziram. alimantos estes que tornam o casamento doce e saudável pela capacidade medicinal e pela força nutritiva de seus frutos.

 

E este será um relacionamento que será uma bênção não só para os noivas mas para todos os que dele possam ser convidados a participar dos frutos.

Bodas de prata são a confirmação disto, pois é um momento em que o casal publicamente demonstra estas verdades em suas vidas, e que inclusive devem rememorar esta metáfora e confirmar seus votos.

 

Reverendo: Alex Ribeiro Carneiro

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Antes e depois do casamento

Antes e depois do casamentoTema: Casamento

 

Propósito do sermão: Mostrar que Deus está disposto a atuar diretamente em uma pessoa que lhe dá o primeiro lugar em sua vida antes e despois do casamento, para que o cônjuge seja uma ajuda, para a outra metade.

 

Texto: Gênesis 2:18

 

Introdução: Observemos como reagem as pessoas quando se lembram do seu casamento.

Um grupo de produtores cinematográficos fizeram uma lista dos seis sons mais dramáticos, exibidos nos filmes, para ver como reagiriam os casais.

1. O primeiro choro de um bebé

2. O som de uma sirene

3. O estrondo das aguas entre as rochas

4. O bramido de um incêndio florestal

5. O gotejar suave da água

6. A Marcha Nupcial

O grupo que escutou estes seis tipos de sons, o que lhes causou mais reações emocionais e agitação que todos os demais sons. Foi o som da Marcha Nupcial, os fez recordar alegria extrema, tristezas, ódio, rancor, aflições, decepções, solidão, traição, separação e divorcio.

 

Quando duas pessoas se apresentam diante do altar para “serem uma só carne” através do matrimonio, elas entram em uma das mais emocionantes associações no âmbito da experiência humana.

 

Duas personalidades completamente diferentes se juntam para uma vida em comum, pensando que seu cônjuge seja sua ajuda e sua outra metade, ou seu maravilhoso complemento.

I. Antes do casamento existem dois fatores importantes a considerar:

A. Primeiro: as semelhanças no aspecto sociológico

Quanto mais os noivos se assemelham no aspecto sociológico, maiores possibilidades têm de ajudar-se mutuamente para assegurar um bom começo do casamento.

1. Uma formação religiosa semelhante é muito importante.

O índice de divórcios é mais de cinco vezes maior nos casamentos mistos. Exemplo:

a. Depois que se casam, os crentes deixam de frequentar a igreja e de observar suas práticas religiosas individuais.

b. Quando nascem os filhos, estas diferenças parecem agravar-se. O abismo que os separa é muito grande.

c. Quando os filhos crescem, se dividem. Um segue o pai e o outro a mãe. Então o abismo é maior.

d. É melhor seguir o conselho bíblico de II Coríntios 6:4

2. Quando existem semelhanças nas perspectivas econômicas

“O amor resolve tudo”, não é tão certo, porque a metade dos que se casam tem um acordo razoavelmente equilibrado e uma compreensão comum quanto aos assuntos econômicos de como obter, gastar, economizar e usar o dinheiro. O outro 50% está em contínuos desacordos e chegam à conclusão que: quanto maior é a diferença neste assunto, mais difícil é o ajuste. Uma grande porcentagem de casamentos em vias de divorciar-se, estão com grandes dívidas econômicas.

3. Quando eles têm uma formação cultural semelhante.

a. Promove o diálogo animado e edificante

b. Aumenta a autoestima e a realização de ambos

c. Dão soluções sensatas aos problemas da vida

d. Como resultado os parentes estão mais satisfeitos

4. Quando existem semelhanças de interesses e de ideais.

a. Quando seus gostos e interesses são comuns, tem mais sentido de intimidade. Desfrutam da companhia um do outro. De maneira natural sentem prazer em participar das alegrias de seu companheiro. Tem sensação de bênçãos e auto realização.

b. A diferença de idade entre 7, 10,15,20,30 anos torna mais difícil a convivência. Salvo honrosas exceções. Estas diferenças se manifestam em:

  • Pensamentos e critérios diferentes
  • Gostos, sonhos e prazeres diferentes.
  • Forma de atuar diferentes.

B. Segundo: as diferenças no aspecto biológico.

1. Polos opostos se atraem.

Neste aspecto não funcionam as semelhanças nem a compatibilidade. Geralmente as pessoas se casam com seus opostos.

De forma natural somos atraídos por pessoas que são fortes nos pontos em que nós somos fracos. Inconscientemente, procuramos o complemento com alguém que personifica o que não possuímos. Estamos em busca de complementação. Deus nos fez assim para que nossos pares nos possam complementar. Para que seja nossa outra metade.

Exemplo:

a. Um extrovertido se casa com uma introvertida

b. Uma impulsiva se casa com uma pessoa calma

c. Uma pessoa faladora se casa com uma tranquila

d. Um homem racional se casa com uma mulher sentimental

II. Depois do casamento as diferenças podem separar ou unir os cônjuges.

As características que se complementam (polos opostos se atraem) vão estimular o casal, para iniciar o romance e chegar a um compromisso matrimonial. Pensando assim é que encontramos a outra metade. Por isso, mais tarde no casamento as diferenças separam ou aproximam.

A. As diferenças podem separar ou aproximar

As três etapas do matrimonio:

  • Romantismo
  • As descobertas
  • Superação ou Separação.

Daremos atenção agora às descobertas.

Nos dois primeiros anos de casamento se produzem as descobertas. Às vezes nos surpreendemos que as diferenças que se vão descobrindo pouco a pouco, em vez de atrair-nos ao outro, agora nos perturbam e tendem a separar-nos. Por quê?

1. Podemos usar as diferenças como um meio para nos unir mais e não para separar-nos.

2. É possível aceitar o nosso cônjuge como ele (a) é, com todas as suas qualidades (boas é ruins), para iniciar o delicado trabalho de eliminar as diferenças que os separam.

3. Se aprendermos a despertar nossos valores e virtudes com o poder de Jesus, para superar nossas próprias fraquezas, então poderia haver mais aproximação.

4. Cada um precisa do outro para encher o vazio de suas fraquezas em vez de dedicar tempo as brigas rotineiras.

Exemplo: Imagine um homem retraído, pensativo, acostumado a escolher cuidadosamente as palavras, que se casa com uma mulher de língua rápida e vibrante até a ponta dos dedos. Quando alguém lhe faz alguma pergunta, o esposo não tem possibilidade de responder. Enquanto se detém a pensar, sua esposa dispara uma resposta com muita vivacidade.

 

Se isto se repete, o marido começa a sentir-se incomodado, sua autoestima baixa, e começam as brigas. O melhor seria para a mulher ficar calada e esperar que seu marido possa atuar do seu jeito.

 

Conclusão: Os componentes da desarmonia estão presentes em todo casamento.

São semelhantes a um vírus que infeta tudo. Só é necessário alimentar nossas diferenças adotando atitudes equivocadas para que ela apareça.

  • A primeira atitude equivocada.

Tentar mudar o cônjuge para que seja como “eu sou”. Mas a resposta que você terá será de resistência rotunda a qualquer mudança.

“Qualquer tentativa de mudar o cônjuge, em um esforço de ajustar o casamento a um padrão de nossa fantasia, é arrogância da nossa parte e um insulto a nosso cônjuge. Isto separa, provoca rancor e causa uma solidão ainda maior.”

  • A segunda atitude errada.

Acusar e apresentar continuas queixas ao cônjuge. Recorde que isso somente promove uma mudança forçada e acaba criando ressentimento, hostilidade e separação.

  • A atitude certa

Para diminuir as diferenças e realizar grandes mudanças, ambos os cônjuges devem sentir que são aceitáveis tais como são, e que apesar das diferenças se amam profundamente.

 

Sem dúvida o amor humano é imperfeito, egoísta e instável. Que bom seria se hoje tomássemos a decisão de encher-nos de Cristo cada dia como casados para que nosso amor imperfeito seja aperfeiçoado por ele, e assim podermos tirar as diferenças que nos separam um do outro, e unir-nos em Jesus cada dia.

 

Assim o casamento terá melhores condições, para praticar a empatia, a humildade, o perdão e o desejo de melhorar com a ajuda de Deus. Ler Filipenses 4:13

 

Pr. Aldenir Araújo

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Quatro pilares para construir seu lar

Quatro-pilares-para-construir-seu-larTexto: Mateus 7:24-27

 

Introdução: Os pedreiros e carpinteiros constrói casas. Deus constrói lares.

 

O lar e a vida familiar começa no altar do casamento.

 

É preciso construir continuamente para edificar um lar como deve ser, no entanto, sua edificação é em vão se você não constrói sobre os fundamentos certos.

 

Os pilares seguintes darão a sua família o fundamento para construir um lar forte.

I. Primeiro pilar – Consagração

A. Dedicação ao Salvador, Mateus 6:33 “Mas buscai primeiro o reino de Deus e sua justiça; e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.

B. Morte ao egoísmo, Efésios 5:25 “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a Igreja e se entregou por ela;”

C. A devoção a seu cônjuge, Efésios 5:28 “Assim também os maridos devem amar suas esposas como seus próprios corpos. Quem ama sua esposa ama a si mesmo”.

II. Segundo pilar – Convicções

Se você não estiver para algo, você vai se apaixonar por qualquer coisa.

A. Deve haver algo definitivo para fazer

1. No que diz respeito a sua família - Dedicação familiar, Disciplina Familiar, Devoção familiar.

2. Quanto à fidelidade

a. Cristo, à Igreja, e à chamada de Deus.

3. Em relação ao perdão, (Nenhum de vocês é perfeito).

B. Deve haver algo definitivo para não fazer

1. A respeito do seu linguajar

2. A respeito da sua maneira de vestir-se

3. No que diz respeito as suas atitudes

Votos são valiosos, não tenha receio de fazer alguns.

III. Terceiro pilar – Compromisso

A. Para com seus votos de casamento

B. Para com os valores que valem a pena

C. Para caminhar vitoriosamente

IV. Quarto pilar – Comunicação

A. Você deve aprender a discutir sem discutir,

B. Você deve aprender a discordar sem se zangar,

C. Você deve aprender a falar "sem animosidade”

1. Sobre o que precisamos falar:

a. O que ele gosta

b. O que ela gosta

c. O que Deus gosta

 

Conclusão: O verdadeiro segredo para ter um bom lar e uma ótima vida familiar é fazer com que o Senhor Jesus Cristo, seja a pedra angular. Se tudo está ligado a Ele corretamente, ele vai manter tudo junto.

 

Pr. Aldenir Araújo

 

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Segredos para um casamento bem sucedido

Segredos para um casamento bem sucedido

Tema: Casamento

 

Texto: João 2:1-11

 

Introdução: Jesus disse que os últimos dias seriam como nos dias de Noé: as pessoas estaria se casando e dando se em casamento e, ainda assim, após todos estes anos de experiência, o casamento, como instituição, está sob grande pressão.

 

Ele é conveniente, portanto, que nós possamos aprender alguns “segredos de um casamento bem-sucedido” com o primeiro milagre de Jesus nas Bodas de Caná.

I. Convide Jesus. V 1-2

1. Início de milagres: Jesus foi convidado para o casamento. Mesmo sendo uma viagem de dois dias a pé, ele foi. Jesus pagou o preço vindo do céu à terra e quer entrar em nossos corações mas nós devemos convidá-lo pessoalmente. O milagre começa quando convidamos Jesus para entrar em nossas vidas.

2. A experiência comum: Douglas e Ana Paula provenientes de diferentes origens qual é a cola que irá mantê-los juntos? Jesus, a terceira vertente neste cordão de três dobras (Eclesiastes 4:12). Eles têm um bom começo em seu caminho para a união bem sucedida.

II. Leve as necessidades a Jesus. V 3-4

1. Problemas: (v 3) Cedo ou tarde, todo casamento passará por dificuldades. 
Aqui a lua de mel parecia ter acabado antes de começar. Os amantes são cegos. O casamento é os olhos abertos! O amor é um sonho. O casamento é o despertador!

2. O exemplo de Maria: Levou o problema para Jesus. Não tentar resolvê-lo do seu próprio jeito. Fez de Jesus o centro, neste momento de necessidade.

3. Deus é movido pela fé. A fé implícita de Maria move Jesus. Deus não é movido pela nossa necessidade, mas pela nossa fé. A fé pode alterar o calendário de Deus. A fé agrada a Deus (Hebreus 11:6)

III. Dar a Jesus o que você tem. V 6

1. Seis talhas de pedra: Vasilhas comuns usadas para a lavagem cerimonial. 6 é o número do homem, vazio fala da nossa condição sem Cristo.

2. Água: Comum, insípida, inodora. Jesus perguntou pelo que estava disponível, o que tinham. Eles tiveram que apresentar a Jesus o que eles tinham disponível. A água também fala do Espírito Santo. Quando estamos cheios do Espírito Santo há uma oportunidade para milagres.

3. O que você tem? Trazê-lo para Jesus! Ele não está olhando para a capacidade mas por disponibilidade. Abraão: um filho, Moisés: uma vara, Davi: uma funda e cinco pedras, Viúva de Sarepta: um pouco de farinha e azeite, Discípulos: cinco pães e dois peixes.

IV. Fazei tudo quanto ele vos disser. V. 5,7-11

1. “Fazei o que Ele diz:" (v 5) últimas palavras de Maria. Excelente conselho. Às vezes é difícil, não faz sentido, ainda que Deus quer obediência implícita. O milagre só aconteceu porque obedeceram e encheram as talhas de água.

2. Ele guarda o melhor para o futuro: V (10) No mundo o melhor é servido primeiro, mas Jesus guarda o melhor para o futuro. Não importa o que pode ter acontecido no passado, o melhor ainda está por vir. Ele é um Deus redentor capaz de trabalhar todas as coisas para o bem daqueles que o amam e são chamados segundo o seu propósito (Romanos 8:28).

 

Conclusão: Assim, Douglas e Ana Paula podemos aprender com esta passagem os segredos para um casamento bem-sucedido:

1) Convide Jesus para o vosso casamento,

2) Leve as necessidades a Jesus,

3) Dê a ele o que vocês tem e

4) Fazei o que Ele vos disser. 


Que o vosso casamento seja bem sucedido e vivam experiência de milagres como este em Caná.

 

Pr. Aldenir Araújo

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A vontade de Deus para o casamento

A vontade de Deus para o casamentoTema: Casamento
 
Texto: Jeremias 29:6

Introdução: É claro o desejo de Deus para os homens e mulheres com relação ao casamento.
 
Quando os filhos de Israel entraram no cativeiro, eles foram instruídos pelo Senhor a "Tomai esposas e gerai filhos e filhas, e tomai mulheres para vossos filhos e dai vossas filhas a maridos para que eles possam ter filhos e filhas; multiplicai-vos ali e não diminuais".

I. A instituição do casamento é encontrado em Gênesis 2:24

A. Um homem deixará seu pai e sua mãe - para iniciar uma nova unidade familiar.
B. Ele deve se unir à sua mulher - isto mostra a intenção de Deus – que deve haver um homem e uma mulher para a vida no casamento.
C. A palavra original aqui significa "grudar como cola".
D. Os dois serão uma só carne.
Fala da unidade de coração, mente, proposito, e vida.
1. Paulo fala deste tipo de unidade em 1 Coríntios 7:3,4.
2. É a doação total de si por cada um para o outro.
3. O casamento atende a necessidade de procriação (Gênesis 1:28).
4. O casamento atende a necessidade de companheirismo (Gênesis 2:18).

II. O ensino de Jesus sobre o matrimônio é encontrado em Mateus 19:6,9

A. Que não o separe o homem o que Deus uniu.
B. Nem marido, esposa, nem autoridade civil nenhuma pode substituir a lei de Deus.
C. Para os cristãos, o divórcio não é uma solução.

III. As instruções de Paulo para o casamento são encontradas em Efésios 5:22-28

A. Assim como se une a uma igreja, obedecendo o evangelho, você se une no casamento, obedecendo as leis de Deus e da sociedade.
B. Assim como devemos ter fé em Cristo, o casal deve ter confiança e amor um ao outro.
C. Assim como devemos nos arrepender, você deve se separar de todos os outros.
D. Da mesma forma que temos de confessar a Cristo, você deve confessar seu compromisso.
E. Assim como devemos estar unidos a Cristo no batismo, vocês se unirão um ao outro através desta cerimônia simples.
F. Assim como temos de ser fiéis a Cristo, vocês devem ser fieis uns aos outros.
G. Assim como Cristo é a cabeça da igreja, o marido é a cabeça da esposa.
H. Como a igreja está sujeita a Cristo, a mulher deve estar sujeita ao seu marido.
I. Como a igreja é o único lugar onde os filhos de Deus são encontrados, o casamento é a relação em que as crianças devem ser concebidas.

Conclusão: Hebreus 13:4 "Venerado seja entre todos o casamento e o leito sem mácula; porém aos que se dão a prostituição e aos adúlteros Deus os julgará"

Pr. Aldenir Araújo

sábado, 30 de janeiro de 2010

O que Deus une

O que Deus uneTema: Casamento

 

Texto: Mateus 19:6

 

Introdução

A. O casamento é aprovado por Deus (Gênesis 2:18)

B. O próprio Deus é quem une em casamento (Mateus 19:6)

C. Deus odeia o “repudio” (Malaquias 2:16)

I. Deus une apenas aqueles que estão autorizados a casar-se

A. Um macho e uma fêmea

B. Aqueles que nunca foram casados

C. Aqueles que perderam o companheiro através da morte (Romanos 7:1,2)

D. A parte inocente de um casamento que terminou em divorcio, devido ao adultério (Mateus 19:6-9)

II. Alguns casamentos então, não são aprovados por Deus

A. Neemias 13:23-30

B. I Coríntios 7:39 "…contanto que seja no Senhor"?

C. Mateus 19:9; Lucas 16:18 "…e o que casar com a repudiada..."

III. O casamento aprovado por Deus

A. Todos aquele que tem o direito de casar-se (1 Coríntios 7:1-2)

B. Todos em que a mulher é submissa (Efésios 5:22)

C. Todos em que o marido ama a sua esposa (Efésios 5:25)

D. Todas em que o marido é a cabeça (Efésios 5:23)

E. Todos em que a mulher reverencia o marido (Efésios 5:33)

F. Todos os que estão “no Senhor” (1 Coríntios 7:39)

 

Conclusão

A. O casamento que agrada a Deus, agrada a todos

B. Aqueles que não agradam a Deus, causam estragos

C. Certifique-se de consultar o livro de Deus

D. Agora vamos orar para que tudo corra bem

 

Pr. Aldenir Araújo

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Três grandes virtudes a serem cultivadas no casamento

Três grandes virtudes a serem cultivadas no casamentoTema: Casamento

Texto: Efésios 5:8-9

Introdução: Caros noivos!
Hoje é um dia especial na vossa vida e na vida de vossos familiares e amigos: o dia em que vocês buscam a bênção do Altíssimo Deus para a vida que, a partir de agora, vocês passam a trilhar juntos. Para esta ocasião escolhemos uma palavra dada por Deus em sua Escritura, a fim de servir como farol a guiar os vossos passos no futuro: “o fruto da luz consiste em toda bondade, e justiça e verdade” – Efésios 5.8-9.

O versículo anterior refere-se àquilo que éramos antes de sermos de Cristo: éramos trevas, perdidos no pecado, sem rumo, sem vida. Porém, AGORA, sois luz no Senhor... Que diferença! Que bênção! É preciso enfatizar a expressão no Senhor. Porque só nele é que alguém pode ser luz. Nosso Senhor Jesus afirmou: “Eu sou a luz do mundo” (João 8.12). Quem pertence a Aquele que é a “luz do mundo” passa a ser luz no Senhor, como diz o apóstolo.

Compreendido isto, o apóstolo faz a exortação: “Andai como filhos da luz”. Não é uma simples ordem... não é qualquer pessoa que pode atender a esta ordem. Só quem foi transformado pelo Espírito Santo – ou usando a mesma linguagem do apóstolo, diríamos: só pode andar na luz quem foi iluminado por Cristo. Um paralelo pode ser traçado com o sol e as estrelas. É lindo observar o brilho das estrelas. Uma estrela, no entanto, não possui luz própria; se dependesse dela mesma, estaria sempre apagada, nunca seria notada. Somente porque recebe os raios do sol é que ela pode brilhar. Os crentes são como estrelas e jamais serão o sol. Dependemos sempre da luz divina, da graça de Deus. Então, iluminados, passamos a refletir a sua luz. somos “luz no Senhor”. Assim é que compreendemos a exortação do apóstolo: “andai como filhos da luz”.

Como que descrevendo o que significa este “andar na luz”, o apóstolo fala, na sequência, do fruto da luz: “porque o fruto da luz consiste em toda bondade, e justiça, e verdade” (versículo 9). Três grandes virtudes a serem cultivadas – que belo lema para a vida dos cristãos! Que lema maravilhoso para o matrimônio!

O fruto da luz consiste em:

1. Bondade

– é totalmente dispensável explicar o que é a bondade.  Todos nós sabemos o que é ser bondoso (a), especialmente quando colocamos ao lado a qualidade oposta, negativa, que é a maldade. Não precisamos explicar o que é, mas sempre de novo precisamos ser lembrados de Deus espera esta virtude em nossas vidas. É fácil “exigirmos” que outros nos tratem com bondade, nos ressentimos e magoamos quando outros faltam com a bondade. Sermos bondosos com os outros é bem mais difícil. No casamento também, principalmente quando os dias passam e nos tornamos mais íntimos, facilmente a bondade é substituída pela aspereza, pela grosseria, pelos palavrões, pela impaciência...

Leia também: A vontade de Deus para o casamento

Por causa do pecado em nós, a bondade não é algo que “brota” naturalmente. Por isso ela precisa ser cultivada, precisamos nos exercitar. Ao cultivarmos a bondade perceberemos que ela traz consigo outras virtudes agradáveis e desejáveis para a vida de um casal e família: o respeito, a paciência, o carinho, a compreensão, etc.

2. Justiça

– o segundo fruto da luz citado pelo apóstolo Paulo é a justiça. Tal qual acontece com a bondade, nós somos hábeis em observar todas as injustiças que outros cometem contra nós. É algo que percebemos imediatamente, no mesmo instante que sofremos a injustiça, pois sempre é algo que nos machuca que magoa que dói. Como filhos da luz, porém, somos exortados a praticar a justiça (e não cobrá-la dos outros). E de fato isto só é possível porque Deus nos fez “filhos da luz” e derramou em nós o seu amor. A justiça orientada pelo amor de Deus em nós não será aquela que exige que os outros façam o que é certo. Ao contrário, a justiça como fruto da luz sempre será aquela que vai perguntar: “O que posso fazer para ser correto com o outro? Será que fui justo (a), correto (a), leal...?”

3. Verdade

– Quão importante é a verdade para um casal! Odeiem a mentira e amem a verdade.
Neste ponto, é oportuno trazer à nossa memória de quem somos filhos: Adão e Eva. Apesar de terem tido o privilégio de andarem na presença do SENHOR e de conversar diariamente com o Criador, eles foram enganados pela mentira – ou, mais propriamente, pelo “pai da mentira”. Eles tentaram se desculpar perante Deus queria driblar a triste verdade do seu pecado, ao invés de assumir a verdade, reconhecer que tinham sido desobedientes.

É bem fácil entrarmos pelo mesmo caminho. É só uma “desculpinha” para não ficar tão feio o que eu fiz! Foi só uma mentirinha... Numa vida a dois isto não é bom. A mentira, as meias-verdades, as trapaças, por mais bem intencionadas que sejam, podem gerar desconfiança e podem levar à desunião.

Orientem todas as vossas palavras pela verdade, bem como as vossas atitudes. Nem sempre é fácil ser transparente, sincero e verdadeiro com nosso cônjuge. Mas sempre que agirmos assim com aquela pessoa a quem amamos estaremos no caminho certo. A pessoa que nos ama saberá nos acolher, mesmo que a nossa verdade signifique confessar nossos erros, nossas fraquezas, nossos temores, dúvidas. A verdade pode ser dolorosa, mas é o caminho mais curto para resolver conflitos. Vai-se direto ao ponto, enquanto que a mentira nos conduz por um caminho aparentemente agradável, mas que, depois de nos enredar por “longas voltas” e rodeios, sempre traz um final com sérios prejuízos para o relacionamento.

Leia também: Segredos para um casamento bem sucedido

Conclusão: Queridos noivos. O casamento cristão e a consequente vida do lar sempre é um testemunho ao mundo. Que todos possam ver que ali estão duas vidas unidas por Cristo. A bondade, a justiça e a verdade são apenas três exemplos de tantas outras virtudes que Deus espera de seus filhos. Lembrem sempre que o andar como filhos da luz é algo que nenhum crente consegue fazer plenamente com suas próprias forças.

Cristo, que foi quem vos trouxe para a maravilhosa luz da salvação, será sempre a vossa inspiração e a vossa força. Cristo, que é a Luz do mundo, estará à vossa frente. Então basta segui-Lo!

Amém.