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"Mas eu não aceito a Bíblia...”

quarta-feira, 16 de julho de 2014 / 1 Comentário
"Mas eu não aceito a Bíblia...”O ateu nega Deus. O cético rejeita a Bíblia. O muçulmano deprecia Cristo. O materialista duvida da alma. O hedonista ignora os padrões morais de Deus.

Uma vez que estes rejeitam a Bíblia, eles estão isentos de seus ensinamentos?

Não. Negar a Escritura não muda a validade da Bíblia. Deus existe; creia o homem ou não (Romanos 1:23, 28, Salmo 14:1). "Vós tudo perverteis! Acaso o oleiro há de ser reputado como barro, de modo que a obra diga do seu artífice: Ele não me fez; e o vaso formado diga de quem o formou: Ele não tem entendimento?" (Isaías 29:16).

A maioria das pessoas olha para a religião como uma universidade, equipe de esportes, clube, ou serviço militar. Se uma pessoa se alista no exército, então ela vai para o quartel e tem pelo menos 6 meses de "sim, senhor / não, senhor"

Se ela se matricula em uma universidade, então existem taxas, documentos, provas e aulas para assistir.
Se alguém se junta a uma equipe ou clube esportivo, então ele terá que comparecer a treinos / reuniões, obedecer ao treinador / líder, respeitar regras / estatuto, e se apresentar para os jogos / eventos. Mas se alguém opta por não se inscrever, registrar, ou juntar-se, então ele não tem obrigações, responsabilidades ou consequências.

Com o membro de uma igreja é assim?

Não! Religião é diferente. Uma pessoa não pode optar por sair do cristianismo, sem eventuais consequências. Deixar a igreja não torna a pessoa livre de viver segundo os padrões de Deus. Jesus não vai nos ignorar apenas porque nós ignoramos. Rejeitar a Palavra do Espírito Santo, não altera a realidade de um juízo vindouro. Felix era um descrente, por exemplo, mas Paulo arrazoou com ele sobre o juízo vindouro (Atos 24:25).
 
 
Em que base Deus pode esperar o homem servi-Lo?

Deus é o dono da patente do homem.

"Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou" (Gênesis 1:27). Deus tem autoridade sobre o mundo porque Ele o criou (Atos 17:24). Ele tem o direito de governar o homem porque Ele fez o homem. "Quero porém, que saibais que Cristo é a cabeça de todo homem, o homem a cabeça da mulher, e Deus a cabeça de Cristo" (1 Coríntios 11:3). Paulo perguntou: "Não tem o oleiro poder sobre o barro?" (Romanos 9:21). O oleiro pode exibir o vaso que ele criou em sua casa, vendê-lo, dá-lo como um presente, ou quebrá-lo. É seu. Deus fez os vasos do pó da terra e deu vida a eles (Gênesis 2:7; 3:19). Ele projetou o processo de procriação, que produziu cada pessoa que vivem agora. Assim, ele é dono de nossos direitos autorais e tem autoridade sobre nós (Romanos 9:11-24). A criação é sempre subordinada ao criador (Isaías 29:16).  

Deus deseja mais do que apenas uma relação autoritária, sem duvida; Ele quer um relacionamento familiar construído sobre o amor (Mateus 22:36-40, Atos 17:29). Deus quer que o sirvamos para nosso benefício, não para o Seu. Seu amor por nós O leva a querer o melhor para nós (1 João 4:8).

O homem deve ao seu proprietário.

Se alguém vive no Brasil, então ele não pode optar por não obedecer às leis brasileiras e pagar impostos. Uma vez que a "terra é do Senhor, e a sua plenitude" (Salmo 24:1), nós estamos vivendo na terra de Deus, respirando o ar de Deus, bebendo das fontes de Deus, e comendo da bondade de Deus. Cada coisa boa em nossas vidas vem dessa fonte (Tiago 1:17, Mateus 5:45, Atos 14:17). Verdadeiramente, "Nele vivemos, e nos movemos, e existimos (Atos 17:28).

Como inquilinos de Deus, estamos sujeitos às suas leis. "Ó terra, terra, terra, ouvi a palavra do Senhor" (Jeremias 22:29). Desde o início, Deus exerceu autoridade sobre a Sua criação. No Éden, a lei de Deus para Adão e Eva foi o de cuidar do jardim e não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2:15; 3:1-3). No patriarcado, Deus disse a líderes tribais, tais como Abraão, a sua vontade diretamente (Gênesis 17:9). Em Israel, Deus deu uma lei escrita para o Seu povo através de Moisés e os profetas (Deuteronômio 4:44). Nos dias dos apóstolos, Deus comunicou ao homem através de sua pregação (Mateus 10:6-7; 28:18-20, Atos 2:1-41). Hoje, a lei escrita de Cristo (Novo Testamento) governa o homem (2 Timóteo 3:16-17, Gálatas 6:2, Filipenses 3:16, 2 Pedro 1:3).

Durante a corrida do ouro no início da história da Califórnia nos Estados Unidos, os mineiros esperavam descobrir uma mina em riachos ou deserto, para registra-la no escritório da terra. Todos os direitos de propriedade, em seguida, pertenciam a essa pessoa. Se uma disputa mais tarde surgisse sobre o ouro encontrado lá, então a pessoa que tinha o direito legal ganhava o caso. Deus tem uma inegável "reclamação previa" para toda a terra.

Cristo recebeu autoridade sobre toda a terra.

Quando Cristo ascendeu ao Pai depois de conquistar o pecado, a morte, Satanás e o inferno, Deus O coroou rei da terra. O salmista pré-retratou este evento com Deus colocando seu rei sobre o santo monte de Sião e declarando: "Tu és meu Filho; hoje te gerei" (Salmo 2:7; Atos 13:33). Era costume dos reis dar aos favorecidos tudo o que eles pediam (1 Samuel 27:6; Ester 5:6, Mateus 14:7). Deus prometeu dar a seu filho "as nações por herança, e os confins da terra por tua possessão" (Salmos 2:6-8). Uma vez que a Deus pertence a terra e seus habitantes, Ele deu a Jesus como um presente pela vitória.

Deus cumpriu a promessa. Após a ressurreição, Jesus afirmou que Ele tinha toda a autoridade no céu e na terra (Mateus 28:18). "todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos pés. Ora, visto que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou que não lhe fosse sujeito. Mas agora ainda não vemos todas as coisas sujeitas a ele" (Hebreus 2:8).

Sua autoridade é alta. Seu governo se estende até mesmo no próprio céu. Ele tem todo o poder no céu (Mateus 28:18). Ele tem "que está à destra de Deus, tendo subido ao céu; havendo-se lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potestades" (1 Pedro 3:22). A única exceção a seu governo é o próprio Deus (1 Coríntios 15:27).

Sua autoridade é longa. "É não só neste mundo, mas também no que há de vir" (Efésios 1:21).

Sua autoridade é ampla. Ele não só é o cabeça da igreja, mas o rei de todos os habitantes da terra. Os próprios inimigos que falaram contra Ele (Salmo 2:1-3) agora são sua herança. Na terra, Ele é o Senhor de todos (Atos 10:36, Romanos 9:5), a cabeça de todo principado e poder (Colossenses 2:10), e "muito acima de todo principado, e autoridade, e poder, e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro" (Efésios 1:21; 1 Coríntios 15:24).

Pr. Aldenir Araújo
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Paulo: O pregador chorão

segunda-feira, 14 de julho de 2014 / Nenhum Comentário

Paulo: O pregador chorãoAo lermos atentamente o Novo Testamento, não podemos deixar de ficar impressionado com a frequência das lágrimas de Paulo. Com a possível exceção de Jeremias, o profeta chorão, Paulo derramou mais lágrimas do que qualquer outro personagem bíblico. Por sua própria admissão, ele chorou "dia e noite" (Atos 20:31) e tinha incessante dor no seu coração (Romanos 9:2).

Enquanto Paulo conhecia o interior de numerosas prisões romanas (Filipenses 1:13), e ao mesmo tempo quase não havia um centímetro quadrado de seu corpo que não tinha uma cicatriz (Gálatas 6:17), não foi o sofrimento pessoal e a auto piedade que o fez chorar. Foi amor e preocupação pelos outros e pelo bem-estar da igreja. Ao mesmo tempo, apesar de toda a sua força de espírito e sua coragem em face do perigo, Paulo não tinha vergonha de chorar.

Paulo chorou quando pensou na condição espiritual de sua nação.

Paulo cresceu como um judeu patriótico. Sua família em Tarso era tão ortodoxa quanto qualquer outra em Jerusalém. Inclusive eles tiveram o cuidado de enviá-lo por todo o caminho até Jerusalém para ir à faculdade na melhor universidade judaica do mundo, onde ele se sentou aos pés de Gamaliel. Lá, ele foi "ensinado de acordo com a forma perfeita da lei de nossos pais" (Atos 22:3).

Pode-se imaginar, então, a sua tristeza ao pensar que seu povo estava rejeitando seu Salvador e o plano de Deus para salvá-los. Ele tinha "grande tristeza e incessante dor" no seu coração (Romanos 9:2).

  • Sua dor era grande. A palavra usada aqui para "tristeza" poderia ser traduzida como "dor", até mesmo "dor como uma mulher tem durante o parto”.
  • Sua dor era contínua. Isso não quer dizer que ele estava literalmente o tempo todo pressionado por este sofrimento, mas sempre que ele pensava sobre o assunto, ele sentia grande tristeza.
  • Sua tristeza era pessoal. Ela estava enraizada em seu coração, e não apenas na superfície.

E nós? Quando vemos o pecado generalizado de nossa nação e sua espiritualidade em declínio, as lágrimas enchem nossos olhos? Possuímos o tipo de patriotismo que é mais profundo do que apenas torcer por nossa seleção nos Jogos da copa? Amamos sinceramente as pessoas da nossa nação o suficiente para desejar que todos sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade? (1 Timóteo 2:4). Somos como Deus, "não querendo que ninguém pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento"? (2 Pedro 3:9).

Há poder na penitência nacional, como o povo de Nínive aprendeu (Jonas 3:1-10). Muita contemplação das frases de 2 Crônicas 7:14 beneficiaria nossa nação hoje: "Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos; então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra" (2 Crônicas 7:14).

Paulo chorou quando escreveu cartas.

"Porque em muita tribulação e angústia de coração vos escrevi, com muitas lágrimas" (2 Coríntios 2:4). Sempre que Paulo tinha de censurar seus irmãos ou administrar a disciplina, ele fazia isso com lágrimas gotejando sobre o papel. Sem dúvida, doía mais em Paulo escrever do que fazia por eles ao ler. A palavra "angústia" aqui vem da palavra "estrangular", e a palavra do Novo Testamento que Paulo usa significa "uma exploração em conjunto, constranger, ou comprimir" Uma admoestação é difícil de ignorar, se for feita com lágrimas.

E nós? Será que as nossas repreensões são acompanhadas com nossas lágrimas? A repreensão piedosa é um fruto do amor; a censura ímpia é fruto de ciúme ou do mal. Salomão escreveu: "Melhor é a repreensão aberta do que o amor encoberto. Fiéis são as feridas dum amigo; mas os beijos dum inimigo são enganosos" (Provérbios 27:5-6). A repreensão piedosa nos leva a angústia quando as nossas palavras fere os outros, mas nós fazemos isso porque vemos o bem maior, para ajudar uma pessoa que amamos melhorar a sua vida para agradar a Deus. Um cirurgião deve causar dor para curar, mas o benefício a longo prazo supera a dor a curto prazo. Vamos deixar que outros vejam que não temos nenhuma alegria de repreende-los; que eles saibam que o amor pede isso. Deixe que nos meçam não pelo número de palavras, mas pelo número de lágrimas que gotejam de nossos rostos.

Paulo chorou quando pregou.

A maioria dos pregadores chora algumas vezes enquanto prega. Paulo parece ter feito isso o tempo todo. Ele passou seus 36 meses de pregação entre os cristãos em Éfeso com esta declaração: "Portanto vigiai, lembrando-vos de que por três anos não cessei noite e dia de admoestar com lágrimas a cada um de vós" (Atos 20: 31). Ele também advertiu que "de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si" (Atos 20:30).

Que exemplo Paulo mostra acerca da pregação, e especialmente sobre a exortação?

  • Paulo foi fiel em advertir. Eu não cessei de advertir. . . Como um vigilante fiel, Paulo avisou-os sobre o perigo que ele viu no horizonte (Ezequiel 33:6-7).
  • Paulo foi imparcial em advertir. Ele advertiu "todos". . . jovens e velhos, novos convertidos e anciãos, em público e privado, aqueles que acreditavam nele e aqueles que duvidava. Como todos receberam a admoestação de Paulo, Paulo encorajou outros pregadores a ser imparcial: "Conjuro-te diante de Deus, e de Cristo Jesus, e dos anjos eleitos, que sem prevenção guardes estas coisas, nada fazendo com parcialidade" (1 Timóteo 5:21).
  • Paulo era constante em advertir. Diariamente ele falava com aqueles que o rodeava ou escrevia cartas de advertência. À noite, em vez de descansar, talvez ele orasse por aqueles que ele não podia alcançar. Tanto "noite e dia", ele expressava sua preocupação pelas suas almas.
  • Paulo era incansável em advertir (Ezequiel 3:18-21). Ele "não cessava"
  • Paulo era compassivo em advertir. Ele advertiu "com lágrimas...” Ele se colocava no lugar deles, se sentava onde eles sentavam, e via o mundo através dos olhos deles.

Leia também: O pregador que não podia deixar de pregar

Paulo chorou quando ele pensou em seus inimigos.

"porque muitos há, dos quais repetidas vezes vos disse, e agora vos digo até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo" (Filipenses 3:18). Quem eram esses inimigos? Eles eram ou judaizantes que negavam o valor da cruz (Gálatas 5:11, Gálatas 6:12, Gálatas 6:14) ou antinomianos epicuristas, cuja vida dissoluta negavam a eficácia da cruz (1 João 2:4)

Paulo não tinha nenhuma alegria de encontrar hipócritas na igreja. Só lhe trouxe tristeza. Ele estava triste por que:

  • Eles estavam destruindo suas próprias almas.
  • Eles estavam decepcionando Deus.
  • Eles estavam prejudicando a causa de Cristo, e dando ocasião para os "inimigos do Senhor maldizer”.

Paulo chorava porque havia muitos que se opunham à mensagem da cruz. Já era ruim o suficiente ter alguém trabalhando contra a igreja, mas era muito pior ter uma equipe de inimigos. Isso nos lembra de que não devemos basear nossas convicções em um censo ou enquete de popularidade. "Não seguirás a multidão para fazeres o mal" (Êxodo 23:2). Cristo tem um "pequeno rebanho" (Lucas 12:32), e o caminho estreito tem "poucos" (Mateus 7:14).

Paulo não manteve sua tristeza e as preocupações para si mesmo. Ele disse-lhes muitas vezes dos inimigos da cruz. Matthew Henry observa que "damos tão pouca atenção às advertências que nos foram dadas que temos necessidade de tê-las repetidas." Quando se trata de advertências, não há segurança em números: "Não me é penoso a mim escrever-vos as mesmas coisas" (Filipenses 3:1).

Paulo chorou quando houve obstáculos a pregação do evangelho.

"servindo ao Senhor com toda a humildade, e com lágrimas e provações que pelas ciladas dos judeus me sobrevieram;" (Atos 20:19). A oposição dos judeus o fez chorar, embora não por medo do perigo pessoal. Ele chorou porque os judeus estavam impedindo o seu progresso em ganhar almas para Cristo.

Paulo chorou quando ele pensou nas provações de seus amigos.

Paulo se preocupava por aqueles que ele havia convertido e pelos irmãos das igrejas que ele havia estabelecido. Ele disse a Timóteo: "e, recordando-me das tuas lágrimas, desejo muito ver-te, para me encher de gozo" (2 Timóteo 1:4). É difícil imaginar Paulo pensando nas lágrimas de Timóteo sem chorar. Paulo é o único que escreveu que os cristãos devem "chorar com os que choram" (Romanos 12:15).

Jesus pronuncia uma bênção sobre os misericordiosos (Mateus 5:7). Barclay diz que a palavra misericórdia significa a capacidade de "ir dentro da outra pessoa, até que possamos ver as coisas com os olhos da pessoa, pensar as coisas com a sua mente e sentir as coisas com seus sentimentos" É semelhante a nossa palavra simpatia. Simpatia é derivada de duas palavras gregas, sym que significa "junto com" e paschein que significa "experimentar ou sofrer" Simpatia significa "experimentar coisas junto com a outra pessoa", literalmente passando pelo que ela está passando.

Muitas pessoas estão tão preocupadas com seus próprios sentimentos que elas não estão muito preocupadas com os sentimentos de mais ninguém. Quando elas sentem pena de alguém, é, por assim dizer, exteriormente; elas não fazem o esforço deliberado para entrar na mente e no coração da outra pessoa, para ver e sentir as coisas como a outra pessoa vê e sente (Filipenses 2:4-5).

Em Jesus Cristo, no sentido mais literal, Deus entrou dentro olhos do homem, sentiu as coisas com os sentimentos do homem, e pensou as coisas com a mente do homem. Deus sabe o que é a vida, porque Deus veio dentro da vida (João 1:14; Filipenses 2:6-7).

A expressão misericórdia tem origem latina, é formada pela junção de miserere (ter compaixão), e cordis (coração). "Ter compaixão do coração", significa ter capacidade de sentir aquilo que a outra pessoa sente, aproximar seus sentimentos dos sentimentos de alguém, ser solidário com as pessoas.

Trata-se de um coração tocado e ferido pela miséria do outro; um coração terno. Misericórdia conta a miséria do outro como sua, e se entristece com a dor do outro como se fosse a sua própria dor. Os índios Sioux rezavam: "Grande Espírito, ajuda-me a nunca julgar o outro até que eu tenha andado duas semanas em seus mocassins".

Depois de listar uma série de perseguições físicas que tinha sofrido, Paulo disse: "Além dessas coisas exteriores, há o que diariamente pesa sobre mim, o cuidado de todas as igrejas" (2 Coríntios 11:28). Ele menciona esta última, como se quisesse dizer que esta estava mais pesada sobre ele, e como se ele pudesse suportar melhor todas as perseguições de seus inimigos do que os escândalos que eram encontrados nas igrejas que ele amava.

Isto continuava lhe pressionando - os casos ouvidos e resolvidos, em relação à doutrina, a disciplina, a perseguição, e a manutenção de todas as igrejas - era desgastante. Em um nível mais pessoal, muitos deles eram jovens cristãos; outros eram mais velhos, mas não tinha amadurecido. Várias igrejas eram compostas de judeus e gentios, com preconceitos conflitantes, hábitos e preferências. Além disso, eles foram perseguidos, e em seus sofrimentos Paulo sentiu profunda simpatia.

O que manteve Paulo avançando em tais circunstâncias? Ele acreditava que todas estas coisas levaria a alguma coisa boa (Romanos 8:28). Ele continuou com carinho sonhando com o céu e a recompensa que receberia lá. Esperando por ele estava:

  • A coroa da justiça (2 Timóteo 4:8; 1 Coríntios 9:25, Tiago 1:12, 1 Pedro 5:4, Apocalipse 2:10).
  • A vida eterna (1 Timóteo 6:12, Tito 1:2).
  • A aceitação de Jesus (2 Coríntios 5:9).

Que grande carga Paulo carregava, e de bom grado ele carregou! Ele disse: "Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas. Se mais abundantemente vos amo, serei menos amado?" (2 Coríntios 12:15). Ele estava sempre se dando com entusiasmo, de bom grado. Sua vida foi uma morte diária (1 Coríntios 15:31).

Sendo assim sobrecarregado com todas estas preocupações, Paulo não foi um miserável? Não, é estranho dizer que; sua canção ecoou nas celas da prisão (Atos 16:25, 2 Coríntios 7:4). Ele escreveu: "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus. Porque, como as aflições de Cristo transbordam para conosco, assim também por meio de Cristo transborda a nossa consolação" (2 Coríntios 1:3-5).

Pr. Aldenir Araújo

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Púlpitos Silenciosos

quinta-feira, 26 de junho de 2014 / 2 Comentários

Púlpitos SilenciososIntrodução: Este artigo precisa ser lido e pregado por todo pastor. Ele é apropriadamente intitulado: "Púlpitos silenciosos"

Quando Eli Wiesel passou sua infância no campo de extermínio de Auschwitz e milagrosamente sobreviveu para contar sobre isso, a única realidade central, primordial, e terrível que permaneceu com ele desde então não foi a desumanidade, a doença, a sujeira, a tortura, a indignidade, ou o estupro e assassinato, ao contrário, foi o silêncio do mundo. Nenhum clamor! Nada nos jornais! Nada das Igrejas. Milhões de pessoas estavam sendo torturadas, passando fome, assassinadas e nem uma palavra!

Quando aqueles que aspiram a cargos mais altos de liderança e autoridade se recusam a falar, mesmo no meio de tanto horror também se recusam a falar, então a Bíblia tem algo a dizer... Eu te desafio a abrir os ouvidos e ouvir esta VERDADE...

E os púlpitos estão em silêncio

Por que os pastores estão em silêncio enquanto o Brasil se desintegra?

"Porque ímpios se acham entre o meu povo; andam espiando, como espreitam os passarinheiros. Armam laços, apanham os homens. Qual gaiola cheia de pássaros, assim as suas casas estão cheias de dolo; por isso se engrandeceram, e enriqueceram. Engordaram-se, estão nédios; também excedem o limite da maldade; não julgam com justiça a causa dos órfãos, para que prospere, nem defendem o direito dos necessitados. Acaso não hei de trazer o castigo por causa destas coisas? diz o senhor; ou não hei de vingar-me de uma nação como esta? Coisa espantosa e horrenda tem-se feito na terra: os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam por intermédio deles; e o meu povo assim o deseja. Mas que fareis no fim disso?" (Jeremias 5:26-31)

Apesar do que os partidos políticos gostariam que você acreditasse o problema no Brasil não são os políticos, SÃO OS PÚLPITOS. Eu odeio dar a notícia a você, mas a maioria dos púlpitos do Brasil estão cheios de homens covardes e gananciosos. Elas são uma vergonha para o Cristo que dizem servir.

Palavras duras, não? Não é o tipo de coisa que vai fazer amigos nesta cultura de "Graça barata" em que vivemos. Mas tudo bem. Eu não estou procurando fazer amigos. 

O que vamos fazer com tais líderes que se preocupam apenas em agrada homens? Tudo o que os nossos antepassados ​​construíram está sendo destruído diante de nossos olhos e dificilmente se ouve um pio do púlpito. Eles não querem ouvir isso. É com os que ocupam o púlpito que estou falando. Eles estão preocupados com o ser "muito duros", eles me dizem que "Jesus está no controle," que não são "chamados" para combater o mal e que "devemos orar por nossos inimigos”.

De onde esses caras vieram? O que nós precisamos é de um retorno da Voz de Deus trovejando através dos profetas de pé nos púlpitos do Brasil. Não essa asneira que está sendo pregada e passando como o Evangelho de hoje. Os pregadores feminizados de hoje não podem sequer segurar uma vela para aqueles que inauguraram "O grande despertar" que levou à Revolução Americana.

Enquanto a nossa nação está matando milhões de bebês, nossas escolas estão doutrinando crianças cristãs no "humanismo secular" e a "verdade desfalece nas ruas", nossos pregadores participando de seminários de crescimento de igreja, usando livros de autoajuda para complementar a Bíblia e perseguindo seus milhões e fama. Eles estão brincando enquanto a nação queima, construindo suas igrejas, em vez de o reino de Cristo.

- As escolas públicas estão destruindo a fé de crianças cristãs.

- A legislação é introduzida para eliminar os direitos dos pais.

- As crianças são ensinadas que elas vieram dos macacos.

- Milhões de crianças são "medicadas" para controlar seu comportamento.

E os púlpitos estão em silêncio

- O jogo é promovido para pagar escolas.

- Bebês preciosos estão sendo assassinados no útero.

- Planejamento Familiar mata bebês com nossos impostos.

- Juízes fazem leis.

E os púlpitos estão em silêncio

- A tolerância supera a Verdade.

- Á sodomia homossexual é concedida proteção legal.

- A instituição do casamento está desmoronando.

- Obama diz que o Sermão da Montanha, justifica o casamento gay.

E os púlpitos estão em silêncio

- O governo substituiu Deus como defensor e provedor.

- Iniciativas baseadas na fé convidam o governo para a Igreja.

- A Receita Federal amordaça a voz da Igreja.

- Impostos são cobrados para fazer o trabalho da Igreja.

E os púlpitos estão em silêncio

- A igreja cruza os braços com compassivo-conservadorismo.

- Agências de serviço separam as crianças da família.

- Livros de autoajuda substitui a Bíblia.

- Uma Vida com Propósitos é mais importante que morrer para si mesmo.

E os púlpitos estão em silêncio

- G.W. Bush diz que cristãos e muçulmanos adoram o mesmo Deus.

- A Constituição é ignorada.

- Os pagãos rezam para abrir uma sessão do Congresso.

- Nossos irmãos eleitos mentem e roubam.

E os púlpitos estão em silêncio

- A propriedade privada é roubada pelo governo.

- A mãe terra é protegida mais do que Deus Pai é exaltado.

- O Palácio da Alvorada é mais anticristão do que qualquer Palácio da Alvorada na história.

- A indústria do entretenimento celebra e promove devassidão.

E os púlpitos estão em silêncio

De uma época passada, o som do púlpito retumba ao longo dos tempos.

"Poderia um salva-vidas permanecer ocioso ​​ouvindo o grito de afogamento? Poderia um médico se sentar com conforto e deixar seus pacientes morrerem? Poderia um bombeiro permanecer ocioso, vendo homens queimar e não dar nenhuma mão? Você pode sentar-se à vontade em Sião com o mundo em torno de você CONDENADO?” Leonard Ravenhill.

"Muitas igrejas são pouco mais de quatro paredes e um teto"- Billy Sunday

A voz do púlpito hoje canta uma canção diferente.

"os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam por intermédio deles; e o meu povo assim o deseja. Mas que fareis no fim disso?" (Jeremias 5:31)

Verdade, a justiça é uma coisa do passado.

"Ninguém há que invoque a justiça com retidão, nem há quem pleiteie com verdade; confiam na vaidade, e falam mentiras; concebem o mal, e dão à luz a iniquidade" (Isaías 59:4)

E tragicamente, os púlpitos estão em silêncio.

"E isso fazei, conhecendo o tempo, que já é hora de despertardes do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando nos tornamos crentes. A noite é passada, e o dia é chegado; dispamo-nos, pois, das obras das trevas, e vistamo-nos, pois, das obras das trevas, e vistamo-nos das armas da luz. Andemos honestamente, como de dia: não em glutonarias e bebedeiras, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e inveja. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo; e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências" (Romanos 13:11-14)

Conclusão: Pastores façam um inventário de como e o que tem sido a sua pregação. Será que este artigo se aplica a você? Você Tem estado em silêncio sobre questões que você deve falar?

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A oração do pregador antes de pregar o sermão

sexta-feira, 20 de junho de 2014 / Nenhum Comentário

A oração do pregador antes de pregar o sermãoA preparação de um sermão é uma das mais gratificantes e mais difíceis tarefas que você como pregador vai enfrentar. Há imensa alegria em encontrar significado no texto, na busca da estrutura, no desenvolvimento do esboço correto, em descobrir a ilustração perfeita. Mas também há trabalho e, às vezes, intensa guerra espiritual.

Eu como pregador já dependi de outros para me ensinar como preparar sermões e me ensinar a orar antes de entregar um sermão. Aqui está uma lista que tem sido muito útil para mim e espero que seja útil para você. Eu carinhosamente chamo de: A oração do pregador antes de pregar o sermão

Orando por um Sermão

Um par de anos atrás eu li um artigo sobre "8 maneiras de orar durante a preparação do sermão” Eu achei essas oito maneiras de orar extremamente útil e tenho seguido-a desde então. Oro dessa forma no início, meio e no final do meu tempo de preparação. Leia também: Como se Preparar para Pregar

1. Senhor, por favor, ajuda-me a compreender o significado deste texto e como ele aponta para Cristo.

2. Senhor, por favor, aumenta o meu amor para com as pessoas que vão ouvir esse sermão.

3. Senhor, por favor, me dê sabedoria para aplicar este texto para a vida das pessoas em nossa congregação.

4. Senhor, por favor, use essa passagem para me ajudar a compreender e amar mais o evangelho e para que eu possa ajudar meus ouvintes fazer o mesmo.

5. Senhor, por favor, ajude-me a ver como esta passagem confronta a incredulidade dos meus ouvintes.

6. Senhor, por favor, me ajude a ser obediente às exigências desta passagem. Ajuda-me a subir no púlpito depois de já ter apresentado a minha vida essa verdade antes de pregá-la.

7. Senhor, pelo seu Espírito, por favor, ajude-me a pregar este sermão com o poder necessário e com afetos apropriados.

8. Senhor, por favor, use este sermão para trazer glória ao seu nome, alegria para o seu povo e salvação para o perdido. Amém!

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Cinco razões porque eu prego - Por que você prega?

quinta-feira, 22 de maio de 2014 / 1 Comentário

Cinco razões porque eu prego - Por que você prega?Muitos grandes sermões são registrados no Novo Testamento, como o Sermão da Montanha (Mateus 5-7), a história da nação judaica de Estevão (Atos 7), o sermão de Paulo no Areópago (Atos 17), e o primeiro sermão de Pedro sob a nova aliança ( Atos 2).

Os homens de hoje têm muito pouco ou nenhum respeito pela pregação - talvez seja porque eles não conhecem o propósito da pregação.

Por que pregamos?

1. Para explicar as Escrituras

Isso parece tão simples, mas muitas vezes é esquecido pelos homens de hoje. Em Atos 7, um terço do sermão de Estevão era do Antigo Testamento. Sua audiência sabia o que os versos diziam, mas ele teve que explicar o que eles queriam dizer e como se aplicava a eles.

Quando Filipe pregou em Atos 8, explicou Isaías 53. O eunuco queria saber "de quem o profeta falava, de si mesmo ou de algum outro?" (Atos 8:34)

Depois de Artaxerxes libertou os israelitas, Esdras, um escriba e sacerdote de Deus, leu o "Livro da Lei de Moisés" para o povo. Com a ajuda dos levitas, Esdras "ajudou as pessoas a entender a lei" (Neemias 8:7) "Assim leram no livro, na lei de Deus, distintamente; e deram o sentido, de modo que se entendesse a leitura" (Neemias 8:7).

A sua pregação explica as escrituras?

Leia também: Como se Preparar para Pregar

2. Levantar as escrituras como a luz

Nos sermões apostólicos, não se apelou ao pensamento teológico moderno. Os homens de Deus simplesmente proclamaram a palavra de Deus. Jesus disse: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" (João 8:32)

Os apóstolos nunca reivindicaram uma experiência emocional como base para a salvação. Eles apresentaram Deus como tendo revelado Sua vontade ao homem (1 Coríntios 2:6-13 ). Esta vontade revelada foi colocada em forma escrita "pelo que, quando você lê, você pode entender" (Efésios 3:4)

Você considera as escrituras suficientes para iluminar a vida dos homens?

3. Incomodar as pessoas que estão no erro

Pedro não suavizou a verdade em Atos 2. Ele acusou sua audiência de matar o Filho de Deus. Como resultado, essas pessoas "compungiu-se lhes o coração" (Atos 2:37 ) Cortar o coração do homem não é uma tarefa a ser apreciada - é o resultado final da liberdade, alegria e salvação para o qual buscamos.

A maneira como alguns homens pregam hoje, o homem perdido pode nunca conhecer sua condição. Os pecadores nunca vão gritar: "O que devo fazer para ser salvo?" ao ouvir a pregação feita por alguns hoje: o que acontece com suas mensagens?

4. Apresentar Cristo como a única esperança do mundo

A primeira coisa que Paulo fez em todas as cidades que ele visitou foi levantar Cristo e apresenta-lo perante os homens como única esperança para eles. Paulo disse aos coríntios que "determinado a não saber nada entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado" (1 Coríntios 2:2). A salvação não vem pela pregação política ou chavões morais - a nossa esperança está no céu, não nas capitais terrenas.

5. Falar sobre a igreja

Alguns aconselham: "Pregue o Homem, e não o plano" Mas, não podemos pregar o rei sem o Seu reino, nem o noivo sem a Sua noiva. Quando o evangelho foi pregado em Atos 2, os homens foram acrescentados à igreja (Atos 2:47). Esta é a igreja que Jesus prometeu construir (Mateus 16:18) , e é a única que ele salvará (Efésios 5:23).

Não vamos colocar a nossa confiança nas instituições construídas pelos homens, pois elas serão arrancadas (Mateus 15:13). “Respondeu-lhes ele: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada”.

"Os reinos da terra passam, um por um, mas o reino do céu permanece”.

Espero que esse artigo possa lhe ajudar a determinar se suas mensagens focam o Rei e Seu reino: quais são os seus propósitos para a pregação? Por que você prega?

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Ordenação Feminina - Mulheres pastoras?

segunda-feira, 12 de maio de 2014 / 12 Comentários

Ordenação Feminina - Mulheres pastoras?Em um clima social de completa igualdade em todas as coisas, o ensino bíblico de permitir que apenas os homens sejam pastores não é popular. Muitas organizações feministas denunciam esta posição como antiquada e chauvinista. Além disso, muitas igrejas cristãs adotaram o padrão social, "politicamente correto" e permitiram mulheres pastoras e presbíteras na igreja. Mas a questão é: isso é bíblico?

Minha resposta a esta pergunta é: "Não, as mulheres não devem ser pastoras" Muitos podem não gostar dessa resposta; mas é assim que creio uma representação exata do padrão bíblico. Você toma a decisão depois de ler este artigo.

Primeiro de tudo, as mulheres são insuficientemente apreciadas e subutilizadas na igreja. Há muitas mulheres talentosas que podem muito bem fazer um trabalho melhor na pregação e ensino do que muitos homens. No entanto, não é o talento o problema, mas a ordem e o chamado de Deus. O que a Bíblia diz? Não podemos ir a palavra de Deus com uma agenda social e ajustá-la as nossas necessidades. Em vez disso, temos de mudar e adaptar-se ao que ela diz.

No princípio, Deus criou os céus e a terra, o jardim do Éden, e Adão e Eva. Ele colocou Adão no jardim e deu-lhe autoridade para nomear todos os animais. Depois, Deus fez Eva como uma ajudante para Adão. Este é um conceito importante porque Paulo refere-se à ordem da criação em sua epístola a Timóteo, quando ele discute a relação entre homens e mulheres no contexto da igreja. Vamos dar uma olhada.

"Pois não permito que a mulher ensine, nem tenha domínio sobre o homem, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão" (1 Timóteo 2:12-14).

Esta passagem tem várias áreas interessantes de discussão, mas para o nosso propósito, vamos focar em autoridade. No mínimo, há uma estrutura de autoridade estabelecida por Deus. A mulher não tem autoridade sobre o homem no contexto da igreja, mas isso não se estende para o mundo político / econômico. No Antigo Testamento, Debora era uma juíza em Israel sobre os homens.

Além disso, no Novo Testamento, Febe teve um papel importante na igreja de Cencréia (Romanos 16). Não há dúvida de que as mulheres apoiaram Paulo em muitas áreas e foram grandes auxiliares na igreja (Atos 2:17; 18:24-26; 21:8-9). Mas o que Paulo está falando em 1 Timóteo 2 é a relação entre homens e mulheres na estrutura da igreja - e não em um contexto social ou político.

Quando olhamos mais fundo nos ensinamentos de Paulo, vemos que o bispo / presbítero deve ser marido de uma só mulher (1 Timóteo 3:2), que administra bem a sua casa, e tem uma boa reputação (1 Timóteo 3:4 -5, 7). Os diáconos devem ser "homens de dignidade" (1 Timóteo 3:8).

Paulo, então, fala de mulheres no versículo 11 e sua obrigação de receber instrução. Em seguida, no versículo 12, Paulo diz: "Os diáconos sejam maridos de uma só mulher..." Mais uma vez, em Tito 1:5-7, diz Paulo, "Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem o que ainda não o está, e que em cada cidade estabelecesses anciãos, como já te mandei; alguém que seja irrepreensível, marido de uma só mulher, tendo filhos crentes que não sejam acusados de dissolução, nem sejam desobedientes. Pois é necessário que o bispo seja irrepreensível, como despenseiro de Deus, não soberbo, nem irascível, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância;" Note que Paulo faz um intercâmbio entre a palavra "presbítero" e "bispo".

Em cada caso, aquele que é um presbítero, diácono, bispo, ou ancião é instruído a ser do sexo masculino. Ele dever ser marido de uma só mulher, responsável, capaz de "exortar na sã doutrina e de refutar os que o contradizem" (Tito 1:9).

Nós não vemos nenhuma ordem para os bispos serem mulheres. Pelo contrário, ás mulheres ele disse que devem ser: "Da mesma sorte as mulheres sejam sérias, não maldizentes, temperantes, e fiéis em tudo" (1 Timóteo 3:11).

Por que é que os homens que são apontados como os bispos? É por causa da ordem criada por Deus que Paulo faz referência (Gênesis 1-2; 1 Timóteo 2:12-14). Isso não é meramente um costume social que caiu com o antigo Israel.

Além disso, no Antigo Testamento, em mais de 700 menções de sacerdotes, todos eram homens. Não há um único exemplo de uma sacerdotisa feminina. Isso é significativo porque os sacerdotes eram ordenados por Deus para realizar um oficio muito importante de ministrar os sacrifícios.

Este não era o trabalho das mulheres. Portanto, pelo que vejo em Gênesis 1-2 - 1 Timóteo 2, e Tito 1, a pessoa normal e adequada para exercer o cargo de presbítero / pastor deve ser homem.

E sobre Gálatas 3:28?

"Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus" (Gálatas 3:28).

Este versículo é frequentemente usado para apoiar a ideia de que as mulheres podem ocupar as funções de pastoras, porque não há homem nem mulher em Cristo. O argumento afirma que, se somos todos iguais, então as mulheres podem ser pastoras.

Infelizmente, aqueles que usam este versículo desta forma não conseguiram ler o contexto. O versículo 23 fala sobre estar sob a lei, “antes que viesse a fé" e como fomos levados mais perto de Jesus e nos tornamos filhos de Deus pela fé. Nós não estamos mais sob a lei, mas debaixo da graça e nós somos "prole, herdeiros de Abraão, segundo a promessa" (v. 29).

O ponto desta passagem é que todos nós somos salvos pela graça de Deus, segundo a promessa de Deus, e que não importa quem você é - judeu, grego, escravo, livre, homem, ou mulher. Todos são salvos da mesma maneira - pela graça. Nisto, não há homem nem mulher.

Este versículo não está falando sobre a estrutura da igreja. Ele está falando sobre salvação "em Cristo". Ele não pode ser usado para apoiar as mulheres como pastoras, porque não é isso o que está falando. Para saber mais sobre a estrutura e liderança da igreja, você precisa ir para as passagens que falam sobre isso: 1 Timóteo 2 e Tito 1.

Ser pastor ou presbítero é estar em posição de Autoridade

Deus é um Deus de ordem e equilíbrio. Ele estabeleceu a ordem no seio da família (Gênesis 3:16; 1 Coríntios 11.3; Efésios 5:22-33; Colossenses 3:18-21) na igreja (1 Timóteo 2:11-14. 1 Coríntios. 11:8-9). Mesmo dentro da Trindade, há uma ordem - uma hierarquia. O Pai enviou o Filho (João 6:38), e tanto o Pai e o Filho enviou o Espírito Santo (João 14:26, 15:26). Jesus disse: "Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou" (João 6:38). É claro que Deus é um Deus de ordem e estrutura.

Na criação, Deus fez Adão primeiro e depois Eva para ser sua auxiliadora. Esta é a ordem da criação. É esta ordem que Paulo menciona em 1 Timóteo 2:11-14 quando ele fala de autoridade. Ser um pastor ou um presbítero é estar em posição de autoridade. Portanto, dentro da igreja, uma mulher ser uma pastora ou presbítera, ela estaria em posição de autoridade sobre os homens na igreja o que contradiz o que Paulo diz em 1 Timóteo 2:11-14.

Mas esse ensino não menospreza as mulheres?

Não, a liderança masculina não menospreza as mulheres. Jesus recebeu a sua autoridade de Deus, o Pai (Mateus 28:18). Ele foi enviado por Deus (João 6:38). Ele disse que o Pai era maior do que Ele (João 14:28). Será que isso menosprezou Jesus? Claro que não. As mulheres são de grande valor na igreja e precisam ser cada vez mais utilizadas de acordo com os dons que lhes foram dadas.

A submissão da esposa ao marido significa que ela é menos do que o marido, menos importante, ou menosprezada?

É claro que não. Não ter um lugar de liderança na igreja não significa que uma mulher é menosprezada, menos importante para Deus, ou inferior. Todos são iguais perante Deus quer seja judeu, gentio, livre, escravo, macho ou fêmea. Mas na igreja, Deus estabeleceu uma ordem, da mesma forma que estabeleceu uma ordem na família. A cadeia de comando é Jesus, o homem, a mulher e os filhos.

E as mulheres que dizem serem chamadas por Deus para serem pastoras?

Há mulheres pastoras por aí que amam suas congregações e afirmam que são chamadas por Deus para serem pastoras. Claro, eu não posso concordar com isso, considerando a análise prévia da posição bíblica. Em vez disso, eu acredito que elas usurparam a posição dos homens e está indo contra a norma da revelação bíblica. Além disso, aquelas que afirmam que são chamadas por Deus por causa do grande trabalho que estão fazendo e do talento ou o dom que receberam estão baseando sua teologia na experiência e não nas escrituras.

A questão é simples: elas estão se submetendo a palavra de Deus, ou elas estão tomando a palavra de Deus e submetendo aos seus desejos?

E sobre uma mulher missionária que estabelece uma igreja?

A Escritura estabelece a norma. Como cristãos, devemos aplicar o que aprendemos com a palavra para as situações em mão. Então, o que acontece com a situação em que uma mulher missionária converteu um grupo de pessoas, digamos, na selva em algum lugar, e lá estabeleceu uma igreja? Nessa igreja, ela é, então, como um pastor e tem autoridade sobre os homens na igreja? Ela não deve fazer isso?

Em primeiro lugar, ela não deveria estar lá sozinha. Ela deveria estar com o marido, ou, pelo menos, sob a supervisão de uma igreja na presença de outras mulheres e homens. O trabalho missionário não é um esforço solitário para ser manuseado por mulheres solteiras.

Em segundo lugar, se em algum conjunto altamente incomum de circunstâncias há uma mulher em uma situação solitária, é muito mais importante que a palavra de Deus seja pregada e o evangelho da salvação apregoado aos perdidos. Quer seja homem ou mulher, o evangelho deve ser pregado. No entanto, eu diria que, assim que houver homens maduros o suficiente para lidar com o presbitério, ela deveria, então, estabelecer a ordem correta da Igreja como revelada nas Escrituras e, assim, mostrar sua submissão a ele.

Isso também significa que as mulheres não devem usar joias?

"Quero, do mesmo modo, que as mulheres se ataviem com traje decoroso, com modéstia e sobriedade, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos custosos, mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras. A mulher aprenda em silêncio com toda a submissão. Pois não permito que a mulher ensine, nem tenha domínio sobre o homem, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva". (1 Timóteo 2:9-13).

Alguns argumentam que, se formos proibir as mulheres de serem pastoras, então o contexto de 1 Timóteo 2:9-13 exige que as mulheres não façam tranças no cabelo, use ouro, ou roupas caras. Como ninguém quer colocar esse tipo de demanda em uma mulher (já que é cultural), então por que nós também exigimos que elas não sejam pastoras, uma vez que logicamente segue que era também uma admoestação baseada na cultura?

O problema aqui é multifacetado. Em primeiro lugar, a objeção ignora o que as escrituras ensinam claramente sobre o bispo ser o marido uma de só mulher. Em segundo lugar, não consegue resolver o problema real da liderança bíblica que reside no masculino. Em terceiro lugar, não tem exegese adequada a escritura em questão.

Em 1 Timóteo 2:9-13 Paulo nos diz que as mulheres devem se vestir modestamente. Ele usa o exemplo do então atual adorno como um exemplo do que não fazer. Esta é uma avaliação baseada culturalmente por Paulo. Observe que Paulo enfatiza as boas obras e a piedade como um qualificador (como faz Pedro, ver 1 Pedro 3:2). Esta não é uma declaração doutrinária ligada a qualquer coisa além de ser uma mulher de Deus, em aparência, bem como atitude.

No versículo 11, Paulo diz que a mulher deve receber instrução em silêncio. Note que a palavra, “heμsychia”, traduzida por "tranquilidade" em 1 Timóteo 2:11 e silencio no versículo 12, não significa silêncio completo ou não falar. É claramente usado em outro lugar (Atos 22:2; 2 Tessalonicenses 3:12) no sentido de "calmo, imperturbável, não rebelde" Uma palavra diferente (sigaoμ) significa "ficar em silêncio, para não dizer nada" (cf. Lucas 18:39; 1 Coríntios 14:34). Paulo está defendendo a ordem neste versículo.

Depois, no versículo 12-13, Paulo diz: "Pois não permito que a mulher ensine, nem tenha domínio sobre o homem, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva". Note que Paulo relaciona diretamente a questão autoridade com a ordem criada. Ele não faz isso com o código de vestimenta da mulher. Portanto, o código de vestuário é cultural e a questão de autoridade é doutrinária uma vez que esta está ligada à ordem da criação e o código de vestimenta, e as questões de autoridade não.

Conclusão: A Palavra de Deus nos diz claramente que o bispo deve ser marido de uma só mulher. Uma mulher não pode qualificar-se para esta posição em virtude de ser mulher. Se alguém gosta ou não é irrelevante para o fato de que isso é o que a Bíblia ensina.

Pr. Aldenir Araújo

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Como se Preparar para Pregar

terça-feira, 1 de abril de 2014 / Nenhum Comentário

Como se Preparar para PregarComo pastor, ou pregador, é fácil negligenciar o componente mais importante do sermão e da preparação da mensagem - seu próprio coração.

Com as obrigações familiares, reuniões, e outros compromissos concorrendo pelo seu tempo você pode encontrar-se tentando encontrar algo para dizer, sem ter algo importante a dizer.

Como você pode evitar isso?

Aqui estão algumas maneiras principais que você pode se basear para se preparar e para preparar as suas mensagens.

Como preparar-se:

Pode parecer óbvio, mas o componente mais importante da preparação de sua mensagem é preparar o seu próprio coração em primeiro lugar. Veja como:

Seja disciplinado. A coisa mais importante na preparação do sermão é o seu relacionamento pessoal com o próprio Cristo. Se isso não estiver bem, nada mais estará. Um homem que prega, não é melhor do que um homem que ora.

Tenha um coração puro e uma mente clara. Se você não tem um coração puro, você não vai ter uma mente clara.

Mantenha uma programação equilibrada. Se você não tem uma programação equilibrada, suas prioridades ficarão fora de ordem.

Mantenha um corpo saudável. Se você se sentir terrível, você não vai se sentir como se preparando.

Ter relacionamentos saudáveis. Certifique-se de ter pessoas em sua vida que pode ama-lo e incentivá-lo e mantê-lo responsável.

Tenha a coragem de ser obediente a Deus, tudo o que Ele requer de você.

Quando essas coisas estão bem, você pode fazer tudo o que Deus te chamou para fazer.

Como Preparar Sua Mensagem:

Tenha um peso para a mensagem. Quando você sentir o peso, você está compelido pelo Espírito Santo para ensinar e pregar essa mensagem específica.

Pregar para impactar, e não para impressionar.

Abordar a necessidade. Pergunte a si mesmo, e ore sobre quais são as necessidades das pessoas em sua congregação.

Peça a Deus para levá-lo para as escrituras que melhor atendam a essas necessidades.

Comece nas Escrituras. Eu não sou um bom contador de histórias, então eu começo a mensagem com as Escrituras. Algumas pessoas são dotadas com ilustrações, então elas as utilizam para começar seus sermões, mas eu prefiro começar com o verso que eu estarei ensinando.

Estudo e pesquisa do texto.

Criar um tema baseado nas escrituras. Este tema, muitas vezes torna-se o título da minha mensagem.

Criar um esboço. Eu busco clareza e um senso de direção quando eu preparo a mensagem.

É preciso que haja uma sensação de movimento na mensagem. Lembre-se que você estará pregando para causar um impacto. Pense no que você quer que as pessoas se lembrem. Além disso, você não pode estar pensando em si mesmo, e impactar a vida de outra pessoa.

Torne a introdução e a conclusão muito clara. Uma coisa a fazer é recapitular como as pessoas podem aplicar algo em suas vidas no final do sermão.

Lembre-se que não é quem você é, mas sobre o que Deus está fazendo através de você.

Pr. Aldenir Araújo

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A graça revelada

/ Nenhum Comentário

A graça reveladaUma das melhores histórias da Bíblia usadas para descrever a graça é a história da mulher adúltera (João 8 ), uma das minhas passagens favoritas . Essa mulher sem nome é levada à força diante de Jesus. Ela foi pega no "ato" de adultério. Seus acusadores pediam a Jesus apenas uma coisa: a permissão para executa-la.

O que você acha que passou pela cabeça desta mulher? Ela estava em frente de um homem que tinha o poder de decidir se ela viveria ou morreria. Ele não tinha nenhum advogado ou assistência jurídica, ou uma testemunha que estivesse do seu lado. Ela é culpada e ela sabe disso. Seus perseguidores sabem disso e isto é conhecido por todos na comunidade. A evidência é clara e convincente.

Esta mulher adúltera não tinha nada a oferecer em troca de sua liberdade, nada a dizer para persuadir o homem a exonera-la de sua culpa, e nenhuma esperança de escapar de uma morte terrível por apedrejamento. Ela estava pronta. Os promotores são firmes, inflexíveis, a lei é clara e precisa, sobre o pecado, e o homem que está diante dela é conhecido por ser meticulosamente justo e honesto. Parece que ela não tem escolha a não ser concordar com a sua execução.

Enquanto ela espera que seu ódio informe que o resto do seu corpo já sabe qual será o veredicto, os olhos mostram uma estranha visão. O juiz se inclina e começa a escrever algo no chão e quando termina este exercício todos os acusadores desaparecem. A acusação contra ela se torna um tribunal de acusação sem acusadores, e quando não lhes pode achar disse: "Eu não te condeno, vai e não peques mais"

Essa é a graça de Deus revelada a nós! Jesus a tomou de uma posição de culpa inegável, sentença irrevogável a um perdão completamente livre e incondicional.

Isso é engraçado! Ela não fez nada para merecer esse carinho, ela não tinha nada para comprar esta bondade, e nem sabia que esse tipo de coisa era possível.

"Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas" Efésios 2:8-10

Pr. Aldenir Araújo

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A graça de Deus

sexta-feira, 28 de março de 2014 / Nenhum Comentário

A graça de Deus“Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, seu amor dura para sempre” Salmo 118:1

Alguma vez você já recebeu um presente que você não merecia? O presente foi dado a você por amor. Deus é tão grande que Ele nos dá a Sua graça por causa de Seu amor por nós.

Graça é Deus mostrando Seu amor a você mesmo que você não merece. Você não pode conquistar a graça de Deus. Você não merece ser salvo do pecado e ter a vida eterna. Mas Deus mostrou a Sua graça, salvando-o de castigo do pecado quando você confiou em Jesus como seu Salvador.

Deus também mostra sua graça, dando-lhe força e orientação, e cuidando de você todos os dias. Deus, pela Sua graça, lhe dá força para lidar com problemas difíceis em sua vida.

Não é maravilhosa a graça de Deus?

Se você conhece Jesus como seu Salvador, você pode ser grato porque Deus te salvou por Sua graça. A Bíblia diz: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé..." (Efésios 2:8).
Você também pode depender de Deus a cada dia pela graça que você precisa para viver para Ele. Assim como Deus mostrou a Sua graça para você, você deve mostrar a graça de Deus para os outros.

Alguma vez você já agradeceu a Deus por Sua graça em sua vida?

Pr. Aldenir Araújo

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Definindo graça, o que é graça?

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Definindo graça, o que é graça?Especificamente, o que é a Graça de Deus?

E qual é a diferença entre a justiça, a misericórdia e a graça?

A graça é muito diferente de Justiça e Misericórdia:

  • Justiça é receber exatamente o que nós merecemos. (Que no nosso caso é a morte)
  • Misericórdia é não receber o mal que nós merecemos. (Mais uma vez, a morte)
  • Graça é receber o bem que nós não merecemos. (A vida eterna, NÃO a morte)

Simplificando, a graça pode ser definida como favor imerecido. Especificamente, a graça de Deus é algo que Deus faz em favor do Seu povo porque Ele os ama, não por causa de algo que eles têm feito para merecê-lo.


A graça é um presente e nunca pode ser comprada. É sempre totalmente gratuita. ("Graça barata" é uma falsificação da incrível graça de Deus. A Graça de Deus é de graça, mas não é barata. Custou a vida de nosso Criador e é por isso que agora é um dom gratuito. Jesus quer que você a tenha, GRÁTIS).

A justiça de Deus, a misericórdia e a graça pode ser comparada ao perdão que um governador de um estado nos EUA pode dar a um prisioneiro culpado que estará enfrentando a execução (a pena de morte) por algo que ele ou ela realmente cometeu. A justiça será feita e ele será morto, a menos que o governador tenha misericórdia e perdoe o prisioneiro. Mas se o governador decide dar ao prisioneiro não só o perdão, mas também a total liberdade, uma enorme mansão para viver, e recursos ilimitados, então ele deu ao prisioneiro culpado tanto a misericórdia e a graça.

Se nós só recebemos a Justiça de Deus, todos nós seríamos mortos porque todos nós pecamos Romanos 3:23, 6:23, e "o salário do pecado é a morte" Romanos 6:23, mas nos foi dado uma "suspensão da execução" por agora.

Agora, porém, Deus nos oferece o perdão (Misericórdia). Ele quer nos perdoar e nos libertar dos resultados do pecado. E ele tem o direito legal de fazer isso porque o nosso Criador, Jesus, veio e morreu para que nós não tivéssemos que morrer. Jesus morreu por nós para que pudéssemos viver, mas sua morte só pode ser a nossa "salvação" se aceitarmos isso. Assim como o prisioneiro citado, podemos rejeita-lo ou podemos aceitar este perdão que Deus oferece. João 3:16.

Se aceitarmos o perdão que Deus nos oferece, não só não morreremos como também Ele, nos dará uma vida que nunca vai acabar. Ele continuará dando-nos uma fantástica morada para viver, recursos ilimitados, e liberdade total. Essa é a maravilhosa graça de Deus!

A Graça de Deus é "o poder de Deus para fazer por nós aquilo que não podemos fazer por nós mesmos." E o fato é que não podemos fazer nada por nós mesmos. Jesus disse: "... sem mim nada podeis fazer" João 15:5

A Bíblia nos dá um belo exemplo do que é graça e o que ela faz. Quando Moisés levou os filhos de Israel para fora do Egito e no deserto as pessoas logo ficaram com sede, mas não havia água para eles beberem, especialmente para mais de 2.000.000 de pessoas, além de seus rebanhos de animais. Deus disse a Moisés que tocasse em uma rocha específica e Ele (Deus) daria lhes água.

A água que saiu da rocha mostra a graça de Deus fluindo abundantemente para todos os que querem beber. Ele também fez com que a terra seca e estéril florescesse que por sua vez deu ao povo e aos animais algo para comer. Sem essa água, sem a graça de Deus suprindo as necessidades do povo, o povo teria morrido. Cristo é a rocha, Ele é também a Água Viva.

Sem a misericórdia e a graça de Deus, sem o perdão que Deus nos dá e todas as bênçãos que recebemos a cada minuto, nós morreríamos.

Todos os dias Deus nos fornece; a luz do sol, ar para respirar, e algo para comer e beber. Na verdade, quando você parar para pensar sobre isso, sem os materiais que Deus providenciou para nós nem sequer podemos gerar eletricidade por conta própria para fazer a luz, ou criar oxigênio, ou até mesmo criar alimentos.

Deus supre tudo o que precisamos, mas devemos optar por aceitar Seus dons, ou rejeitá-los. Temos a opção de se recusar comer ou beber. Nós temos a opção de nos fechar em um quarto apertado sem ar, impermeável e escuro, mas isso vai nos matar. Precisamos da misericórdia e da graça de Deus para viver.

A graça de Deus não se limita apenas as nossas necessidades físicas. Ele tem fornecido o que é necessário para o nosso bem-estar espiritual também. Só é necessário ler e esconder em nossos corações, a Santa Palavra de Deus, a Bíblia contém tudo o que precisamos para ser feliz, ganhar a liberdade total e ter a vida eterna. A Bíblia nos diz quem é Deus e como Ele é.

Além da Bíblia, o Pai permitiu que o Seu Filho, Jesus, viesse e nos mostrasse quem Ele (o Pai) é e como Ele é. Jesus deu a Sua vida para que eu e você não tenhamos que morrer. A justiça de Deus, a misericórdia e a graça estão tudo envolto em Jesus.

A graça de Deus está ao nosso redor. Ele quer que vivamos para sempre e sejamos felizes, mas nós temos uma escolha a fazer. Nós podemos aceitar algo de Sua graça durante este período da "suspensão da execução" e viver aqui na terra por alguns anos, ou podemos aceitar toda a sua graça e viver para sempre com Ele!

Aceite a graça que Deus oferece através de Jesus, e viva eternamente!

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A Graça e o ídolo chamado Igreja

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A Graça e o ídolo chamado IgrejaA Igreja nasceu porque Jesus se posicionou entre Deus e os pecadores. Ele permitiu que seu corpo fosse pendurado em uma cruz para que fosse dado o seu sangue para trazer o homem pecador de volta a relação com Deus.

Nosso chamado como humanidade redimida é continuar apresentando Jesus à humanidade pecadora como meio de seu relacionamento com Deus ser restaurado. Os crentes em Jesus são a igreja, e não a organização estruturada que temos feito.

A maravilha da verdadeira igreja é Cristo vivo no coração humano.

  • Seu coração batendo através do nosso coração.
  • Sua mente enchendo nossa mente.
  • Suas mãos tocando através de nossas mãos.
  • Seus pés caminhando através de nossos pés.
  • Seus olhos vendo através de nossos olhos e seus ouvidos ouvindo através de nossos ouvidos.

Temos reduzido muito e, por vezes, até mesmo removido esta maravilha misteriosa da nossa mentalidade sobre "igreja".

A teologia centrada no homem fez da igreja um edifício onde as pessoas se encontram. Não oficialmente, mas subconscientemente pensamos em igreja como um lugar e evento.

A verdadeira Igreja é corpo humano através do qual Cristo vive. A Igreja de hoje se apresenta como uma estrutura organizada, onde as pessoas se reúnem para adorar e fazer coisas boas. Não há nada de errado com se reunir para adorar, Jesus dirige-nos a fazê-lo. Não há nada de errado com a estrutura, Deus é um Deus de ordem. O problema é a mentalidade que temos desenvolvido.

Quando pensamos em "igreja" como um lugar ou um evento semanal para assistir, perdemos o coração e o propósito de Deus para a Sua Igreja.

  • Igreja é relacional e não rotina religiosa.
  • Igreja é orgânico não organizacional.
  • Igreja é fluido e não estática.
  • Igreja é expressão da vida não indução a dormir.
  • Igreja é uma comunidade de pessoas que expressam o amor e a vida de Jesus Cristo, aos demais e para o mundo.
  • Igreja é sacrifício dando o que ela tem a quem não o tem.
  • Igreja é eu e você se movendo na unidade, paz e amor e nos posicionando entre Deus e a humanidade pecadora, a fim de que eles possam experimentar a vida de Cristo.
  • Igreja é mais o que você é não o que você faz.
  • É pertencer a Cristo e sua família em todos os lugares, e não apenas um determinado grupo em um determinado local.

Agora eu acredito fortemente na expressão local da Igreja em uma comunidade. Acredito que precisamos pertencer e ser responsável perante os outros crentes que vivem perto de nós e trabalham conosco. Mas são as relações não o edifício. Trata-se de pessoas e não o lugar. Trata-se de sofrer juntos e rir juntos. Através do amor de Jesus, viver a vida juntos, os sucessos e os fracassos, os momentos bons e os maus.

No entanto, nós definimos muito, além disso, no mundo de hoje. Nós competimos. Nós criticamos. Nós mastigamos uns aos outros. O resultado é que nós então nos posicionamos entre o Senhor e os perdidos, como uma família disfuncional que abriga amargura, ressentimento e ódio. Jesus disse que devemos ser tão apaixonados um pelo outro, que o mundo saberia que pertencemos a Ele (João 13:34-35 ) e seria atraído para o Pai.

Antes de Jesus subir de volta para o pai, ele deu algumas instruções finais para os discípulos que ele usaria para assegurar a liderança na igreja primitiva, ele basicamente disse-lhes para ir busca-los, falando de pessoas perdidas e há muitas delas. Ele disse, vou enviar o Espírito Santo para dar-lhes o poder para fazê-lo (Atos 1:8). Vá ao redor da Terra e compartilhar o que eu tenho feito com eles. Ensiná-los a viver do jeito que vocês me viram viver.

Sabemos o que aconteceu depois disso. Mas o que está acontecendo agora?
Algumas coisas ainda são as mesmas:

  • Nós temos o mesmo Senhor.
  • Temos as mesmas instruções.
  • Nós ainda temos um mundo perdido.
  • Nós temos o mesmo Espírito Santo.
  • Nós também somos apenas pessoas comuns.

Mas como nós estamos fazendo?

Eu me incluo, com certeza neste desafio e acusação, porque tenho fracassado em tantas maneiras de medir o tamanho do desafio de expressar adequadamente a verdade de quem é Jesus.

As pessoas realmente veem o amor de Jesus na igreja?

Conforme as instruções; parece que mudamos as instruções do Senhor de "ir buscar" para "vir assistir" Em vez de ir por todo o mundo, lutamos por um espaço. Em vez de o Espírito Santo nos capacitar para testemunhar e nos posicionar entre Deus e o mundo no amor sacrificial, nos fortalecemos para criar paredes para nos manter longe do perdido. Nós ensinamos nosso povo a ter medo das pessoas do mundo em vez de amar as pessoas do mundo. É o sistema do mundo que, não devemos amar.

Talvez em nossos esforços para isolar o povo de Deus da influência do mundo, nós, também, criamos um sistema que curiosamente funciona exatamente como o sistema do mundo. Isto impede que as pessoas realmente conheçam a Deus. Nós mantemos Deus para nós mesmos. Nós O reduzimos a viver em nosso prédio.

As pessoas começaram a pensar desta maneira:

  • Para encontrá-lo, você tem que ir lá.
  • Para conhecê-lo, você tem que gastar tanto tempo quanto possível no seu edifício.

Sua espiritualidade é medida por sua devoção ao sistema que foi criado à custa de saber realmente o seu coração, que é posicionar a sua vida, juntamente com outros amantes de Jesus bem no centro do sistema mundial e amar as pessoas para Jesus. Se o que temos não funciona onde trabalhamos, então o que temos não é o que Jesus quer que tenhamos. Precisamos de horários regulares para conhecer e interagir e ser instruídos. Precisamos de líderes espirituais para nos ensinar e nos responsabilizar. Nós desesperadamente precisamos uns dos outros. Mas tudo isso deve ser com o coração de Deus para com aqueles que estão tão desesperados e nem sequer sabem do que tem fome.

A vida cristã é tipo como um jogo de futebol. Os jogadores pedem ao treinador para colocá-los no jogo, para não deixá-los no banco. O objetivo não é sentar-se no banco e assistir algumas pessoas jogar. O objetivo é acertar o campo e levá-la para o adversário. Para a Igreja, o verdadeiro adversário é a pessoa por trás do sistema do mundo. Enquanto a crença errada sobre a igreja nos engana fazendo acreditar que a missão está cumprida quando sentamos no banco com mais frequência e assistimos a mais jogos e inclusive nos animamos um pouco mais, não vamos impactar o mundo do jeito que deveria. E também vamos ter que começar a olhar um para o outro como adversários, a fim de manter um bom jogo.

Até quando vamos lutar contra nós mesmos?

Qual é a boa notícia em tudo isso?

A notícia ainda é as mesmas Boas Novas. Felizmente, Jesus ainda está entre nós e o Pai e intercede por nós. Eu acredito que por causa de quem Ele é e como Ele ama, essas orações serão respondidas!
Que visão impressionante quando Deus libera graça para todos nós e quebra e nos solta de todos os ídolos construídos em nossos corações. Claro, o ídolo é alguma coisa que amamos mais do que ele, até mesmo a "igreja”.

Eu acho que a unidade e a força da equipe de Deus é tão impressionante, que os jogadores do outro time vai realmente querer mudar de time e jogar para o nosso treinador. Uma vez que somos o time visitante, temos que jogar no campo do outro time. Mas quanto mais deles mudarem de lado, dentro de pouco tempo, vai ser o nosso campo.

Pr. Aldenir Araújo

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A graça de Deus no Novo Testamento

quinta-feira, 27 de março de 2014 / Nenhum Comentário

A graça de Deus no Novo TestamentoEntender a graça de Deus como revelado no Novo Testamento é compreender um dos mais maravilhosos atributos de Deus, e é a chave para um relacionamento profundo e pessoal entre Deus Pai e cada cristão, através de Jesus Cristo.

A graça de Deus expressa a grandeza do seu amor e a riqueza da sua misericórdia! Viver dentro e sob a graça de Deus é experimentar e apreciar o amor fantástico de Deus e Sua bondade misericordiosa.

Ao contrário das especulações religiosas, a graça não é apenas um inquilino teológico ou tópico de discussão; linhas de batalha denominacionais, de fato, a graça de Deus significa a PRÓPRIA VIDA! Sem graça, não haveria salvação, cristianismo... nem VIDA ETERNA!

De fato, a graça é o fundamento do cristianismo verdadeiro. O Novo Testamento revela que a graça de Deus Pai é uma qualidade abrangente.

A graça de Deus tem um enorme significado para aqueles que realmente a entendem. Através de Jesus Cristo, o dom da graça de Deus é concedido para que possamos crescer espiritualmente n'Ele, Jesus Cristo - o Filho de Deus - que é a cabeça da Igreja de Deus, em todas as coisas.

A verdade bíblica é que Deus, o Pai, através de sua graça e salvação, irá partilhar a Sua vida eterna, a existência e a glória, com todos os seres humanos que realmente O amam de todo o coração, mente e ser.

O potencial do nosso destino de se tornar filhos literais de Deus através da graça de Deus, são as verdades mais incríveis e menos compreendidas da Bíblia. O apóstolo João escreveu: "Vede que grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus; e nós o somos. Por isso o mundo não nos conhece; porque não conheceu a ele. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é, o veremos. E todo o que nele tem esta esperança, purifica-se a si mesmo, assim como ele é puro" (I João 3:1-3).
É por isso que Pedro foi inspirado a advertir-nos a crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. "Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, agora e para sempre” (II Pedro 3:18).

A graça é baseada no amor

O amor é a base para o relacionamento e comunhão entre Deus, o Pai, Jesus Cristo e à pessoa que tenha sido chamado para a salvação. Deus é amor. "Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por meio dele vivamos. Nisto está o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus assim nos amou, nós também devemos amar-nos uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; e nos amamos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é em nós aperfeiçoado" (I João 4:8-12).

Nosso relacionamento com Deus deve ser baseado no amor! "Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, e de toda a tua alma e com toda tua mente, e com todas as tuas forças: este é o primeiro [isto é, o primário] mandamento" (Marcos 12:30 ). O AMOR é o fundamento da graça e sem essa base não há nada!

Assim, pois, a graça é a qualidade ou atributo principal, a primeira extensão ou expressão do amor de Deus. Portanto, GRAÇA, é a qualidade principal e a função da relação espiritual e a comunhão entre Deus Pai e a pessoa que Ele chama por meio de Jesus Cristo.

A definição de graça no Novo Testamento

GRAÇA, como revelado no Novo Testamento, tem um amplo significado e aplicação. GRAÇA vem da palavra grega "CHARIS", que significa: "mostrar favor para, boa vontade, benefício, presente, bondade”.
Graça, portanto, é uma palavra multifacetada, mostrando vários aspectos do amor gracioso e misericordioso de Deus Pai que misericordiosamente se manifesta através de Jesus Cristo.

Pr. Aldenir Araújo

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Pastores, parem de pregar

domingo, 23 de março de 2014 / Nenhum Comentário
Pastores, parem de pregarHá algum tempo conversei com um homem que havia se convertido há um ano. Ele me disse que havia decidido parar de frequentar a igreja. Surpreso com a decisão dele, indaguei o motivo, e ele me disse: "É simples, existe uma diferença incrível entre a mensagem que ouço aos domingos e a Bíblia que leio diariamente. A Bíblia me transforma dia após dia, mas o que eles pregam na igreja parece estranho."

Jack Deere conta que numa pequena cidade, onde não havia um bar, alguém começou a construir uma taverna, não dando atenção a um pastor da cidade que pregava contra a ideia. O pastor e alguns cristãos reuniram-se para uma vigília com o objetivo de pedir a providência de Deus quanto ao caso. Naquela mesma noite, um raio atingiu a taverna em construção, destruindo-a completamente. O dono do prédio deu início a um processo judicial contra o pastor e a igreja, alegando que os crentes eram os responsáveis pelo que acontecera. O pastor e a igreja contrataram um advogado que negou que eles tivessem alguma coisa a ver com o ocorrido. Quando chegou o dia do julgamento, o juiz afirmou: "Uma coisa ficou muito clara neste caso, não importa qual seja seu desfecho. O dono da taverna acredita no poder da Bíblia e da oração, o pastor e os crentes, não."

Estas duas histórias são reais e chocantes. No entanto, elas refletem a realidade de um grande número de pastores da atualidade. Todas as semanas perto de um milhão de sermões são pregados em cerca de trezentas mil igrejas evangélicas no Brasil. Calculo que uma pessoa que frequente uma igreja por 15 anos, apenas um culto por domingo, já ouviu cerca de 780 sermões. Imagine o poder transformador de tanta pregação, por tanto tempo, na vida de milhões de pessoas. Entretanto, por que um avivamento não acontece? Por que os evangélicos não aniquilam a corrupção em lugar de serem aniquilados por ela?

É impossível deixar de fazer uma comparação. Por que Jonas, Pedro, Paulo, Spurgeon e Moody pregaram com mais dificuldade do que nós e causaram efeitos "devastadores"? Por que não vemos quase nada parecido a isto hoje?

Talvez a resposta esteja num "pedido" aos pastores: Parem de pregar!

1) Parem de pregar sermões onde não há alegria e são pregados por causa da obrigação com o emprego e porque estão sendo pagos pela igreja;
2) Parem de pregar sem antes estudar a Bíblia para aplicar em suas próprias vidas;
3) Parem de pregar sem antes dedicar dez a quinze horas de oração e mergulho no texto bíblico sobre o qual falarão;
4) Parem de pregar sermões prontos do seu bispo ou apóstolo, sem coração, paixão ou emoção;
5) Parem de pregar sermões copiados da internet, sem vida e sem experiência pessoal;
6) Parem de pregar suas ideias pessoais, justificadas com alguns versículos bíblicos;
7) Parem de pregar regras para as pessoas viverem, que vocês nunca viveram.
E a lista poderia ir embora...

Preguem a Palavra, poderosa, penetrante, transformadora e verdadeira.

Deixo um desafio que recebi há cerca de 30 anos, quando estudei pregação expositiva com um homem chamado Karl Lachler. Depois que ele nos explicou o poder da pregação da Bíblia – primeiro para a minha vida e depois como uma ferramenta que o Espírito Santo usa para alcançar outros –, a única coisa que consegui fazer naquele dia foi: me quebrantar, chorar, orar, chegar a minha casa e jogar fora todos os sermões que tinha, pedir perdão a Deus e começar tudo de novo. Nunca mais um sermão foi igual.

O apelo naquele dia foi: Parem de pregar na sua própria força ou sabedoria, mas deixem-se usar pelo Espírito, e o que Deus falar através de você incendiará o mundo. Talvez seja hora de parar de pregar do jeito que você está pregando e experimentar algo novo.

Josué Campanhã é escritor, palestrante, consultor e pregador
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Como Pregar Com o Objetivo Correto

quinta-feira, 20 de março de 2014 / Nenhum Comentário

Como Pregar Com o Objetivo CorretoEu gostaria de pensar que o que vou dizer é obvio, e que não é necessário tratar dessa questão. Mas eu ainda suspeito que possa estar equivocado.

O objetivo da leitura da Bíblia, e de fato, o objetivo de ouvir uma Pregação, não é para reunir informação. Ainda que isto não seja um mal resultado, mas não é o objetivo real, ou pelo menos não deveria ser.

Como pregador, o objetivo de passar tempo na Palavra de Deus, não é encher o cérebro com os fatos, ou seja, com informações, para que possamos impressionar os nossos ouvintes na nossa próxima mensagem. Não é para reunir informação para que possamos nos sentir bem acerca de nosso conhecimento em relação aos demais. Agora, isto não quer dizer que o conhecimento da bíblia que temos em nosso cérebro não importa. Sim, é importante, e muito. Mas nosso objetivo na leitura da Bíblia, e nossa meta e Objetivo na Pregação da Palavra de Deus, não é primordialmente intelectual, mas espiritual.

O objetivo de passar tempo na Palavra de Deus é conhecer, relacionar-se e responder a Deus. Adoramos a Deus, não a Bíblia. Sem duvida, podemos conhecer a Deus e responder a Deus, bem como passar tempo no que Ele tem dado de Si mesmo a nós através da Palavra, a Bíblia.

Você precisa ter isto muito claro na Pregação. Incluso se você sabe disso, creio que alguns de seus ouvintes ainda estarão no “Preciso saber mais, preciso educar minha escola de espiritualidade”.

Como pregadores, nós primeiro temos que viver, e logo também pregar, já que vivê-lo é de vital importância e de maneira absoluta do cristianismo como relação.

Alguns dos seus ouvintes podem ser que não entendem isto. De fato, eles podem estar muito preocupados e inclusive desanimados na luta por reter informação. Você como Pregador deve ajuda-las a conhecer que o verdadeiro objetivo é Conhecer e Responder a Deus.

O objetivo da pregação não é principalmente informativo ou educativo, ainda que isso faça parte, mas não é o mais importante. O objetivo sempre deve ser “Espiritual”. O objetivo é Deus, é conhecê-lo, e não o quanto eu sei dEle.

Pr. Aldenir Araújo

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O Pregador e a Oração

terça-feira, 18 de março de 2014 / Nenhum Comentário
O Pregador e a OraçãoA grande necessidade do momento é que os púlpitos através desse país sejam cheios com homens humildes, santos e de oração.
 
Um púlpito sem oração produz um povo sem poder. Sem poder para vencer seus pecados tribulosos. Sem poder para mudar a cultura. Sem poder para dar testemunho de seu grande Salvador. E bancos sem poder produzem um povo cínico.
 
A igreja, então, se torna objeto de desdém porque, em grande escala, ela perdeu sua autenticidade.
 
O livro de Atos diz que as pessoas reconheciam que os que proclamavam o Evangelho eram "sem letras e indoutos" (Atos 4:13). Hoje, temo que as pessoas podem facilmente observar que nós temos pregadores muito inteligentes e estudados, mas que poucos deles têm estado com Jesus. E nos perguntamos por que os avivamentos tardam.
 
Recentemente, um pastor me confidenciou, "Eu prego sobre oração. Mas, a verdade é que faz tempo que eu não passo um tempo qualitativo em oração". Eu não creio que essa situação seja única. Nós falamos muito sobre oração, mas oramos pouco. Nós lemos livros sobre oração, mas não fazemos nada a respeito do que lemos. Nós falamos que oração é uma necessidade para uma vida cristã vitoriosa, mas colocamos Deus fora da nossa vida interior. Proclamamos que a oração deveria ser a prioridade da igreja, mas nunca lamentamos nossas reuniões de oração vazias.

A oração nunca deveria ser um meio pelo qual o pregador tenta manipular a Deus para ganhar bênçãos sobre sua mensagem, ministério e a igreja. A oração, acima de tudo, é intimidade com Deus. É ser "com Jesus". Me pergunto o que aconteceria se os pregadores parassem de perguntar às suas esposas, depois do culto: "Como foi minha pregação?" e começassem a perguntar: "Será que as pessoas perceberam que eu tenho estado com Jesus?"

A oração não pode ser somente uma coisa a mais na vida do pregador. Ela deve se tornar a força propulsora por trás dele e de sua mensagem. A oração é a plataforma de onde se proclama a Palavra de Deus. A oração deve ser o fundamento de sua estratégia de ministério e o palco de onde o pregador vai tocar sua trombeta.

A oração foi o denominador comum dos homens poderosos de Cristo na antiguidade. A igreja nasceu em uma reunião de oração. O primeiro sermão de Pedro foi entregue no final de uma reunião de oração e 3000 pessoas foram salvas. O ministério apostólico de Paulo começou como resultado de uma reunião de oração. A oração impulsionou a pregação dos apóstolo do primeiro século aos corações das pessoas por todo o Império Romano. Ele oraram e Deus moveu.

Nós todos gostaríamos de pregar para as multidões como o grande evangelista do século XVIII, George Whitfield, fez. Mas, também devemos lembrar que ele frequentemente passava noites inteiras clamando a Deus pelas almas perdidas. Muitos, hoje, gostariam de construir uma grande igreja, como Charles Spurgeon fez. Mas, não podemos esquecer que ele tinha homens por trás dos bastidores que estavam orando por ele, enquanto ele pregava.

Os missionários gostariam de colher a colheita de David Brainerd. Mas, ele devem ter em mente que David Brainerd orava por tanto tempo que a neve por baixo dele derretia. Os pregadores de avivamento gostariam de ver os mesmos resultados de Charles Finney, que acendia as chamas do avivamento por onde quer que ele passava. Mas, precisamos nos lembrar que um homem chamado Nash viajava com Finney e ficava numa sala à parte orando o tempo todo que Finney pregava.

Nós temos produzido muitos pregadores/divertidores de plateia hoje. Mas, a necessidade grave do momento não é por apresentadores ou oradores. Nós, desesperadamente, precisamos de líderes que tenham estado "com Jesus". Os apresentadores vão divertir as plateias e os oradores vão impressionar os que têm grande influência. Mas, os pregadores de oração vão abrir os céus. Eles podem não receber o aplauso de homens. Mas, eles saberão manifestar a glória de Deus. Ele vão segurar a chave do avivamento da igreja e da nação.

Sammy Tippit
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O Pregador que não Prega

/ 1 Comentário
O Pregador que não PregaNão é de hoje que o oficio da pregação tem sido alvo de reflexões, aplausos, censuras e análises; quando me refiro a pregação quero dizer o anúncio verbalizado das escrituras sagradas. Porém, seria muito simplório e ingênuo afirmar que a pregação do Evangelho é apenas a comunicação inteligível da mensagem de Cristo Jesus, uma vez que, até um papagaio treinado e adestrado conseguiria realizar tal trabalho. 

O oficio da pregação é um trabalho que está mais atrelado ao “ser”, do que propriamente o “fazer” daquele que o realiza, uma vez que a mensagem do arauto de Deus é simplesmente uma extensão daquilo que já é ou está em processo nele mesmo. 

Fere e será ferido todo pregador que vive em desarmonia entre aquilo que anuncia daquilo que vivencia. A pregação é um sentimento de Deus em ebulição no coração de um mortal que se dispôs a viver e a testificar daquilo que é próprio de Deus para os homens. 

De modo que, pregar não se resume em falar, mas está mais atrelado para a essência do ser que transborda das boas novas do evangelho que testificam (também em palavras) da verdade de Deus em Cristo Jesus. 

Judas em sua epístola traça o perfil do ministro ou pregador que não prega, mas apenas encena para seu próprio prazer ou interesses: “Estes são manchas em vossas festas de amor, banqueteando-se convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas;”(Judas) 

No Antigo Testamento encontramos um mensageiro sem mensagem, seu nome era Aimaaz. No intuito de transmitir uma mensagem ao rei Davi passou na frente de outro mensageiro, mas quando o rei Davi perguntou pelo seu filho Absalão sua resposta foi :"...Quando Joabe me mandou a mim, o servo do rei, vi um grande alvoroço; porem não sei o que era." (2 Reis 18.29), até que por fim, chegou o outro mensageiro comunicando a Davi que Absalão estava morto. Perceba que o mensageiro sem mensagem (Aimaaz) chegou primeiro do que aquele que de fato tinha a mensagem, e sua pseudo-mensagem era sobre um alvoroço que não sabia o que era, será que podemos perceber as mesmas semelhanças nos atuais mensageiros sem mensagens (disputa, gramour, alvoroço, barulho, mas sem conteúdo e essência) 

Observe que, a pregação não está atrelado a aparência ou ao resultado imediato segundo as percepções humana, mas antes, está intrinsecamente ligada a essência, conteúdo, e caráter daquilo que habita o pregador. Deste modo, segue abaixo uma síntese de pregadores que na realidade não pregam, de nuvens que não chovem, e de árvores que não frutificam:
  • Pregador Ego (Aquele que a pregação gira em torno dele)
  • Pregador Eco (Aquele que decora e repete mensagens alheias)
  • Pregador Show (Aquele busca apenas performances teatrais e fúteis)
  • Pregador Super (Aquele que é tão poderoso que se esquece do Evangelho e de Cristo Jesus)
  • Pregador Multi (Aquele que faz tudo no púlpito e acaba se esquecendo do principal – pregar)
  • Pregador Uno ( Aquele que acha que só ele prega)
  • Pregador falso (Aquele que anuncia o outro evangelho)
  • Pregador oco (Aquele que prega, mas não vive o que prega)

Certamente, neste tempo de confusão e extrema apostasia é válido a lembrança das palavras de Francisco de Assis: “Pregue o Evangelho em todo o tempo. Se necessário, use palavras”, como também é importante a advertência paulina ao jovem pregador Timóteo, que também serve a todos os pregadores contemporâneos: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.” (1 Timóteo 4.16)


Autor: Samuel Torralbo é teólogo, escritor,  blogueiro e colunista do Púlpito Cristão.