O sacrifício de Jesus: Tristeza, Luta e Submissão

O sacrifício de Jesus: Tristeza, Luta e Submissão
Texto: Mateus 26:36-75

Introdução: Durante a maior parte dos relatos dos Evangelhos, vemos o lado encantador de Jesus - Seu poder para curar os enfermos; Sua compaixão para com os fracos e pobres; a autoridade que ele tinha quando Ele pregava a Palavra de Deus. Nós muitas vezes não vemos Jesus lutando com a tristeza.

Hoje, nós estamos olhando para o outro lado de Jesus. No Jardim do Getsêmani.

1. Vemos Jesus em tristeza

Neste ponto, a Bíblia diz: "começou a entristecer-se e a angustiar-se" (V.37). E disse aos seus 3 discípulos - Pedro, Tiago e João - "A minha alma está triste até a morte"

Não estamos acostumados a ver esse lado de Jesus. Ele estava tão triste que ele pediu aos discípulos: "Fiquem aqui e vigiem comigo" (V.38). Fiquem comigo e orem comigo.

Por que Jesus estava tão angustiado? Porque ele entendia o que estava para acontecer com ele. Foi realmente uma noite triste para Jesus:
  • Anteriormente, enquanto comiam, disse: "Em verdade vos digo que um de vós me trairá" (26:21). Um dos 12, que esteve com ele durante 3 anos, deliberadamente virou as costas para Ele e o traiu por dinheiro.
  • E então, quando saíram para o Monte das Oliveiras, Jesus disse aos seus discípulos: "Todos vós esta noite vos escandalizareis de mim" (26:31). Em outras palavras, "todos vocês vão me abandonar ...". Jesus sabia que eles iriam virar as costas e fugir - todos eles, temendo por suas próprias vidas, deixaram Jesus enfrentar a morte sozinho. Todos eles - após 3 anos de vida e de trabalho em conjunto com Jesus.
Foi extremamente triste para Jesus, e não simplesmente porque Seus discípulos falharam com Ele, mas porque Ele sabia o que estava diante Dele. Há apenas dois dias (26:1-2) Jesus disse aos seus discípulos: "Sabeis que daqui a dois dias é a páscoa; e o Filho do homem será entregue para ser crucificado". Jesus não só sabia que Ele ia morrer, Ele sabia como ele iria morrer - por crucificação, que era a forma mais cruel, mais torturante para uma pessoa morrer.

A morte por crucificação foi projetada para produzir o maior grau de vergonha, e para infligir o máximo de dor, durante o maior período de tempo possível. Jesus sabia o que estava prestes a acontecer.

Não admira que ele "prostrou-se com o rosto em terra e orou..." (v.39). Segundo Lucas, Jesus estava em tal angústia que "e o seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue, que caíam sobre o chão" (Lucas 22:44).

2. Vemos Jesus em luta

Jesus orou: "Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice..." (26:39).

Vemos a luta de Jesus. A parte da humanidade dele clamava contra tal dor. No entanto, seu espírito ansiava obedecer a vontade do Pai. A carne não queria ir para a cruz, mas seu espírito queria realizar o plano do Pai para salvar o mundo.

Jesus experimentou essa luta. E Ele foi honesto com o Pai. Não houve encobrimento ou dura resistência. O que vemos em Jesus era a honestidade total. Ele compartilha o que está realmente em seu coração! Portanto, não resistiu ... Jesus não o fez. Compartilha nossas lutas com Deus.

Para permanecer fortes, precisamos orar. É por isso que Jesus disse a Pedro: "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca" (V.41). Muitas vezes, a carne (o velho eu) nos diz para fazer as coisas à nossa maneira, contra a vontade de Deus. Mas nosso espírito conhece a vontade de Deus e quer fazer o correto. Jesus diz: "Vigiai e orai, para que não caiam em tentação" (V.41). Essa é a fórmula - vigiar e orar, e não satisfazer os desejos da nossa carne.

Esta foi mais do que apenas uma luta física, foi uma luta espiritual. Jesus não estava pensando apenas nos pregos que perfurariam através de suas mãos e pés. Porque na Sua morte, Ele estaria tomando sobre si o pecado de toda a humanidade.

Isaías 53:5-6 “Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós”.

O peso sobre Seus ombros não era peso físico - era o peso dos seus e os meus pecados! Em palavras simples, a culpa é sua! Nossos pecados enviaram Jesus a cruz!

Estas palavras de Max Lucado descreve a cena assim:

"O encontro final da batalha já começou. Quando Jesus olha para a cidade de Jerusalém, Ele vê que os discípulos não podem ... Ele vê o Maligno se preparando para o encontro final ... O inferno está se soltando ... a história registra como uma batalha dos judeus contra Jesus. Não foi .... Foi uma batalha de Deus contra Satanás. E Jesus, sabia disso. Ele sabia que antes da guerra terminar, ele seria levado cativo. Ele sabia que antes da vitória viria a derrota. Ele sabia que antes do trono viria o cálice. Ele sabia que antes da luz do domingo viria a escuridão da sexta ... E ele estava com medo"

É como soldados que se deslocam para a guerra. Ninguém vai se sentir bem em tempos assim. Como Jesus respondeu?

3. Vemos Jesus em submissão

A primeira vez Jesus disse: "..., todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres" (V.39). Em seguida, retirou-se uma segunda vez e orou: "Pai meu, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, faça-se a tua vontade" (V.42).

Ele sabe o que significa implorar a Deus para mudar sua vontade e ouve Deus dizer tão suavemente, mas com firmeza: "Não". Isso foi o que Deus disse a Jesus. E Jesus aceita a resposta.

Este é um exemplo clássico de submissão - fazer a vontade de Deus, e não a sua própria.

No relato de Lucas, ele diz que "Então lhe apareceu um anjo do céu, que o confortava" (Lucas 22:43). Não é lindo? Ele obedece ao Pai ... para fazer o que o Pai diz, e o Pai oferece o que ele mais precisa - força! O que Jesus precisava, ele recebeu graciosamente do Pai. Hoje, você pode experimentar o mesmo. Quando você faz a Sua vontade, Deus lhe dará a força necessária para completá-lo. "A vontade de Deus nunca irá levá-lo onde a graça de Deus não pode mantê-lo".
Após o período de oração, o que Jesus fez?

Mateus 26:45-46 “Depois, levantando-se da oração, veio para os seus discípulos, e achou-os dormindo de tristeza; e disse-lhes: Por que estais dormindo? Levantai-vos, e orai, para que não entreis em tentação"

Estas são palavras de determinação. Ele agora estava muito seguro. Ele vai enfrentar a cruz e caminhar em direção a ela.

O que aconteceu depois? Judas veio diretamente a Jesus, e lhe deu um beijo “... Nisto, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus, e o prenderam. E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, puxou da espada e, ferindo o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe uma orelha. Então Jesus lhe disse: Mete a tua espada no seu lugar; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão. Ou pensas tu que eu não poderia rogar a meu Pai, e que ele não me mandaria agora mesmo mais de doze legiões de anjos? Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça? ” (Mateus 26:53-54)

"poderia rogar a meu Pai, e que ele não me mandaria agora mesmo mais de doze legiões de anjos? Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça?" Estas são palavras de submissão.

Jesus não era um pobre vítima, indefesa, apanhado em circunstâncias fora de seu controle. Jesus livremente, de boa vontade, deliberadamente seguiu o caminho para a cruz. Ele não foi forçado a isso por seu pai, e, claro, e não por líderes judeus ou o governo romano.

Jesus disse em João 10:17-18 "... Eu dou a minha vida ... Ninguém a tira de mim, mas eu a dou por minha própria vontade eu tenho autoridade para a dar e autoridade para retomá-la"
Hebreus 5:8 "ainda que era Filho, aprendeu a obediência por meio daquilo que sofreu"

Max Lucado - "A batalha está ganha. Você pode ter pensado que foi ganha no Gólgota. Não foi. Você pode ter pensado que o sinal da vitória é a tumba vazia. Não é. A batalha final foi vencida no Getsêmani. E o sinal de conquista é Jesus em paz nas oliveiras. Pois foi no jardim que ele tomou sua decisão ... ele preferia ir ao inferno por você do que ir para o céu sem você".

Conclusão: Jesus passou por uma grande tristeza, uma grande luta, mas triunfou através de total submissão ao Pai ... tudo por sua causa. Podemos responder dessa maneira hoje:
  1. Entenda que a sua vida foi comprada por um preço muito alto, valorize-a. Ofereça sua vida a Deus e sirva-o com tudo que você tem. Considere o que você pode fazer por ele hoje.
  2. Jesus deu-nos um exemplo muito bom - vigiar e orar. Você quer ficar forte e viver uma vida vitoriosa? ORAR. O Senhor o fortalecerá.
  3. Alguns aqui, precisam aceitar Jesus como seu Salvador. Olhe atentamente para a vida de Jesus e tudo o que Ele disse, e você perceberá que Ele veio apenas para uma finalidade - buscar e salvá-lo. Como? Ao morrer em seu lugar, para pagar a pena pelo nosso pecado (rebelião contra Deus).
Creia em Jesus hoje e você vai se reconciliar com Deus e receber uma nova vida.

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O sacrifício de Jesus: Tristeza, Luta e Submissão Reviewed by Aldenir Araujo on domingo, julho 10, 2016 Rating: 5

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