Série: José: Amargura, traição e bênção - Boa notícia de uma terra estrangeira # 13

Série: José: Amargura, traição e bênção - Boa notícia de uma terra estrangeira # 13
Texto: Gênesis 45:16-28
Introdução: Por um momento, considere como os irmãos podem ter se sentido neste momento. A última lembrança que eles tinham de José era vendo-o sendo levado pelos ismaelitas, vendido como escravo por eles. Estou certo de que nunca imaginaram que iriam ver José novamente e certamente não dentro deste contexto. Ele está agora elevado a uma posição de poder e autoridade, perdendo apenas para o faraó em toda a terra do Egito.

Eles provavelmente não conseguiram dormir naquela noite. Estou certo de que suas cabeças estavam cheias de pensamentos e pressupostos. José parecia genuíno em seu amor por eles, mas ele, eventualmente, iria puni-los pela traição. Como eles iriam dizer a Jacó que José estava vivo? Embora houvesse perguntas sem respostas, deve ter havido uma sensação de alívio. Eles tinham encontrado José e as feridas do passado tinha começado a cicatrizar. Eles desesperadamente precisavam que José demostrasse bondade para com eles para que pudessem sobreviver. Toda a região estava em meio a seca e a fome, e seu irmão estava encarregado de dispersar os mantimentos.

Nosso texto esta noite trata da viagem de volta onde eles vão arrumar as malas e trazer a família para o Egito. Isso estava tudo dentro do plano soberano de Deus e que tinha trabalhado em Seu tempo. Os irmãos seriam capazes de compartilhar a boa notícia com seu pai e a família. José estava vivo e era primeiro-ministro do Egito. Ele estava em uma posição para os salvar durante a seca. Vamos considerar as garantias dentro do texto enquanto pensamos sobre o tema: Boa notícia de uma terra estrangeira. Descobrimos:

I. Uma Palavra De Esperança

- Os acontecimentos descritos no texto trouxe esperança para José e sua família. Dentro destes versos, somos lembrados da esperança eterna que temos também. Observe:

A. A aceitação. V. 16“Esta nova se fez ouvir na casa de Faraó: São vindos os irmãos de José; o que agradou a Faraó e a seus servos”. Embora eles não tivessem escolha, os irmãos estavam um pouco relutantes em voltar para o Egito. Eles não tinham ideia de como eles seriam recebidos. Ao invés de serem presos ou maltratados, eles se encontram celebrando como os irmãos de José. Faraó e seus servos estavam satisfeitos com a chegada deles. Eles foram aceitos por causa da relação com José.

- Isso deveria nos confortar esta noite também. A grande maioria deste mundo nunca vai me conhecer, mas me alegro de ser conhecido no céu. Eu sou aceito na família de Deus por causa de minha relação com Cristo, o Senhor. Independentemente do que eu enfrentar nesta vida, eu continuo sendo um filho de Deus e co-herdeiro com Cristo. Eu sou quem eu sou por causa de meu relacionamento com Ele!

B. A apropriação. V. 17-20 - Enquanto os irmãos se preparavam para voltar a Canaã, a fim de trazer a família para o Egito, eles foram carregados com provisões para a viagem. Eles não esperavam que fossem tratados da maneira como foram. A eles foram oferecidos o mais fino que o Egito possuía a fim de proporcionar uma viagem segura. Faraó ainda os instruiu a deixar suas coisas em Canaã, porque todo o Egito estaria à disposição deles.

- Nosso Senhor nunca prometeu uma abundância de bênçãos materiais nesta vida, mas Ele fez a promessa de estar conosco a cada passo do caminho. Temos a certeza de um lar eterno no céu. O melhor que o céu tem a oferecer está à nossa disposição. Nada que temos nesta vida irá comparar com a glória que está por vir. Somos ricos além da medida em Cristo Senhor. 1 Coríntios 2:9, “Mas, como está escrito: As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam”. Salmo 40:5 “Muitas são, Senhor, Deus meu, as maravilhas que tens operado e os teus pensamentos para conosco; ninguém há que se possa comparar a ti; eu quisera anunciá-los, e manifestá-los, mas são mais do que se podem contar”.

C. A garantia. V. 22-23. Antes da partida, os irmãos receberam presentes, juntamente com os presentes para Jacó e provisões para a viagem. José e Faraó queria garantir-lhes o seu compromisso. Eles tinham a intenção de atender as necessidades deles e procurou deixar isso bem claro em suas mentes. José tinha sido traído por eles, mas ele os amava e providenciou para eles, mesmo que eles não mereciam isso.

- É interessante que Benjamin recebeu 300 peças de prata e cinco mudas de roupa. Isto foi feito provavelmente por dois motivos. Primeiro de tudo, ele era o irmão de José com Raquel. Eles compartilhavam um vínculo, que os outros não compartilhavam. Isso provavelmente serviu como mais um teste para os onze, só para ver como reagiriam. Eles haviam ficado com ciúmes de José no passado, mas não revelaram nenhum ciúme agora.

- Eu penso que nós podemos nos relacionar com os irmãos. Nós também temos recebido muito do Senhor e aos salvos foi prometido um lar no céu. Nós não somos mais merecedores do que os irmãos eram e ainda assim nosso Senhor provê. Somos recipientes de Sua bondade e graça. Deus não tem "favoritos", mas seremos recompensados segundo as nossas obras nesta terra. Os fiéis e submissos serão recompensados pelo seu empenho enquanto o complacente e despreocupado vai receber menos recompensa. Apocalipse 22:12 “Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra”. Isso deveria nos desafiar a ser um Benjamin, de modo que teremos algo para colocar aos pés de nosso precioso Senhor quando estivermos de pé diante dele!

II. Uma Palavra de Orientação

- José e Faraó esperava que os irmãos atendessem suas palavras. Seria benéfico para eles. Nós também precisamos prestar atenção à Palavra de Deus e Sua direção. Observe:

A. A instrução. V. 19“A ti, pois, é ordenado dizer-lhes: Fazei isto: levai vós da terra do Egito carros para vossos meninos e para vossas mulheres; trazei vosso pai, e vinde”. Sabemos que isso estava tudo dentro da vontade de Deus, mas esta foi uma boa proposta para uma família enfrentando a fome. Eles foram instruídos a trazer toda a família para o Egito para que pudessem sobreviver à fome. A provisão tinha sido feita, mas eles deveriam atender à orientação e seguir adiante.

- Nossas vidas enfrentam dificuldade e decisão também. Deus deu sua palavra para instruir e orientar à medida que avançamos. Ele tem muitos vagões carregados com fornecimento diário, mas cabe a nós dar ouvidos à Sua Palavra e permitir que Ele guie nossas vidas. Pense sobre isso, tem sido nos apresentado uma proposta maravilhosa. Cristo deu a Si mesmo como expiação pelos nossos pecados. Somos privilegiados com a oportunidade da salvação. Nós temos a Palavra para orientar, confortar e fortalecer nossas vidas. A oferta está aí todos os dias, mas cabe a nós abordar o vagão e participar de sua abundância!

B. A cautela. V. 24“Assim despediu seus irmãos e, ao partirem eles, disse-lhes: Não contendais pelo caminho”. Esta seria uma viagem difícil. Seria necessário esforço e disciplina para trazer toda a família para o Egito. Claramente eles não tinham quaisquer opções ou ofertas melhores, mas José advertiu-os contra a sair do caminho. Ele queria que eles fossem fiéis à viagem e empenhados em voltar com a família.

- Nós recebemos instrução necessária para as nossas vidas também. Muitos começaram bem, recebendo a bondade de Deus e desfrutando de sua provisão, e ainda assim em algum lugar ao longo do caminho se desviaram e caíram no esquecimento. Certamente alguns deles nunca receberam a salvação, mas estou convencido de que muitos cristãos abandonaram o caminho de Deus devido a atração do mundo. Precisamos prestar atenção e cautela e manter nossos olhos no prêmio. Temos de continuar a viagem, permanecendo fiel ao Senhor nesta vida!

C. A submissão. V. 25“Então subiram do Egito, vieram à terra de Canaã, a Jacó seu pai”. Os irmãos ouviram à palavra de José e foram submissos a sua instrução. Eles seguiram o plano que ele colocou diante deles.

- Isso também é uma verdade simples, mas é muito necessária em nossos dias. Deus deixou instruções para as nossas vidas dentro de Sua Palavra. Sabemos que Ele espera e como devemos viver. Estamos cientes do trabalho que somos chamados a executar. Nós simplesmente precisamos daqueles em nossos dias que estão dispostos a se submeter à vontade de Deus e segui-Lo fielmente até que termine a viagem.

III. Uma Palavra de Cura. V. 26-28

- Em nossos versos finais encontramos uma conversa que começou a trazer a cura para uma família em crise. Jacó tinha vivido em dor e miséria durante todos estes anos, pensando que José estivesse morto. Agora a cura começa dentro da família através de renovada esperança para o futuro. Observamos:

A. A verdade expressa. V. 26“e lhe anunciaram, dizendo: José ainda vive, e é governador de toda a terra do Egito. E o seu coração desmaiou, porque não os acreditava”. Não temos muitos detalhes a respeito da conversa entre Jacó e seus filhos quando lhe disseram que José estava vivo. Não há nenhuma menção de qualquer confissão da parte deles, mas, pelo menos, Jacó descobriu que José não estava morto, mas vivo e bem, governador de todo o Egito. A verdade prevaleceu e trouxe a cura.

- Nunca devemos subestimar o poder e o significado da verdade. Muitos anos se passaram, mas finalmente a verdade foi revelada. O mesmo é verdade em nossas vidas. A verdade sempre prevalecerá. A verdade e a honestidade são sempre a melhor política. Muitos foram feridos e vidas foram destruídas devido a mentiras e enganos. Que possamos sempre falar a verdade e buscar a honestidade.

B. O tesouro exposto. V. 27“Quando, porém, eles lhe contaram todas as palavras que José lhes falara, e vendo Jacó, seu pai, os carros que José enviara para levá-lo, reanimou-se lhe o espírito”; Jacó foi relutante em acreditar em seus filhos sobre José, mas quando eles compartilharam as palavras que ele disse e o tesouro que ele enviou com eles, Jacó acreditou e foi reavivado. Ele não podia negar a presença da abundância que eles trouxeram do Egito.

- Podemos simpatizar um pouco com a dúvida de Jacó. Ele foi enganado e passou anos sofrendo a perda de seu filho. No entanto, ele não podia negar a evidência diante dele. Nós tendemos a viver como Jacó às vezes. Somos inclinados a duvidar e se preocupar. Nós tendemos a olhar para as coisas de forma negativa ao invés de tentar ser positivos. O Senhor tem carregado o nosso vagão em muitas ocasiões e ainda assim ficamos com dúvida e medo. Eu oro quando os tempos de dificuldade vem, vamos ver a evidência indiscutível diante de nós. Deus promete guiar e manter-nos na Sua Palavra. Cada dia que vivemos podemos desfrutar de Suas bênçãos abundantes. Em tempos de dificuldade e desespero, procuramos os vagões carregados com Sua abundância! Seu amor e cuidado por nós é comprovado a cada dia.

C. O triunfo apreciado. V. 28“e disse Israel: Basta; ainda vive meu filho José; eu irei e o verei antes que morra”. Depois de examinar as provas, Jacó acreditou e regozijou-se que José estava vivo. Ele decidiu ir vê-lo antes de morrer. Através de tudo isso Deus tinha sido gracioso e Jacó experimentou triunfo depois de ter sido forçado a enfrentar grande tragédia. Ele não tinha sido abandonado.

- Isto oferece esperança a todos os crentes. Todos nós encontramos estações de dificuldade e desespero, mas podemos ter conforto sabendo que a alegria virá pela manhã. Sabemos que problemas e provações fazem parte da vida, mas eles não têm que definir a nossa existência. Esta vida continuará a trazer angustia e dor, mas há um dia mais brilhante vindo para os salvos. Porque o Senhor vive, nós também podemos desfrutar de triunfo em meio a tempestade. Nós nunca o vimos face a face, mas quando essa viagem terminar, vamos estar diante dele em toda a Sua glória. Quando as provações vierem, lembre-se da alegria que aguarda os redimidos de Deus.

Conclusão: A família de Jacó sofreu muitos anos de dificuldade e dor, mas um dia a boa notícia veio de uma terra estrangeira. José estava vivo e as suas vidas seriam poupadas da morte certa. Deus tinha sido fiel, cumprindo Seu plano divino.

Há um grande paralelo para a humanidade nesta passagem. Nossas vidas são preenchidas com dificuldade e dor. Por causa do pecado, todos nós iriamos enfrentar a morte eterna. No entanto, um dia recebi uma boa notícia de uma terra distante. Cristo morreu pelos meus pecados. Ele comprou a minha redenção e ofereceu a salvação para mim. Percebi que ele desejou que eu recebesse Sua oferta, juntamente com a garantia de morada no céu por toda a eternidade. Oh, que dia maravilhoso, quando eu experimentei a salvação em Cristo.

Eu não sei as necessidades que você tem ou os fardos que você carrega, mas os vagões como providencia foram enviados. A abundância do Senhor está disponível a todos os que o buscam. Ele oferece a salvação para o perdido e arruinado. Ele oferece paz e esperança ao cansado e com medo. Ele oferece força para aqueles que se sentem como se não houvesse nenhuma razão para seguir em frente. Seja qual for a necessidade que você tem, por que não vir e receber o que Cristo oferece?

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Série: José: Amargura, traição e bênção - Boa notícia de uma terra estrangeira # 13 Reviewed by Aldenir Araujo on segunda-feira, junho 20, 2016 Rating: 5

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