Série: José: Amargura, Traição E Bênção - Eu Sou José # 12

Série: José: Amargura, Traição E Bênção - Eu Sou José # 12
Texto: Gênesis 45:1-15
Introdução: O nosso texto esta noite revela um momento decisivo na vida de José e seus irmãos. Os irmãos estão certamente preocupados e inseguros sobre o futuro que os espera. Benjamim tinha sido encontrado com a taça de prata e eles tinham pedido misericórdia e a libertação dele. Judá avançou e se oferece para tomar o lugar de Benjamim. Eles tinham sido muito testados por José e, embora eles não estavam cientes da situação, eles passaram no teste. Claramente, os homens mudaram e parecia haver arrependimento pela forma como eles trataram José anteriormente.

Tenha em mente que, o tempo todo José sabia quem eles eram. Ele estava bem ciente de quem eles eram, mas eles ainda tinham que reconhecê-lo. O tempo chegou para José revelar-se a seus irmãos. Através deste encontro, descobrimos um homem que permitiu que Deus guiasse sua vida e seus pensamentos. Seria fácil odiar seus irmãos e tentar puni-los por sua traição. José responde de uma maneira piedosa. Ele deixa um grande exemplo para nós seguirmos. Apesar de ter sido traído e maltratado, José escolheu o perdão e compaixão. Ele foi capaz de responder como respondeu por causa de uma intimidade verdadeira com Deus.

Nós podemos nunca enfrentar tais circunstâncias extremas, mas haverá situações em que temos de fazer uma escolha. Será que vamos escolheu o perdão e a reconciliação, ou vamos permitir que a amargura dite nossas vidas? Estas são decisões muitas vezes difíceis de tomar, mas se queremos viver como nosso Senhor deseja, devemos escolher o perdão. Vamos dar uma olhada nos detalhes no texto enquanto nós consideramos uma declaração profunda: Eu sou José.

I. A apresentação de José. V. 1-4

- Estes versículos revelam o momento em que José se deu a conhecer a seus irmãos. Descobrimos que foi:

A. Um momento exclusivo. V. 1 - Antes de se revelar, José mandou os egípcios saírem da sala. Ele ficou sozinho com seus irmãos enquanto ele se deu a conhecer. Há provavelmente várias razões para isso, mas estou convencido de que José queria privacidade. Ele havia sido elevado a uma posição de destaque e autoridade no Egito, mas este era um momento reservado para a família. Ele estava buscando a reconciliação e o mundo não precisava saber os segredos do passado da família. Esta era uma discussão entre irmãos e não havia necessidade de influência externa.

- Nós aprendemos uma lição valiosa aqui. Há momentos em nossas famílias e até mesmo dentro do corpo de Cristo, onde surge um conflito. Estas questões têm que ser abordadas, mas o mundo não precisa estar envolvido. Precisamos falar em particular, manter o assunto em família, não o transmitindo entre o mundo.

B. Um momento emocional. V. 2 - Não podemos imaginar a emoção que José sentiu nesse momento. Sua tristeza provavelmente era causada por seus irmãos, mas todos os anos de sofrimento e turbulência tinham acabado. Deus tinha livrado José e ele Sinceramente sentia que seus irmãos estavam arrependidos por suas ações. Ele agora via homens que estavam comprometidos com a família, não apenas egoístas e arrogantes. Sem dúvida, ele ansiava por uma relação pacífica com sua família. Ele estava tomado pela alegria.

- Isso também deve nos desafiar em nossas vidas diárias. Devemos buscar a restauração e expressar alegria genuína quando a alcançamos. Devemos estar dispostos a deixar o passado no perdão e buscar um futuro produtivo.

C. Um momento excepcional. V. 3-4 - Até agora tudo o que os irmãos sabiam sobre homem é que ele era o primeiro-ministro do Egito. Eles não tinham ideia que eles tinham lidado com José. Chamou-os perto, se revelando como irmão deles. Ele apaixonadamente pergunta sobre o bem-estar de Jacó. Você pode imaginar a surpresa que sentiram quando eles começaram a perceber que era José. Eles provavelmente pensaram que ele estava morto, e mesmo que ele não estivesse, eles nunca esperavam vê-lo novamente. Eles estavam tentando entender o sentido de tudo aquilo. Eles tinham traído José e ele os tratou com bondade.

- É fácil ficar amargos e evitar o contato com aqueles que nos ofenderam. Precisamos reagir como José, sair do nosso caminho para a reconciliação. Mesmo quando fomos feridos ou traídos por um ente querido, temos de continuar a amá-los. Pense em como Jesus lidou com Pedro depois da traição. O amor cobre uma multidão de pecados!

II. A percepção de José. V. 5-8

- José revela sua visão de todo este calvário. Estou certo de que seus irmãos ficaram chocados com a percepção dele. José entendeu:

A. A soberania envolvida. V. 5, 8-a - Os irmãos deveriam estar preocupados sobre como José lidaria com eles em relação a traição. Ele exorta-os a não ficarem com raiva de si mesmos ou afligidos sobre suas ações. José percebeu que Deus tinha soberanamente trabalhado nos bastidores para trazê-lo para o Egito. Isso estava tudo dentro do plano de Deus. Ele estava lá porque Deus quis que fosse assim.

- Temos discutido o fato de que a vida de José é uma representação do Velho Testamento sobre a verdade do Novo Testamento. Sua vida ilustra bem a verdade bíblica ensinada em Romanos 8, particularmente no verso 28. Nós podemos nos apegar a essa verdade quando somos confrontados com situações difíceis. O que quer que nós enfrentamos, somos confortados sabendo que Deus é soberano em nossas vidas. Problemas virão, mas nada pode nos separar do Seu grande amor e provisão para nós. Ao invés de perguntar por que eu, devemos buscar a Deus para usar nossas vidas para a Sua glória em nossos momentos de dificuldade e desespero!

B. A suficiência envolvida. V. 6-7 - José tinha percebido o grande quadro. A fome tomou conta da terra e a morte seria o resultado da falta de alimento. Canãa não estava isenta da fome. Deus colocou José em condições de sustentar a sua família durante este tempo de desespero. Se não tivesse sido enviado ao Egito e as circunstâncias ocorrido como tinham ocorrido, a família teria perecido. Deus usou o que parecia ser uma situação extremamente difícil para fornecer salvação da morte. O sofrimento de José trouxe a salvação deles.

- Que belo lembrete da providencia feita para nós e a suficiência da cruz. Estávamos presos pelo pecado, diante da morte certa. Nós não tínhamos nenhum meio de sobrevivência sem a intercessão do Senhor. O sofrimento de Cristo na cruz, foi horrível e brutal, mas trouxe a nossa salvação. Seu sofrimento e expiação substitutiva providenciou salvação para todos os que buscam a Ele pela fé!

C. A supremacia envolvida. V.8b – Deus, sem dúvida, colocou José em uma posição onde ele poderia sustentar a sua família. Ele disfrutava de uma posição de destaque e autoridade com os meios de cuidar daqueles que ele amava. Deus trabalhou de maneira poderosa na vida de José. Não poderia haver nenhuma dúvida de que o Senhor lhe tinha trazido a este lugar e orquestrado os eventos que levaram a este ponto.

- Nós provavelmente nunca teremos uma posição com tal poder e autoridade, mas Deus vai nos colocar onde quiser, a fim de nos usar de acordo com a Sua vontade. Maior é Aquele que está em nós do que aquele que está no mundo. Se Deus é por nós, quem será contra nós. Devemos caminhar pela fé, seguindo sua orientação para nossas vidas, procurando ser usados da forma que Ele escolher.

III. A provisão de José. V. 9-11

- Deus trouxe José para o Egito para que ele pudesse sustentar a sua família, preservando-os da morte. Considere a sua provisão. Nós vemos:

A. O Plano. V. 9 - Depois de revelar a si mesmo e a vontade de Deus em tudo, José instrui seus irmãos a retornar para Canaã e trazer a família para Gosém. Ele tinha um plano para cuidar deles e garantir a sua sobrevivência. Isso era tudo parte do plano maior de Deus.

- Precisamos lembrar que Deus tem um plano para nossas vidas também. Nós podemos nem sempre desfrutar de abundância material, mas Ele deseja que desfrutemos da abundância espiritual e vitória. Ele está trabalhando nos bastidores a fim de suprir as nossas necessidades. Pode não ser o caminho que escolhemos ou a maneira como pensamos, mas Deus tem um plano para cada uma das nossas vidas. Devemos estar dispostos a confiar em sua sabedoria e seguir sua orientação. Salmo 37:23 “Confirmados pelo Senhor são os passos do homem em cujo caminho ele se deleita”. Isaías 30:21 “e os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele; quando vos desviardes para a direita ou para a esquerda”.

B. A promessa. V. 10 - Sem dúvida, os irmãos deveriam estar um pouco preocupados e céticos naquele momento. Estou certo de que eles pensavam em suas ações passadas. José lhes assegura que a sua provisão não está limitada a certos membros da família. Ele promete cuidar de todos.

- Não é como o nosso Senhor? Ninguém é negligenciado ou deixado de fora. Ele cuida de cada um de nós. Nós não somos vistos com base no nosso valor, realizações ou mérito. Todos os crentes são parte da família e amados como tal. Ele irá suprir para cada um de nós.

- Na verdade, quando eu penso nisso, eu sou lembrado da provisão no Calvário. Cristo proveu redenção para todos os que vêm a Ele. Muitos hoje não gozam da Sua provisão porque eles não são parte da família. Cristo veio para todos! Sua promessa e provisão está disponível para todos os homens! Apocalipse 22:17 “E o Espírito e a noiva dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida”.

C. O propósito. V. 11 - José revela que a fome ainda não terminou. Haverá mais cinco anos de seca e necessidade. Eles não iriam sobreviver sem a sua provisão. Ele quer trazê-los para Gosém para que ele possa sustentá-los.

- Que bênção quando nós consideramos isso. Certamente Deus atende às nossas necessidades físicas e sou grato pelo que Ele faz, mas isso revela algo muito maior. O Calvário tinha um propósito. Cristo veio na forma de um homem para tirar os pecados do mundo. Ele veio para nos livrar da morte. Ele veio para nos libertar do nosso pecado e as consequências eternas do pecado para a vida eterna por meio dele! Alegro-me pelo plano de Deus e o disposto Salvador que se submeteu à morte de cruz para comprar minha redenção.

IV. A Paixão de José. V. 12-15

- Em nossos versículos restantes descobrimos a paixão que José tinha por seus irmãos e toda a família. Observe:

A. A realidade. V. 12 - Aparentemente, José pensou que eles estavam um pouco afligidos por tudo isso. Poderia ser realmente José? Ele estava realmente vivo? Ele poderia cuidar deles depois de tudo o que tinham feito. José queria que eles o reconhecem e o abraçassem por quem ele era, o irmão deles; e não apenas o primeiro-ministro do Egito.

- Eu pensei em nosso Senhor quando eu li estas palavras. Ele se revela para as pessoas de muitas maneiras e ainda assim elas continuam céticas. Ele ama e supre as suas necessidades. O Espírito O revela como o Cristo e ainda assim muitos não o veem como Ele é. Ele está hoje, com muita compaixão pedindo aos corações dos homens que olhem para Ele como seu Salvador, Redentor e Senhor!

B. O pedido. V. 13 - José exorta seus irmãos a retornar a Jacó com a notícia que eles experimentaram, dizendo-lhe que estava tudo bem. Ele exorta-os a vir para Gosém com pressa para que ele possa continuar a fornecer para eles. Ele sabia que era a única esperança deles. Ele exorta-os a receber a bondade e a provisão oferecida.

- Mais uma vez eu me lembro de Cristo nosso Senhor. Depois de revelar-se aos homens, Ele apaixonadamente exorta-os por meio da orientação do Espírito a atender a sua chamada. Ele exorta-os a receber a graça da salvação. Ele pede a eles para virem a Ele, permanecer nele, então ele pode purificar seus pecados, proporcionar a reconciliação com Deus, e garantir a vida eterna. A oferta é estendida, mas assim como foi com os irmãos de José, cada indivíduo deve receber o dom de apreciar sua provisão!

C. A reunião. V. 14-15 - José abraça seus irmãos, beijando-os enquanto chorava lágrimas de alegria. A longa noite de separação acabou e ele estava mais uma vez reunido com sua família. Ele não está amargo em direção a eles. Ele sinceramente os ama e quer ser uma bênção para eles.

- Não é assim que nosso Senhor trata pecadores que não merecem? Quando vamos a Ele na salvação, Ele gentilmente nos abraça com braços de amor. Não estamos condenados pelo pecado de nosso passado. Nós não somos odiados porque Ele levou os nossos pecados na cruz. Somos recebidos com amor, estamos unidos com Cristo e adotados na família. Mesmo depois da salvação, há momentos em que passear e disperso. Nós machucamos nosso Senhor, o traímos às vezes para os desejos da carne, e ainda assim Ele sempre nos recebe de volta ao rebanho. Ele deseja desfrutar de comunhão conosco e está pronta para oferecer restauração. Que gracioso, amoroso Salvador servimos!

Conclusão: Enquanto eu estudava esta passagem, fiquei impressionado com a introdução de José aos seus irmãos, "Eu sou José". Deus o havia levado para lá com um propósito e ele queria que eles o reconhecessem por quem ele era e recebessem a abundância que ele poderia oferecer.

Estou convencido de que o nosso Senhor está esta noite por meio da orientação do Espírito, dizendo aos corações: "Eu sou Jesus". Ele também anseia que nós o reconheçamos como Ele é. Ele quer salvar aqueles que ainda não vieram à fé salvadora nEle. Ele quer confortar o solitário e com medo. Ele quer fortalecer o quebrantado e cansado. Ele quer acolher o filho errante em casa. Você já ouviu a sua voz? Por que não responder ao seu chamado esta noite?

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Série: José: Amargura, Traição E Bênção - Eu Sou José # 12 Reviewed by Aldenir Araujo on quarta-feira, maio 11, 2016 Rating: 5

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